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3 dicas para mapear oportunidades educativas no entorno escolar

Selo com dicas para mapear oportunidades educativas no entorno escolar

Esse texto é um resumo produzido pelo Caindo no Brasil da publicação “Como mapear oportunidades educativas no entorno escolar?” do Portal Aprendiz, escrito por Claudia Ratti, para o site Dia de Aprender Brincando. Veja a matéria na íntegra no site. 

Selo com dicas para mapear oportunidades educativas no entorno escolar

Quando observamos com atenção o entorno escolar, é possível perceber um território repleto de boas oportunidades educativas. Podem ser os parques, praças, ruas e até antigas construções. Pensando nisso, por que não proporcionar aos estudantes um momento de aprendizado fora dos muros da escola?

Uma maneira de identificar essas oportunidades é fazer um mapeamento do território, para então planejar as atividades externas. Durante o trabalho, é possível perceber que o espaço público é um ambiente para brincar e aprender.

LEIA MAIS: Educação para a cidade: como incluir o território na aprendizagem

1. Diagnóstico do território

O primeiro passo para mapear oportunidades educativas é fazer um diagnóstico do território. Para isso, comece respondendo algumas perguntas: onde a escola está localizada? O bairro é residencial ou comercial? Qual a natureza das instituições que compõem esse território? Com a ajuda de um mapa, observe o entorno do colégio e comece a listar os principais estabelecimentos que dividem o bairro com a escola.

Proponha a outros educadores que esse mapeamento seja feito em conjunto. O trabalho em equipe vai facilitar a identificação das oportunidades educativas, além de ser a chance de planejar uma atividade interdisciplinar ao ar livre.

Conversar com os estudantes também é uma boa maneira de fazer o diagnóstico da região, já que muitos moram no bairro. Entenda quais são os caminhos que eles percorrem diariamente, quais espaços frequentam e onde brincam quando estão fora da escola. A conversa pode destacar locais não óbvios, mas que carregam um grande potencial educativo.

OLHA SÓ: Cultura tem papel fundamental na integração entre escola e território

Depois de identificados, é hora de pensar quais oportunidades esses locais oferecem. Parques e praças são ambientes que permitem uma série de atividades. Desde brincadeiras ao ar livre até aulas com um conteúdo que dialoga com aquele espaço. Já antigas construções, como igrejas, residências e comércio local, por exemplo, são imóveis que contam histórias sobre bairro e revelam informações sobre determinado período histórico.

Fotografia de aproximadamente quinze crianças e uma professora brincando e sorrindo ao redor de uma represa. Uma das crianças está no centro da foto, sorrindo e pulando.
Todo entorno escolar é um território com imenso potencial educativo (Reprodução/Portar Aprendiz – Crédito: Dia de Aprender Brincando)

2. Articulação com o entorno

Após o diagnóstico do território, é hora de fazer a articulação com esses espaços mapeados. Pensem sobre a relação da escola com a comunidade. Ela está integrada às outras iniciativas do bairro? Os estudantes são próximos do território? A partir disso é possível pensar qual trabalho será feito para propor as atividades externas. Entre em contato com os estabelecimentos, apresente a sua ideia e veja quais são as possibilidades de parceria oferecidas.

Pense como essas pessoas e instituições que ocupam o território podem contribuir para o aprendizado dos alunos. Certifique-se de que são ambientes que comportam os estudantes com segurança e com espaço suficiente para colocar as atividades em prática.

3. Planejamento das atividades

Por fim, é hora de planejar as atividades que serão propostas no dia. Há uma infinidade de brincadeiras e experiências que você pode oferecer aos estudantes. Você pode propor brincadeiras que dialogam com o currículo, planejar uma aula ao ar livre, pensar uma vivência que aproxima os alunos dos elementos da natureza ou fazer uma caminhada para conhecer a história do bairro. Prefira espaços que proporcionam contato com a natureza e aproveite para pensar em atividades que não são possíveis dentro da sala de aula.

Além disso, avalie sempre a viabilidade da atividade e esteja preparado para imprevistos. Por isso, a presença de mais de um educador responsável pelos alunos facilita a atividade. Escolha locais próximos da escola e trace um percurso que não seja muito longo, mas que possa ser vivenciado pelos alunos. Certifique-se de que todos os estudantes têm autorização para sair do colégio e lembre-se de identificá-los antes de ir para a rua.

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Educação para a cidade: como incluir o território na aprendizagem

Imagem de uma menina tirando uma foto com um celular através de uma grade em um campo

Em 2016, a EMEF Emiliano Di Cavalcanti passou a ser uma escola de tempo integral. Eles buscaram colocar no currículo práticas pedagógicas focadas no desenvolvimento integral e cidadão dos estudantes. Uma delas foi o projeto “Território do saber: Trabalho de Campo”, desenvolvido pelo professor Carlos Asakawa Novais, que reflete a descoberta e redescoberta dos territórios. Por lecionar geografia, o educador encara os territórios como uma categoria de análise, uma ferramenta para entender o mundo. Por isso, iniciou o projeto junto a escola em 2011. Antes da incorporação da Educação Integral ao Projeto Político Pedagógico (PPP) da EMEF.

Na época, o trabalho de campo era oferecido no contraturno escolar aos interessados. Mas o objetivo era o mesmo: não limitar-se ao perímetro da escola, apresentando novos lugares e reflexões sobre o território. Nesse modelo, os estudantes faziam uma viagem grande por ano e diversas visitas ao bairro e arredores da escola. Assim, eles trabalham temas como impacto do turismo, moradia e transporte. Já as “grandes” viagens tinham como principais destinos cidades paulistas como Campos do Jordão, Taubaté e Registro, em um reconhecimento de patrimônios históricos e ambientais.

Territórios Educativos

Imagem de uma menina tirando uma foto com um celular através de uma grade em um campo
(Reprodução/Youtube)

Com a mudança do PPP da escola e a adesão à Educação Integral, a escola transformou o projeto em uma prática regular. Assim, ele se tornou parte de uma série de projetos denominados Território do saber. Segundo o professor responsável pela ação, essa decisão expandiu as possibilidades do Trabalho de Campo. Afinal, ele passou a ter mais verba e tempo disponíveis para as atividades.

“As saídas têm sempre uma intenção pedagógica. Portanto é preciso ter uma bibliografia específica para a turma e planejar as atividades. Educação integral não significa apenas aumentar o tempo do aluno na escola. E sim trabalhar uma série de competências, que é o que buscamos fazer com esse projeto”, explica Carlos. Atualmente, há duas turmas de anos mistos, que têm aulas duas vezes por semana e realizam, em média, uma viagem grande por semestre e outras dez saídas nas proximidades da escola.

O projeto Território do Saber: Trabalho de Campo foi um dos 10 contemplados pela 2ª edição do Prêmio Territórios Educativos. Essa é uma iniciativa do Instituto Tomie Ohtake em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Há também o patrocínio da Universidade Estácio. O prêmio busca reconhecer e fortalecer experiências pedagógicas que explorem as oportunidades educativas do território onde a escola está inserida, integrando saberes escolares e comunitários. Este ano, o programa recebeu 67 inscrições oriundas de todas as Diretorias Regionais de Ensino de São Paulo e de diversos tipos de unidades escolares. Confira os outros projetos vencedores.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Escola integra território ao currículo e expande educação para a cidade”, da repórter Nana Soares para o portal da Cidade Escola Aprendiz. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.