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O que podemos aprender com 2018?

Foto com o texto "O que nós podemos aprender com 2018?"

2018 foi um ano especialmente conturbado: foram muitos altos e baixos. E é claro que, tanto com os pontos positivos quanto com os negativos, nós precisamos tirar algumas lições sobre isso. Foi por isso que nós reunimos aqui as maiores inspirações e aprendizados do ano passado para que, em 2019, a luta pela educação fique cada vez mais forte. Olha só:

Guia de sobrevivência da educação inovadora

O ano de 2018 fez parte de uma jornada difícil, porém muito satisfatória e importante: a luta por uma educação cada vez mais transformadora. E é por isso que o Caio Dib, fundador do Caindo no Brasil, lançou o Guia de sobrevivência da educação inovadora. Seu objetivo é mostrar, de forma prática, diversas experiências de especialistas, professores e educadores para não deixar os projetos educacionais morrerem. E é por isso que, em 2019, essa vai ser uma ferramenta essencial para o desenvolvimento da educação no Brasil.

Projetos inesquecíveis e pessoas incríveis

2018 teve grandes avanços e nós aprendemos muito com as práticas e vivências. Por isso, para este ano, nós esperamos o mesmo. Foi assim que, com base nas experiências passadas, nós separamos 5 pessoas e projetos para ficar de olho em 2019. Eles envolvem destaques que estão lutando pela educação na política, uma escola que pretende levar educação integral de qualidade por um preço mais baixo, o movimento da Bancada da Educação, sustentabilidade e muito mais!

Imagem com o fundo cinza e com o texto "Verás que um professor não foge à luta - Fernando Haddad"

Verás que um professor não foge à luta

Quando falamos de 2018, é impossível não falar sobre política e as eleições. Foi um período conturbado e de muita instabilidade, principalmente na área da educação. Houve muito discurso de ódio e intolerância, mas isso serviu principalmente para nos dar forças para continuar com a nossa busca por uma educação mais humana e com significado. Por isso, queremos um 2019 com muito amor na educação!

A formação do professor: um instrumento de luta

Bom, e já que nós estamos cientes que os professores estão firmes nesta luta, a formação é um pilar essencial. Foi por isso que nós também separamos um post com 8 cursos online que abordam a educação transformadora. Assim, fica mais fácil contribuir com o nosso crescimento acadêmico e, principalmente, colocá-lo em prática no nosso dia-a-dia.

Seu conhecimento acadêmico chega na periferia?

Falando em conhecimento, não podemos deixar de falar que todos os espaços são educativos. E que é crucial que o conhecimento acadêmico chege nesses espaços – principalmente na periferia. Foi pensando nisso que a estudante Renata Teles realizou um projeto interdisciplinar sobre acessibilidade na Universidade de São Paulo, com o objetivo de realizar essa ponte entre a academia e a sociedade.

Educação e antropofilosofia

Ainda sobre a formação de educadores, um ponto muito importante nessa jornada é o autoconhecimento. Ou seja, a antropofilosofia, que é uma ciência que estuda os ser humano e acredita que todas as pessoas têm pensamentos, sentimentos e ações. E, por isso, essa é a base do engajamento e do desenvolvimento saudável na educação. Um exemplo disso é a Kailo, que oferece formações de facilitadores baseado no autoconhecimento e que levou essa filosofia para educadores públicos para a Cruz, município cearense.

A Era Digital e a democratização do conhecimento

Um aspecto muito importante que 2018 nos mostrou foram as tecnologias voltadas para a educação. O ponto mais importante é que essa ferramenta é uma oportunidade muito grande para que os jovens possam estudar e aprender de forma lúdica, sem preços absurdos e com muito mais facilidade. Um exemplo disso é o TutorMundi, um aplicativo que une alunos universitários para serem tutores de estudantes do Ensino Básico. Assim, eles tiram dúvidas e auxiliam no crescimento desses jovens.

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Projeto de transparência política criado por jovens pode ir para NY

Meses atrás, 4 adolescentes criaram uma solução para melhorar a informação política no Brasil. Recentemente o projeto Três P transparência política foi selecionado a participar da conferência FABLEARN em NOVA YORK, nos Estados Unidos. Mas para que isso aconteça, eles precisam da sua ajuda para arrecadar os fundos necessários para a viagem e um representante comparecer! Para apoiar, acesse a página do Catarse do projeto.

O Três P é uma plataforma mobile e desktop que visa facilitar e transparecer toda a informação política brasileira de forma simples, rápida e interativa. Com diversas funcionalidades, a plataforma pode trazer a vontade de novas pessoas conhecerem e aprenderem sobre o cenário político por um lado mais divertido sem fugir de explicações mais complexas. Na plataforma, serão compartilhados dados sobre o imposto, acompanhamento de propostas, noticias, dica da semana e muito mais.

Saiba mais no vídeo criado pelos jovens:



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Educação só se constrói com democracia

Fotografia em preto e branco de centenas de pessoas reunidas em uma ampla rua do Rio de Janeiro, em uma passeada de estudantes durante a Ditadura Militar. No centro da foto, há um homem em destaque, em cima de uma pequena estrutura, fazendo um discurso.

Esse texto é uma publicação da Carta Educação, escrito por Gilson Reis. Ele é coordenador-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — Contee e é vereador de Belo Horizonte pelo PCdoB.  Nós compartilhamos o texto na íntegra pois achamos que esse tema gera reflexões muito interessantes sobre o cenário político e educacional do país. Veja a matéria na íntegra no site

Fotografia em preto e branco de centenas de pessoas reunidas em uma ampla rua do Rio de Janeiro, em uma passeada de estudantes durante a Ditadura Militar. No centro da foto, há um homem em destaque, em cima de uma pequena estrutura, fazendo um discurso.
Passeata de estudantes no Rio de Janeiro durante a ditadura militar (Reprodução/Carta Educação)

As bandeiras da redemocratização do país e da defesa de educação pública, gratuita, laica, inclusiva e de qualidade socialmente referenciada caminharam juntas no processo de derrota da ditadura civil-militar brasileira, nos anos 1980, após longos 21 anos de opressão, bem como na construção de um novo pacto social, com a Constituição de 1988.

Tais bandeiras voltam agora, 30 anos após a promulgação da Carta Magna, cidadã, a ser hasteadas juntas, lado a lado, e é em nome delas que Belo Horizonte, em Minas Gerais, se transformará, nos dias 24, 25 e 26 de maio, na capital nacional da educação.

Na verdade, é possível dizer que a batalha pela redemocratização do Brasil englobava a redemocratização da própria educação. Nesse sentido, enquanto, na primeira metade da década de 1980, o regime ditatorial dava seus últimos suspiros, confrontado pela consolidação de espaços e sujeitos coletivos que o combatiam, esses mesmos espaços e sujeitos, no âmbito educacional, por meio das entidades representativas de educadores, pesquisadores e estudantes, esforçaram-se para que o restabelecimento da democracia se desse também na implementação de políticas públicas para o setor, que havia sido desfigurado durante a ditadura.

Assim, a década de 1980 e, posteriormente, a de 1990, visando a assegurar o cumprimento dos princípios conquistados na letra da Constituição — sobretudo o de que a educação é um dever do Estado e da família e direito de cada cidadão —, foram marcadas por intensas mobilizações do campo educacional.

Em 1980, foi realizada a primeira Conferência Brasileira de Educação (CBE), com o tema “A política educacional”. A ela se seguiram outras CBEs: em 1982, sobre “Educação: perspectiva na democratização da sociedade”; em 1984, “Da crítica às propostas de ação”; em 1986, “A educação e a Constituinte”; em 1988, “A Lei de Diretrizes e Bases da Educação”; em 1991, a “Política Nacional de Educação”. Mais tarde vieram os Congressos Nacionais de Educação (Coneds).

O primeiro, em 1996, tratou da temática “Educação, democracia e qualidade social”. Em 1997, foi a vez de discutir a perspectiva de um “Plano Nacional de Educação”. Dois anos mais tarde, em 1999, o tema foi “Reafirmando a educação como direito de todos e dever do Estado”. Seguiram-se os de 2002, sobre “Garantir direitos, verbas públicas e vida digna: uma outra educação é possível”, e o de 2004, que afirmou que “Educação não é mercadoria”.

Como espaços inaugurais de participação popular e de apresentação e debate de propostas de políticas educacionais, mesmo sob a égide do neoliberalismo dos anos 1990, CBEs e Coneds lançaram a semente do que viriam a ser, em 2010 e 2014, a 1ª e a 2ª Conferência Nacional de Educação (Conae). Do que viria a ser, também, a 3ª Conae, em 2018, não fosse o desmanche do Fórum Nacional de Educação (FNE) e o esvaziamento do diálogo com a sociedade civil promovidos pelo governo golpista e ilegítimo de Michel Temer.

É nessa lacuna que a Conferência Nacional Popular de Educação terá início no dia 24 de maio. Primeiramente, na necessidade de se defender conquistas históricas, como o próprio Plano Nacional de Educação (PNE), inviabilizado pelo congelamento de investimentos públicos, e enfrentar os retrocessos que têm sido impostos, entre os quais a reforma do ensino médio e a desfiguração da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Em segundo lugar, na importância de se debater demandas históricas que persistem desde a Constituinte, como aquela, cara à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — Contee, em defesa da regulamentação da educação privada sob as mesmas exigências legais aplicadas à escola pública, bem como da própria instituição de um Sistema Nacional de Educação (SNE).

Em terceiro, como resgate da participação popular, que o atual governo tentou eliminar, na reflexão e concepção de políticas educacionais. E, em quarto, mas não menos importante, como espaço de resistência contra o golpe que continua a se aprofundar e em favor da educação.

Não por acaso, a abertura da Conape, que tomará as ruas da capital mineira, será a marcha “Educação se constrói com democracia”. Poderíamos ainda acrescentar: democracia se (re)constrói com educação.

Gilson Reis é coordenador-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — Contee e é vereador de Belo Horizonte pelo PCdoB.

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Engajamento escolar é prioridade: vídeo do GESTA aborda política e educação

As eleições de 2018 estão quase aí. Temos um cenário extremamente polarizado e, dentro disso, não podemos esquecer que combate à evasão e abandono escolar precisam ser prioridades, independente do resultado eleitoral. Afinal, as atuais políticas públicas voltadas para o Engajamento Escolar não estão dando resultado.

Pesando nisso, o GESTA publicou um vídeo muito interessante com essa provocação. A Galeria de Estudos e Avaliação de Iniciativas Públicas é um espaço online que expõe os principais desafios do Brasil. Lá, eles falam sobre as causas, sobre iniciativas conscientes e sobre a participação ativa para a transformação do país. Neste material, eles fazem uma provocação sobre o atual cenário educacional brasileiro. 

Nós compartilhamos abaixo o vídeo. Acesse a sua página no Facebook para ver o vídeo na íntegra e para saber mais sobre o estudo completo que eles fizeram.