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A Importância da Empatia na Educação

Imagem da foto de capa do Material sobre a Importância da Empatia na Educação.
Imagem da foto de capa do Material sobre a Importância da Empatia na Educação.

O programa Escolas Transformadoras é uma iniciativa da Ashoka, organização que reúne empreendedores sociais ao redor do mundo. Em 2016, eles organizaram uma roda de conversa para debater sobre a Empatia na Educação. Esse encontro aconteceu na Sala Crisantempo, em São Paulo, e tinha como objetivo construir, em conjunto, uma consciência sobre a importância desse valor. Além disso, eles falaram sobre como essa competência deve ser aprendida na comunidade escolar e em outros espaços da sociedade.

VEJA MAIS: Guia de sobrevivência da educação inovadora apoia projetos que querem transformar

Diversos especialistas, jornalistas, acadêmicos e empreendedores sociais participaram dessa roda de conversa. Esse debate se alinhou a um movimento global que visa a formação integral dos sujeitos. E dentro disto, é claro, que surge a importância de trabalhar as habilidades socioemocionais nas escolas.

Com todo esse material, eles organizaram artigos e reflexões para lançar uma publicação sobre o tema. Assim, sistematizando os conhecimentos para espalhar esse debate. No Brasil há poucos estudos sobre o assunto e, portanto, o material é muito relevante para a educação brasileira. É possível fazer o download do material através deste link: http://bit.ly/2Iv2xQG.

Veja um trecho da roda de conversa sobre empatia:

https://www.youtube.com/watch?v=vWvlF9Wkl7c


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Seu conhecimento acadêmico chega na periferia?

A Banca da Ciência é um projeto interdisciplinar da Universidade de São Paulo de intervenções não-formais de difusão dialógica crítica da Ciência para pessoas de todas as faixas etárias produzido pela estudante Renata Teles. Contudo, seus mediadores, estudantes de diferentes cursos de graduação, carecem de formação acadêmica na área de acessibilidade e inclusão para pessoas com deficiência. É possível fazer download completo aqui.

Nesse âmbito, surgem as seguintes questões: há barreiras atitudinais por parte dos/as mediadores/as da Banca da Ciência na difusão científica para os/as idosos/as com deficiência visual? Qual a percepção que esses/as mediadores/as têm sobre as pessoas com deficiência visual? Colocando-os frente à uma situação concreta envolvendo pessoas cegas, suas percepções mudam de alguma maneira?

Objetivos da pesquisa

Para responder estas questões, esta pesquisa objetivou analisar as intervenções da Banca da Ciência quanto à acessibilidade atitudinal de seus/as mediadores/as para idosos/as com deficiência visual em espaço não-escolar, uma vez que o processo de envelhecimento da população brasileira vem sendo enfatizado e a igualdade de oportunidade não pode ser confundida com a igualdade de tratamento. Desse modo, o estudo tem como objetivos específicos:

1. Entender a percepção dos/as mediadores/as da Banca da Ciência sobre acessibilidade, inclusão e multissensorialidade para pessoas com deficiência visual;

2. Analisar como os/as mediadores/as formulam suas intervenções acessíveis para os/as idosos/as cegos/as ou com baixa visão;

3. Averiguar como os/as mediadores se portam perante aos/às idosos/as com deficiência visual; e,

4. Constatar se depois das intervenções, as percepções dos/as mediadores/as sobre as pessoas com deficiência visual se modificam. Temos três hipóteses acerca dos/os mediadores/as: i. mesmo demonstrando interesse na inclusão das pessoas com deficiência visual, permanecem com atitudes preconceituosas e estereotipadas; ii. eles/as reduzem a deficiência à questão do sentido; e, iii. a percepção deles/as muda depois do contato com as pessoas com deficiência visual.

A reprodução desta pesquisa se caracterizou sob a linha pesquisa participante e a análise da linguagem dos/as mediadores/as ocorreu com referência no Construcionismo Social e na Análise do Discurso francesa. A pesquisadora constatou que por mais que alguns/as mediadores/as apresentaram atitudes estereotipadas, discriminatórias e de medo, há tentativa de aproximação com os/as idosos/as cegos ou com baixa visão.

Ela também verificou que todos/as mediadores/as definiram a deficiência visual pelo modelo médico, reduzindo a deficiência à questão do sentido e alguns/as possuem percepção fundamentada em modelo mítico sobre a deficiência visual, isto é, uma percepção histórica cultural muito sólida em deficiência como algo que limita e impossibilita as pessoas cegas de se locomoverem, de estudarem e/ou participarem ativamente de pesquisas acadêmicas. Alguns/as mediadores/as têm noção superficial sobre acessibilidade, inclusão e multissensorialidade para pessoas com deficiência visual.

Depois das intervenções, foi possível constatar que os/as mediadores/as continuaram reduzindo a deficiência visual à questão do sentido, contudo, eles passaram a se perceberem como seres tateante, ouvinte, degustante e olfativo.

Renata considerou necessária uma qualificação de seus/as mediadores/as continuamente e uma multissensorialidade de seus produtos culturais em suas intervenções para quando se deparar com as pessoas com deficiência visual.

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Livro-reportagem sobre mulheres na educação

amanda lüder

O livro Nossas Professoras, de Amanda Lüder, conta a história de cinco professoras da rede paranaense de ensino público. Elas trabalham com apenados, crianças com deficiência, refugiados haitianos, na periferia, e na Educação de Jovens e Adultos. O livro, que é o trabalho de conclusão de curso da UFPR, também ajuda a entender como se formou o olhar da mulher como professora no país. Clique na imagem abaixo para acessar a publicação completa:

amanda lüder

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Pesquisa Projeto de vida – Fundação Lemman

Imagem da capa da pesquisaProjeto de Vida, da Fundação Lemann

Imagem da capa da pesquisaProjeto de Vida, da Fundação Lemann

Será que a escola está realmente preparando os jovens para que eles sigam seus sonhos e concretizem seus projetos? A pesquisa Projeto de Vida, da Fundação Lemman, buscou entender um pouco mais sobre esse questionamento e suas respostas.

Os resultados desse material contribuem para o debate sobre o que se espera que alunos aprendam na escola. Afinal, é muito importante que eles estejam preparados para uma vida produtiva e construtiva depois da Educação Básica. Na pesquisa foram feitas 126 entrevistas com  jovens egressos do ensino básico, pessoas com quem se relacionam fora da escola e alguns especialistas em educação.

Veja a pesquisa no link.

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10 Desafios do Ensino Médio no Brasil – UNICEF

Imagem de capa do relatório 10 Desafios do Ensino Médio no Brasil, do UNICEF

Imagem de capa do relatório 10 Desafios do Ensino Médio no Brasil, do UNICEF

 

Universalizar o ensino médio com qualidade ainda é um dos principais desafios da educação no País. Apesar das melhoras significativas nas últimas duas décadas, ainda temos um longo caminho para melhorar esse cenário. Neste cenário, surge o relatório “10 Desafios do Ensino Médio no Brasil”.

Esse material analisa o ensino médio e, a partir de dados estatísticos e de uma pesquisa com adolescentes, busca entender o que os impede de permanecer na escola e progredir em seus estudos. Eles abordam desafios destacados pelos jovens pesquisados, como trabalho precoce, gravidez e violência.

Veja a pesquisa no link.

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Ensino médio inclusivo – Construindo uma escola para todos – Instituto Rodrigo Mendes

Imagem da capa da pesquisa Ensino Médio Inclusive, do Instituto Rodrigo Mendes.

Imagem da capa da pesquisa Ensino Médio Inclusive, do Instituto Rodrigo Mendes.

 

Esse projeto do Instituto Rodrigo Mendes tem como objetivo de apoiar equipes multidisciplinares da rede de educação. Através do planejamento de políticas públicas, permanência e aprendizagem dos estudantes público-alvo da educação especial, seus objetivos são:

  • Oferecer formação continuada a professores e gestores que atuam na rede pública de ensino
  • Alcançar estudantes com e sem deficiência e suas famílias. Assim, aumentando a consciência sobre os direitos e os princípios legais e atitudinais da educação inclusiva, por meio de projetos de intervenção local realizados por educadores

Veja a pesquisa no link.

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Parte do acervo do Museu Nacional pode ser vista online

Acervo do Museu Nacional

O Acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro foi destruído por um incêndio no dia 2 de setembro de 2018. A perda histórica de mais de 20 milhões de itens originais que contavam sobre o Brasil é inestimável. Compartilhamos aqui alguns links onde é possível conferir a parte digital do acervo:

Publicações do Museu Nacional

As publicações relacionadas representam parte significativa de teses, dissertações, trabalhos acadêmicos apresentados em eventos, livros, periódicos e artigos. É possível conferir o levantamento feito pelos pesquisadores do próprio museu aqui.

Você também pode conferir acervo Bibliográfico formado de livros, folhetos, periódicos, multimeios, in-fólios, obras raras, mapas, teses e dissertações pertencentes  biblioteca do museu nacional.

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Redes de aprendizagem – Boas práticas de municípios que garantem o direito de aprender – UNICEF

Imagem da capa da pesquisaRedes de aprendizagem, da UNICEF

Imagem da capa da pesquisaRedes de aprendizagem, da UNICEF

 

Publicada pela UNICEF, esse material mostra os resultados da pesquisa Redes de Aprendizagem. O principal objetivo desse estudo foi identificar boas práticas de redes municipais de ensino espalhadas pelo Brasil.

Entre os meses de outubro e novembro de 2007, 18 pesquisadoras foram a campo com o objetivo de descobrir quais as características de 37 redes municipais de escolas do Ensino Fundamental em que o direito de aprender de meninos e meninas está sendo assegurado.

Para entender os motivos do sucesso dessas redes, as pesquisadoras entrevistaram dirigentes municipais de Educação, coordenadores pedagógicos, professores, alunos, pais, funcionários e conselheiros. Cada um deles apontou as razões que acreditam terem sido importantes para a aprendizagem de alunos e alunas. O levantamento constatou que essas redes têm em comum o compromisso com o direito de aprender. É ele que guia a busca de soluções e práticas que são diversas.

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Você já pensou sobre a relação entre violência e educação?

Imagem de fundo laranja com o texto "77% dos brasileiros concordam que o problema da violência se relaciona diretamente com a baixa qualidade da educação"

Em abril deste ano, o Todos Pela Educação e a CNI lançaram uma pesquisa chamada Retratos da Sociedade Brasileira – Educação Básica. Esse estudo levantou a opinião de 2.000 brasileiros sobre a qualidade da Educação; os efeitos da qualidade da educação para o desenvolvimento do país e em temas como violência e corrupção; a atuação dos professores e das condições das escolas e as medidas necessárias para melhorar a qualidade.

Relação entre educação e violência

Na pesquisa, eles descobriram que maioria dos brasileiros acha que a violência e a educação é uma relação inversamente proporcional. A percepção sobre essa relação cresce com o grau de escolaridade do entrevistado. Entre aqueles com até a quarta série do Ensino Fundamental, 71% concordaram com a afirmação. Esse percentual chega a 82% entre os que possuem Ensino Superior.

Confira a pesquisa na íntegra e saiba mais sobre a relação da violência e da educação no Brasil. 

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Pesquisa mostra avanço nos níveis de empatia nos estudantes brasileiros

Jovens debatendo

A partir de 2020, as escolas brasileiras terão de incluir as habilidades socioemocionais no currículo, conforme prevê a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Atualmente, existem projetos e iniciativas voltados para o desenvolvimento dessas habilidades nas escolas. No entanto, ainda são bem escassos no Brasil estudos que comprovem seu impacto no comportamento dos estudantes.

Neste cenário, surge a primeira pesquisa nacional sobre o impacto do desenvolvimento de habilidades socioemocionais com jovens brasileiros. Conduzido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o estudo avaliou 9,6 mil estudantes entre 10 e 17 anos durante um ano. Todos participaram do Programa Semente, voltado para a aprendizagem socioemocional, em escolas todas as regiões do país.

Entenda como foi mensurado

Para mensurar a eficiência do Programa, os pesquisadores avaliaram os aspectos propostos pelo Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning (CASEL). Esse é o principal centro de estudos da aprendizagem socioemocional do mundo. Ele é empregado como referência na metodologia do Programa Semente por meio dos cinco domínios: autoconhecimento; autocontrole; empatia; decisões responsáveis; e habilidades sociais.

No início de 2017, os estudantes tiveram acesso a um questionário em uma plataforma online. No final do ano, o mesmo grupo respondeu ao mesmo questionário, após quase um ano de experiência com o Programa. A pesquisa indicou dados positivos em todos os domínios. Ela apontou nos índices gerais de Habilidades Socioemocionais um aumento estatisticamente significativo de 6,7% na melhora do comportamento desses alunos. Analisando cada item, as mudanças variaram de 2,3%, em Empatia Cognitiva Emocional; 13,9%  no Autocontrole; Autoconhecimento com 13,5%; e as Habilidades Sociais com 7,2%.

Para fazer uma avaliação ainda mais profunda, eles também realizaram testes estatísticos sobre os resultados. Eles também analisaram questões como gênero, série e idade. Nos próximos anos, os alunos continuarão sendo avaliados. O objetivo é que se verifique o impacto longitudinal do programa.

Por que isso é importante?

Esse estudo é importante para destacar a relevância que a educação socioemocional tem na sala de aula. Além de estimular questões sociais muito importantes para o convívio, ela é uma ferramenta de grande destaque na aprendizagem. Afinal, ela auxilia no estímulo da participação escolar, no convívio e no bem-estar dos alunos. Colaborando, portanto, para uma educação com mais sentido e com maior engajamento por parte dos estudantes. Saiba mais sobre o Programa Semente clicando no link.

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Conselho de Classe – Fundação Lemman

Capa da pesquisa Conselho de Classe

Capa da pesquisa Conselho de ClasseConselho de Classe é uma pesquisa realizada pela Fundação Lemman para dar mais voz aos professores brasileiros. Encomendada ao IBOPE Inteligência pela Fundação Lemann e com o apoio do Instituto Paulo Montenegro, a pesquisa tem representatividade nacional e foi feita pela primeira vez em 2014. Com uma segunda edição em 2015, eles destacam que os professores são um pilar fundamental para uma nova educação.

Representatividade 

A pesquisa se dedica a entender o que pensam os professores. Ela abrangeu desde as satisfações e dificuldades do cotidiano escolar até políticas públicas que afetam a qualidade da educação. Como uso de tecnologias em sala de aula e Base Nacional Comum. Os professores falaram sobre defasagem; falta de acompanhamento psicológico para os alunos que precisam; relação com a família; formação continuada; entre outros.

Veja a pesquisa no link.

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Fontes de Financiamento para Programas e Políticas de Tecnologia Educacional – CIEB

Imagem de capa da pesquisa

Imagem de capa da pesquisa Fontes de Financiamento para Programas e Políticas de Tecnologia Educacional, do CIEB

O terceiro estudo do CIEB foi elaborado pela Prospectiva Consultoria. Ele mapeia os principais programas e linhas de financiamento que poderiam ser fontes de recursos para ações de tecnologia educacional.

Tecnologia Educacional

Esse material mostrou que, hoje, existem no Brasil recursos que podem ser aplicados em ações de inovação e tecnologia dentro do mundo da educação. Além disso, ele mostra que essa execução poderia realmente gerar impactos positivos na educação pública.

Para a análise, a Prospectiva utilizou o arcabouço teórico que o CIEB tem utilizado como base das suas atividades. A teoria Four in Balance (Quatro em Equilíbrio) mostra que, para que a tecnologia tenha impacto positivo na educação, é preciso abranger quatro dimensões: visão, competências de professores e gestores, recursos educacionais digitais e infraestrutura.

Veja a pesquisa no link.