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Como as escolas podem preparar os jovens para as profissões do futuro?

Como as escolas podem preparar os jovens para as profissões do futuro?
(Reprodução)

Com o passar do tempo, profissões são criadas e outras extintas. E essa mudança é normal, principalmente por causa da tecnologia. Foi pensando nisso que o relatório “21 More Jobs of the Future”, produzido pelo Center for the Future of Work (Centro para o Futuro do Trabalho), lista 21 apostas no mercado da próxima década.

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O estudo cita profissões como Engenheiro de Reciclagem de Dados, Designer de Personalidade de Robôs e Designer de Arenas para E-sports. E muitas dessas atividades envolvem temas como pensamento computacional, inteligência artificial e resolução de problemas.

E na sala de aula?

Por isso, desenvolver essas habilidades nos jovens durante o seu desenvolvimento é uma maneira de prepará-los para algumas dessas oportunidades. A Mind Makers é uma editora educacional que oferece disciplinas como Pensamento Computacional e Empreendedorismo Criativo para escolas brasileiras.

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As aulas desenvolvem habilidades como criatividade, interação, gerenciamento de recursos, resiliência e autocontrole. No caso do Pensamento Computacional, o aprendizado engloba conhecimentos de algoritmo, abstração, decomposição de problemas e identificação de padrões.

Já com aulas de Empreendedorismo Criativo, oferecidas para estudantes do Ensino Médio, os alunos aprendem técnicas de gerenciamento de problemas e de ideias. Dentro da disciplina, o empreendedorismo é entendido como uma habilidade a ser aprimorada e não apenas a capacidade de abrir uma empresa. Nela, os participantes são estimulados a pensar em soluções criativas que impactam diretamente a comunidade escolar.

João Lacerda, diretor da Mind Makers, defende que o papel das escolas é investir nesses novos meios e formatos de educar com o objetivo de aperfeiçoar seus alunos. Os jovens aprendem hoje para, no futuro, desempenharem funções que muitas vezes ainda não foram inventadas. Por isso, é importante prepará-los, tornando-os aptos a se desenvolverem e se adaptarem para novos mercados de trabalho. Quer saber mais sobre o trabalho da Mink Makers? Clica aqui para ficar por dentro!

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Como a tecnologia pode colaborar por uma educação mais inclusiva

Imagem de uma adulta e uma criança sentadas observando algo em um computador

Imagem de uma adulta e uma criança sentadas observando algo em um computador
(Pixabay)

“Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil” foi o tema da redação da última edição do ENEM. Essa escolha provocou uma grande reflexão sobre a importância de discutir a educação inclusiva. Apesar de focar nos estudantes com deficiência auditiva, o assunto estimulou o debate sobre metodologias para incluir alunos com diferentes necessidades. 

A inclusão escolar de alunos deficientes no ensino regular tem crescido no país. O Censo Escolar do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), realizado em 2015, constata que o número de alunos deficientes no ensino regular aumentou 6,5 vezes em 10 anos: de 114.834, em 2005, para 750.983 em 2015. No entanto, precisamos evoluir nas metodologias que estão sendo adotadas. Assim, podemos realmente oferecer uma aprendizagem efetiva desses jovens. E estamos em um ótimo momento para isso. A Era Digital e o uso correto das novas tecnologias acaba sendo um grande aliado nisso.

Essas tecnologias estão sendo aplicadas na sala de aula para oferecer um aprendizado diferente para uma geração que nasceu digital. E quando o aluno possui alguma deficiência, essas ferramentas podem auxiliar na adaptação e no aprendizado coletivo. Macaé, município do estado do Rio de Janeiro, é um exemplo. A aluna do 1º ano do ensino fundamental, Luna Oliveira, está em investigação sobre a possibilidade de TDAH (Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). Ela apresenta dificuldades para concluir suas atividades no mesmo ritmo dos outros colegas. Com metodologias como a Conecturma, que usa uma plataforma adaptativa e gamificada, ela já consegue acompanhar o grupo e se sente mais concentrada e engajada.

Por que isso acontece?

Pela afinidade com a tecnologia, o uso dessas ferramentas na sala de aula torna os alunos mais receptivos ao aprendizado. Um estudante com deficiência pode ficar muito mais concentrado quando são utilizados recursos que o estimulem de forma adequada. E a tecnologia possibilita a construção de múltiplos estímulos. Técnicas narrativas, plataforma de jogos e músicas, fantoches e outras atividades lúdicas que envolvam a cultura brasileira podem ser utilizados.

Esses recursos podem ser utilizados em atividades individuais ou coletivas. Assim, é possível desenvolver habilidades socioemocionais como respeito à diversidade e resolução de conflitos. Além da análise de problemas e tomadas de decisões, vivência cultural, estímulo ao autoconhecimento, entre outros. Em um sistema regular de ensino com alunos deficientes, não apenas o aprendizado deve ser adequado e atrativo. É preciso promover o respeito e o sentimento de pertencimento entre toda a comunidade escolar. Não devemos esquecer que a educação inclusiva é um direito garantido e foi criada para dar oportunidades para que todas as crianças e adolescentes façam parte do sistema regular de ensino, convivendo com a diferença e respeitando a diversidade.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “O que as novas tecnologias podem fazer pela educação inclusiva”, do repórter Rafael Parente, para o Porvir. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Paraná lança aplicativo que conecta professor e aluno

Imagem da professora Marcia Burbak sorrindo, apontando para celular e mostrando o aplicativo Escola Paraná

Imagem da professora Marcia Burbak sorrindo, apontando para celular e mostrando o aplicativo Escola Paraná
A professora Marcia Burbak mostra o aplicativo Escola Paraná no Colégio Estadual Dom Pedro II (Reprodução/Nova Escola)

A semana pedagógica da rede estadual do Paraná trouxe uma novidade: o aplicativo Escola Paraná Professores. A ferramenta, exclusiva para os docentes da rede, foi criada como um suporte para o planejamento e para facilitar a comunicação entre comunidade escolar e secretaria. A iniciativa é uma parceria com a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). O lançamento do app foi feito no dia 15 de fevereiro e será apresentado às escolas a partir desta semana. “As orientações sobre uso e funcionalidades foram incluídas na pauta da semana pedagógica, de todas as estaduais”, diz Claudio Aparecido de Oliveira, coordenador do núcleo de informática da secretaria.

O aplicativo vai complementar a plataforma digital usada pelos professores da rede pública de ensino. “O app foi criado para complementar o sistema de registro de classe online da rede, que já existia desde 2015”, explica o coordenador. Na plataforma, os professores já conseguiam registrar a frequência, lançar notas e faltas. O acesso era feito via desktop ou mobile, mas apenas pelo navegador. A diferença é que agora, além de novas funcionalidades, a ferramenta ganha uma versão em aplicativo.

Entre as funcionalidades de planejamento, ele permite a visualização da grade horária do professor. Além disso, ele oferece agendamento e acompanhamento de eventos que ele mesmo vai marcando, como datas de provas e entregas de trabalhos, além das festas e assembleias promovidas pela escola. Em relação à interatividade, o app permite que o docente envie mensagens para suas turmas e receba avisos da secretaria de Educação. Outra função é a indicação de materiais relacionados ao conteúdo das aula, como livros e filmes. O uso do aplicativo será opcional.

“Todas as informações para professores e alunos continuarão disponíveis nas plataformas online da secretaria. No entanto, ele facilita o dia a dia”, diz Claudio. “Todas as atualizações da escola ficam automaticamente visíveis para a equipe pela ferramenta”.

Como acessar

Usuários de dispositivos iOS e Android podem fazer download da ferramenta. O cadastro é feito com o número do CPF ou e-mail institucional e com senha do registro de classe on-line. Todo o passo a passo para instalação, cadastro e uso das funcionalidades do aplicativo estão disponíveis no tutorial da secretaria. Os professores da rede estadual do Paraná que tiverem dúvidas sobre o uso podem entrar em contato com o Núcleo de Informática e Informações. O telefone é (41) 3340-1738.

Conheça o app em:

Para os alunos, pais e responsáveis

Essa é uma versão para professores do aplicativo Escola Paraná Alunos, lançado em 2017. A ferramenta, focada nos estudantes, permitia que tanto estes quanto seus responsáveis pudessem consultar a grade de aulas, notas e eventos escolares, como reuniões, entrega de trabalhos e provas. Embora a interface para os dois grupos seja diferente, as funcionalidades são as mesmas. Além disso, também é possível enviar mensagens para os professores e colegas de sala. O acesso é feito via número de matrícula ou CPF. O app está disponível para dispositivos iOS e para Android e conta com um tutorial de funcionamento que pode ser acessado aqui. O uso da plataforma pode trazer muitos benefícios para toda a comunidade escolar. Afinal, uma boa comunicação é essencial para o bom desenvolvimento e engajamento dos alunos e para participação das famílias, e pode auxiliar o dia a dia dos docentes.

https://www.youtube.com/watch?v=b0CQvKGTl4c

Matéria publicada pela Nova Escola.