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A criança não quer compartilhar? SOS CanalBloom!

Ilustração de duas crianças disputando por um brinquedo para o post: A criança não quer compartilhar? SOS CanalBloom!

Quando duas crianças querem o mesmo brinquedo, é comum que o adulto tente resolver a situação dizendo que o tempo da criança com o brinquedo acabou e é a vez da outra brincar. Se a criança resiste, ele a força a entregar. Ou tira o brinquedo de cena e diz que ninguém mais brinca. Mas essas estratégias costumam deixar a criança chateada, aumentam as reações agressivas e inclusive a competição entre as crianças. Por isso, entenda quais as estratégias mais saudáveis!

Ilustração de duas crianças disputando por um brinquedo para o post: A criança não quer compartilhar? SOS CanalBloom!

Tenha empatia

Ajude a criança a lidar com as emoções que está sentindo. Ela não quer compartilhar? Tenha paciência e respeite a vontade que ela tem de permanecer mais tempo com o brinquedo. Tente olhar a situação pela perspectiva dela: aquela brincadeira deve estar muito divertida! As pesquisas mostram que as crianças que recebem acolhimento dos pais para lidar com as próprias emoções são as primeiras a desenvolver empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar dos outros. E a empatia é a chave para qualquer tipo de interação social, inclusive para compartilhar!

Ajude a escolher o que ela quer compartilhar

Nos dias de visita, antecipe para a criança que um amigo vem brincar em casa e, antes dele chegar, a ajude a identificar os brinquedos que ela quer compartilhar e quais não quer. Junto com ela, separe os brinquedos preferidos em um lugar protegido, que pode ser uma caixa ou uma prateleira alta. Assim, aquele brinquedo especial fica seguro e a criança não precisa se preocupar. Se a criança ainda for muito pequena, você pode selecionar os brinquedos e guardá-los por ela. Além disso, você pode prevenir disputas ao se preparar e disponibilizar um objeto para cada sempre que for possível: se elas querem desenhar, separe os gizes de cera em dois potes diferentes!

Faça combinados

Combine entre todos como a brincadeira vai funcionar. Se você vai começar uma brincadeira com duas crianças, você pode explicar que quando duas pessoas querem um brinquedo na mesma hora, cada uma fica com ele no tempo de uma música, por exemplo. Ou que na hora da brincadeira aquele brinquedo preferido vai ficar guardado em um lugar especial. Ou ainda que nessa brincadeira vai ter uma bola e todo mundo precisa passar a bola para o amigo, não vale ficar com ela na mão. Durante a brincadeira, relembre o combinado feito previamente.

Com paciência, vá mostrando à criança porquê compartilhar é importante: o amigo fica feliz de brincar ou um jogo em grupo pode acontecer, por exemplo. Para conferir o SOS completo no CanalBloom, acesse: https://canalbloom.com/sos/ajudando_a_crianca_a_dividir

O CanalBloom é uma plataforma que traz ferramentas para apoiar pais e mães nos desafios da parentalidade, buscando uma infância mais saudável com base em orientações de especialistas e um conhecimento qualificado. Acesse através do: www.canalbloom.com

 

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Hora de ir à escola e a criança não quer sair da cama? SOS CanalBloom!

Ilutração de criança abocejando para o post: a criança não quer sair da cama

Se você tem filhos que vão à escola pela manhã, talvez em alguns dias seja mais difícil sair de casa. Ou mesmo naquele dia em que vocês precisam acordar mais cedo para ir ao médico. A criança não quer cooperar, você fica nervoso porque precisa chegar no horário e vira aquele corre-corre matinal? Ninguém gosta de começar o dia dessa maneira! Conheça algumas orientações que podem te ajudar a tornar esse momento mais tranquilo.

Ilutração de criança abocejando para o post: a criança não quer sair da cama

Esteja pronto antes do seu filho

É mais fácil ajudar seu filho de manhã se você já estiver de pé e preparado para o seu dia. Quanto mais nova for a criança, mais importante é esse passo. Procure planejar 15 minutos extras em sua agenda matinal. Além disso, tente não ter horários muito apertados, assim, se as coisas não acontecerem como o planejado, você tem um tempo a mais para cuidar dos imprevistos.

Conecte-se com seu filho logo cedo

Essa é a sua tarefa principal: quando a criança se sente conectada com você, ela fica mais disposta a escutar o que você tem a dizer e a cooperar com você. Para isso, uma boa dica é transformar as atividades matinais em momentos de diversão em família. Enquanto prepara o café-da-manhã, você pode arrumar os alimentos de forma divertida, fazendo desenhos com eles. Cante músicas que seu filho conheça, para que ele possa te acompanhar se quiser. Ou então deite-se com ele na cama, abrace-o e faça cosquinhas! Poucos minutos já mudarão o dia de vocês.

Prepare-se na noite anterior

Organize o que puder na noite anterior. Roupas, mochilas, lanches, café-da-manhã…. Quaisquer materiais e atividades que possam ser preparados antes de ir para a cama vão facilitar o dia seguinte. Envolva seu filho nesse processo: ele pode escolher a roupa que irá vestir pela manhã ou então o lanche que vai comer no dia seguinte.

Valorize o brincar livre durante o dia

Verifique a rotina do seu filho: algumas crianças podem estar sobrecarregadas com muitas atividades no dia a dia e se frustram com a perspectiva de sair de casa logo cedo, sem ter tempo de brincar. Por isso, reserve um momento na rotina exclusivamente para a brincadeira livre, para que a criança possa fazer aquilo que ela tem vontade: inclusive, descansar um pouco.

É muito importante que a criança durma o suficiente para estar disposta pela manhã, e a quantidade de horas varia conforme a idade. Para saber mais sobre o que os especialistas recomendam para o seu filho, acesse: https://canalbloom.com/jornadas/sono/sessoes/_a_importancia_da_rotina_na_hora_do_sono e para conferir o SOS completo sobre esse tema no CanalBloom, acesse: https://canalbloom.com/sos/E_hora_de_sair_de_casa_de_manha_e_meu_filho_nao_coopera

O CanalBloom é uma plataforma que traz ferramentas para apoiar pais e mães nos desafios da parentalidade, buscando uma infância mais saudável com base em orientações de especialistas e um conhecimento qualificado. Acesse através do: www.canalbloom.com

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A criança não coopera? SOS CanalBloom!

Ilustração para falar sobre A criança não coopera. Nela, a sala está bagunçada e pai e filho estão brigando

Você pediu ajuda para arrumar a bagunça da sala e seu filho simplesmente saiu, deixando você falando sozinho? Ou ele bateu o pé e disse que não ia arrumar? Mais cedo ou mais tarde, existem situações em que seu filho não vai querer cooperar. Antes de tudo, respire fundo e recupere a calma. Em vez de querer controlar a criança, tente entender: como será que você pode ajudá-la a cooperar? O CanalBloom criou um material para apoiar familiares no desenvolvimento de crianças:

Ilustração para falar sobre A criança não coopera. Nela, a sala está bagunçada e pai e filho estão brigando

Acolha as necessidades por trás da atitude

Imagine que você pede que a criança organize os blocos de brinquedo espalhados pelo chão. Ela começa aquela disputa e arremessa um dos blocos na parede. Por que será que ela fez isso? Ela pode estar chateada porque dedicou um enorme tempo para construir um castelo tão alto e agora terá que desmanchá-lo para guardar os blocos. Quando você compreende o sentimento por trás do que ela fez, você pode orientá-la de uma maneira mais eficiente, facilitando a cooperação. Experimente dizer: “Filho, eu acho que você ficou chateado porque não quer desmontar o castelo que fez com tanto esforço, foi isso? Tudo bem ficar chateado, mas jogar o bloco na parede pode machucar alguém e estragar a parede, por isso não fazemos isso. Que tal se deixarmos o castelo montado e guardarmos o resto dos blocos?”.

Use a imaginação para transformar as tarefas em momentos divertidos

Tanto para a criança, quanto para você. Escovar os dentes é um momento difícil? Você pode desafiar o seu filho a ouvir o barulho da escova quando toca no dente, quem sabe até criando uma música enquanto fazem isso. E se o banho for uma batalha? Que tal se no caminho até o chuveiro vocês fizerem de conta que são um animal divertido e caminharem como esse animal até lá?

Ofereça opções para que ela possa participar

Tomar vacina não vai ser agradável de nenhum jeito. Mas seu filho pelo menos pode escolher em qual braço prefere tomar a injeção, por exemplo. Oferecer a possibilidade da criança escolher entre duas ou três opções definidas por você ajuda bastante na cooperação. Por isso, se é hora de preparar o almoço e você quer que ela coma um legume. Deixe-a escolher se vai ser brócolis ou beterraba, se são essas as opções que você tem em casa. E se é hora de dormir e ela não quer guardar os brinquedos, você não precisa permitir, mas você pode sugerir que ela escolha entre guardar os brinquedos sozinha ou receber a sua ajuda para isso.

Lembre de valorizar as atitudes da criança no dia a dia e estar presente! A chave da cooperação é a conexão com você. Para conferir o SOS completo sobre esse tema no CanalBloom, acesse “Meu filho não quer cooperar. O que eu faço?”. 

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O que fazer quando a criança mente? SOS CanalBloom!

O que fazer quando a criança mente? É comum que crianças já com 2 anos comecem a mentir sobre algo que fizeram e sabem que não foi legal. Fazem isso principalmente porque não querem nos decepcionar. Depois, podem criar mentiras para beneficiar outras pessoas ou não machucar aqueles de quem gostam. Como lidar?

O que fazer quando a criança mente?

Adultos também mentem

Pouco a pouco, ensinamos às crianças que a honestidade nem sempre é o melhor caminho: quando você fala que adorou o presente à pessoa quem te deu, e depois comenta na frente da criança que não gostou, você mostra que as mentiras fazem parte da vida – e que, inclusive, às vezes mentir é a melhor opção. Então em vez de exigir que ela não minta NUNCA, observe as suas atitudes. Vai ser mais fácil evitar contradições!

Entenda os sentimentos por trás da mentira

As crianças não querem nos decepcionar, mas continuam querendo o que querem: então desejam que as DUAS coisas sejam verdade! Seu filho quer continuar brincando na hora em que deveria lavar as mãos, mas quer ter lavado as mãos como você pediu. Então tente se colocar no lugar dele e reflita: o que será que ele ganha com essa mentira? Será que tem a sua aprovação? Ou quer mostrar para você que consegue, por isso diz que sabe ler quando ainda não faz isso? Ou quer proteger um amigo que gosta? Entender os sentimentos por trás da mentira vai te ajudar a orientá-lo com mais carinho.

Acolha a criança, mesmo se você não gostou do que ela fez

Em vez de culpá-la, acolha a necessidade por trás da mentira e mostre que, independente da atitude, ela sempre será digna do seu amor. Se você acha que ela está com medo de dizer que quebrou o copo porque você costuma reagir gritando, que tal dizer: “Filho, eu sei que às vezes fico bravo quando isso acontece, porque gosto muito desses copos, mas sei também que você não fez por querer! Então fique tranquilo. Vamos usar aquele que não quebra? Assim evitamos mais acidentes”.

Assegure a criança que ela não vai ter problemas se contar a verdade

A mentira é muito mais comum entre crianças que são punidas, porque elas acabam mentindo para evitar o castigo ou aquela conversa desagradável sobre como deveria se comportar. Então observe como você estabelece limites: se a mentira é a única maneira da criança escapar da nossa raiva, das broncas e dos castigos, ela provavelmente vai narrar uma versão diferente daquela que envolve a responsabilidade dela na história!

Com paciência, logo as crianças desenvolvem a segurança que precisam para dizer a verdade! Para conferir o SOS completo sobre esse tema no CanalBloom, acesse: https://canalbloom.com/sos/meu_filho_mentiu_pra_mim

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7 animações incríveis para assistir em família

Cena do filme, onde o menino Kubo está em cima de uma pedra, segurando no alto uma espada, e ao fundo há uma grande lua e o mar agitado

A imaginação e a criatividade são essenciais para o bom desenvolvimento das crianças e para o aprendizado. E uma ótima maneira de estimular essas habilidades é através de filmes animados. Afinal, eles conseguem passar grandes ensinamentos sobre sentimentos, diferentes realidades e outras grandes questões, unindo crianças e adultos.

Contudo, também é muito importante dar mais valor para pequenas produções que fogem do universo de Hollywood. Pensando nisso, o Centro de Referências em Educação Integral listou algumas animações para crianças, jovens, pais e educadores assistirem juntos. Além dessa integração, essas produções tem a potência de ilustrar outras culturas e visões, evitando estereótipos, mas sem perder a leveza e o diálogo inter-geracional.

As produções abordam temas como ancestralidade, história e território, tematicas muito importantes para serem discutidas na educação. O Caindo no Brasil separou algumas das obras. Veja mais: 

1. As aventuras de Azur e Asmar (Michel Ocelot * 2006 * 99 min)

Imagem da ilustração de um deserto, com um grande pássaro colorido voando, um leão vermelho correndo e um homem montado nele
Divulgação

Essa obra fala sobre dois jovens que foram criados pela mesma mulher. Um deles é loiro, de olhos azuis e filho de nobre, e o outro tem pele morena e é filho da ama de leite do primeiro. Quando adultos, eles decidem ir atrás do gênio (jhin) das fadas que, se for liberto, ajuda o libertador a encontrar o amor. Animação aborda questões de classe, raça e preconceito com bastante cuidado e apresenta uma estética e trilha sonora do Oriente muito interessante.

2. Kiriku e a Feiticeira ( Michel Ocelot, Raymond Burlet * 1998 * 71 min * livre)

Ilustração de uma grande floresta, com uma mulher negra transportando uma grande bacia de alimentos equilibrando na sua cabeça
Divulgação

O desenho conta a história de Kiriku, um menininho que já nasce falando e tem habilidades muito especiais. Desde o seu primeiro dia, ele tem uma missão: enfrentar a feiticeira Karaba. Baseado em lendas do folclore do oeste africano, o filme tem um traço impressionante e conta com a trilha sonora do compositor e cantor senegalês Youssou N’Dour. Além de ser uma super obra para entrar em contato com a cultura da região, a animação discute a coragem e a capacidade criativa das crianças. Em 2005, foi lançada a sequência Kiriku e os animais selvagens, outro filme que vale a pena! 

3. Um time show de bola (Juan José Campanella * 2013*  106 min * livre)

Ilustração de três bonecos de pebolim com vida, olhando surpresos
Divulgação

Essa animação argentina é incrível e trabalha um tema muito amado: futebol. O filme conta a história de Amadeu, um homem que sempre amou jogar pebolim, mas no campo é muito desajeitado. Após uma confusão e o desafio de um valentão, como num passe de mágica, os jogadores de pebolim ganham vida e decidem se unir a Amadeo em uma partida no estádio. O filme, além de bastante engraçado, convoca uma série de imagens e símbolos muito legais para a família.

4. O menino e o mundo (Alê Abreu * 2013 * 80 min)

Também indicado na lista “15 filmes nacionais para crianças e adolescentes verem em cada momento do desenvolvimento”, do Centro de Referências em Educação Integral, essa animação brasileira é muito diferente do comum. A produção foi um trabalho quase artesanal. Ela conta com uma trilha sonora inspiradora e narra a forma como crianças enxergam o mundo. Essa obra é incrível e essencial!

5. Meu amigo Totoro (Hayao Miyazaki *1988 * 86 min * livre)

Filme do Estúdio Gibli, um dos mais importantes do mundo e dirigido pelo mestre Hayao Miyazaki, Meu amigo Totoro apresenta uma história de imersão no mundo da infância, da imaginação e da capacidade que todos têm de aprender uns com os outros. Na película, duas garotinhas se mudam para o interior de uma aldeia japonesa, e lá, com a ajuda de um professor, descobrem e passam a se relacionar com uma espécie de entidade que congrega os espíritos da floresta. Sensível e  indicado para todas as idades, o filme traz à tona a importância de enfrentar os medos e dificuldades do processo de crescimento das crianças.

6. Kubo e a espada mágica (Travis Knight * 2016 * 101 min * Livre)

Cena do filme, onde o menino Kubo está em cima de uma pedra, segurando no alto uma espada, e ao fundo há uma grande lua e o mar agitado
Divulgação

Kubo é um garotinho que vive uma vida normal ao lado de sua mãe no Japão. No entanto, sua vida muda quando um espírito mau decide fazer com que diferentes espíritos e monstros o persigam. Para lidar com a situação, o pequeno deve ir atrás de uma espada que pertenceu ao seu falecido pai e entrar em contato com a tradição e história samurai da sua família. Divertido e bastante leve, Kubo apresenta um pouco da cultura tradicional japonesa e a simbologia ligada à ancestralidade e rituais familiares do país.

7. O Submarino Amarelo (Geroge Dunning * 1968 * 85 min * Livre)

Ilustração de um submarino amarelo, e ao fundo um desenho abstrato muito colorido
Divulgação

Uma aventura psicodélica ao som dos Beatles apresenta personagens inusitados, desperta a imaginação e provoca reflexões sobre a vida e os limites entre sonhos e realidade. Com uma mensagem muito atual, o filme reflete sobre a importância e o poder transformador do amor entre as pessoas.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da matéria 13 animações de diferentes países para crianças e adultos assistirem juntos foi escrita por Julia Dietrich, do Centro de Referências em Educação Integral. Acesse o link e confira outras dicas de obras como A canção do oceano, Meu amigo Totoro e Coraline e o mundo secreto.

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O que é educação compartilhada? Unesco lança relatório sobre o tema

Educação Compartilhada Unesco

Educação compartilhada. Eis um termo que deve estar sempre no radar quando falamos de preparar uma criança para o futuro. Mas afinal, o que ele significa? Quais atores devem estar envolvidos no processo?

Pensando em ampliar o olhar sobre essa questão, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lança o Relatório de Monitoramento Global da Educação de 2017/2018 (GEM Report, sigla em inglês para Global Education Monitoring), que foi lançado em evento especial em Brasília no mês de outubro.

O documento defende que o aprendizado integral dos alunos só pode acontecer se for estabelecido um pacto de responsabilidade compartilhada. Esse pacto deve ser firmado entre todos os membros da sociedade: pais, professores, políticos, estudantes, imprensa e sociedade civil. O objetivo é evitar a culpabilização que recai principalmente sobre os educadores.

Outro ponto importante que o Relatório ressalta é o efeito negativo do modelo de prestação de contas sobre problemas educacionais. A pesquisa identificou que isso acaba recaindo sobre dos atores desse pacto. Segundo informações do Porvir, “a Unesco exemplifica que a escola é a responsável final da cadeia a oferecer ambientes de aprendizagem construtivos, mas, para dar conta dessa função, depende de recursos dos governos, de professores que cumpram as normas, e do comportamento adequado dos alunos”.

A forma como são aplicados os testes para medir a qualidade da aprendizagem, por exemplo, não são efetivos e muitas vezes induzem o professor a dar mais atenção a estudantes mais propensos a apresentar resultados melhores. “Testes de alta relevância podem levar os professores a ensinar somente aqueles que são capazes de obter melhores resultados”, defende o relatório.

Além de citar a luta dos movimentos estudantis pelo acesso à educação e a importância da imprensa para a trazer à luz casos de corrupção, o texto reconhece que tudo começa a partir da postura adotada pelos governos, que devem estabelecer leis que elevem a educação a um direito.

O Relatório também investigará a responsabilização na educação, ao analisar como todas as partes interessadas relevantes podem oferecer educação de forma mais eficaz, eficiente e equitativa. Ele examina, ainda, diferentes mecanismos de prestação de contas que são utilizados para atribuir responsabilidades a governos, escolas, professores, pais, estudantes, sociedade civil, comunidade internacional e setor privado, em busca de garantia de uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade. Ao analisar quais políticas favorecem ou não o bom funcionamento dos mecanismos de responsabilização e quais fatores externos influenciam seu sucesso, o Relatório GEM 2017/18 apresentará conclusões com recomendações concretas que ajudarão a construir sistemas educacionais mais fortes. (Fonte: Unesco)

A Unesco exemplifica alguns caminhos possíveis no relatório

1. Estruturar a responsabilização para escolas e professores de forma solidária. Isso deve evitar mecanismos punitivos, especialmente aqueles com base em medidas limitadas de desempenho;

2. Permitir a participação democrática. Respeitar a liberdade de imprensa para investigar criticamente a educação e criar instituições independentes para lidar com reivindicações;

3. Desenvolver regulamentações confiáveis e efetivas com sanções relativas a todos os provedores de educação, públicos e privados, que assegurem a não discriminação e a qualidade da educação;

4. Fazer com que o direito à educação tenha efeitos jurídicos, o que não é o caso em 45% dos países.

Matéria publicada pelo Catraquinha

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Que tal um presente coletivo para a professora?

Já pensou em dar um presente coletivo para as professoras da escola de seu filho? Essa foi a dica que Daniela Folloni, do @blogitmae, deu para o Portal Disney Babble:

A vantagem é que todo mundo contribui com um valor acessível e no final dá para comprar um presente bem bacana e com significado. Para a iniciativa dar certo é preciso certo engajamento e espírito de equipe da turma. Seguem algumas dicas:

O que dar como presente coletivo?

Dica: procure fugir de presentes que percam o valor ao longo do tempo, como roupa ou produtos de beleza. O mais bacana é algo que seja perene. Pode ser um presente feito pelas crianças, como um livro encadernado com desenho feitos por elas especialmente para a professora. E pode ser algo como uma correntinha ou pulseira que ela guardará para sempre como recordação da turma.

Quanto ratear por aluno?

É preciso fazer uma pesquisa com as mães para verificar qual faixa de valores elas pretendem gastar. Assim, evitam-se constrangimentos. Ah! Mais um detalhe importante: o presente coletivo só faz sentido quando todos participam.

Como administrar a compra e os pagamentos?

Uma mãe tem que ser responsável pela compra. E as demais precisam ser desprendidas para confiar no gosto dela. Eles também pode mandar fotos com opções via WhatsApp. Uma votação para escolher o melhor ajuda. Mas sem muito apego, ok? Como esse tipo de ação envolve muita gente, o ideal é que todos tenham jogo de cintura para não exigir perfeição. É de bom tom pagar rapidamente o valor devido, para não deixar a mãe responsável com a saia justa de ter de cobrar. Esquecer porque estava na correria não vale como desculpa nesse caso.

Como deixar o presente ainda mais especial?

Vale incluir um cartão coletivo, com uma mensagem e assinatura de todos. Certamente, vai ser uma recordação para vida toda. Não apenas pelo presente, mas pelo gesto de o grupo se mobilizar para homenagear a professora de forma coletiva.