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Professora visita casa dos alunos e usa afeto para melhorar desempenho da turma

Fotografia de uma mulher agachada, olhando para uma criança e segurando suas mãos. Os dois estão sorrindo.

Esse texto é uma publicação do Porvir, escrito pelaMaria de Fátima Destro de Arruda. Ela é formada em PedagogiaPós-graduada em educação especial e inclusiva e em psicopedagogia, com extensão universitária em pedagogia Hospitalar. Nós compartilhamos o texto na íntegra pois achamos que seu relato é muito inspirador e que boas práticas como essa podem transformar a educação brasileira. Veja a matéria na íntegra no site

Fotografia de uma mulher agachada, olhando para uma criança e segurando suas mãos. Os dois estão sorrindo.
(Nappy)

Muito tem sido debatido e escrito sobre a importância do bom relacionamento entre o professor e o aluno. No entanto, no dia a dia em sala de aula, nem sempre a convivência harmônica e segura acontece. Independente de quem seja a culpa pela falta de entrosamento, cabe ao educador tentar estabelecer condições que propiciem a boa relação afetiva em nome da aprendizagem e também do crescimento pessoal.

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Tudo que os professores fazem em sala de aula é percebido pelos alunos. E isso também influencia na posição que eles ocupam no inconsciente da turma. Isso traz aos educadores um ‘poder’ que tem a possibilidade de influenciar os alunos em suas ideias e valores. Deste modo, ė preciso ser humilde o suficiente para adentrar ao seu lar e estreitar os laços.

Professora em minha casa

A ideia de visitar as casas dos alunos surgiu em 2014. Foi quando assumi uma sala de aula de quarto ano do ensino fundamental. Eles tinham sérios problemas de comportamento e desempenho, e eu precisava conhecê-los para estabelecer um vínculo maior com as famílias. Então, em uma roda de conversa, nasceu o projeto “Professora em minha casa”.

Quando comuniquei às famílias a vontade de visitar seus lares, as crianças relataram que os pais acharam a ideia estranha. Mas, mesmo assim, aceitaram. Nascia, então, o projeto com autorização e incentivo da diretoria da Escola Municipal de Ensino Fundamental Luiz Zovaro, em Caieiras (SP).

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Escolhi começar pela casa de um aluno que precisava muito de um novo olhar, de maior dedicação e afeto. Pois era considerado pela escola como o “pior”. Não sabia como seriam de fato esses encontros e como seriam as conversas, nem se o projeto daria certo. Mas logo descobri que em uma única visita, sem formalidades, seja para tomar um café ou até mesmo para um almoço, eu poderia aprender muito sobre meus alunos.

O aluno como protagonista

Cada encontro resultava em uma história ou nova estratégia para ser aplicada em aula. Após a visita, o aluno se tornava protagonista na sala, pois no dia seguinte era sua função contar para a turma como foi receber a professora em sua casa e fazia uma produção de texto. Os relatos me enchiam de lágrimas e davam a certeza da importância que eu tinha na vida das crianças.

Estou muito feliz com o projeto. Os alunos alcançaram melhor desempenho e as famílias maior interação com a escola. A confiança e o afeto também foram valores conquistados. Nós, educadores, somos mais do que acreditamos ser.

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Quando criei o projeto, tinha em mente o desejo de atravessar os muros das escolas. No entanto, o projeto na fez ir mais longe. Em 2016, ele foi aceito no Congresso Internacional de Pedagogia Especial, em Cuba. No ano seguinte, também participei do Congresso Internacional de Riscos, em Portugal, do Congresso Internacional de Trabalhos Latinos Americanos, em Moçambique, e da Conferência Internacional de Educação, na Irlanda. Este ano, ele está no Congresso de Nasvhille, nos Estados Unidos, e no Congresso Internacional Americanistas, na Espanha.

Maria de Fátima Destro de Arruda é Graduada em pedagogia pela Faculdade Sumaré. Pós-graduada em educação especial e inclusiva pelo UNINTER (Centro Universitário Internacional) e em psicopedagogia pela Unicid (Universidade Cidade de São Paulo). Possui extensão universitária em pedagogia Hospitalar. É pedagoga na ABADS (Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social), conhecida anteriormente como Pestalozzi, diretora da APAE de Caieiras, professora da rede pública e do Departamento de Educação Especial de Caieiras, na região metropolitana de São Paulo.

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Professor usa fake news para ensinar ciência e olhar crítico na escola

Imagem de aproximadamente cinco jovens sentados analisando notícias no notebook, e no centro deles está o professor interagindo.

As fake news são alvo de debate ao redor de todo o mundo por causa do seu possível impacto na democracia. Essas notícias inventadas geralmente têm o objetivo de viralizar na internet e influenciar consumidores e eleitores. No entanto, elas têm sido usadas em uma escola particular do interior paulista para ensinar pensamento crítico e pesquisa científica.

A iniciativa é do professor de ciências Estêvão Zilioli, de Ourinhos, cidade localizada a 360 km de São Paulo. Ele desenvolveu um curso semanal voluntário no contraturno para alunos do ensino médio. No projeto, os próprios estudantes buscam as notícias de cunho duvidoso para análise em sala de aula. A ideia é que eles próprios se perguntem: essa notícia tem fontes e dados confiáveis? Merece ser acreditada – e compartilhada?

Imagem de aproximadamente cinco jovens sentados analisando notícias no notebook, e no centro deles está o professor interagindo.
(Reprodução/BBC Brasil)

“Eles trazem as notícias das quais ficam desconfiados. Começamos com notícias de ciências e saúde. Mas os alunos se interessaram também por notícias de entretenimento e política, por estarmos em um ano eleitoral”, conta Zilioli à BBC Brasil. “O método de checagem é o mesmo para todas: buscar informações de fontes confiáveis. Estou falando de método científico, de busca de informações seguras que possam ser demonstradas, até para eles entenderem que não é simples provar as coisas.”

Olhar crítico e educação científica

As aulas buscam discutir as notícias e encontrar formas de checar as informações online. Assim, eles buscam as fontes originais dos fatos ou pesquisam em artigos acadêmicos, IBGE e sites de tribunais eleitorais, etc.

Eles já analisaram notícias que afirmavam que determinadas frutas ingeridas em jejum curavam câncer. Ou sobre uma mãe que teria aplicado botox na filha pequena. E até uma sobre o cientista Stephen Hawking, que faleceu em março deste ano, falando sobre vida extraterrestre.

Muitas notícias colaboram para que os alunos entendam também sobre as nuances das publicações. “Vimos que há notícias falsas, mas também as que são baseadas em fatos verdadeiros, mas com títulos sensacionalistas”, explica o professor. “Eles já estão mais treinados a ver o que é falso ou não do que recebem do grupo da família (no WhatsApp) e pensam duas vezes antes de acreditar. 

A ideia fez o professor ser selecionado para o projeto Inovadores, do Google, que o ajudou a idealizar um site. O portal foi batizado pelos alunos de Ourinhos de HoaxBusters, ou Caça-boatos. Ele terá uma espécie de “termômetro” para identificar o quanto cada notícia analisada tem de veracidade.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Professor usa fake news para ensinar ciência na escola“, da reporter Paula Adamo Idoeta para a BBC Brasil. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Criativos da Escola: Reta Final para as inscrições do Desafio Criativos da Escola

Imagem de divulgação do desafio criativos na escola.

Imagem de divulgação do desafio criativos na escola.

O Criativos da Escola é um programa do Instituto Alana que encoraja crianças e jovens a transformarem suas realidades. Seu principal objetivo é reconhecê-los como protagonistas de suas próprias histórias de mudança. Há 4 anos o Criativos promove o “Desafio Criativos da Escola”. Essa iniciativa celebra e premia projetos protagonizados por crianças e jovens de todo o país que, apoiados por seus educadores e educadoras, estão transformando suas comunidades. Em 2017, foram selecionados 11 grupos, dentre os 1492 projetos enviados do Brasil inteiro. Desde a primeira edição, em 2015, o Desafio já recebeu quase três mil projetos de todas as regiões brasileiras. Eles já abordaram temas como saúde, meio ambiente, educação, inclusão, tecnologia, políticas públicas, entre outros. 

Inscrições para o Desafio Criativos da Escola 2018

Agora, falta menos de um mês para o fim das inscrições para o Desafio Criativos da Escola 2018. Esta 4ª edição reconhecerá 11 ações que contribuem para a mudança da realidade dos estudantes, dentro e fora das salas de aula. Tanto professores quanto estudantes do Ensino Fundamental ou Médio podem cadastrar seus projetos. Eles podem já estar finalizados ou ainda em andamento e as inscrições porem ser feitas no site do Criativos da Escola até o dia 1º de outubro.

Como parte da premiação, três estudantes e um educador de cada grupo selecionado participarão de atividades que serão realizadas em Fortaleza (CE), na primeira semana de dezembro. Os representantes das ações escolhidas por seu protagonismo e impacto social trocarão experiências e fortalecerão seus projetos. Além disso, receberão prêmios em dinheiro para o projeto e para os professores responsáveis.

Os educadores que tiverem interesse em promover experiências de transformação protagonizadas por seus alunos podem acessar o Material de Apoio. E também o jogo Criativos da Escola – A missão, além de textos, vídeos e reflexões que podem contribuir com sua prática dentro e fora da sala de aula. Clique aqui e veja também as iniciativas premiadas pelo Desafio em 2017. Pelo terceiro ano consecutivo, o Desafio conta com alguns apoios. Entre eles o programa Parceria Votorantim pela Educação, do Instituto Votorantim, nos 105 municípios onde desenvolve suas atividades.

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O Futuro da Educação: pesquisa sobre a opinião de jovens latino-americanos sobre seu sistema educacional

Fotografia de quatro crianças entusiasmadas e reunidas olhando e apontando para um globo terrestre
Fotografia de quatro crianças entusiasmadas e reunidas olhando e apontando para um globo terrestre
(Reprodução/Goethe-Institut)

 

O Goethe-Institut São Paulo é um centro cultural alemão que tem o objetivo de falar sobre arte, cultura, sociedade e difundir a língua alemã.

Agora, eles estão organizando um projeto chamado „O futuro da educação“ para descobrir a opinião de jovens latino-americanos sobre seu sistema educacional. O instituto desenvolveu um questionário para adolescentes e jovens adultos entre 14 e 25 anos. O estudo é direcionado para os que moram na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Uruguai. O objetivo é avaliar seu sistema educacional e as chances proporcionadas por ele. 

Congresso de Jovens no Brasil

Os resultados do questionário serão discutidos no Congresso de Jovens no Brasil. O evento aconteceá rem novembro de 2018 e vai contar com adolescentes e jovens adultos de toda a América Latina. Preenchendo o formulário, além de contribuir com informações, os jovens podem concorrer a uma bolsa para participar do Congresso.

A pesquisa pode ser respondida neste link: https://goo.gl/NtB7Nx. O questionário poderá ser preenchido até o dia 31 de agosto.