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Professor da zona rural do Paraná vence concurso de inovação e conhece Vale do Silício

Fotografia do professor Claudinei sentado em um banco na área externa na escola, apoiando seu certificado da Quizlet em uma mesa. Ele está olhando para o prêmio e sorrindo.
(Divulgação)

Um professor da zona rural do Paraná foi o vencedor do concurso nacional “Educador Inspirador”. Essa iniciativa foi promovido pela Quizlet, uma plataforma de aprendizado onde o conteúdo é gerado pelo usuário. Eles buscam ensinar através de atividades e jogos que ajudam os alunos em seus estudos.

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Foi através disso que, em janeiro, ele embarcou em uma viagem de cinco dias para São Francisco, na Califórnia, para receber sua premiação: visitar o Vale do Silício, a Universidade de Stanford e a sede da plataforma de aprendizagem Quizlet, que promoveu a competição.

Professor da rede pública do Paraná

Fotografia do professor Claudinei em uma sala de aula com computadores, com dois alunos em suas respectivas máquinas. O professor está na frente da sala conversando com a turma.
(Divulgação)

Claudinei Ferreira Gundim dá aulas de História e Geografia para 300 estudantes de duas escolas públicas. Elas estão localizadas na cidade de Nova Tebas. Esse é um município com menos de seis mil habitantes na zona rural do Paraná.

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“Espero conhecer coisas novas, por ser um polo de tecnologia e inovação. E também tentar desenvolver parte do que ver lá aqui no Brasil. Mesmo levando em conta a limitação que temos, a gente cria mecanismos para adaptar e conseguir levar aos alunos”, afirmou o professor antes da viagem, que foi custeada pela Quizlet. Ele foi acompanhado por um aluno que o indicou no concurso. Ao todo, foram mais de 500 indicações.

Criatividade de gamificação

Foi esse pensamento que o impulsionou a ser o vencedor nacional do concurso. Claudinei utiliza em suas aulas a plataforma Quizlet para desenvolver conteúdos e fazer avaliações diárias e mensais. Ele faz isso, principalmente, por meio de gamificação, flashcards e testes. “Fica o agradecimento especial à empresa por ter realizado o concurso, valorizando os professores e dando possibilidade aos profissionais de educação de todo o Brasil demonstrarem o que cada um tem desenvolvido”.

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CEO da Quizlet, Matthew Glotzbach, destacou os profissionais que participaram do Educador Inspirador. “O processo todo foi enriquecedor e ficamos impressionados com muitas das histórias dos professores que concorreram ao prêmio. Estamos ansiosos para receber o Claudinei e ampliar o intercâmbio de educação e tecnologia com o Brasil”

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Grupo lança mobilização pela transformação da escola

transformação da escola

Mobilização “Escolha Transformar” convoca a sociedade a se unir para reconectar a escola aos sonhos dos estudantes

Um grupo de 100 pessoas, entre professores, diretores de escola, representantes de secretarias de educação, estudantes, acadêmicos, empreendedores, ativistas sociais, jornalistas e simpatizantes da causa da transformação da educação lança a mobilização Escolha Transformar. Com isso, convoca todos aqueles que já atravessaram os portões da escola a contribuir com sua mudança.

transformação da escolaCom atuações e origens diversas, os integrantes da mobilização têm em comum a crença de que a transformação da escola é possível, relevante e urgente. A motivação e os princípios da mudança defendida pelo grupo, que vem se reunindo desde março, são apresentados em uma Carta Aberta da Escola. Nela, a própria instituição se dirige à sociedade e convida estudantes, educadores, familiares e a comunidade a ajudarem nesse processo.

“Quero mudar para fazer sentido para crianças e jovens que já nasceram no século XXI. Quero ver seus olhos brilhando de encantamento, suas mentes fervilhando de ideias e seus corações recheados de esperança com os conhecimentos e as experiências que sou capaz de lhes proporcionar. Meu sonho é me reconectar com os sonhos dos estudantes”, diz a carta que está disponível no site da mobilização.

A transformação proposta pelo texto é profunda e envolve a reinvenção de práticas, espaços, tempos, papéis e relações dentro das instituições educacionais. Para alcançá-la, os ativadores da mobilização acreditam que será necessário um envolvimento amplo da sociedade e que essa agenda precisa ganhar força e deixar de ser percebida como alternativa ou futurista. 

Como participar da mobilização

Interessados em participar da iniciativa podem apoiar a Carta Aberta da Escola e se inscrever pelo site do projeto. Na plataforma escolhatransformar.org.br, constarão os nomes dos apoiadores da carta, os desafios propostos para o grupo e outros materiais que apoiem a transformação da escola.

A primeira tarefa é uma ação online que convida as pessoas a postarem em suas redes sociais um vídeo ou texto respondendo à pergunta: “Por que eu escolhi transformar a escola?”.  A mensagem, que deve ser acompanhada pelas hasgtags #escolhatransformar #escolhitransformar, pode conter uma experiência pessoal de transformação da escola ou um incentivo para que outras pessoas façam o mesmo. Ao final, os participantes devem indicar três pessoas para  responderem ao desafio. O site traz ainda um kit de comunicação, com peças digitais e para serem impressas, que podem ser baixadas e utilizadas livremente por quem defende a transformação da escola.

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Escolas Transformadoras: encontro aborda o poder do audiovisual na educação

No final de abril, foi realizado um encontro do programa Escolas Transformadoras com os ativadores de sua Comunidade Ativadora. Esse evento é fundamental para manter em conexão o programa e parte de sua comunidade. As reuniões ocorrem anualmente para a troca de ideias sobre o conteúdo, a visão e a definição de novos rumos e projetos do programa.

No encontro, os participantes puderam integraram em uma roda de conversa com Cacau Rhoden, diretor da produtora Maria Farinha Filmes. Eles falaram sobre audiovisual e sua força de potencializar transformações no país e no mundo. Para ele, o audiovisual é uma ferramenta poderosa para disseminar ideias positivas relacionadas à educação. “O papel da arte e do audiovisual vai mais no sentido de levantar questões do que de trazer conceitos fechados. Ele não tem que ensinar nada a ninguém. Mas provocar questionamentos a respeito de assuntos pertinentes para a transformação da sociedade”, conta.

Leandro Beguoci participa do encontro Escolas Transformadoras (Foto: Divulgação)
Leandro Beguoci participa do encontro Escolas Transformadoras (Foto: Divulgação)

A reflexão audiovisual sobre temas como educação e infância tem diversos exemplos de obras reconhecidas e premiadas. Os filmes “Nunca me Sonharam” e “Tarja Branca” (disponíveis para exibição via plataforma VIDEOCAMP), ambos dirigidos por Rhoden, conquistaram prêmios em diversos festivais importantes. Ele defende que, cotidianamente, é preciso envolver as pessoas em assuntos que dizem respeito a toda sociedade. “Quando uma produtora produz peças muito fechadas para o nicho de educadores, ela deixa de conversar com uma parcela importantíssima da população, que são os familiares, a comunidade e os próprios estudantes. Precisamos colocar para o mundo o quanto a escola e o conhecimento podem ser encantadores.”

Leandro Beguoci, diretor editorial da Nova Escola e membro da Comunidade Ativadora do programa, falou também da relevância de outros formatos, para além do cinema – como programas de TV e séries em plataformas como Netflix –, como iniciativas capazes de conquistar novos interessados no tema.

Próximos passos

Participantes sentados em volta da mesa, debatendo
(Foto: divulgação)

Na segunda parte do encontro, os participantes participaram de um “World Café”. Eles discutiram os principais eixos de atuação do programa: Comunicação; Parcerias Governamentais; Formação de Educadores e Universidades; e Chamada de Educação Transformadora para 2019. “Para 2018, a nossa meta é furar a bolha”, afirmou Raquel Franzim. Ela é cocoordenadora do programa Escolas Transformadoras e assessora pedagógica do Alana. Ela reiterou a importância de trazer os grandes temas e desafios da educação a outros públicos. Ela citou que as escolas que já foram reconhecidas pelo programa estão cada vez mais atuando em rede como embaixadoras de uma educação verdadeiramente transformadora.

Como exemplo dessa potência em rede, foi mencionada a Jornada de Educação Transformadora, realizada em 2017 em parceria com a Secretaria da Educação da Bahia. Antonio Lovato, coordenador da Ashoka e cocoordenador do programa, adiantou ainda que o programa continuará unindo-se em parceria com instituições e universidades. E também atuando na formação de educadores que promovam e disseminem práticas de uma educação transformadora. Outro objetivo é desenvolver mais projetos com secretarias de Educação para o desenvolvimento de políticas públicas. Além, é claro, da aposta em diversos formatos de conteúdo e da ampliação de novas possibilidades. “Os desafios são muitos. Mas sabemos que é possível. Queremos inspirar mais e mais pessoas e mostrar a elas que todos podem ser agentes de transformação.”

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Poder do audiovisual na educação é tema de encontro do Escolas Transformadoras”, escrito por Fernanda Peixoto Miranda e Raphael Preto, para o Escolas Transformadoras. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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11 tendências da educação brasileira para 2018

Quais são as tendências da educação para 2018 e quem são as pessoas que estão trabalhando para concretizar essas ações? A educação brasileira teve avanços e desafios em 2017. Por um lado, muitas iniciativas foram interrompidas por causa da crise ou episódios como a tragédia de Janaúba mostraram como existem professores que fazem muito mais do que dar aula. Por outro, um número incontável de educadores, empreendedores e outros profissionais da educação tiveram um ano de muitas conquistas.

Conhecendo as tendências da educação brasileira para 2018

Mapeamos quase 100 experiências neste post. Aqui, separamos as 11 pessoas ou iniciativas que mais se destacaram no ecossistema de educação e inovação. Veja quem são as pessoas e projetos que precisamos ficar de olho em 2018:

Projeto Mulheres InspiradorasGina Vieira posa para foto sorrindo

Iniciativa criada em 2014 com o objetivo de incentivar a valorização da figura feminina através de exemplos inspiradores. Em 2016, recebeu apoio da Corporação Andina de Fomento, um banco de desenvolvimento social.  A Organização de Estados Ibero-americanos se propôs a ser gestora dos recursos. O Governo de Brasília aceitou a parceria, tendo o papel de colocar a Secretaria de Educação como articuladora e executora.

“Assim, conseguimos definir um desenho do programa que tem como principal pilar o fortalecimento da formação das professoras, o fomento à leitura e à escrita autoral, a valorização do Protagonismo Juvenil e a concepção do professor como Intelectual transformador, protagonista da própria prática”, contou a professora Gina Vieira, fundadora do projeto.

Em 2017, foram 17 escolas atendidas, 48 professores e professoras em formação e mais de 3.000 estudantes integrados ao programa. O projeto distribuiu mais de 1500 livros, organizou quase 60 palestras e recebeu 5 prêmios (Prêmio Grandes Educadores, do UniProjeção; Prêmio Medalha Mérito Buriti, do Governo de Brasília; Prêmio Igualdades de Gênero na Cultura, da Secretaria de Cultura; Finalista no Prêmio Cláudia, na categoria Trabalho Social; e Prêmio WEDO, Mulheres Empreendedoras).

Para o ano de 2018, a perspectiva é tornar o programa uma política pública. Assim, não há risco que seja enfraquecido a cada nova gestão que assumir a educação no DF.

Fast Food da Política

A Fast Food da Política desenvolve ferramentas educacionais abertas para promover o entendimento das regras que regem a Política, sua estrutura, processos e personagens. Em 2017, criou seu conselho consultivo, foi certificado como Tecnologia Social pelo ITS e Fundação Banco do Brasil. Eles também foram aprovados no Concurso de Projetos 2017 da Fundação Arymax. Além disso, realizaram dois projetos com a Prefeitura de São Paulo pelo programa Agentes de Governo Aberto.

Imagem de uma mulher sorrindo enquanto joga o jogo do Fast Food da Política

“Ganhar o prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil na categoria Educação foi muito importante e gratificante. Para nós é um reconhecimento que a temática é urgente e necessária. Em tempos onde projetos de intolerância política buscam terreno, uma iniciativa que fortalece a democracia e a diversidade ser reconhecida é motivo de esperança”, contou Júlia Carvalho, uma das fundadoras da iniciativa.

O Fast Food também ampliou sua atuação a partir de produtos e formações. A iniciativa desenvolveu e realizou uma série de cursos gamificados sobre educação política, educação de gênero e gamificação política. A iniciativa também disponibilizou os jogos online para download. Os pontos altos da produção foram o lançamento do projeto Molho Especial – jogos sobre Gênero e Política na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Além disso, fez formação da primeira turma de Multiplicadores Oficiais Fast Food da Política.

Datapedia

Imagem com o texto "Prêmio Veja-se" em um fundo laranjaO Datapedia consolida dados públicos em uma plataforma única, acessível e pública, facilitando o entendimento de dados de todas as cidades brasileiras. Uma das tendências da educação é trabalhar com base em análise de dados. Em 2017, eles lançaram o site, que já teve mais de 200 mil visualizações. A startup também iniciou vários projetos com governos e outras organizações. Indicado para o prêmio Veja-se na categoria de Políticas Públicas, a iniciativa acabou de fechar uma grande parceria com Itaipu. “O Projeto Site de Passargada – para criar um modelo ideal de site para prefeituras do Brasil seguirem a LAI, transparência e serviços para cidadãos”, contou Marcos Silveira, fundador da Datapedia.

Seminário Amplifica

Imagem de divulgação do Amplifica, e ao fundo a imagem de um auditório cheio de pessoas com as mãos levantadas

Essa iniciativa que foca na capacitação de educadores para a transformação da sala de aula com ferramentas digitais colaborativas Google fez barulho em 2017. Foram quase 10 edições em todo o Brasil – uma delas sendo a edição internacional. O Amplifica também conquistou um público fiel no Amplifix, as lives semanais que as organizadoras realizam via Facebook.

O projeto também criou um programa de Bootcamp para ajudar os educadores a se certificarem e se qualificarem ainda mais para o mercado. Carla Arena, uma das criadoras da iniciativa, conta: “O resultado nos deixou radiantes e confiantes de que estamos trilhando um caminho em que o professor se sente acolhido e apoiado”.

Alex Bretas

Em 2017, Alex abriu a primeira turma da Multiversidade. A iniciativa é uma comunidade de aprendizes autônomos ou, se você preferir, uma “universidade para autodidatas”. O aprendizado autônomo também é um das tendências da educação no Brasil. “Superamos a dificuldade de comunicação que costuma ocorrer em projetos de inovação e acabamos com uma lista de espera de mais de 250 pessoas para as próximas turmas”, contou. No trajeto, a Multiversidade teve oportunidade de apresentar a proposta em vários lugares, dentre eles na Romênia, na sede da Universidade Alternativa, um de seus parceiros internacionais.

Conrado SchlochauerImagem branco e preto de Conrado Schlochauer

Sócio-fundador da Affero Lab, começou 2017 ajudando na criação da Multiversidade e encerrou o ano como embaixador responsável por trazer a Singularity University para São Paulo.

Na Affero Lab, o ponto alto foi a disseminação da Nextpedia. A iniciativa é um modelo usa sala de aula invertida e considera o antes e depois da aula tão importante quanto o momento da instrução. “A Multiversidade foi uma grande conquista e, especialmente, fonte de aprendizado. Tendo feito doutorado em aprendizado autodirigido, está sendo lindo ver a criação de uma comunidade democrática de aprendizado”, contou.

Numi Educação

Imagem de oito meninas e mulheres sorrindo e segurando uma mini lousa com o texto "Bem-vindos ao The Chef Experience"

A Numi é uma escola criativa que oferece experiências para despertar a inteligência emocional em crianças e adolescentes. Uma das tendências da educação é desenvolver competências socioemocionais a partir de atividades práticas e significativas. Em seu primeiro ano oficial, já realizam 10 cursos com mais de 50 crianças e jovens. Encerraram 2017 com a inauguração de um espaço próprio que dará mais força e novas perspectivas para 2018.

Mentoring Young Talents Brazil

Projeto que oferece mentoria gratuita aos alunos do ensino médio público e organiza uma rede de jovens de todo o país que trocam experiências e oportunidades em um grupo de Facebook. Em 2017, participou de eventos como a Conferência Mapa Educação, Campus Party e TEDxItajubá. Também começaram a ser acelerados pelo Instituto Legado. A organização apoiou a reorganização do projeto e uma ampliação da estrutura operacional e organizacional para 2018.

Rafael Parente

PhD em educação (NYU), CEO da Aondê/Conecturma, presidente do conselho do CEIPE e sócio-efetivo do Movimento Todos pela Educação. Fundou e dirigiu o LABi, Laboratório de Inovação Educacional, de 2014 a 2017. Foi subsecretário na Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro de 2009 a 2013.

Nesse ano, Rafael teve grandes conquistas com a Conecturma. Foram mais de 10 mil alunos usando a metodologia. Também firmou parcerias com o Google para desenvolvimento de jogos de realidade virtual e aumentada e com Porvir e Canal Futura para a criação do programa Educação na Veia. Rafael ainda está desenvolvendo o Conecturma Mini, para crianças de 3 a 5 anos. Trabalhar com tecnologia apoiando a educação continua um ponto forte e pode ser uma das tendências da educação de 2018.

Junto com isso, Rafael e sua equipe também começaram um grande projeto em Goiás, com 5 mil crianças. Lá, vão trabalhar para modernizar 200 escolas por ano. Para isso, trabalharão com infraestrutura tecnológica, formação de professores e gestores, metodologias e materiais inovadores.

Instituto Rodrigo Mendes

O IRM teve um ano e tanto. O Portal Diversa, que apoia redes de ensino no atendimento de alunos com deficiência na escola regular, ganhou destaque e novas seções. A iniciativa também participou de grandes eventos e ganhou prêmios nacionais e internacionais.

Após sua participação no painel “O impacto transformador do esporte” no World Forum on Sport and Culture, realizado no Japão pelo Fórum Econômico Mundial, Rodrigo Hübner Mendes palestrou no TEDxEducação. O Instituto também venceu a etapa nacional do World Summit Award (WSA) 2017, levou o Leão de Prata no Prêmio Cannes Lions Festival of Creativity e conquistou o Grande Clio de Entretenimento.

Em outubro, Rodrigo Hübner Mendes foi homenageado na 15ª edição do jantar de gala da ONG em Nova Iorque. O evento marcou o lançamento da iniciativa Abrace o Brasil, da qual o IRM participa com a campanha Abrace a Comunidade DIVERSA. O instituto também apoiou a criação de uma política nacional de educação especial em Angola e alcançou mais de 20 mil usuários em seus debates via Facebook.

Noc Educação

Um dos cursos de pré-vestibular que mais dá acesso à jovens de baixa renda, a Noc beneficiou 400 alunos em 2017 e conquistou prêmios e parcerias. “Uma conquista legal desse ano foi ter sido premiada em inovação social pelo Acelera FIESP, dentre 22500 organizações participantes!”, contou Luis Mendes, fundador da Noc.

O destaque do ano foi a parceria com o Instituto Acqua. Com ela, foi criado o projeto Universidade Cidadã. A iniciativa oferece curso preparatório gratuito para jovens de baixa renda e teve atuação no Maranhão e Santo André. Em 2017, contou com a participação da Casa1, uma república de acolhimento para LGBTs que foram expulsos de suas casas.

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“Nossa sociedade sofre de um Transtorno de Déficit de Brincar”

Brincar Livre

O brincar livre das crianças tem diminuído exponencialmente no mundo todo desde 1955. Ao mesmo tempo, verifica-se o aumento de casos de transtorno de ansiedade, depressão e suicídio entre crianças e jovens. Para Peter Gray, psicólogo e pesquisador da Boston College, nos Estados Unidos, os fatos não estão apenas correlacionados, mas são causa e efeito.

“O brincar é o jeito da natureza de garantir que as crianças pratiquem as habilidades necessárias para a vida”, explica Gray. Ele ressalta que a psicologia evolutiva já conseguiu comprovar que as crianças são biologicamente desenhadas para brincar.

“Em nome da educação estamos tragicamente tirando das crianças o direito de aprender”, afirma o pesquisador, presente na 20ª Reunião Internacional da Associação Internacional do Brincar (IPA), que acontece até o dia 16 de setembro em Calgary, no Canadá.

Para o pesquisador, autor do livro Free to Learn (ainda sem tradução no Brasil), o brincar livre das crianças permite o exercício da imaginação, capacidade que coordena todas as outras habilidades relacionadas ao pensar. “O desenvolvimento integral, considerando o desenvolvimento intelectual, emocional, social e cultural das crianças, está direta e intrinsecamente relacionado à possibilidade delas brincarem livremente”, explica.

POR QUE AS BRINCADEIRAS PERDEM ESPAÇO?

Segundo o professor, entre as principais razões para a diminuição do brincar livre das crianças estão a cultura do medo, com a proliferação constante de notícias sobre violência, abusos e perigos da sociedade, o peso desproporcional dado à escolarização, com excesso de lições de casa e diminuição dos tempos de intervalo não supervisionados, e a supervalorização da participação adulta no desenvolvimento das crianças.

“O índice de depressão em crianças é de sete a dez vezes maior do que na década de 1960. Transtornos de ansiedade estão até oito vezes mais presentes e as taxas de suicídio em crianças de até 15 anos são quatro vezes maiores, sendo que na última década este número aumentou exponencialmente”, apresenta Gray.

Para ele, não é preciso muito esforço para correlacionar o aumento das doenças com a diminuição do brincar. “Ora, sem o brincar, o mundo é muito triste! Mas,  para quem não acredita, estudos longitudinais desenvolvidos em vários países estão mostrando essa relação causal”, complementa.

Em especial, a cultura escolar atual, segundo Gray, é uma das grandes vilãs: testes, ranqueamentos e índices têm gerado uma ansiedade generalizadae apresentado a falsa ideia de que as crianças aprendem mais se há mais escolarização.

De acordo com o pesquisador, a escola precisa se reestruturar, a fim de garantir às crianças tempo, espaço e condições para que possam sozinhas socializar e aprender ao negociarem e se expressarem em suas brincadeiras.

CRISE DE CRIATIVIDADE

Outro dado alarmante são os estudos de investigação da capacidade criativa das pessoas. Globalmente, a criatividade ou o pensar criativo está diminuindo em todas as idades.

“E isso é muito grave quando olhamos para o mundo atual, em que cada vez mais nossos problemas são complexos e requerem soluções inovadoras. Ou seja, nossa sobrevivência e nossa capacidade de viver neste planeta depende do exercício criativo e este é essencialmente exercitado quando as crianças têm a possibilidade de brincar”, alerta.

Ao se dedicar há mais de 50 anos ao estudo das culturas infantis, Gray é categórico em seu diagnóstico: “a sociedade está sofrendo de um Transtorno de Déficit de Brincar, cuja resposta só requer uma terapia: restaurar às crianças o direito de brincar”.

AS 4 CARACTERÍSTICAS QUE DEFINEM O BRINCAR

Segundo Peter Gray, o brincar é uma atividade com características bastante sistemáticas. Assim, só é considerado como tal se estes quatro elementos forem identificados:

1. Auto-escolhido e auto-dirigido

“O brincar é necessariamente uma atividade da criança, coordenada pela criança. Se há mediação ou direcionamento de um adulto, esta atividade, embora lúdica, não é brincar.”

2. Intrinsecamente mobilizado

“Brinca-se porque se quer. É brincando que as crianças descobrem seus interesses e suas paixões.”

3. Guiado por regras

“É brincando que as crianças aprendem a seguir regras. Mesmo quando brincando sozinhas, as crianças criam regras para determinar a brincadeira, inclusive, no faz de conta. É construindo os “não pode” e “pode” que as crianças negociam suas possibilidades e limites, testam suas fronteiras e aprendem a conviver no coletivo.”

4. Permeado pela imaginação

Mesmo quando jogando bola, as crianças imaginam o campo, a torcida, a si próprias como jogadoras. A fantasia, o faz de conta está presente como elemento intrínseco ao brincar – é o produto cultural da infância.

Matéria publicada pelo Centro de Referências em Educação Integral

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Um armazém da criatividade no agreste pernambucano

O Armazém da Criatividade em Caruaru é uma estrutura especial de suporte à inovação e empreendedorismo. O projeto atua de forma integrada com as instâncias de ensino, ciência e tecnologia. Também trabalha em estreita articulação com o setor produtivo e com as políticas públicas na região do Agreste Pernambucano. O Armazém da Criatividade reforça a capacidade tecnológica dessa localidade. Além disso, induz a novas dinâmicas econômicas baseadas na criatividade, no conhecimento e na inovação. Como resultado, incentiva o surgimento de novos empreendimentos inovadores para diversificação e fortalecimento da competitividade da economia local.

O Armazém é um complexo tecnológico que integra um conjunto de ingredientes essenciais às estratégias de desenvolvimento baseadas no conhecimento e na inovação. É uma estrutura de convergência de talentos, tecnologias, infraestruturas e serviços qualificados que oportunizam o surgimento de novos empreendedores inovadores. Ele também que reforçam as estruturas produtivas cujas estratégias de negócios incluem a inovação. Do ponto de vista prático, o Armazém é como um braço ou uma extensão das escolas técnicas, das universidades e das empresas. Ele contempla estruturas físicas, tecnológicas e de serviços das mesmas.

Agreste Pernambucano

O Armazém combina seis funções consideradas essenciais a um ambiente de inovação e empreendedorismo. Elas são integradas num único espaço de compartilhamento de trabalho:

• Empreendedorismo. Incubadora de negócios, além de espaços empresariais de alto padrão destinados à instalação de empreendimentos oriundos da incubadora, das universidades ou do mercado.

• Experimentação. Laboratórios de alta tecnologia para suporte à criação e inovação.

• Exibição. Showroom com infraestrutura apropriada para apresentações e exposições variadas de projetos e produtos em seus vários estágios de desenvolvimento.

• Educação. Espaços de formação continuada de capital humano, essencial para qualificar a base técnica para a inovação no ecossistema produtivo local.

• Coworking. Espaço qualificado e de baixo custo para trabalho cooperado, encontros e interações, onde jovens empreendedores costumam se reunir em busca de informações, parcerias, insights etc.

• Crédito. Fundos institucionais ou privados de fomento ao empreendedorismo e inovação voltados para consolidação das startups.

Prototipagem de Vestuário

Com o intuito de fornecer uma plataforma apta ao fomento das atividades propostas, o Armazém conta com uma infraestrutura tecnológica e de serviços especializados de alto nível. Assim, é possível elevar o padrão tecnológico médio do local e criar novas possibilidades de criação, experimentação e produção. O princípio da excelência tecnológica está presente em todos os espaços do Armazém da Criatividade em Caruaru, mas é especialmente diferenciado nos espaços de experimentação.

O diferencial do Armazém da Criatividade de Caruaru são os laboratórios e equipamentos de alta performance, distribuídos em três núcleos funcionais com predomínio de recursos de suporte à moda :

a) Criação – laboratórios de design gráfico, de produto e de moda, modelagem 3D, desenvolvimento de games e

b) Prototipação – laboratórios de digitalização e impressão 3D, produção gráfica e produção de vestuário

c) Editorial de moda – estúdios de fotografia e vídeo, mixagem e pós-produção audiovisual

Todo este conjunto estrutural de inovação permite que novas possibilidades sejam articuladas, trabalhadas e desenvolvidas na região. Novos modelos de ensino, de desenvolvimento de projetos e de geração de negócios estão a surgir desde à instalação deste ambiente de inovação do Porto Digital na região Agreste.

Aproximando inovação do ensino superior

Os convênios com as universidades e instituições de fomento ao empreendedorismo e novas tecnologias geram novos nichos de mercado. Dentre os destaques, ocorre o fortalecimento da perspectiva de pensamento e habilidades profissionais das novas gerações. Elas estão envolvidas nas tendências de mercado como antes não houvera e aberto as possibilidades de conhecimento e acesso as diversas faces de mercado e do saber.