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Professor da zona rural do Paraná vence concurso de inovação e conhece Vale do Silício

Fotografia do professor Claudinei sentado em um banco na área externa na escola, apoiando seu certificado da Quizlet em uma mesa. Ele está olhando para o prêmio e sorrindo.
(Divulgação)

Um professor da zona rural do Paraná foi o vencedor do concurso nacional “Educador Inspirador”. Essa iniciativa foi promovido pela Quizlet, uma plataforma de aprendizado onde o conteúdo é gerado pelo usuário. Eles buscam ensinar através de atividades e jogos que ajudam os alunos em seus estudos.

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Foi através disso que, em janeiro, ele embarcou em uma viagem de cinco dias para São Francisco, na Califórnia, para receber sua premiação: visitar o Vale do Silício, a Universidade de Stanford e a sede da plataforma de aprendizagem Quizlet, que promoveu a competição.

Professor da rede pública do Paraná

Fotografia do professor Claudinei em uma sala de aula com computadores, com dois alunos em suas respectivas máquinas. O professor está na frente da sala conversando com a turma.
(Divulgação)

Claudinei Ferreira Gundim dá aulas de História e Geografia para 300 estudantes de duas escolas públicas. Elas estão localizadas na cidade de Nova Tebas. Esse é um município com menos de seis mil habitantes na zona rural do Paraná.

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“Espero conhecer coisas novas, por ser um polo de tecnologia e inovação. E também tentar desenvolver parte do que ver lá aqui no Brasil. Mesmo levando em conta a limitação que temos, a gente cria mecanismos para adaptar e conseguir levar aos alunos”, afirmou o professor antes da viagem, que foi custeada pela Quizlet. Ele foi acompanhado por um aluno que o indicou no concurso. Ao todo, foram mais de 500 indicações.

Criatividade de gamificação

Foi esse pensamento que o impulsionou a ser o vencedor nacional do concurso. Claudinei utiliza em suas aulas a plataforma Quizlet para desenvolver conteúdos e fazer avaliações diárias e mensais. Ele faz isso, principalmente, por meio de gamificação, flashcards e testes. “Fica o agradecimento especial à empresa por ter realizado o concurso, valorizando os professores e dando possibilidade aos profissionais de educação de todo o Brasil demonstrarem o que cada um tem desenvolvido”.

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CEO da Quizlet, Matthew Glotzbach, destacou os profissionais que participaram do Educador Inspirador. “O processo todo foi enriquecedor e ficamos impressionados com muitas das histórias dos professores que concorreram ao prêmio. Estamos ansiosos para receber o Claudinei e ampliar o intercâmbio de educação e tecnologia com o Brasil”

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Um professor de Rio Preto entre os 10 melhores do mundo

O diretor Diego Mahfouz Faria Lima é um dos 10 finalistas do Global Teacher Prize. O prêmio é considerado o Nobel da Educação. O anúncio foi feito por Bill Gates nesta terça-feira, 13, e a premiação do campeão ocorrerá em março, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A mobilização e a dedicação do diretor para resgatar a escola municipal Darcy Ribeiro. O lugar, que apresentava um cenário de tráfico e violência em 2014, é o que o leva à premiação.

“Fiquei muito contente e ao mesmo tempo surpreso porque são projetos muito bons de 50 finalistas e estar entre os 10 é incrível já que são pessoas renomadas, que fazem a diferença em suas escolas. Estarei representando o Brasil em algo tão grandioso”, disse o gestor em entrevista para o jornal local Diário da Região.

Diego, que assumiu interinamente em 2014 a direção do Darcy Ribeiro. Ela era, até então, uma das escolas mais problemáticas da cidade, ganhou projeção nacional ao concorrer com outros 5,6 mil educadores de todo o Brasil na disputa pelo prêmio Educador Nota Dez. Ele convenceu os jurados com o projeto “(In)disciplina: regras claras sempre”. Segundo ele, a evasão escolar no Darcy Ribeiro despencou de 202 estudantes para dois alunos, em 2014. Outro feito, afirmou o diretor, foi reduzir a violência na escola que registrava 60 ocorrências por semana, por causa de brigas, vandalismo, incêndios, porte de arma e tráfico de drogas até entre alunos.

Transformação

O fato é que quem estuda na Darcy Ribeiro reconhece a transformação que o diretor promoveu. Ana Carolina Pinheiro Correa, 14 anos, estudava na escola estadual Professor Felício Miziara. Depois que Diego assumiu a gestão, ela se transferiu para a unidade escolar que é no mesmo bairro em que mora. “Aqui era perigoso demais e eu tinha medo. Depois que o Diego passou a ser diretor tudo mudou e minha mãe decidiu me passar para cá. Foi a melhor coisa, estudo perto de casa e o ensino aqui está tão bom quanto era no Miziara”.

Foi a partir de uma gestão participativa com mediação de conflitos, tutoria, mudança no modelo de avaliações, projetos extra-curriculares e atividades aos finais de semana que o diretor transformou, com o apoio da comunidade, o espaço físico e as relações no ambiente escolar.

Pilares

O segredo para a boa gestão na escola que refletiu no bom comportamento dos alunos é apoiado em quatro pilares, como enumera Diego: “trazer a comunidade para dentro da escola para se sentir pertencente à escola, dar voz aos alunos e torná-los protagonistas de todo o processo de aprendizagem, incentivar a cultura da paz, do diálogo e do ouvir dentro da escola e, sem dúvida, esse amor e essa dedicação que eu tenho é um grande diferencial”.

Os profissionais que trabalham na escola ressaltam o ambiente favorável para a realização das atividades. “O Diego está sempre pensando no bem-estar de todos, alunos, professores, funcionários e da própria comunidade. Ele não mede esforços para ajudar a todos”, disse a professora de português Gabriela Pedroso Cardoso. Já o inspetor Eduardo Santana Bertoco destaca a dedicação do gestor. “Ele é o primeiro a chegar e o último a sair. Ele resolve na hora quando apresentamos um problema, assim criou um ambiente melhor para o trabalho”.

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Prêmio valoriza professores com projetos de educação esportiva inclusiva

Educação esportiva inclusiva: você acredita que o esporte pode ser um aliado na inclusão escolar de estudantes com e sem deficiência? O Instituto Península ofereceu uma experiência interessante para os cinco vencedores da categoria “Esporte como estratégia de aprendizagem”. Eles tiveram a oportunidade visitar o Núcleo de Alto Rendimento de São Paulo (NAR). Lá, assistiram a uma palestra de Rodrigo Mendes e também ganharam um kit com equipamentos de miniatletismo.

Os professores Alison Pereira Batista de Parnamirim (RN), Elionaldo Bringel de Lima de Petrolina (PE), Jairo Silva de Araujo de Manaus (AM), Shirlei dos Santos Catao de Boa Vista (RR) e Zenith Pereira de Araguaína (TO) passaram o dia no NAR. Eles tiveram acesso a atletas de alto rendimento e conheceram a rotina de treinamentos que leva estes profissionais à excelência no esporte.

Palestra com Rodrigo Mendes

Educação esportiva
Rodrigo Mendes, fundador do Instituto Singularidades, na sua palestra para os vencedores do Prêmio (Divulgação)

Eles ainda ouviram a história de superação de Rodrigo Mendes. Fundador de Instituto Rodrigo Mendes, busca colaborar para que toda pessoa com deficiência tenha uma educação de qualidade na escola comum. Rodrigo, que dirigiu um carro de Fórmula 1 com o cérebro, falou sobre a importância do esporte como ferramenta de inclusão.

A visita ao NAR e a palestra de Rodrigo Mendes foram realizadas no dia 19 de dezembro. Nesta edição, o Instituto Península esteve presente também com três de suas iniciativas. O programa de educação esportiva Impulsiona, o NAR e o Singularidades. O instituto patrocina a categoria “Esporte como estratégia de aprendizagem”. Ele tem o objetivo de incentivar a educação esportiva nas escolas de todo o Brasil.

O Prêmio Professores do Brasil recebeu este ano mais de 3 mil inscrições de docentes do todo o país. A cerimônia de entrega dos prêmios foi realizada no dia 18 de dezembro, na Praça das Artes, em São Paulo. O evento contou com a presença de professores e diretores das 30 escolas vencedoras da etapa nacional.

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Prêmio de Inclusão Escolar para professores está com inscrições abertas

Inclusão EscolarA Paratodos, em parceria com os Institutos Lecca, Mara Gabrilli e Rodrigo Mendes, está promovendo a segunda edição do Prêmio Paratodos de Inclusão Escolar. A iniciativa tem como objetivo premiar experiências pedagógicas inclusivas que foram desenvolvidas por professores das instituições de ensino regulares do país.

As inscrições podem ser feitas por professores da rede pública e da rede particular. Em 2016, os trabalhos aceitos eram restritos apenas para a Educação Infantil e Ensino Médio. Já a edição deste ano está aceitando projetos também do ensino Superior.

Professores de todo o Brasil podem inscrever sua experiência pedagógica dos anos letivos de 2016 e 2017. Junto com os relatos, é possível também anexar vídeos, aplicativos, projetos pedagógicos ou fotografias que apresentem ou ilustrem melhor a ideia.

Segundo a pesquisa Engajamento Escolar, da Galeria de Estudos e Avaliação de Iniciativas Públicas (GESTA), criada pela fundação Brava, jovens com deficiências ou doenças graves (crônicas ou contagiosas), portadores de necessidades especiais, ou até mesmo temporariamente enfermos muitas vezes são impossibilitados de acompanhar o conteúdo ou até mesmo de comparecer às aulas, contribuindo para aumentar os índices de evasão e abandono. Mais de 5% dos jovens declaram ter abandonado a escola por esse tipo de impedimento.

Prêmio e divulgação do seu projeto

O prêmio tem o propósito de reconhecer, estimular e disseminar ações inclusivas em todos os segmentos da educação. O vencedor do prêmio receberá um tablet, e os melhores relatos serão divulgados no Diversa. A plataforma, do Instituo Rodrigo Mendes promove uma troca de experiências e construção de conhecimento sobre educação inclusiva. As escolas nas quais foram desenvolvidas as experiências selecionadas como finalistas também serão premiadas com placas comemorativas.

Inscreva-se e veja mais detalhes no site do Paratodos.