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Brincadeiras sensoriais para crianças maiores de 2 anos

Selo na cor verde-água com 5 dicas de Brincadeiras Sensoriais para crianças.

Selo na cor verde-água com 5 dicas de Brincadeiras Sensoriais para crianças.

Brincar é muito importante para o desenvolvimento infantil. Pensando nisso, o Portal Lunetas selecionou uma super lista com dicas de brincadeiras para crianças a partir dos dois anos. Essas sugestões foram reunidas por um dos parceiros do site, o Massacuca. Esse é um projeto onde duas mães compartilham suas descobertas. Elas acreditam na riqueza de um brincar simples e que também seja capaz de oferecer um imenso aprendizado. Essas brincadeiras sensoriais são atividades lúdicas onde a criança, além de se divertir, também estimula diferentes sentidos. 

O Massacuca separou 10 dicas de brincadeiras. Nós destacamos cinco delas, olha só:

1. Cortina sensorial

Montagem de duas fotografias. Na primeira, há um menino mexendo nas fitas penduradas. Nas pontas das fitas estão penduradas as garrafas PET. Na segunda foto está um garoto segurando uma dessas garrafas penduradas.
(Reprodução/Lunetas)

Essa brincadeira é coletiva e requer espaço e mãos. A ideia é usar garrafas sensoriais diversas para montar uma enorme cortina. Para fazer, basta usar a criatividade, soltar a imaginação e usar um pouquinho de tudo para montar as garrafas.

2. Caixa sensorial: jardim de gelatina

Imagem de duas crianças sentadas em um tapete de plástico. Uma delas está olhando para baixo, brincando com um pedaço de frutas. A outra está com as mãos dentro do pote de gelatina vermelha
(Reprodução/Lunetas)

Esse é um jeito interessante de utilizar alimentos que não estão mais aptos para consumo. Faça uma enorme travessa de gelatina, e jogue pedacinhos de frutas e legumes feitos com cortadores de biscoito. Estrelas de pêra, corações de cenoura, luas de maçã, flores de beterraba e muitos outros formatos para deixar a brincadeira mais atraente. A ideia é que as crianças usem as mãozinhas e talheres também para explorar a caixa e todas as suas formas e sabores.

3. Pintando com os pés

Essa brincadeira faz sujeira! O ideal é escolher espaços ao ar livre. Com papel bolha, você pode fazer uma ‘botinha’ para os pequenos, assim não suja os pés. Use um pedaço de papel grande, estenda no chão e use tintas de diferentes cores para as crianças brincarem de pintar com os pés. Ah, pode ser que no meio da brincadeira as botinhas sejam deixadas totalmente de lado. E tudo bem.

4. Carimbos naturais

Fotografia de uma mesa vista de cima. Há uma forma de cupcakes com tintas coloridas dentro dos buracos. Há pincéis com tinta, folhas com carmbos e vegetais cortados em diferentes formatos.
(Reprodução/Lunetas)

Essa é uma ideia simples e cheia de criatividade. Usando cortadores de biscoito, você transforma algumas batatas, cenoura, pimentão e erva-doce em carimbos naturais. Use tinta de diferentes cores para as crianças poderem usar a criatividade e criar lindos desenhos. Não precisa ficar perfeito, afinal o grande charme dos carimbos naturais é explorar suas formas e texturas. Basta cortar pedaços que fiquem confortáveis para as crianças segurarem e pronto!

5. Massinha com purpurina: fábrica de cupcakes

Usando massinha colorida, dá para brincar de cozinhar e fazer cupcakes, por exemplo. Com outros materiais, é possível enfeitar os cupcakes. Essa é uma brincadeira que as crianças adoram por ser puramente criativa e eles poderem criar o que quiserem.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “10 brincadeiras sensoriais para crianças maiores de 2 anos“, do Massacuca para o Portal Lunetas. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Escola municipal constrói casa na árvore e observatório de pássaros

EMEI Dona Leopoldina lança escola da árvore. Na foto, alunos nesse novo espaço

Há seis meses, crianças e educadores da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Dona Leopoldina ganharam  uma casa na árvore e um observatório de pássaros. A ideia para a construção destes dois espaços surgiu em 2015, quando a escola perguntou aos estudantes: “Qual é o nosso sonho de escola?”.

EMEI Dona Leopoldina lança escola da árvore. Na foto, alunos nesse novo espaço

A diretora da EMEI, Marcia Corvelo, conta que esse assunto envolveu toda a unidade escolar e que o Conselho Mirim decidiu que a escola deveria ter uma casa na árvore e um observatório de pássaros – no conselho das crianças, elas deliberam quais serão as iniciativas e atuam diretamente na gestão do espaço. A partir daí, os pequenos passaram a elencar e desenhar quais seriam as características de cada espaço. Uma das exigências era que os dois ambientes não tivessem telhado.

Com as ideias no papel, o projeto para as construções dos espaços iniciou em 2015, por meio de uma parceira entre a escola, as famílias e equipe do Museu da Casa Brasileira, da Secretaria Estadual de Cultura. Tudo foi facilitado, pois, no mesmo ano, a escola já havia iniciado um estreitamento de relações e trabalho colaborativo com o núcleo técnico e educativo do museu. Professores da unidade têm a oportunidade de participar, quinzenalmente, de momentos formativos com a equipe da instituição.

A partir das exigências das crianças, o museu solicitou que um dos seus arquitetos fizesse um projeto. A escola apresentou a ideia para a comunidade, pediu doações e organizou eventos para angariar fundos para a construção. O processo para a conquista de todos os materiais, por doação e compra, mais a montagem, durou cerca de dois anos. A construção foi feita pouco a pouco, com ajuda dos funcionários e da comunidade, principalmente com o auxilio do avô de uma das crianças, que é construtor.

A inauguração dos espaços ocorreu no final de 2017 e, desde então, as atividades que aconteciam nas salas convencionais, com telhado e quatro paredes, ganharam novos sentidos e perspectivas. Do alto, durante as aulas, as crianças ouvem de perto o canto das variadas espécies de aves que circulam pela escola. A diretora diz que nas árvores do território é possível encontrar pica-pau, sabiá-laranjeira, bem-te-vi, maritaca, papagaio, águia e gavião. Com vista privilegiada, as crianças percebem a procura dos pássaros pelas árvores frutíferas que compõem o terreno. Ameixas e amoras aos montes brotam por lá.

Novos espaços garantem diversidade de experiências

Além dos dois novos ambientes, a escola possui outros espaços de convivência e aprendizagens que fogem do convencional, como: viveiro (estufa), meliponário (criação de abelhas sem ferrão), várias salas verdes (sem paredes e organizadas na área externa da escola), parque sonoro, estacionamento e pista de corrida para triciclos, horta, composteira, ateliê de artes, salas multimídia, refeitório com cozinha experimental, ateliê de costura, parque, quadra e playground projetados pelos alunos. 

Marcia diz que todos estes espaços compõem os viveiros de aprendizagens e que, mesmo não sendo espaços estruturados com paredes, são ambientes educadores. A diretora ainda ressalta que esses ambientes seguem a proposta do Projeto Político-Pedagógico “Construindo Viveiros de Infância”, desenvolvido na escola e balizado em três eixos – arte, natureza e brincadeira. 

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Escola constrói casa na árvore e observatório de pássaros”, no site da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Em contato com a natureza, escola Vila Verde educa para a felicidade

Imagem de dez alunos da Escola Vila Verde nadando em cachoreira durante passeio da escola
(Divulgação/Facebook)

Uma escola onde os alunos aprendem por projetos, valorizam o meio ambiente e exercitam o autoconhecimento. Assim é a Escola Vila Verde. A instituição é localizada no meio do cerrado, em Alto Paraíso de Goiás (GO). Particular e filantrópica, a escola foi criada em 2010 por um grupo de pais preocupados com a qualidade do ensino na cidade de cerca de sete mil habitantes.

Com uma área de 46 hectares ao lado do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a escola foi construída sem muros ou cercas. Além disso, eles têm como missão “educar para a felicidade e educar para a cultura da paz”. Desde 2014, é mantida e gerida pelo Instituto Caminho do Meio, braço social do Centro de Estudos Budistas Bodisatva (CEBB).

Reconhecimento nacional e internacional

Por trabalhar aprendizagem ambiental de forma inovadora, a Vila Verde ganhou menção honrosa no desafio internacional Edumission, rede de escolas inovadoras de todo o mundo criada pela empresa de impacto social israelense Education Cities. Para participar da competição, a escola produziu vídeos em que explica seu trabalho.

Além disso, foi apontada em 2015 pelo Ministério da Educação (MEC) como uma escola de referência pelo ensino inovador e criativo. Foi escolhida ainda, no ano seguinte, pela Ashoka, organização sem fins lucrativos que busca a transformação positiva da sociedade, em parceria com o Escolas Transformadoras do Brasil, do Instituto Alana, para integrar um grupo de 300 escolas consideradas transformadoras pelo mundo, sendo 18 delas do Brasil.

Aprendizagem baseada em projetos

A escola tem 70 alunos, entre 4 e 15 anos, com turmas desde o ensino infantil até o último ano do ensino fundamental. As salas, com no máximo 16 crianças ou adolescentes, são divididas entre alunos de duas séries, que estudam juntos. Eles participam ainda de oficinas de culinária, marcenaria, desenho, pintura, trabalhos com o corpo, dança, música, aromaterapia, massagem e meditação. 

Os projetos são bimestrais. A quantidade varia de acordo com a série. Na turma de Daniela, os estudantes desenvolvem um projeto de sala, a partir do interesse deles, mas que envolva conteúdos exigidos pelo MEC. O projeto pessoal é completamente livre, sobre qualquer assunto. Há também um projeto feito com turmas diferentes, que mistura faixas etárias.

Projetos baseados em objetivos e na função social

Os diferentes tipos de projetos são conduzidos a partir de escolha do tema, do objetivo, de por que se quer estudá-lo, da função social. “A gente conversa com eles de não haver o estudar por estudar, o conteúdo morto. Na escolha tem que pensar no objetivo, como elaborar, como contribuir para o meio social, para a comunidade ao redor, de que forma vai usar. Fazer questionamentos para construir as ideias”, explica a professora Daniela Razuk em entrevista para o Porvir.

Imagem de dez alunos da Escola Vila Verde apresentando um trabalho na frente da classe
Escola Vila Verde (Reprodução/Porvir)

A partir disso, os estudantes e professores organizam o tempo, as tarefas e as pesquisas a serem feitas. A cada aula, os educadores orientam os alunos sobre o que precisam fazer e como se manterem no planejamento. “A parte de busca de informações, de respostas, fica a cargo deles com a nossa tutoria. A gente não dá aula. São eles que vão buscando conhecimentos, conteúdos”, diz Daniela.

No fim do bimestre, os estudantes apresentam os produtos finais. “Pode ser uma aula para os colegas, pode ser uma construção física, pode ser uma campanha de conscientização. Tem que culminar em uma questão prática, chegar em algum lugar e ter um propósito naquilo”, explica a professora. Alguns exemplos de projetos foram uma mão hidráulica, construída com materiais simples, como seringas, uma campanha para evitar incêndios acidentais no cerrado e uma palestra sobre como prevenir a depressão e o suicídio.

 

Educação ecológica

O interesse pelo ambiente é trabalhado na escola de acordo com estudos do físico e escritor austríaco Fritjof Capra, que desenvolveu e promove a educação ecológica, como explica Fernando no vídeo para o Edumission. Acompanhados dos professores, os alunos exploram as áreas ao redor da escola, fazem passeios, visitam cachoeiras e piscinas naturais. Também conhecem a vegetação e os animais. Depois, voltam para a escola e analisam e estudam o que viram.

“A escola olha o meio ambiente da forma mais ampla possível, desde coisas clássicas, como horta pedagógica, aula de cultivo, mas também conscientização”, explica Fernando. A Vila Verde tem um termo de cooperação junto aos gestores do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) que permite que os estudantes desenvolvam atividades dentro do parque e vice-versa.

“Os estudantes estão em contato íntimo com a natureza. Não adianta levantar bandeira. Preciso primeiro conhecer para amar, depois amar para proteger. Não adianta dizer: ‘salvem o lobo guará’. Nosso olhar é para o que podemos fazer no dia a dia, agora, para salvá-lo. São ações práticas, ligadas ao meio ambiente”, explica Fernando.

Autoconhecimento e educação para a felicidade

O estímulo ao autoconhecimento é influenciado pelos ensinamentos do guru budista Lama Padma Samten, que segue a linha do budismo tibetano, “mas a escola não é budista”, afirma o diretor. O trabalho é guiado por cinco sabedorias, que falam da importância do desenvolvimento de boas relações entre as pessoas. São preceitos como empatia, oferecer, estruturar, parar ações negativas e ser livre.

“Quando os alunos chegam da escola tradicional, o mais difícil é se acostumar com a liberdade, de pensamento, de escolha, de oportunidades. Isso é complicado. Estão sempre olhando para ver se podem fazer, querem saber o que achamos”, diz Fernando. Há estudantes que não se adaptam, principalmente os mais velhos. “Estavam tão acostumados com a tutela que simplesmente não seguraram a onda, pediram para voltar para a escola tradicional.”

A educação para a felicidade é trabalhada para que os estudantes consigam pensar sobre o que gostam, o que querem e os que os deixa felizes. Para que, assim, possam fazer boas escolhas e saber lidar com as próprias emoções. Na cultura da paz, a escola procura desenvolver nos estudantes a preocupação com o outro e a pensar sobre o que pode fazer para tornar o mundo melhor.

Esse post é um resumo com alterações do Caindo no Brasil de matéria publicada pela repórter Fernanda Nogueira para o portal Porvir, com o título “Em contato com a natureza, escola Vila Verde educa para a felicidade”. Clique no link para conferir a matéria original e completa.