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Professores bilíngues: ambiente virtual oferece educação personalizada

Imagem de uma mesa de trabalho, com três notebooks, cadernos, canetas e fios, e cinco mãos unidas, com os punhos fechados
(Pixabay)

O ensino bilíngue é uma das tendências da educação nos próximos anos. Diversas pesquisas apontam que viveremos em uma sociedade cada vez mais globalizada. Ela demandará pessoas e profissionais que tenham a habilidade de se comunicar e colaborar com pessoas de outras culturas e países.

No último mês, a International School, empresa de soluções de educação que fornece conteúdo e metodologia de ensino bilíngue para 169 escolas e mais de 45 mil alunos, fez uma parceria com o Canvas, uma das principais plataformas virtuais de aprendizagem do mundo.

Educação personalizada 

O Canvas permite uma customização da plataforma e uma educação mais dinâmica e conectada. Ela promove um engajamento maior dentro da sala de aula. Além disso, desenvolve uma educação com mais sentido e mais próxima. De acordo com Lars Janér, diretor da Instructure para a América Latina, essa é uma plataforma de código aberto especialmente criada para facilitar a vida dos alunos e professores. Com um software intuitivo e que permite maior liberdade de personalizar os conteúdos.

“Procuramos ajudar as instituições a treinar seus professores, capacitar os times internos de treinamento para que todos possam se familiarizar com o ambiente e oferecer recursos multiformato como áudio, vídeo e videoconferência, ferramentas para correção e livestreams, entre outros”, conta Janér. A International School utiliza o Canvas em seu programa de formação continuada para mais de 600 educadores. São 45 horas de formação online e aulas complementares ao longo do ano. Saiba mais sobre a plataforma no site. 

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Educação Básica: 21,6% dos professores não possuem superior completo

Imagem de uma sala de aula infantil, com a professora na frente da sala e cerca de 13 alunos sentados em carteiras e divididos em grupos
(Reprodução/Nova Escola)

“Hoje o desafio do Brasil está menos no acesso à escola. A maior preocupação é melhorar em qualidade”, diz Rossieli Soares, enquanto era secretário de Educação Básica do MEC durante a divulgação dos dados do Censo Escolar 2017.

Um dos maiores desafios é a formação de professores. De acordo com o Censo Escolar, apenas 78,4% dos profissionais possuem formação específica de nível superior, em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. Destes, 4,2% não possuem licenciatura, apenas bacharelado.

A Nova Escola entrevistou Ernesto Martins Faria, diretor-executivo do Portal Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede). Para ele, é pouco razoável imaginar que em 10 anos o Brasil conseguirá garantir formação adequada em todas as áreas. “Embora seja um aspecto básico que deveria ser garantido, existem questões estruturantes de desafio. Como poucos professores formados em Exatas”, avaliou. Ernesto também explicou que não se trata apenas do quantitativo geral. Mas também de distribuição de formação no Brasil – que é mais grave em determinadas regiões do país.

As medidas anunciadas pelo MEC

Em outubro do ano passado, o ministério anunciou a Política Nacional de Formação de Professores. Entre as ações previstas pela medida estão:

– Residência pedagógica (80 mil vagas estão previstas a partir de 2018 pelo programa);

– Ampliação de cursos de mestrado profissionalizante e cursos de especialização, abrangendo todas as áreas e componentes curriculares da BNCC;

– Flexibilização das regras para bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) para o preenchimento de vagas ociosas;

– Criação da Base Nacional de Formação Docente para nortear o currículo de formação de professores;

– Reserva de 75% das vagas da Universidade Aberta do Brasil (UAB) para a formação de professores que estejam cursando seu primeiro ou segundo curso de licenciatura.

As disciplinas mais afetadas pela formação

Nos anos finais do Fundamental, 85,3% dos docentes possuem superior completo, sendo 82% com licenciatura. No Ensino Médio, o índice sobe para 93,5% – mas apenas 86,8% são licenciados. Veja nos gráficos abaixo, produzidos pela Nova Escola, como essa divisão acontece por disciplina em cada etapa:

Gráfico Educação Básica

Gráfico 2 Educação Básica

Esse post é um resumo com alterações do Caindo no Brasil de matéria publicada pela repórter Laís Semis para o portal Nova Escola, com o título “Educação Básica: 21,6% dos professores não possuem superior completo”. Clique no link para conferir a matéria original e completa.
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OCDE: Educação é melhor que renda para reduzir desigualdade

Imagem do site do Faz Sentido

Garantir educação de qualidade para todas as crianças brasileiras é o caminho mais eficiente para reduzir a enorme desigualdade de renda e oportunidades. Isso é o que Andreas Schleicher, diretor de educação e de competências da OCDE, acredita.

“Não podemos mais lidar com a desigualdade na nossa sociedade somente redistribuindo o dinheiro. Precisamos mexer nas oportunidades”, ele afirmou, segundo o jornal Valor Econômico. Schleicher ainda destacou que, para crianças de famílias mais pobres, uma escola de qualidade pode ser a única chance de sair da pobreza ao longo da vida.

“Os mais pobres não têm esse estímulo social ao aprendizado em casa. Então, a escola tem um papel muito importante”, afirmou. Por isso, a garantia do acesso à escola e o esforço de todos os atores para a permanência dos estudantes são fundamentais. A pesquisa “Engajamento Escolar”, da Galeria de Estudos e Avaliação de Iniciativas Públicas (GESTA)iniciativa, liderada pela Fundação Brava e pelo Instituto Ayrton Senna – constatou que 27% dos jovens de 15 a 17 anos não concluirá uma nova série por falta de engajamento.

A pesquisa também identificou que a probabilidade de jovens entre 15 a 17 anos frequentarem a escola é bem mais baixa em cenários de jovens de famílias chefiadas por mulheres negras analfabetas, pobres e residentes na área rural.

Formação de professores é um dos caminhos

O diretor ainda afirmou para o jornal que hoje, os desafios da formação dos professores vão além do conteúdo. Mais que investir na formação inicial dos docentes, o caminho é criar ambientes e sistemas de treinamento permanente nas escolas. Assim, as melhores práticas podem ser compartilhadas com todo o corpo docente.

Imagem do site do FAZ SENTIDO, com o título "Educação que faz sentido para os adolescentes"Nesse sentido, vale conhecer a plataforma Faz Sentido. Iniciativa dos Institutos Inspirare e Unibanco, ela compartilha estudos, recomendações, práticas e ferramentas. Com isso, seu objetivo é apoiar professores em práticas inovadoras no Ensino Fundamental e no Ensino Médio. A equipe do projeto também criou Trilhas de inovação. São guias práticos para professores, escolas e Redes construirem novas soluções para a educação. Isso, a partir de processos de escuta, cocriação e experimentação.