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“Eu gostei dessa aula porque a gente saiu da sala, professora”.

Imagem de poste e pessoa colando lambe lambe

“Eu gostei dessa aula porque a gente saiu da sala, professora”.

Imagem com fanzines criados pelos alunos

Aquela fala de Gilberto continua ecoando em mim. Foi no semestre passado que essa aula aconteceu. Conheci uma menina que dava oficina de lambe-lambe e convidei ela para encerrar a aula de poesia concreta no sétimo ano.

Alguma coisa acontece quando alguém novo adentra uma sala de aula pela primeira vez. É um estranhar-se/entranhar-se misterioso. Um limiar entre o desejo de conhecer o outro e o desconcerto de ainda não conhecer.

Eu amo observar os alunos mais bagunceiros (também conhecidos como criativos inconformados) nesse prelúdio da “aula com gente de fora”. Alguns se curvam, abaixam o farol do olhar. Outro já revelam a juba e o reinado logo de cara. Independente da primeira reação, os rebeldes sempre gostam dessas aulas – mesmo quando fazem cara de desdém.

Foi na aula de lambe da Marcela que Karina assumiu pela primeira vez que não sabia ler. Falou em alto e bom tom. Depois scaneou a turma toda com seus olhos em pleno manifesto e proclamou:

– Mas estou aprendendo.

Ah Karina, te admiro tanto!

Outro episódio de forasteiros em sala de aula aconteceu meses depois. Conheci outra menina, minha xará Duda, que ministrava oficinas de zine. Não pensei duas vezes e convidei ela para encerrar a trajetória de crônicas que estava trilhando com os meus três oitavos.

Rolou meditação guiada, exposição aberta de medos, choro e muita criatividade na hora de produzir os zines.

Essas aulas fora da curva fazem com que o menino que nunca se expressou se solte, se acomode no incômodo. É um fenômeno raro que poderia ser mais cotidiano.

Poderia?

Pode!

A presença de Marcela e Duda anunciaram o início de uma nova fase no meu trabalho em sala de aula como professora de Língua Portuguesa. É necessário sair do comum e tornar isso comum. Os alunos anseiam, clamam, as vezes até esperneiam pelo inédito! E quando falo inédito, não me refiro a nada muito espetacular. Falo de uma volta na própria escola pra observar as coisas e fazer uma lista.

– Sabe tudo isso aí que vocês escreveram, gurizada? Tudo isso são substantivos! (Obrigada pela dica de aula, Camilla!)

Agora tudo que vejo, todos que conheço, toda novidade que pra mim se apresenta como pérola na concha do cotidiano me faz pensar: Como posso levar isso pra sala de aula?

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A educação é luta e aconchego

Conexão com estudantes: xícara de café no centro da foto e flores e livro no entorno

Contei para o 8° B que estava fazendo estágio em uma outra escola do bairro. Ensino médio. Noturno.

“Escreve uma crônica sobre essa experiência, professora”.

Desde quando começamos a estudar crônicas os alunos pegaram gosto pelo gênero. Dia desses Talita chegou com uma crônica que ela tinha escrito. Escreveu assim do nada, porque quis.

Enfim, aqui está a crônica que Lucas pediu. A crônica sobre essa curta experiência em uma sala de terceiro ano de Ensino Médio.

Fiquei um mês observando as aulas da professora Marisa. Todas as quintas a noite eu batia ponto lá na escola. Me sentia avulsa no início. Não era minha escola, eu não via meus alunos meio pequenos meio grandes (ainda se diz pré-adolescentes?). Os alunos do Ensino Médio já passaram do pré e da adolescência. São jovens. Alguns já adultos. Algumas já mães. Alguns pais – talvez. A mãe é informação explícita no contexto escolar. Já o pai…

Duas mães na mesma sala. Na lousa, aula sobre crase. No chão, panelinhas e chupetas. Assistiam à aula e as filhas.

Eu poderia encher todos os seguintes parágrafos de outras cenas que vi. De acontecimentos que realmente mexeram comigo. Mas até quem nunca pisou em uma sala de aula de uma escola pública – no período noturno, em uma turma de terceiro ano de Ensino Médio – consegue imaginar um esboço ainda que muito estereotipado e pessimista.

Eu prefiro preencher as linhas que seguem com a sensação de aconchego que carrego dentro de mim depois dessas quatro semanas de observação e desses poucos 40 minutos de aula que acabei de ministrar. Aconchego é mesmo a palavra que eu queria. Peço ajuda ao verbete.

Aconchegar (verbo transitivo direto e indireto)

  1. Chegar (umas coisas para junto de outras).
  2. Aproximar muito.
  3. Chegar muito a si.

Me aconcheguei a realidade daqueles alunos. Tão próximos do meu bairro, tão distantes de mim. No dia da minha aula, aconcheguei um texto a eles. “O legado das ocupações nas escolas”. Talvez quisesse deixar um legado ali. Simbólico, singelo.

Alguns chegaram atrasados, mas tiraram o fone de ouvido e se juntaram a roda. Nem todos participaram da conversa sobre o que foi lido, mas todos leram e responderam a provocação que estava na folha sobre a carteira:

O que você já fez para colaborar com um ambiente de aprendizagem e boa convivência na sua escola?

Não fiz nada. Presto atenção na aula. Comprei rifa para ajudar na pintura das salas. Organizei a rifa para ajudar na pintura das salas.

A resposta que eu mais gostei? Acho que foi a de João: Não fiz nada AINDA.

Ainda. Advérbio de tempo capaz de deixar tudo tão mais… aconchegante! Agradeço por ter sido tão bem-vinda pela professora Marisa e por todos os alunos do terceirão. Com aconchego e gratidão respondo agora uma das questões que a professora colocou no quadro no meu primeiro dia de estágio.

1) Argumente promovendo a progressão temática. Utilize um dos elementos coesivos abaixo:

CONTUDO

EMBORA

JÁ QUE

  1. a) A educação brasileira tem muitos desafios a enfrentar CONTUDO somos muitos os que estamos caminhando em busca de possibilidades onde parece que não há mais soluções. Estamos cada dia mais perto de nós, dos outros e do que queremos juntos. Ainda não chegamos lá, mas chegaremos. Como a Emily. A Emily que veio tirar foto comigo depois da aula e pediu meu face. “Vou te marcar no post de quando eu passar na UFMT” Mal sabe ela que já me marcou.

Texto escrito pela professora Maria Eduarda Gomes, colaboradora do Caindo no Brasil.Conheça mais relatos do Entrelinhas e Laços

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Racismo na escola: professora e jovem escrevem relato juntas

Racismo na escola: imagem de homem negro bebendo água com placa "para negros", nos EUA

Seis da matina. Ainda não levantei da cama, mas o barulho do alarme e a luz do celular na cara já me lembram que é dia feira. Tenho evitado ler mensagens antes de levantar como uma tentativa de criar um novo ritual matutino mais saudável. Mas nessa manhã uma mensagem pediu pra ser lida:

“Madu, a senhora sabe muitas coisas sobre campanhas contra o preconceito e tals. Hj eu presenciei uma coisa que eu pensei que nunca passaria na minha vida. E eu queria lutar contra o preconceito de alguma forma. Se a senhora souber algum jeito, me fale pfvr.”

Primeiro, uma alegria: as aulas do ano passado de criação de uma campanha contra o preconceito racial surtiram efeito! Quase de imediato minha alegria de professora se vai e a pergunta aparece em caixa alta e negrito na minha cabeça: Como posso ajudar essa aluna a lutar contra o preconceito?

Passei o dia com a perguntada grudada em mim.

Me coloquei no meu lugar, de quem não sofre com o racismo que assola nosso país. Me coloquei no lugar da Rafaela, minha aluna que me acordou com esse pedido tão… tão necessário!

Como? Como lutar contra o preconceito? Como não se sentir impotente diante dessa realidade perversa?

Rafaela me contou melhor o que tinha acontecido e eu entendi porque ela estava tão incomodada.

Então fiz um convite pra ela escrever aqui pra vocês. Um dos jeitos de lutar contra o preconceito é não se calando.

Em tempos de violência e repressão, não se calar é resistir.

Racismo na escola: imagem de homem negro bebendo água com placa "para negros", nos EUA
(Foto: Pixabay)

Deixo aqui as palavras dela e espero que elas cheguem longe e resistam

Olá, meu nome é Rafaela, tenho 13 anos e vim aqui falar sobre o preconceito racial.

O Brasil é considerado um dos países mais racistas do mundo, mesmo com tantas misturas de raças. Algumas pessoas pensam que o racismo nunca pode acontecer ou que é bem raro.

Infelizmente eu com apenas 13 anos vi o racismo acontecer na minha frente várias vezes. Infelizmente algumas pessoas maltratam outras para se sentir superior ou melhor que alguém.

Você julgar uma pessoa apenas por ela ser negra ou “diferente” é burrice. Nesse mundo não existe idade para sofrer e nem praticar o bullying. Meu melhor amigo foi revistado pela polícia simplesmente por ser negro e pobre. Tenho certeza de que tem muitas pessoas sofrendo por coisas piores.

Todos devemos nos unir e acabar com isso de uma vez. Eu sei que não é fácil mas poderíamos tentar pelo menos.

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Entrelinhas e laços: as protagonistas

Crônicas: imagem de mesa de trabalho vista de cima, com uma máquina de escrever e diversos papéis

“Estou olhando aquele bando de adolescentes com evidente ternura. Pudesse passava a mão nos seus cabelos e contava-lhes as últimas estórias da carochinha antes que o lobo feroz os assaltasse na esquina. Pudesse lhes diria daqui: aproveitem enquanto estão no aquário e na redoma, enquanto estão na porta da vida e do colégio. O destino também passa por aí. E a gente pode às vezes modifica-lo.”

Assim que terminei de ler emocionada a crônica de Affonso Romano de Sant’Anna o 8ºC olhou pra mim como se eu fosse a autora daquelas palavras. Depois de um breve silêncio, um suspiro coletivo e uma fala de Caíque:

– Nossa, professora! Que texto profundo.

Foi assim, de primeira viagem, que meus navegantes do 8ºC entraram na maré das crônicas. Aquela aula de introdução ao novo gênero foi mesmo profunda. A sala percebeu que, de fato, as crônicas provocam reflexões e críticas.

Em casa, preparando um novo planejamento, reli a crônica “Porta de colégio” e nas entrelinhas encontrei uma nova passagem: o protagonismo juvenil. Era essa a temática que brilhava dentro da minha cabeça enquanto as abas cresciam na tela do meu computador.

Queria encontrar um texto que mostrasse aos alunos que enredo de crônica é sucessão de acontecimentos no presente. Queria um texto que mostrasse o agora. Uma crônica com personagens adolescentes que não frequentam a escola pensando em se preparar pra vida adulta, porque estão ocupados demais fazendo a vida acontecer no agora. Organizando debates na escola. Mobilizando o bairro. Promovendo eventos culturais.

Busquei em vários sites, contatei alguns colegas da área, mas não encontrei nenhuma crônica que atendesse minhas expectativas.

A segunda aula sobre crônicas no 8ºC não teve o texto que eu queria e não foi tão inspiradora quanto a primeira. Os alunos estavam agitados. Alguns mais que outros. Outros menos que alguns. Eu mesma não me excluo da agitação, pois tinha acabado de sair da minha turma de sétimo ano (professores de sextos e sétimos me entenderão!). Enfim, aquela aula foi bagunçada demais e não atingiu o ápice como a primeira. Saí de lá pensativa. “Preciso trazer sem falta um texto interessante sobre protagonismo juvenil pra essa turma na próxima aula”.

No fim do dia, estava em outra sala, do oitavo E, esperando alguns alunos terminarem a atividade. Olhei pra porta porque percebi um aglomerado anormal. O sinal já tinha tocado, o barulho do corredor já tinha cessado. Porém, lá estavam 5 alunas do 8 C me esperando. Uma delas fez sinal que queria falar comigo. Os dois alunos terminaram o exercício e saíram dando passagem para as meninas que me traziam uma alegria inesperada:

– Acho que você vai gostar da nossa ideia, professora.

Me disse Laura sorrindo até a ponta do rabo de cavalo que saudava o imponente coque de Jamile. Ao lado das duas, Michele e seu crespo proferiram:

– Sabe o que é professora, hoje depois da sua aula eu fiquei pensando muito numa coisa. Alguns alunos atrapalham as aulas, estão com muita falta de respeito e o bullying está passando de todos os limites. A Mari fez uma fala hoje lá pra turma, bem depois que a senhora saiu e eu fiquei pensando que a gente poderia passar em todas as salas conversando sobre isso. Fazendo tipo uma palestra.

– E falando sobre padrão de beleza, também! A gente quer falar sobre isso com os alunos.

Complementou Emily Cachos enquanto eu descia da minha elevação aos céus. A história de protagonismo juvenil que eu tanto busquei estava sendo encenada na minha frente!

Começamos a conversar sobre a proposta e as cinco meninas foram se empolgando a medida que minha animação crescia. Ou foi ao contrário? Não sei se delas pra mim ou de mim pra elas, mas sei que a energia fluiu tanto que a professora de matemática também entrou na sala e o entusiasmo nos abraçou. Pela primeira vez na minha escola senti o significado do substantivo sororidade.

Quando já estávamos saindo, Mari fisgou meu semblante e finalizou meu dia letivo fazendo um pedido:

– Professora Madu, escreve uma crônica do dia de hoje!

Crônicas: imagem de mesa de trabalho vista de cima, com uma máquina de escrever e diversos papéis

Escrevo essa pra Mari, Laura, Michele, Emily e Jamile. Escrevo pra todas as gurias e guris que tiveram iniciativa, que buscaram fazer qualquer coisa de diferente na escola. Escrevo para os adolescentes protagonistas, inquietos e curiosos. Para os jovens inconformados. Para os adultos que protagonizam a juventude desde o dia que conheceram Holden Caufield. Escrevo para os professores que querem levar um texto sobre protagonismo juvenil pra sala de aula mostrando pros alunos que melhor que ficção, só mesmo a realidade.

Texto escrito pela professora Maria Eduarda Gomes, colaboradora do Caindo no Brasil.Conheça mais relatos do Entrelinhas e Laços

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Camila Coragem: o que ensinar exige

Ensinar exige rigorosidade metódica.

Esse é um dos tópicos do sumário do clássico freiriano “Pedagogia da autonomia”.

Ensinar exige pesquisa.

Ensinar exige curiosidade.

Ensinar exige tantas coisas que eu dei conta só de ler o sumário do livro e fiquei dias processando todos os requisitos que Freire me contou naquela noite quente e chuvosa da primeira semana de novembro.

A reflexão me trouxe a lembrança de um episódio de maio que reverberou novas atitudes e práticas mais amadurecidas.

Eu levei minhas quatro turmas de sétimo ano na exposição itinerante da Bienal de São Paulo. Foi um desafio enorme trabalhar em sala de aula conceitos de arte contemporânea e pós modernidade. O tema da Bienal era incerteza viva.

Por ser tão incerta e tão viva eu falhei. Falhei no processo, falhei na visita e falhei na avaliação.

Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática

Cinco meses depois decido sair mais uma vez dos arredores da escola e mostrar que a construção do saber se dá em outros espaços, com outros sujeitos e sobre outros temas, diferentes dos do livro didático.

Dessa vez fiz diferente.

Fiz pequeno e intuitivo. Fiz grande e organizado.

Ensinar exige tomada consciente de decisões.

Estou desenvolvendo um projeto de produção audiovisual no contraturno. Os alunos escreveram o roteiro de um curta e agora estamos na fase de gravação. Camila é a aluna que mais se envolveu com esse projeto. Sempre tem aquela pessoa que se apaixona, agarra a ideia e se desenvolve de uma forma muito autêntica e genuína. Camila já gostava muito de fotografia. Ela começou a me seguir no Instagram e viu que eu também sou entusiasta desse universo. Ela se aproximou de mim, me pediu dicas e me enviou fotos suas. Eu vi ali uma semente brotar me pedindo mais água pra crescer.

Certo dia eu estava rolando o feed infinito no Facebook a procura de nada e encontrei uma oportunidade que caiu feito chuva no solo de Camila: uma oficina de fotografia criativa para iniciantes.

Consegui pagar meia inscrição pra ela e fomos juntas.

No caminho ela observava a transição pela janela do Uber. Da periferia para o centro.

– Você costuma vir pra esses lados da cidade, Camila?

– Não. Eu nunca saio do bairro. De vez em quando vou visitar uns parentes que tenho lá no Pedregal, sabe?

Pedregal é um extremo oposto ao da nossa escola.

– Minha mãe não me deixa sair sozinha. Nunca peguei ônibus só. Ela me deixou ir nesse curso porque a senhora conversou com ela e porque você está comigo… Ela fala que é perigoso uma menina sair por aí sozinha. E é mesmo né…

Fiquei um tempo em silêncio e na minha mente passou um filme de todas as vezes que transitei meu corpo sozinho pelo mundo. Sou uma mulher consciente dos desafios que enfrento na sociedade. Sou branca e venho de uma família de classe média do interior paulista. Tenho consciência de meus privilégios também. Sou adulta, mas já fui adolescente. De todas minhas identidades caleidoscópicas, naquele instante eu assumi a de educadora. Educadora responsável por levar “sozinha” uma aluna em um ambiente completamente diferente dos que ela frequenta para fazer um curso sobre um assunto que está fora dos parâmetros curriculares.

Respirei, inspirei e parafraseei Guimarães Rosa:

– É perigoso, Camila. Mas a vida exige coragem! Nós, mulheres, precisamos ser cuidadosas, sim.  Mas precisamos ser corajosas.

Chegamos no local do curso. Metade cheio. É o nome do café-bar, loja-galeria, ateliê colaborativo que abriu recentemente suas portas no centro histórico da capital mato-grossense. Eu amo esse lugar. Camila também amou. Ela observava tudo com um olhar de viajante que me fez recordar minha primeira viagem.

O curso estava dividido em duas partes: teórica e prática. No início ela estava tímida, mas no final saiu pelo café com seu celular e depois com a minha câmera registrando cada instante, cada cenário, cada universo que só o olhar dela é capaz de enxergar.

A foto de Camila

Depois da sessão fotográfica voltamos pra sala e exibimos nossas produções. Rodolfo, o fotógrafo que ministrou a oficina, ia passando as fotos na tela e fazendo comentários. De repente aparece a foto de Camila.

Foto de mulher negra

Eu finalizo meu relato aqui. Com essa foto que me preencheu a alma e me deixou afônica.

E com mais um tópico do sumário-poesia do nosso patrono da educação:

Ensinar exige convicção de que a mudança é possível.

Conheça mais relatos do Entrelinhas e Laços.