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Crescer Aprendendo: trilha mostra como superar os maiores desafios com as crianças

Ilustração da trilha Crescer Aprendendo, representando uma mulher, em diferentes cenas, cuidando de uma criança.
Ilustração da trilha Crescer Aprendendo, representando uma mulher, em diferentes cenas, cuidando de uma criança.

O CanalBloom é startup que fala sobre a educação parental como um ponto chave no desenvolvimento de uma sociedade saudável. Na semana passada, eles anunciaram uma parceria com a United Way Brasil, que desenvolve projetos de educação para a Primeira Infância e Juventude. Nessa colaboração, eles produziram a trilha Crescer Aprendendo.

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Essa iniciativa conta com orientações básicas para os primeiros seis anos de vida da criança. Ao longo dos próximos meses, eles vão lançar mais de 40 conteúdos e ferramentas sobre 8 temas: a importância do brincar; direitos na infância; comportamento; saúde; família; amamentação; introdução alimentar e nutrição.

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A trilha foi desenvolvida com base no programa Crescer Aprendendo, da United Way Brasil. Desde 2012, eles promovem a formação de mães, pais e cuidadores em regiões de vulnerabilidade social em São Paulo. O conteúdo já está disponível para mais de 20.000 usuários cadastrados no Bloom. Seus assinantes têm acesso ilimitado a trilhas de aprendizado para entender e superar os principais desafios no dia a dia com as crianças. Acesse o site do CanalBloom para saber mais.

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Espaços de SP são revitalizados em ação que envolveu 200 voluntários em prol da Primeira Infância

Fotografia de duas voluntárias pintando o chão de uma das escolas.

Fotografia de aproximadamente quinze voluntários pintando, construindo e ajudando com reformas na parte externa da escola.

Cerca de 200 voluntários se reuniram no começo deste mês, na região do Campo Limpo, para revitalizar espaços de vivências nos Centros de Educação Infantil (CEI) Dra. Nathália Pedroso e Olga Benário. Juntos, esses espaços atendem cerca de 243 crianças. Os participantes são empresas e fundações como Ecolab, Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Lear Corporation, Lilly, Morgan Stanley, Owens Illinois, P&G, Pitney Bowes e PwC. 

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Chamada de Dia Viva Unido, essa ação é uma das atividades promovidas pela organização United Way Brasil. Eles atuam há 17 anos no Brasil com foco no desenvolvimento da primeira infância e juventude. A programação também colaborou com a comunidade local pela recuperação da Praça do Campo Limpo. As ações fazem parte do programa “Crescer Aprendendo”, desenvolvido desde 2012 pela organização. O projeto já beneficiou mais de 2 mil crianças de 13 centros de educação infantil participantes do Programa.

Fotografia de duas voluntárias pintando o chão de uma das escolas.

Dia Viva Unido

As atividades do Dia Viva Unido começaram pela manhã e terminam ao final do dia, enquanto as crianças estavam em sala de aula. “Ao saírem, os alunos encontram a escola reformada, o que causa surpresa e alegria. É um momento importante, pois eles sentem a valorização do espaço escolar. E isso traz reflexos positivos no longo prazo”, explica Paula Crenn Pisaneschi, gerente de Programas da United Way Brasil. Nas semanas seguintes, as famílias também são chamadas a conhecer o espaço e ficam surpresas com o resultado

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Gabriella Bighetti, diretora-executiva da United Way Brasil, chama a atenção para a importância do engajamento do setor privado no desenvolvimento da primeira infância. “Crianças bem assistidas mudam o mundo. Cuidar delas é construir, no hoje, a sociedade que queremos. Por isso o papel das empresas e o envolvimento dos funcionários pode ser tão relevante nesse processo”, afirma.

Segundo pesquisas apresentadas na cartilha “Aposte na Primeira Infância”, lançada este ano, desenvolvida pelo Instituto GPTW, em parceria com a United Way Brasil e Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, empresas que adotaram programas em prol da primeira infância tiveram impacto direto na produtividade e rotatividade dos funcionários, esta última caindo de 21% para 9,9%.

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Emicida lança livro infantil sobre representatividade e negritude

Ilustração do Cantor Emicida no canto inferior direito da imagem, com um fundo vermelho-alaranjado.

Ilustração do Cantor Emicida no canto inferior direito da imagem, com um fundo vermelho-alaranjado.
(Reprodução/Lunetas)

Como o pensar infantil fascina/De dar inveja, ele é puro, que nem Obatalá/A gente chora ao nascer, quer se afastar de Alla/Mesmo que a íris traga a luz mais cristalina/Entre amoras e a pequenina eu digo ‘As pretinhas são o melhor que há’“.

Assim começa a música “Amoras”, do rapper Emicida, que acaba de se transformar em livro infantil. A obra é lançamento da Companhia das Letrinhas e conta com ilustrações de Aldo Fabrini. Ela reproduz um diálogo que o artista teve com sua primeira filha, Estela, 7, e a história é toda dedicada a ela. Com 32 anos, o cantor também é pai de Tereza, que nasceu em junho de 2018.

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Capa do livro Amoras, do cantor Emicida.
(Divulgação)

Na música que originou a história, a pequena está debaixo de uma amoreira com o pai,]. Neste momento, ele comenta sobre a beleza das amoras. Quanto mais pretas, mais doces. É aí que a menina se reconhece e assimila sua própria identidade. Emicida canta “A doçura das frutinhas sabor acalanto fez a criança sozinha alcançar a conclusão/Papai, que bom, porque eu sou pretinha também“.

Representatividade e paternidade

O livro fala sobre negritude, representatividade, preconceito e autoconfiança. E é também um exemplo de como a paternidade presente e afetiva contribui para a construção de referências positivas. Contribuindo, assim para o desenvolvimento saudável da criança. Com referências à religião e à resistência afro – a história cita Zumbi, Marthin Luther Link, Malcom X e entidades da mitologia yorubá – Emicida reforça a importância de nos reconhecermos e nos orgulharmos de ser quem somos – desde criança e para sempre.

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Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Emicida lança livro infantil sobre representatividade e negritude“, do Portal Lunetas. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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A criança mordeu? SOS CanalBloom!

Ilustração de duas crianças. Uma delas está mordendo o braço da outra, que está chorando.

Alguns bebês e crianças pequenas sentem uma forte necessidade de morder. Eles ainda não conseguem se expressar muitos bem com as palavras, então a mordida pode ser uma forma de comunicação. Quando o bebê sente raiva, ele pode morder para expressar essa emoção. Ou se precisa de um certo espaço e, inclusive, para demonstrar afeto. Na amamentação ou quando os dentes começam a nascer, as mordidas podem ser mais frequentes. Infelizmente, a criança não sabe o quanto isso dói. Saiba como lidar!

Ilustração de duas crianças. Uma delas está mordendo o braço da outra, que está chorando.

Proteja as crianças

O primeiro passo é garantir a segurança das crianças. Se uma criança vai morder a outra, não hesite: separe as duas crianças e evite que elas se machuquem. E vale para você também: se proteja. Mas vá com calma e não grite. Quando você grita, a criança se assusta e isso piora a situação.

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Agressividade gera agressividade

Se a mordida aconteceu, não fique bravo, não grite, não castigue, não faça o bebê morder alguma coisa com gosto ruim e nem morda ele de volta. Ao contrário, seja honesto e diga o quanto isso dói. A criança percebe a sua sinceridade e muitas vezes para de morder imediatamente. E se a mordida foi em outra criança que está chorando, mostre que é porque ela está sentindo dor. Mesmo pequenos, os bebês conseguem entender que o choro acontece quando estamos chateados ou sentindo dor.

Incentive a empatia

Se for apropriado, pergunte se a criança gostaria de cuidar do amigo machucado. É importante que ela reconheça que o amigo precisa de cuidado e que ela pode ajudá-lo. Ela pode te ajudar a segurar a pomada enquanto você cuida da criança. Dessa forma, você a ensina sobre o efeito das próprias ações e a ajuda a desenvolver a habilidade de empatia.

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Nomeie os sentimentos

Esse é o primeiro passo para a criança aprender formas mais saudáveis de expressar seus sentimentos. Você pode dizer: “Percebi que você está triste porque não pode brincar com o que queria. Mas esse brinquedo está com seu amigo e ele não quer te emprestar agora. Às vezes, você também não gosta de emprestar, não é? Vamos encontrar outra brincadeira pra você”.

Quando você conversa com a criança, você a ajuda a encontrar outras formas de se expressar. Ensine-a a colocar limites usando palavras simples, como “não”, “pare” e “não quero”. Assim, ela ganha recursos para se comunicar sem as mordidas. Para conferir o SOS completo sobre esse tema, acesse: https://canalbloom.com/sos/criancas_que_mordem

 

O CanalBloom é uma plataforma que traz ferramentas para apoiar pais e mães nos desafios da parentalidade, buscando uma infância mais saudável com base em orientações de especialistas e um conhecimento qualificado. Acesse através do: www.canalbloom.com

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Xixi na cama? SOS CanalBloom!

Ilustração de um personagem deitado na cama, com uma expressão preocupada.

Ilustração de um personagem deitado na cama, com uma expressão preocupada.

É normal que as crianças pequenas façam xixi na cama. Isso acontece porque a bexiga da criança pode ainda não estar desenvolvida o suficiente para armazenar o que precisa durante à noite. Ou então, pode ser que ela durma um sono muito profundo e ainda não consiga despertar para ir ao banheiro. A boa notícia é isso se transforma conforme a criança cresce. Enquanto isso, veja o que fazer!

Acolha as emoções da criança 

O xixi na cama não acontece porque a criança é preguiçosa ou desobediente. É uma atividade inconsciente, que ocorre sem querer. Por mais que seja cansativo para os pais, a criança é quem normalmente mais sofre com a situação. Se você conseguir mostrar que entende como ela se sente, você a ajudará a não se sentir culpada e a entender a situação como algo normal, que ela será capaz de superar. Isso é fundamental para que ela passe por este desafio de forma saudável. Por isso, seja acolhedor. Com um tom de voz tranquilo, você pode dizer: “Puxa, filho, incomoda mesmo quando acordamos molhados assim… Mas isso acontece. Na sua idade, isso é comum. É difícil perceber o xixi enquanto estamos dormindo, por isso às vezes escapa. Está tudo bem. Agora vamos trocar essa roupa e voltar a dormir? Que tal se você me ajudar a pegar um outro pijama?”.

LEIA MAIS: Hora de ir à escola e a criança não quer sair da cama? SOS CanalBloom!

Esvazie a bexiga antes de dormir

Pelo menos 1 hora antes de dormir, ajude a criança a não beber líquidos. Tente se programar para dar o leite ou a água antes disso. Isso vai ajudar a diminuir a quantidade de urina produzida à noite e, com isso, as chances de escapar xixi enquanto ela estiver dormindo. Leve-a ao banheiro pelo menos duas vezes antes de ir para a cama: uma vez no início da rotina para dormir e mais uma antes de apagar as luzes. Nessa hora, você pode levá-la no colo e deixar o banheiro com pouca luz, para não agitar a criança que se prepara para dormir.

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Não acorde a criança à noite

Acordar a criança reforça o hábito dela fazer xixi enquanto dorme e a responsabilidade de permanecer seca acaba sendo transferida da criança para os seus cuidadores. 

Se a criança já aprendeu a controlar o xixi na cama há mais de seis meses, mas o xixi volta a escapar, isso pode estar acontecendo por alguma situação de estresse: a separação dos pais, algo na escola ou até o nascimento de um irmão. Converse com a criança sobre seus desafios e acolha essas emoções. E se ela tiver mais de 5 anos, o recomendado é consultar um pediatra ou nefrologista pediátrico para avaliar o que pode estar contribuindo para o xixi na cama. Para conferir o SOS completo sobre esse tema, acesse: https://canalbloom.com/sos/_a_crianca_faz_xixi_na_cama

 

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Brincadeiras sensoriais para crianças maiores de 2 anos

Selo na cor verde-água com 5 dicas de Brincadeiras Sensoriais para crianças.

Selo na cor verde-água com 5 dicas de Brincadeiras Sensoriais para crianças.

Brincar é muito importante para o desenvolvimento infantil. Pensando nisso, o Portal Lunetas selecionou uma super lista com dicas de brincadeiras para crianças a partir dos dois anos. Essas sugestões foram reunidas por um dos parceiros do site, o Massacuca. Esse é um projeto onde duas mães compartilham suas descobertas. Elas acreditam na riqueza de um brincar simples e que também seja capaz de oferecer um imenso aprendizado. Essas brincadeiras sensoriais são atividades lúdicas onde a criança, além de se divertir, também estimula diferentes sentidos. 

O Massacuca separou 10 dicas de brincadeiras. Nós destacamos cinco delas, olha só:

1. Cortina sensorial

Montagem de duas fotografias. Na primeira, há um menino mexendo nas fitas penduradas. Nas pontas das fitas estão penduradas as garrafas PET. Na segunda foto está um garoto segurando uma dessas garrafas penduradas.
(Reprodução/Lunetas)

Essa brincadeira é coletiva e requer espaço e mãos. A ideia é usar garrafas sensoriais diversas para montar uma enorme cortina. Para fazer, basta usar a criatividade, soltar a imaginação e usar um pouquinho de tudo para montar as garrafas.

2. Caixa sensorial: jardim de gelatina

Imagem de duas crianças sentadas em um tapete de plástico. Uma delas está olhando para baixo, brincando com um pedaço de frutas. A outra está com as mãos dentro do pote de gelatina vermelha
(Reprodução/Lunetas)

Esse é um jeito interessante de utilizar alimentos que não estão mais aptos para consumo. Faça uma enorme travessa de gelatina, e jogue pedacinhos de frutas e legumes feitos com cortadores de biscoito. Estrelas de pêra, corações de cenoura, luas de maçã, flores de beterraba e muitos outros formatos para deixar a brincadeira mais atraente. A ideia é que as crianças usem as mãozinhas e talheres também para explorar a caixa e todas as suas formas e sabores.

3. Pintando com os pés

Essa brincadeira faz sujeira! O ideal é escolher espaços ao ar livre. Com papel bolha, você pode fazer uma ‘botinha’ para os pequenos, assim não suja os pés. Use um pedaço de papel grande, estenda no chão e use tintas de diferentes cores para as crianças brincarem de pintar com os pés. Ah, pode ser que no meio da brincadeira as botinhas sejam deixadas totalmente de lado. E tudo bem.

4. Carimbos naturais

Fotografia de uma mesa vista de cima. Há uma forma de cupcakes com tintas coloridas dentro dos buracos. Há pincéis com tinta, folhas com carmbos e vegetais cortados em diferentes formatos.
(Reprodução/Lunetas)

Essa é uma ideia simples e cheia de criatividade. Usando cortadores de biscoito, você transforma algumas batatas, cenoura, pimentão e erva-doce em carimbos naturais. Use tinta de diferentes cores para as crianças poderem usar a criatividade e criar lindos desenhos. Não precisa ficar perfeito, afinal o grande charme dos carimbos naturais é explorar suas formas e texturas. Basta cortar pedaços que fiquem confortáveis para as crianças segurarem e pronto!

5. Massinha com purpurina: fábrica de cupcakes

Usando massinha colorida, dá para brincar de cozinhar e fazer cupcakes, por exemplo. Com outros materiais, é possível enfeitar os cupcakes. Essa é uma brincadeira que as crianças adoram por ser puramente criativa e eles poderem criar o que quiserem.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “10 brincadeiras sensoriais para crianças maiores de 2 anos“, do Massacuca para o Portal Lunetas. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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A criança não sai da TV, nem larga o celular? SOS CanalBloom!

Ilustração de uma criança de costas, sentada olhando para a TV

Ilustração de uma criança de costas, sentada olhando para a TV

Seu filho adora assistir à televisão ou pede o tempo todo para usar o celular? Quando você tenta colocar um limite, começa aquela disputa? Apesar de serem hábitos comuns, é importante que você tente regular a exposição às telas em até uma hora por dia. Caso contrário, podem aparecer problemas de sono, comportamento e inclusive há riscos de diabetes e obesidade. Saiba o que fazer!

Preste atenção aos seus próprios hábitos 

Você é o maior exemplo para o seu filho. Se você gosta de passar horas assistindo à televisão ou fica muito tempo usando o celular, provavelmente seu filho vai querer fazer o mesmo. Portanto, comece a mudança por você. Quando estiver com a família, evite as telas. Você inclusive pode compartilhar as dificuldades com o seu filho, dizendo algo como: “Eu recebi uma mensagem no celular e queria responder… Mas, como estamos almoçando, vou deixar pra depois, porque é ótimo quando almoçamos juntos e o celular atrapalha a nossa conversa”.

Organize a rotina 

Como está o seu dia a dia? Sobra tempo para você mesmo? Muitas vezes, a televisão se torna um recurso para entreter as crianças quando o adulto está sobrecarregado e precisando de “tempo para respirar”. Reveja suas atividades e tente reservar um momento da rotina só para você, mesmo se for por alguns minutos. Faça algo que goste ou simplesmente descanse! 

Acolha as emoções da criança

Ninguém gosta de deixar de fazer algo prazeroso, não é? Por isso, acolha às eventuais reações que ela tiver e explique o motivo da mudança. Você pode dizer: “Filho, eu entendo que você quer ver o filme até o final. Eu também não gosto quando tenho que parar de assistir a uma história no meio. Mas, agora precisamos relaxar para ir dormir e a TV nos deixa muito agitados, por isso precisamos desligá-la. Amanhã continuamos!”.

Planeje a mudança em etapas

Se todo dia seu filho passa horas na televisão, provavelmente vai ser difícil deixar de fazer isso de um dia para o outro. Toda mudança de hábito é um processo e por isso é importante realizá-la em etapas. Experimente começar reduzindo o tempo: se ele costuma passar 3 horas por dia na TV, experimente diminuir para 2h30. 

Fazer combinados a partir da quantidade de programas também facilita, porque a criança não precisa deixar de assistir ao programa bem na parte que estava tão interessante! E não esqueça do principal: ofereça alternativas, como áudio-livros infantis ou uma brincadeira gostosa na natureza. Para conferir o SOS completo sobre esse tema, acesse: https://canalbloom.com/sos/meu_filho_nao_sai_da_tv_nem_larga_o_celular

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Primeiros dias da criança na escola? SOS CanalBloom!

Ilustração de um adulto ajudando uma criança

Ilustração de um adulto ajudando uma criança

É natural que a criança estranhe o novo ambiente, sinta ansiedade ao se separar dos pais, chore ou não queira ficar na escola o tempo todo. Portanto, por mais sociável ou independente que seu filho seja com a família ou em outros ambientes sociais, muitas emoções podem surgir nesse processo de adaptação e é importante que você tenha paciência.

Reforce o vínculo entre vocês e facilite a conexão com a professora

Durante essa fase, é importante estar presente e brincar com o seu filho, com um tempo especial durante o dia por exemplo. Além disso, as crianças precisam se sentir seguras com o adulto que cuidará delas na escola. Mas, confiança é algo que adquirimos aos poucos. Coloque-se no lugar da criança. Ela pode se sentir insegura por uma razão legítima: está em um lugar novo, com pessoas que não conhece e – talvez pela primeira vez – sem a sua proteção. A sua calma e confiança nessa relação será essencial para que seu filho se sinta seguro. Se surgirem olhares apreensivos ou lágrimas, não o distraia. Em vez disso, acolha essa insegurança: “Filho, eu sei que é muita novidade e às vezes sentimos medo. Mas fique tranquilo, você está seguro aqui e vai ver que essa nova rotina vai ser bem divertida. Sempre que precisar, você pode pedir ajuda para a professora, que vai cuidar de você todo o tempo que estiver aqui. Volto para te buscar assim que a escola terminar e depois vamos ficar juntos!”.

Ofereça algo familiar

Permita que seu filho leve um brinquedo, um livro ou aquele pano que tanto gosta para escola nestes primeiros dias. Mesmo se ele precisar ou quiser guardar na mochila ao chegar lá. Os objetos familiares ajudam a criança a se sentir mais segura, principalmente em um ambiente novo. Você também pode imprimir uma foto da família e propor que seu filho a leve na mochila.

Sempre se despeça e crie rituais

Tudo bem deixar seu filho ocupado com alguma atividade e sair em silêncio, mas nunca saia sem se despedir. Por mais difícil que seja a despedida, deixe claro que você está indo embora e que vai voltar para buscá-lo ao final do período. Isso fortalecerá a confiança e ele saberá que você jamais vai desaparecer sem avisar. Estabelecer rituais também pode ajudar. Pode ser um simples abraço ou a cantoria de uma música na caminhada até a escola. A repetição de uma mesma atividade será reconfortante para vocês dois.

A adaptação à escola é um processo. Por isso, respire fundo, lembre-se do valor que essas interações e aprendizados trarão para a vida da criança. E converse com a equipe da escola sempre que precisar. Para conferir o SOS completo no CanalBloom, acesse: https://canalbloom.com/sos/o_primeiro_dia_na_escola

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A criança não coopera? SOS CanalBloom!

Ilustração para falar sobre A criança não coopera. Nela, a sala está bagunçada e pai e filho estão brigando

Você pediu ajuda para arrumar a bagunça da sala e seu filho simplesmente saiu, deixando você falando sozinho? Ou ele bateu o pé e disse que não ia arrumar? Mais cedo ou mais tarde, existem situações em que seu filho não vai querer cooperar. Antes de tudo, respire fundo e recupere a calma. Em vez de querer controlar a criança, tente entender: como será que você pode ajudá-la a cooperar? O CanalBloom criou um material para apoiar familiares no desenvolvimento de crianças:

Ilustração para falar sobre A criança não coopera. Nela, a sala está bagunçada e pai e filho estão brigando

Acolha as necessidades por trás da atitude

Imagine que você pede que a criança organize os blocos de brinquedo espalhados pelo chão. Ela começa aquela disputa e arremessa um dos blocos na parede. Por que será que ela fez isso? Ela pode estar chateada porque dedicou um enorme tempo para construir um castelo tão alto e agora terá que desmanchá-lo para guardar os blocos. Quando você compreende o sentimento por trás do que ela fez, você pode orientá-la de uma maneira mais eficiente, facilitando a cooperação. Experimente dizer: “Filho, eu acho que você ficou chateado porque não quer desmontar o castelo que fez com tanto esforço, foi isso? Tudo bem ficar chateado, mas jogar o bloco na parede pode machucar alguém e estragar a parede, por isso não fazemos isso. Que tal se deixarmos o castelo montado e guardarmos o resto dos blocos?”.

Use a imaginação para transformar as tarefas em momentos divertidos

Tanto para a criança, quanto para você. Escovar os dentes é um momento difícil? Você pode desafiar o seu filho a ouvir o barulho da escova quando toca no dente, quem sabe até criando uma música enquanto fazem isso. E se o banho for uma batalha? Que tal se no caminho até o chuveiro vocês fizerem de conta que são um animal divertido e caminharem como esse animal até lá?

Ofereça opções para que ela possa participar

Tomar vacina não vai ser agradável de nenhum jeito. Mas seu filho pelo menos pode escolher em qual braço prefere tomar a injeção, por exemplo. Oferecer a possibilidade da criança escolher entre duas ou três opções definidas por você ajuda bastante na cooperação. Por isso, se é hora de preparar o almoço e você quer que ela coma um legume. Deixe-a escolher se vai ser brócolis ou beterraba, se são essas as opções que você tem em casa. E se é hora de dormir e ela não quer guardar os brinquedos, você não precisa permitir, mas você pode sugerir que ela escolha entre guardar os brinquedos sozinha ou receber a sua ajuda para isso.

Lembre de valorizar as atitudes da criança no dia a dia e estar presente! A chave da cooperação é a conexão com você. Para conferir o SOS completo sobre esse tema no CanalBloom, acesse “Meu filho não quer cooperar. O que eu faço?”. 

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O que fazer quando a criança mente? SOS CanalBloom!

O que fazer quando a criança mente? É comum que crianças já com 2 anos comecem a mentir sobre algo que fizeram e sabem que não foi legal. Fazem isso principalmente porque não querem nos decepcionar. Depois, podem criar mentiras para beneficiar outras pessoas ou não machucar aqueles de quem gostam. Como lidar?

O que fazer quando a criança mente?

Adultos também mentem

Pouco a pouco, ensinamos às crianças que a honestidade nem sempre é o melhor caminho: quando você fala que adorou o presente à pessoa quem te deu, e depois comenta na frente da criança que não gostou, você mostra que as mentiras fazem parte da vida – e que, inclusive, às vezes mentir é a melhor opção. Então em vez de exigir que ela não minta NUNCA, observe as suas atitudes. Vai ser mais fácil evitar contradições!

Entenda os sentimentos por trás da mentira

As crianças não querem nos decepcionar, mas continuam querendo o que querem: então desejam que as DUAS coisas sejam verdade! Seu filho quer continuar brincando na hora em que deveria lavar as mãos, mas quer ter lavado as mãos como você pediu. Então tente se colocar no lugar dele e reflita: o que será que ele ganha com essa mentira? Será que tem a sua aprovação? Ou quer mostrar para você que consegue, por isso diz que sabe ler quando ainda não faz isso? Ou quer proteger um amigo que gosta? Entender os sentimentos por trás da mentira vai te ajudar a orientá-lo com mais carinho.

Acolha a criança, mesmo se você não gostou do que ela fez

Em vez de culpá-la, acolha a necessidade por trás da mentira e mostre que, independente da atitude, ela sempre será digna do seu amor. Se você acha que ela está com medo de dizer que quebrou o copo porque você costuma reagir gritando, que tal dizer: “Filho, eu sei que às vezes fico bravo quando isso acontece, porque gosto muito desses copos, mas sei também que você não fez por querer! Então fique tranquilo. Vamos usar aquele que não quebra? Assim evitamos mais acidentes”.

Assegure a criança que ela não vai ter problemas se contar a verdade

A mentira é muito mais comum entre crianças que são punidas, porque elas acabam mentindo para evitar o castigo ou aquela conversa desagradável sobre como deveria se comportar. Então observe como você estabelece limites: se a mentira é a única maneira da criança escapar da nossa raiva, das broncas e dos castigos, ela provavelmente vai narrar uma versão diferente daquela que envolve a responsabilidade dela na história!

Com paciência, logo as crianças desenvolvem a segurança que precisam para dizer a verdade! Para conferir o SOS completo sobre esse tema no CanalBloom, acesse: https://canalbloom.com/sos/meu_filho_mentiu_pra_mim

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Brasileira se inspira em método suíço de cuidado com bebês para beneficiar Paraisópolis

Mães sentadas no chão e fazendo atividades do Descobrir Brincando Paraisópolis

O começo da vida é uma janela de oportunidade para o desenvolvimento integral da criança que pode impactar sua vida adulta. Essa é a essência do Descobrir Brincando, um projeto com foco na primeiríssima infância, que vai do zero aos três anos. “Minha teoria de mudança é que, ao tratar dos adultos cuidadores, fortaleço o desenvolvimento integral da criança”, conta Ana Maria Bastos, fundadora do projeto. Dessa forma, sua busca está em preparar melhor pais, parentes ou qualquer responsável para estimular a criança a alcançar seu potencial máximo. E mais: fazer isso nas periferias.

Ana posando parar foto de divulgação do Descobrir Brincando Paraisópolis, com parede verde ao fundo
Ana criou o Descobrir Brincando ao adaptar para a periferia os cuidados com a primeiríssima infância descobertos na Suíça (Foto: Projeto Draft)

É no começo da vida que a criança desenvolve a estrutura do cérebro, sua capacidade de se comunicar e de raciocinar. Por isso, o conceito de estimular os pais cuidadores é fundamental em qualquer núcleo familiar. Mas o negócio de Ana prioriza o impacto social. Por isso, desenvolve esse trabalho com as classes C e D da periferia de São Paulo. Ao longo do último ano, o principal projeto da empresa foi o programa Novo Olhar. Ele foi desenvolvido junto com o Hospital Albert Einstein e a Fundação Mapfre, na favela de Paraisópolis, zona sul da capital paulista.

 

É uma série de seis encontros de quatro horas cada um para ensinar adultos a perceberem os bebês por outros ângulos. Ou seja, “enxergá-los como seres capazes”, com personalidade e grande necessidade de interagir e trocar. A imersão começa, justamente, com o resgate das memórias que os adultos têm da infância. De acordo com Ana, é esta percepção que faz com que eles se relacionem com os bebês de maneira completa.

“Além de ter o básico, que é comida e moradia, é importante deixar claro para os responsáveis que a criança não precisa tanto de recursos financeiros. O que faz diferença é o repertório apresentado a elas, a construção de um ambiente favorável, ter todas as necessidades físicas e afetivas atendidas. Na verdade, o adulto é a coisa mais importante”, diz.

Para crianças mais felizes, cuide do adulto que cuida dela

O modelo desenvolvido por ela é inspirado na abordagem Pikler-Lóczy, criada nos orfanatos de Budapeste, na Hungria, quando a cidade trabalhava para se reerguer após a Segunda Guerra. Ana conta que o conceito defende uma relação respeitosa entre adultos e bebês, que não segue a lógica do manda e obedece. Ela descobriu o método com o choque de realidade que só viver na prática proporciona.

Antes de ir em frente com o plano, no entanto, voltou para a sala de aula e foi fazer pós-graduação em Educação Infantil no Instituto Singularidades. Ela estava convencida de que o caminho mais interessante era desenvolver um trabalho voltado para as classes C e D que, na visão dela, enfrentam as maiores dificuldades. Ainda assim, não sabia muito bem por onde começar.

Mais estudo e sustentabilidade financeira

Mães sentadas no chão e fazendo atividades do Descobrir Brincando Paraisópolis
Ana chegou à periferia com o programa Novo Olhar, do Descobrir Brincando, por meio de uma parceria com o hospital Albert Einstein (Foto: Projeto Draft)

Em 2016, Ana participou de dois programas que a ajudaram a fazer conexões e ir em frente. O primeiro foi o Laboratório de Educação de Harvard. “Eles buscavam projetos sociais e fizeram um intenso processo seletivo. Entrei e era a única pessoa mais velha e que não tinha vindo da periferia”, lembra. O negócio de Ana passou ainda por um programa de aceleração da Artemísia, que reuniu 28 iniciativas de impacto social. “Fiquei entre os três destaques finais. É algo que te dá um respaldo”, diz. No fim daquele ano veio uma boa surpresa: o Einstein enfim tinha um patrocínio para colocar seu projeto para rodar por um ano a partir de 2017.

Ao fim do ciclo de um ano, Ana percebe uma série de vitórias na iniciativa em Paraisópolis. “No programa percebemos que as mães já conseguiam interagir com as crianças de outro ponto de partida, com um estímulo mais interessante.” O projeto está, nesse momento, em negociação para ser ou não renovado por mais um ano. “Estou torcendo”, diz Ana. Em 2017, a empresa alcançou uma patamar interessante de faturamento: foram 250 mil reais, montante que a empreendedora pretende aumentar ao longo deste ano. No cálculo de Ana, no entanto, não é só o balanço financeiro que importa. “Quanto maior o lucro, maior o impacto”, diz, lembrando que as ações do Descobrir Brincando já alcançaram 900 famílias e 1.200 educadores, ajudando no desenvolvimento de 24 mil crianças indiretamente.

Para 2018, com o negócio mais maduro, há também novos planos. No laboratório de Harvard, Ana entrou em contato com um método que usava jogos como ferramenta para ensinar conceitos científicos. Ao longo do ano passado, se apropriou da ideia e desenvolveu, ela mesma, alguns jogos de tabuleiro para ensinar adultos assuntos como neurociência e desenvolvimento da arquitetura cerebral.

Post com modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Método suíço de cuidado com bebês para a favela de Paraisópolis? Sim, é o Descobrir Brincando”, da reporter Giovanna Riato para o Projeto Draft. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.
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A necessidade do “nada” na vida das crianças

Imagem de uma área rural, com árvores ao fundo, e dois meninos descendo um morro, correndo e sorrindo
(Divulgação/Território do Brincar)

Disponibilizar tempo para brincar. Mas não meia hora. Meia hora é um tempo muito delimitado. O pensar, o criar, o fazer, o acontecer… não é em meia hora que vai acontecer esse brincar”. A frase é de uma professora de uma das seis escolas brasileiras que se dispôs a olhar o brincar dentro de seu território e com suas crianças, e em diálogo constante com o programa Território do Brincar. Essa troca, que propunha potencializar o brincar dentro e fora da escola, resultou em produções que foram lançadas pelo programa em 2015 – a exemplo do documentário Território do Brincar – Diálogos com escolas e de seu livro homônimo.

Afinal, como disseram no diálogo, é necessário tempo largo para que eles explorem livremente o que há ao seu redor. Ou, como nas palavras da coordenadora do programa Território do Brincar, Renata Meirelles, precisamos criar oportunidades para a criança poder ser aquilo que ela é. “O ócio é potente na infância para que a criança possa se alimentar daquilo que vem de dentro pra fora”, afirmou a educadora em entrevista.

No entanto, para especialistas, a nossa sociedade não tem investido em tempo, espaço e tampouco circunstância para isso. Em palestra no evento trianual do International Play Association, cuja última edição aconteceu em setembro em Calgary, Canadá, o psicólogo Peter Gray alertou que a sociedade atual sofre do que ele chama de Transtorno de Déficit do Brincar.

O transtorno de Déficit do Brincar

Baseando-se em análises históricas e sociais dos EUA e outros países, ele concluiu que houve um forte declínio do brincar. Paralelamente a isso, ocorreu o aumento de depressão, transtorno de ansiedade e suicídio entre crianças e jovens. “O desenvolvimento integral, considerando o desenvolvimento intelectual, emocional, social e cultural das crianças, está direta e intrinsecamente relacionado à possibilidade delas brincarem livremente”, afirmou.

Fato é que o “nada” é fundamental para que as crianças tenham autonomia na realização de seus quereres. O tempo cronometrado e fragmentado enfraquece a possibilidade de exploração da imaginação. E, corroído pelo acúmulo de obrigações, o ócio e tudo aquilo que se desdobra a partir dele vêm perdendo espaço.

Nesse sentido, um livro publicado pelo filósofo Byung-Chul Han traz algumas observações relevantes para esse debate. Na obra Sociedade do Cansaço, o autor volta seu olhar para a sociedade deste início de século 21. Segundo ele, essa é uma sociedade do desempenho e do trabalho. Somos estimulados 24 horas por dia, sete dias por semana. Sempre dispostos a executar múltiplas tarefas concomitantemente e mergulhados em um excesso de estímulos e informações.

As consequências do excesso de informação

Desprovidos de tempo livre e de espaço, acabamos sendo consumidos pelo cansaço. E isso destrói qualquer possibilidade de contemplação e lazer. “O excesso da elevação do desempenho leva a um infarto da alma”, afirma o filósofo. “Aparentemente, temos tudo; só nos falta o essencial, a saber, o mundo. O mundo perdeu sua alma e sua fala, se tornou desprovido de qualquer som”, diz.

O cenário estabelecido pelo autor dialoga, de certa forma, com a visão de Peter Gray e seu discurso da urgência do direito de brincar. Como apontou o psicólogo, é inconcebível que familiares e escolas estejam olhando para esse momento da vida como uma mera fase de construção de currículo, eliminando todo o potencial lúdico e expressivo da infância. O brincar permite à criança elaborar o mundo e dá sentido a suas experiências internas e externas. Além disso, amplia a compreensão do entorno. Segundo Gray, com a perda do brincar livre, perde-se a essência da infância.

É para essa direção que queremos caminhar? Muito tempo atrás, o escritor mineiro Guimarães Rosa já nos anunciava a importância do elemento contemplativo: “Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo”. Por tudo isso, sim: já é tempo de nos posicionarmos em defesa do “nada” na vida das nossas crianças.

Matéria da repórter Fernanda Peixoto para o Conexão Planeta. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link: A necessidade do “nada” na vida das crianças.