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Vídeo do CanalBloom aborda Inteligência Emocional para crianças

Imagem do vídeo do CanalBloom, com um fundo branco onde a especialista está falando. Há uma borda e um símbolo de "play" no centro da imagem, ambos na cor lilás.

O CanalBloom é uma startup de impacto social que acredita que a educação parental é chave no desenvolvimento de uma sociedade saudável. Pensando nisso, eles criaram a TVBloom, uma série de vídeos onde, em menos de 2 minutos, especialistas colaboram com orientações úteis para o dia a dia.

OLHA SÓ: Educação mais humana: o que são competências socioemocionais?

Esse projeto é uma parceria com o Kids in the House, plataforma norte-americana que também apoia pais e mães no cuidado com seus filhos. A equipe do CanalBloom traduziu esse material e a primeira especialista é a Dra. Laura Markham, onde ela fala sobre Inteligência Emocional para crianças.

Inteligência Emocional para crianças

“Você pode começar ensinando inteligência emocional para crianças pequenas ao nomear os sentimentos”, conta a especialista no vídeo. “Você pode dizer: ‘Você está tão bravo!’ e então o seu filho pensa: ‘Existe um nome para o que está acontecendo comigo aqui. E meu pai nem sente medo disso! Ele parece pensar que tudo bem e talvez isso também pode acontecer com outras pessoas’. E, de repente, seu filho ganha um controle muito maior sobre as próprias emoções”. 

SAIBA MAIS: A criança não sai da TV, nem larga o celular? SOS CanalBloom!

Eles já abordaram também temas sobre raiva, disciplina, responsabilidade, organização e muito mais. Acesse o site do CanalBLoom para fazer parte das assinaturas e acessar o material.

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Mindfulness e meditação: ferramentas para desenvolver habilidades socioemocionais dos alunos

Imagem de um menino sentado, de pernas cruzadas e com os olhos fechados meditando
(Pixabay)

O desenvolvimento das habilidades socioemocionais dos alunos se tornou uma das novas preocupações das escolas atualmente. O autoconhecimento e a capacidade de lidar com as próprias emoções são competências que ganharam a atenção das instituições.

Por isso, tanto na rede privada quanto pública, há uma busca por ferramentas que proporcionem experiências cada vez mais humana. Nesse cenário, surgem alternativas como as práticas meditativas, em especial a “atenção plena” (ou mindfulness). Essa prática é definida como um estado mental em que o indivíduo direciona sua atenção ao momento presente, sem julgamentos. Para isso, o exercício mais comum é fechar os olhos, deixar a coluna ereta e manter um foco de atenção, que pode ser até a própria respiração.

Inteligência emocional

Ainda há muitos estudos a serem realizados sobre o assunto. No entanto, muitas escolas que incorporaram essas práticas relataram melhorias significativas. Especialmente na redução do estresse e no aumento do autocontrole. Afinal, oferecer um momento de relaxamento e foco para os alunos e quebrar o ritmo acelerado em que eles estão submetidos pode ser muito positivo. Além disso, a prática pode ser uma boa alternativa para aumentar o engajamento dos alunos na escola e oferecer um ambiente mais humano e acolhedor. 

Em Porto Alegre (RS), o projeto SENTE, iniciativa do Infapa (Instituto da Família de Porto Alegre), leva o mindfulness como parte de um programa de educação socioemocional às crianças da rede pública desde 2007. Os alunos do 5º ano – que estão a um passo da transição do ensino fundamental 1 para o 2 – passam por 12 intervenções oferecidas pelos voluntários do projeto. Elas incluem, entre outras atividades, a prática do mindfulness. Os benefícios relatados estão relacionados à melhoria de relações interpessoais, aumento do bem-estar e auxílio em questões como brigas entre colegas.

O Colégio Mary Ward, de São Paulo (SP), também tem um programa semelhante. Com início em 2017, ele é direcionado para alunos do período integral. Alexandra Grassini, professora responsável por esses alunos e criadora do projeto, conta que conduz sessões de mindfulness de diferentes durações. “Antes de ir à biblioteca, por exemplo, às vezes o grupo está muito agitado. Então, convido os alunos a fazer o mindfulness por alguns minutos, para acalmar”, diz. Já nos exercícios mais longos, as crianças sentam em círculo e são convidadas a prestar atenção no movimento da respiração e nos sons do ambiente. Depois, elas compartilham quais ruídos conseguiram captar. Seja alguém balançando um molho de chaves no corredor, os barulhos das conversas nas outras salas, e assim por diante. Apesar dos resultados não serem imediatos, aos poucos as crianças se tornam mais conscientes e desenvolvem mais a concentração. 

Cultura de paz

Outro aspecto que a meditação pode ajudar a desenvolver é a difusão de uma cultura de paz, já que a prática está relacionada à calma e ao aprendizado de como lidar com as emoções. A cultura de paz faz parte, inclusive, dos temas incentivados pela Unesco. Na Escola Estadual Joaquim Luiz de Brito, de São Paulo (SP), o professor de filosofia Fábio Lima criou o projeto ‘Brito na Cultura da Paz’, por exemplo. Criado no ano passado, ele conduziu sessões de meditação para todos os alunos da escola. O professor diz ter o cuidado de tornar a meditação laica e universal. Assim, os alunos podem focar a concentração até mesmo na visualização de uma paisagem. “O importante é manter o foco. Sem enfatizar a questão da crença.”

Cuidados

Apesar de as práticas meditativas apresentarem benefícios, alguns cuidados devem ser tomados por parte das escolas. No caso da rede pública, a laicização das práticas utilizadas se faz fundamental. Além disso, tanto o mindfulness quanto outras técnicas meditativas não devem ser encaradas como a solução dos problemas da escola. Mas sim como ferramentas auxiliares. “Vejo o mindfulness como peça de um quebra-cabeça dentro da complexidade da escola, e que contribui, de forma efetiva, no desenvolvimento emocional das crianças”, avalia Alexandra Grassini, professora do Colégio Mary Ward.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Escolas adotam mindfulness e outras técnicas meditativas para desenvolver habilidades socioemocionais dos alunos“, da Revista Educação. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Conheça o “pote da calma”: uma técnica tranquilizadora de Maria Montessori

Imagem de uma menina segurando em cima da mesa um pote da calma com glitter rosa
(Pixabay)

Muitos pais ou os tutores de crianças desconhecem algumas ferramentas adequadas para lidar com a ansiedade ou a raiva de seus filhos. No entanto, há uma técnica que pode ajudar significativamente nesses casos: o pote da calma.

O pote da calma foi criado pela pedagoga e educadora Maria Montessori. Seu principal objetivo foi criar um método que facilitasse o aprendizado das crianças de maneira divertida. Ele também pode promover maior engajamento entre os alunos. Para alcançar esse objetivo, ela focou em diferentes atividades que ajudassem as crianças a se relacionar com suas emoções.

O pote da calma, uma técnica que também funciona para os pais

Essa técnica de Maria Montessori criou não é válida somente para as crianças. Os pais e todos os adultos também podem obter benefícios do pote da calma. Para nós também é muito difícil lidar, absorver, entender e expressar as nossas emoções de maneira adequada. Por isso, seria extremamente benéfico que todos nós colocássemos isso em prática.

O pote da calma é um recipiente transparente, pode ser de vidro ou de plástico, dentro do qual se coloca glitter, água, cola e tinta. Melhor ainda é deixar a criança escolher a cor do glitter e permitir que ela mesma faça seu próprio pote da calma.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação Conheça o “pote da calma”: uma técnica de Montessori para tranquilizar crianças e adultos, da Revista Pazes.

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Como mapear as emoções e desenvolver a inteligência emocional dos estudantes

Uma escola municipal da Serra (ES) implementou em suas salas de aula o “emocionômetro”. Trata-se de um modo por meio do qual as crianças conseguem demonstrar seus sentimentos e emoções, desenvolvendo a inteligência emocional dos jovens. Assim, é possível conversar sobre felicidade, tristeza, medo e outros sentimentos. Junto com isso, professores utilizam a meditação para desenvolver o controle emocional.

Inteligência emocional
(Foto: Reprodução)

Desenvolvendo inteligência emocional e auto-conhecimento

O projeto foi implementado na Escola Municipal Paulo Freire. No início da aula, cada aluno compartilha como está se sentido, emocionalmente. Para isso, os estudantes colocam bolinhas embaixo da imagem que correspondem às suas emoções naquele momento. Esse momento desenvolve o auto-conhecimento dos jovens.

A Revista Pazes complementa: “os alunos também aprendem a desacelerar os pensamentos e emoções por meio da meditação. São 10 minutos todos os dias e tanto a professora quanto os alunos afirmam que os resultados são surpreendentes”.

Clique aqui para saber mais sobre o projeto, no site G1.