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Evento “O Futuro da Educação Brasileira” debate propostas dos presidenciáveis para Educação

Imagem de divulgação do evento sobre educação, com as informações do encontro.

No dia 24 de outubro, na última semana antes do segundo turno das Eleições 2018, acontece a mesa redonda “O Futuro da Educação Brasileira: Análise Comparativa das propostas de Educação dos candidatos à Presidência da República”. O evento será a partir das 18h às 21h30 e vai acontecer no Auditório da Faculdade de Educação da USP.

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Esse encontro é organizado pela professora Iracema do Nascimento. A docente faz parte do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação da FEUSP. Há também parceria com a Campanha Nacional pelo Direito à Educação. O evento tem o objetivo de fazer uma análise crítica ponto a ponto das propostas oficiais apresentadas ao TSE pelos candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).

Direito à educação

Segundo Iracema, numa eleição polarizada como esta, é importante tomar decisões conscientes baseadas em informações e propostas concretas. “O que estamos propondo é a análise dos programas oficiais apresentados pelos candidatos ao TSE, em uma discussão comprometida com o direito à educação e não comprometida com um ou outro candidato”, afirma.

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A mesa redonda contará com a presença de Denise Carreira, coordenadora adjunta da ONG Ação Educativa; do Prof. Dr. Fernando Cássio, professor adjunto no Centro de Ciências Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC e integrante da REPU (Rede Escola Pública Universidade); e deDaniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Haverá transmissão online pelo site da FEUSP e, para participar, basta se inscrever aqui. A participação é gratuita, mediante inscrição online. Coloque o evento na sua agenda e convide seus amigos aqui.

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Formação de facilitadores em SP promove imersão mão na massa

Fotografia vista de cima de aproximadamente treze membros da formação sentados em círculo, conversando.
(Divulgação)

Estamos passando por um momento extremamente conturbado e precisamos criar mais espaços de diálogo. Assim, através da inteligência coletiva, podemos construir juntos diagnósticos assertivos e soluções sustentáveis para problemas complexos e sistêmicos. No entanto, criar esses espaços não é uma tarefa tão simples. Por isso, a 7ª edição da Formação de Facilitadores em São Paulo é muito valiosa nesse contexto. Esse encontro vai acontecer nos em dezembro e falará sobre o que é ser um facilitador e como apoiar os grupos ao seu redor. 

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Sobre a Formação de facilitadores

A formação vai abordar os detalhes do que é ser um facilitador e como apoiar empresas, governos, ONGs, famílias, trabalhos voluntários e etc. Assim, ela busca fortalecer a autoconfiança através do planejamento estratégico; cocriação; tomada de decisão; redesenho de processos; integração, entre outros. E também terá um formato dinâmico e experiencial, com uma prática de facilitação liderado pelos próprios participantes. Além disso, haverá momentos de instrução e conceitos vindos da Antroposofia e Ontologia da Linguagem, sempre com foco em aprender fazendo.

A formação busca ensinar conceitos e ferramentas para ampliar o repertório do facilitador e atividades mão na massa em um ambiente seguro para testar e errar à vontade, com muito aprendizado prático.

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Informações do curso

A formação será nos dias 1 e 2 de dezembro, das 9h às 17h, na Casa Galpão, em São Paulo. O curso trabalha com a economia solidária. Ou seja, eles valorizam que todos os envolvidos na Formação sejam beneficiados: participantes; fornecedores; parceiros e facilitadores. O valor é de R$ 500,00 reais à vista ou em até 3x sem juros. Veja mais informações no site do curso. 

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Imersão educacional Latin American Leadership Academy Bootcamps une jovens e liderança

Fotografia de aproximadamente vinte e cinco jovens sentados, em círculo na grama, observando um mentor falando.
(Reprodução/Facebook)
O Latin American Leadership Academy Bootcamps é uma experiência educacional sobre liderança com jovens. Ou seja, os LALA Bootcamps são programas imersivos de 7 dias focados no desenvolvimento de liderança e inovação social para jovens de toda a América Latina entre 14 e 18 anos. O seu objetivo é empoderar os jovens com habilidades, ferramentas, conhecimentos e uma rede de mentores para solucionarem os problemas que são mais apaixonados. Eles abordam temas como Design Thinking e Empreendedorismo Social; Inteligência Socioemocional e Autoconhecimento; e ainda promovem o acesso a oportunidades globais de desenvolvimento.
 
Os programas serão realizados em quatro países diferentes ao redor da América Latina. Todos eles envolvem o mesmo conteúdo, metodologia e processo de aprendizafem experiencial. Assim, eles podem garantir a mesma experiência educacional de alta qualidade em casa um deles. O jovem pode se candidatar a até 3 Bootcamps, mas só será aceito em um deles. No site do programa, a data limite de inscrição é até 21 de outubro. No entanto, eles vão abrir uma nova rodada de inscrições que irá até o dia 11 de novembro. A inscrição pode ser feita através do site dos Bootcamps e, caso haja mais alguma dúvida, é possível entrar em contato no email marcelo.peterlini@gmail.com.

O que esperar do Bootcamp?

Através dessa experiência educacional, os jovens vão fazer parte da comunidade da LALA. Assim, terão acesso contínuo a oportunidades de desenvolvimento e bolsas globais, recursos e conexões para poiar seu crescimento. Além disso, lá, eles podem desenvolver habilidades socioemocionais e de liderança, criar projetos de impacto social, entre muitas outras experiências e oportunidades.
 
Veja o vídeo do Bootcamp na Colombia:
 

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Mídia e Escola – Perspectivas para políticas públicas – UNICEF

Imagem da capa da publicação Mídia e Educação - Políticas Públicas, do UNICEF

Imagem da capa da publicação Mídia e Educação - Políticas Públicas, do UNICEF

 

“Mídia e Escola – Perspectivas para políticas públicas” é um relatório muito rico para educadores. Ele busca contribuir para a disseminação de projetos envolvendo Educação, Comunicação & Participação em escolas públicas de ensino fundamental e médio. Essa publicação sistematizou idéias, estratégias e metodologias levantadas ao longo de um processo de pesquisa. Além disso, sua produção envolveu a experiências envolvendo crianças, adolescentes e jovens.

O projeto de pesquisa, sistematização e disseminação de experiências nessa área resulta de uma parceria entre o UNICEF, a Educarte (pesquisa e editoração) e a Central de Projetos (administração). Veja a pesquisa no link.

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Bairro-Escola: passo a passo – UNICEF

Imagem da capa da publicação Bairro - Escola, da UNICEF

Imagem da capa da publicação Bairro - Escola, da UNICEF

 

“Bairro – Escola Passo a Passo” é um manual que reúne a experiência de mais de dez anos da Cidade Escola Aprendiz. Essa organização atua através do conceito Bairro-Escola e busca desenvolver a educação e a comunidade.

A publicação transmite, de maneira simples e mão na massa, uma sistematização de diversas experiências. Dentre elas, há construção de bases político-comunitárias; a elaboração de um projeto coletivo em busca de um bairro educador; mobilização das pessoas em busca de um objetivo, e muito mais. 

O material foi reconhecido pela UNICEF e UNESCO. Acesse o livro através do link.

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Exposição interativa e gratuita ‘Que Monstro Te Mordeu?’ vai até outubro

Fotografia de uma das partes da exposição.
Fotografia de uma das partes da exposição.
(Reprodução/Facebook)

Até o dia 28 de outubro, o Centro Cultural Fiesp recebe uma super programação sobre emoções com as crianças. A “Monstruosa Exposição dos Monstros“ tem curadoria de Teodoro Poppovic, que ajudou a idealizar o Castelo Rá Tim Bum. A visitação está aberta de terça a sábado, das 10h às 22h e, no domingo, das 10h às 20h.

Que Monstro te Mordeu?

Inspirada na série infantil de TV “Que Monstro te Mordeu?”, a exposição estimula a imaginação e o diálogo aberto sobre os medos de cada um. A série é repleta de metáforas e cada personagem representa um aspecto emocional do ser humano. Tem o monstro grudento que é feito de chiclete; tem o monstro que só se faz de durão, mas na verdade tem coração mole; tem o cientista maluco especializado em “humanologia”; e até uma menina que é metade gente e metade monstra.

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Nas atividades práticas, cada visitante pode desenhar suas próprias criaturas monstruosas, que serão exibidas no espaço. A atividade é inspirada na abertura da série, em que o personagem, Dr. Z anuncia: “Toda vez que uma criança desenha um monstro, ele ganha vida em um lugar muito especial: o Monstruoso Mundo dos Monstros”. Agora, graças à mostra, esse lugar existe.

Teatro

Também no Centro Cultural Fiesp, além da exposição, o público pode assistir ao espetáculo teatral infantil “Que monstro te mordeu?“. A programação vai do dia 9 de junho a 2 de dezembro, sempre aos sábados e domingos, às 14h, com entrada gratuita. As sessões exclusivas para grupos e escolas acontecem às quintas e sextas, às 11h. Mais informações sobre agendamento pelo e-mail: ccfagendamentos@sesisp.org.br. Também é possível reservar ingressos pelo site do Meu Sesi.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “‘Que Monstro Te Mordeu?’ vira exposição interativa e gratuita”, do Portal Lunetas. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Let’s Go Festival acontece em setembro no Paraná

Imagem de divulgação do Lets Go Festival.

Imagem de divulgação do Lets Go Festival.

O Let’s Go Festival busca explorar novas tecnologias e suas aplicações a partir de experiências imersivas. Por isso, esse super evento vai reunir gestores, diretores e coordenadores engajados em promover a transformação educacional nas suas escolas. Ele vai acontecer nos dias 25 e 26 de setembro, em Curitiba, Paraná. 

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O Let’s Go Festival

O evento contará com painéis, workshops e apresentações que serão divididas em oito trilhas de interesse: liderança inovadora; educação infantil; matemática do futuro; educação bilíngue; Lego Education; ensino público criativo; educação 4.0 e educação integral maker e extracurriculares.

Haverá também convidados como Leo Burd, do MIT (Massachusetts Institute of Technology); o médico Jairo Bouer, o mestre em inteligência artificial Roger Finger; Miguel Thompson, do Instituto Singularidades; Mozart Ramos, do Instituto Ayrton Senna; André Guadalupe, do Instituto INVOZ; Marcia Padilha, do Criamundi; e Parahuari, do Education, Technology and Innovation.

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O evento vai discutir sobre liderança; espaços inovadores de aprendizagem; formação de professores; letramento digital; inovação aplicada; educação inclusiva; entre outros temas. Além disso, acontecem oficinas de robótica, MICRO:BIT, letramento digital, gamificação, marketing digital e outros

O festival vai acontecer no Castelo do Batel, em Curitiba. Veja mais informações sobre as inscrições e sobre a programação no site do evento.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Let’s Go Festival“, do Povir. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Livro compartilha 13 práticas que fazem diferença na educação brasileira

Uma ONG que trabalha com comunicação e educação no interior do Ceará, uma escola privada que desenvolve o pensamento crítico de jovens de Salvador, uma escola associativa que trabalha com cidadania na educação infantil e outras diversas histórias reais de pessoas e projetos que estão transformando o Brasil para melhor a partir da educação.

Duas garotas pegando folhas em uma árvore: foto para o livro sobre inovação na educação brasileira
Caio acompanha momento de aprendizagem ao ar-livro na Associação Pró-Educação Vivendo e Aprendendo, em Brasília

O jornalista Caio Dib saiu do emprego e da cidade de São Paulo para conhecer as realidades brasileiras e práticas educacionais inspiradoras. “Percebi que ficava mais tempo dentro do escritório do que conhecendo e entendendo quem eram as pessoas que aprendiam e consumiam os produtos e serviços que eu ajudava a criar”, contou. O resultado dessa jornada foram 5 meses e meio de viagem, 17 mil quilômetros andados de ônibus, 58 cidades e muitas histórias e aprendizados para contar.

No livro Caindo no Brasil: uma viagem pela diversidade da educação, ele conta sobre escolas, projetos e histórias de pessoas que estão fazendo a diferença na educação brasileira a partir de 13 iniciativas conhecidas por Caio durante a viagem pelo país. “Em cada capítulo, fiz um resgate histórico lendo o máximo de documentos, estudos e publicações daquela prática. Em seguida, conto um pouco minha conversa com o idealizador do projeto e compartilho minhas observações da visita que fiz naquele projeto”, explicou o autor.

É possível adquirir a versão digital ou impressa. Além disso, há a oportunidade de comprar um livro e doar outro para uma instituição de ensino. Clique aqui para conferir.

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Livro digital gratuito e-NAVE mostra 40 práticas educativas transformadoras

Imagem de três jovens sentados olhando e sorrindo. A pessoa do meio está segurando um tablet e mostrando algo para os outros.
Imagem de três jovens sentados olhando e sorrindo. A pessoa do meio está segurando um tablet e mostrando algo para os outros.
(Reprodução/Facebook)

 

A educação está em constante movimento em busca de melhorias no aprendizado. E, cada vez mais, plataformas, sites e cursos oferecem maneiras de melhorar essa experiência para educadores e estudantes. Nesse cenário, surge o e-NAVE, um livro digital que reúne atividades inovadoras desenvolvidas pelos educadores das escolas NAVE no Rio e em Recife.

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E-NAVE

O NAVE (Núcleo Avançado em Educação) é um programa de educação do Oi Futuro. Ele foi desenvolvido em parceria com as secretarias de estado de educação do Rio de Janeiro e Pernambuco. O projeto forma jovens para as economias digital e criativa com foco na produção de games, aplicativos e produtos audiovisuais. Nesse material,eles sistematizaram e reuniram suas práticas. Nele, é possível encontrar 40 práticas educativas “mão na massa” que, além de inovadoras, são simples e criativas. E elas podem ser reeditadas em qualquer escola do Brasil por educadores de todas as áreas do conhecimento.

Eles contaram com 100 colaboradores que ajudaram a desenvolver o documento. Além das 40 práticas, o material também conta com 8 capítulos que englobam diferentes disciplinas. Para baixar o e-book, basta fazer seu cadastro no link.

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Universitários impulsionam resultados de empresas com projetos de baixo custo

Fotografia de duas mulheres membros da Químida Jr falando com dois homens, de costas

A instabilidade da economia brasileira vem causando uma certa incerteza entre empreendedores e empresários. Com margens de lucro menores, fica cada vez mais difícil investir na criação e na expansão dos seus empreendimentos. Porém, é nesse cenário que as Empresas Juniores se mostram uma solução muito interessante a atual situação de crise. Elas são organizações sem fins lucrativos, formadas por estudantes de diversas áreas de graduação, que prestam serviços de baixo custo. Principalmente para os empreendedores, que muitas vezes não tem condições financeiras para contratar o serviço de empresas já consolidadas no mercado.

Mas por que esses universitários realizam esses serviços sem expectativas de retorno financeiro pessoal? E mesmo tendo uma carga curricular à cumprir? Esse ideal surge com Movimento Empresa Júnior (MEJ), que tem como propósito impactar a sociedade e estimular o aprendizado na prática. Assim, criando uma cultura empreendedora ainda na graduação.

Relações mais humanas

A Química Jr. da UNESP de Araraquara, interior de São Paulo, é um bom exemplo. Ela foi procurada pela Solenis, uma multinacional do segmento da indústria química. A empresa precisava realizar um projeto de implantação da metodologia 5S, que é a base para a qualidade total de gestão. Eles fizeram a aquisição da planta da Quimatec Produtos Químicos, mas os funcionários antigos ainda não haviam aderido à nova cultura. Por isso, mantinham alguns antigos hábitos. Os maiores problemas da empresa eram as ruas desorganizadas. Além disso, os funcionários tinham algumas atitudes que punham em risco sua própria saúde.

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A responsável da planta já conhecia o Movimento Empresa Júnior através de seu sobrinho, que também é empresário. Ele já havia contratado o mesmo treinamento com uma empresa júnior de Minas Gerais.

Fotografia de duas mulheres membros da Químida Jr falando com dois homens, de costas
Membros da Química Jr aplicando o treinamento 5S na empresa. (Fonte: Química Jr.)

A equipe do projeto foi dividida em 5 grupos, e cada um acompanhou uma média de 12 funcionários. Dessa forma, a produção da indústria não pararia e em cada grupo teria funcionários de diferentes setores para contato. O acompanhamento era feito semanalmente, com apresentações de metodologias para que toda semana os setores fossem auditados em relação às mudanças, tanto pelos membros da empresa júnior quanto pelos próprios funcionários.

Imagem de uma mulher membro da Químida Jr analisando partes de uma fábrica.
Membro da Química Jr realizando a avaliação da organização da Solenis. (Fonte: Química Jr.)

Os resultados continuam surgindo, mas várias mudanças já foram realizadas. A empresa agora possui ruas delimitadas por faixas e sistema de endereçamento. Além disso, conta com métodos de acompanhamento de atividades e alguns setores com grande destaque de resultados. “Nós estávamos sempre dispostos a fazer mudanças na nossa forma de trabalhar que se encaixasse com a realidade da empresa”, comenta Larissa Carvalho, membro da Química Jr. “Além disso, acredito que um diferencial foi a aproximação que tivemos com os funcionários”.

Comunicação e trabalho na prática

Outra empresa júnior, a EDIFICar Jr da UFSCar, também impactou na abertura de um novo negócio em São Paulo, no Cantareira Norte Shopping. Frederico Diniz, empreendedor em São Carlos, tinha a intenção de expandir seu negócio abrindo mais uma franquia. Por isso, procurava uma empresa para realizar o projeto elétrico e um layout de totem para o seu quiosque. Ele conheceu a empresa júnior através de um projeto de orçamento para a reforma de sua casa. No fim, ele escolheu essa opção porque outras empresas do ramo tinham um preço muito mais elevado.

“A satisfação foi tanta que em uma circunstância fora da construção residência, durante o processo da instalação de um quiosque nosso da franquia da lupo, acabamos precisando de um projeto elétrico com ART fora do previsto inicialmente. Mesmo assim, esse serviço foi feito de maneira rápida e eficiente, e hoje está em total funcionamento”, comenta Frederico.

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Apesar do cliente ter solicitado o serviço para um prazo de 15 dias (incluindo a emissão dos documentos) e diversas exigências feitas por parte da franquia, o trabalho da empresa júnior foi eficiente e solução de qualidade para o cliente por um preço acessível.

Imagem do quiosque da LUPO no shopping.
Quiosque do projeto finalizado. (Fonte: EDIFICar Jr.)

O empreendedor também comentou que “um diferencial muito positivo foi a atenção despendida pelos alunos da EDIFICar Jr., afinal, isso não é adquirido facilmente no mundo universitário. Mas eles todos tinham uma boa desenvoltura e facilidade de comunicação. Acho que tudo isso contribuiu para que a gente construísse algo mais sólido.”

Movimento Empresa Júnior

O Movimento Empresa Júnior conta com mais de 600 empresas juniores e 20 mil universitários, de todos os estados. Só no ano passado foram realizados mais de 11 mil projetos, com clientes do setor público, privado e pessoas físicas. Esse movimento está presente em 40 países e é destaque no Brasil pelo seu impacto positivo. Além disso, há um grande propósito que movimenta os seus resultados. Eles buscam impactar a economia do país por meio de uma formação empreendedora e pela educação na prática.

No estado de São Paulo existem quatro instâncias que representam e articulam o contato com essa rede de empresas juniores. São elas o Núcleo UNESP, o NUJ (Núcleo UFSCar Júnior), a USP Júnior e o Núcleo Unicamp. Cada uma representando uma instituição de ensino, e a FEJESP que coordena os Núcleos e abrange as outras universidades.

Para os interessados, o portfólio da Química Jr. inclui: análises químicas; boas praticas de fabricação; gerenciamento de resíduos sólidos; selo verde; rotulagem e mapeamento de processos. E o portfólio da EDIFICar Jr. inclui: acessibilidade; regularização de imóveis; orçamentação; projeto arquitetônico; elétrico e hidrossanitário.

Para mais informações sobre o MEJ e o Núcleo UNESP: relacoes@nucleounesp.com.br

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Mudando sua Escola, Mudando sua Comunidade, Melhorando o Mundo! Sistematização da Experiência em Educomunicação – UNICEF

Imagem da capa do livro Sistematização em Educomunicação, da UNICEF

Imagem da capa do livro Sistematização em Educomunicação, da UNICEF

Organizada pelo Unicef em 2010, esta é uma sistematização do projeto “Mudando sua Escola, Mudando sua Comunidade, Melhorando o Mundo!”. O material apresenta o trabalho desenvolvido por seis organizações em cinco capitais brasileiras, envolvendo adolescentes de escolas públicas.

A obra aborda os conceitos da Educomunicação e fala sobre políticas públicas dentro dessa área. Além disso, ela ainda oferece um guia metodológico com uma sistematização de experiências. As ações propõem uma relação entre educação, adolescência e meios de comunicação, promove a participação cidadã dos educandos e o envolvimento da comunidade dentro e fora da escola.

Veja a pesquisa no link.

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Ensino inadequado de matemática no Brasil: Mathema lança pesquisa e cursos online para dar voz aos professores

Imagem de uma jovem sentada, sorrindo, segurando um tablet
Imagem de uma jovem sentada, sorrindo, segurando um tablet
(Reprodução/Mathema)

O cenário de ensino no Brasil não é dos melhores. Na realidade, infelizmente, os indicadores de matemática no Brasil são bem baixos. É por isso que uma pesquisa para entender melhor esse cenário foi lançada pelo Mathema, em parceria com a Rede Conhecimento Social. Essa instituição participa de vários projetos que buscam aprimorar a formação dos professores para melhorar a educação matemática. Nesses projetos, são ensinados métodos para aprimorar a metodologia dos docentes, pensando na melhor forma de aprendizado para os alunos. Eles atuam com pesquisas e métodos pedagógico, que incluem formação continuada e capacitação dos professores.

A divulgação dos dados da pesquisa Eu ensino Matemática: a formação continuada que quero aconteceu em meio deste ano. Ela ouviu a opinião de mais de 1800 professores que ensinam a disciplina em todas as etapas escolares. O objetivo era entender quais aspectos eles consideram essenciais na sua formação e quais têm potencial para fortalecer a aprendizagem dos estudantes. A consulta aponta, por exemplo, que 32% dos docentes acreditam que a metodologia de ensino é inadequada. E isso implica diretamente no aprendizado dos alunos. Para entender melhor esse cenário, nós conversamos com a Mirela Mendes, coordenadora de Formação Continuada do Mathema. Olha só:

O estudo

A pesquisa foi feita com professores com alta escolarização na sua formação inicial. Apesar disso, o resultado do estudo se estende para todos os educadores – independente se ele teve esse acesso ou não. Afinal, esse cenário negativo acontece em todos os níveis de escolarização. “Temos um público de alta escolarização que está nos dizendo que essa formação inicial não cumpre todas as demandas, havendo a necessidade de formações continuadas. Por isso, podemos inferir que isso seja uma demanda de todos os educadores”, conta Mirela.

Muitos professores buscam a formação continuada para melhorar o processo de ensino e aprendizagem dentro da sala de aula. E um dos principais objetivos da consulta era de dar mais voz aos professores. Ou seja, entender quais suas necessidades e quais aspectos eles consideram essenciais para o processo de formação continuada.

No entanto, para que toda essa trajetória seja efetiva, é muito importante abordar processos realmente significativos nos cursos. Com a consulta, cinco aspectos foram destacados pelos professores como importantes nesse processo de formação continuada em matemática. Quatro deles o Mathema já tinha como práticas nas formações. São eles:

– O trabalho com conteúdos específicos das disciplinas, ou seja, os conceitos matemáticos;

– Estratégias e recursos para ensinar melhor matemática, como didática;

– Melhorar a comunicação entre professor e aluno, entendendo como esse aluno aprende matemática;

– A gestão da sala de aula. Ou seja, como preparar uma boa aula; como fazer o planejamento; como trabalhar em grupo; como gerir o tempo da aula, etc.

O quinto aspecto que apareceu na consulta foi algo que os professores destacaram como muito relevante para a formação continuada e para melhorar a qualidade das aulas: a troca de pares durante a formação. Por isso, há a preferência por cursos de média a longa duração. Assim, eles têm tempo de vivenciar a atividade na sua formação, levar isso para a sala de aula, colocar em prática com os alunos, levar a experiência para debate no curso e voltar para a sala de aula novamente. Afinal, cada sala de aula é única e precisa de uma adaptação e reflexão individual sobre o processo, tornando esse processo de troca muito importante.

Conexão com as individualidades dos alunos

A formação continuada é uma alternativa muito interessante de desenvolver no professor um olhar voltado para as individualidades dos alunos. Com a consulta, foram destacados três aspectos que nos ajudam nessa conexão do professor com as dificuldades e qualidades de cada um:

– A diversidade de recursos e estratégias para ensinar matemática. Afinal, sabemos que nem todo mundo aprende da mesma forma;

– O trabalho com o erro no processo de ensino e aprendizagem de matemática. Ou seja, como tratar o erro como um instrumento de aprendizagem;

– Promover uma matemática significativa, que contextualiza a matéria com a realidade do estudante. Promovendo, assim, trabalhos pautados na resolução de problema, onde o professor seja realmente um mediador do conhecimento.

Unindo a prática e a teoria: homologia de processos

Juntar a prática e a teoria é uma questão muito importante. No entanto, ter uma base conceitual, mas também conseguir fazer uma boa mediação dentro da sala de aula, ainda é um desafio. E a formação continuada tem como objetivo desenvolver ainda mais esses dois aspectos.

Saber ensinar mas também conhecer o conteúdo específico é um assunto que apareceu bastante na consulta. Por isso, a Mirela contou que a melhor forma de fazer essa ponte da prática com a teoria é o que eles chama de homologia de processos. Ou seja, na sua formação, o professor vivencia as práticas feitas com os alunos e realiza reflexões dessas práticas seguindo os princípios da teoria. E na parte da teoria, ele é convidado a realizar ações na sala de aula. Depois de experimentar, ele reflete novamente sobre o que funcionou ou não. Afinal, o professor é um mediador e não ensina para quem não sabe, e sim para um aluno que é sujeito na formação.

Outro aspecto desse professor como mediador e essa questão da união entre prática e teoria é a perspectiva metodológica da resolução de problemas, muito presente nas formações do Mathema. É a problematização constante que incentiva o professor a refletir, pensar, questionar e conhecer diversas ferramentas de ensino. “Por isso, juntando a homologia de processos e essa perspectiva metodológica da resolução de problemas, acreditamos que conseguimos fazer uma união muito legal entre a prática e a teoria”, conta Mirela. A autoria é do professor, que conhece o aluno e a sala de aula. Então, falar um monte de teoria não ajuda, mas a prática esvaziada também não. A união das dois dois aspectos é um processo muito importante. Porque além dessa troca, o professor também tem que ter essa autonomia pra se sentir confortável em criar um ambiente que instigue o aluno dentro da resolução de problemas.

Mathema Online

A consulta também mostrou que 6 entre 10 professores preferem estudar à distância, seja pelo tempo, deslocamento ou disposição. Por isso, em agosto, após três mess do lançamento da consulta, foi lançado o Mathema Online, primeira plataforma de formação continuada em ensino de Matemática do Brasil. Essa ação busca alcançar os professores da educação básica para que eles possam ter uma formação de qualidade a qualquer hora e em qualquer lugar. E, além disso, sem deixar de atender os critérios da instituição: promover os conteúdos específicos da disciplina, a didática, a gestão da sala de aula, entre outros aspectos, tudo de acordo com a BNCC.

A plataforma busca seguir a mesma linha dos outros cursos, abrindo espaço para trocas e diálogos. Os cursos são individuais, mas contam com um ambiente para que os alunos possam trocar experiências. Então, mesmo online, é possível manter os aspectos contemplados na metodologias dos cursos já existentes. Ou seja, a criação constante de problematização e o incentivo do professor a refletir, persistir e questionar.

O conteúdo é destinado a professores da Educação Básica. Ele está organizado em cursos autoinstrucionais de 10h. Cada um deles faz parte de uma trilha de formação, que reúne quatro cursos. Tanto as aulas quanto as avaliações são 100% online e os cursistas aprovados receberão um certificado ao término de cada curso.  Para conhecer os cursos disponíveis no Mathema Online, acesse o site do Mathema Online. Periodicamente, novos conteúdos estarão disponíveis.