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Modalidades olímpicas e paralímpicas chegarão aos CEUs e outras escolas de ensino municipal

A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME-SP), em parceria com o Instituto Península, irá implementar, em até quatro anos, o Programa Impulsiona. A iniciativa beneficiará a rede municipal e CEUs com materiais didáticos de referência sobre a temática educação esportiva, capacitação esportiva de educadores e cursos à distância oferecidos no portal  www.impulsiona.org.br e podem ser acessados por qualquer professor da rede pública e privada.

Com a parceria, o programa pretende fortalecer a política pública municipal de educação integral. Assim, cria oportunidades para que os professores possam ampliar a oferta de novos esportes para todos os alunos. O objetivo é tornar seu acesso mais inclusivo. Desta forma, modalidades como rugby, goalball, hóquei, badminton e atletismo farão parte da rotina de qualquer escola. Isso independentemente de sua infraestrutura. O programa prevê a utilização de materiais alternativos, construção coletiva com os alunos e adaptação de espaços.

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Heloisa Morel, do Instituto Península, fala sobre a importância do Impulsiona. “Com esta iniciativa, queremos ampliar e fortalecer a educação esportiva, entendendo o esporte, acima de tudo, como um instrumento pedagógico capaz de agregar valor à educação, ao desenvolvimento das competências socioemocionais e à formação integral dos indivíduos”. Serão oferecidas formações presenciais para coordenadores pedagógicos, professores de Educação Física e orientadores de alunos líderes para 120 escolas.  A adesão da escola para estas oficinas esportivas é voluntária e todas as Diretorias Regionais de Ensino podem participar. As inscrições para as oficinas presenciais serão realizadas no portal do Impulsiona, e estarão disponíveis para qualquer professor de educação física da SME-SP.

Durante todo o ano letivo de 2017 serão realizadas 26 turmas de oficinas esportivas, também divididas em duas fases. Cada oficina será ministrada em um encontro de 4 horas. Nele, o professor de educação física será apresentado a um novo esporte. O educador também receberá dicas necessárias para incorporá-lo às suas aulas.

Essa ação complementa o Programa CEU Olímpico. A iniciativa visa incentivar a prática esportiva, de maneira que este hábito faça parte do cotidiano dos estudantes. A expectativa é atender cerca de 3.680 alunos nos 46 CEUs da capital. Conheça outros projetos do Instituto Península para incentivar o esporte na escola.

qedu-impulsionaO PROGRAMA IMPULSIONA AJUDA O BRASIL A VENCER O DESAFIO DE INTRODUZIR E VALORIZAR OS DIVERSOS TIPOS DE ESPORTE NA ESCOLA. DE ACORDO COM O CENSO ESCOLAR 2015, APENAS 22% DAS ESCOLAS MUNICIPAIS DO PAÍS POSSUEM QUADRA DE ESPORTES NAS SUAS DEPENDÊNCIAS. NA CIDADE DE SÃO PAULO, ESSE NÚMERO MELHORA E ALCANÇA 51%, SEGUNDO ANÁLISE DO QEDU.
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Escolas ativas: como o movimento pode transformar a educação

Que os exercícios físicos são positivos para o desenvolvimento das crianças, todo mundo sabe. O movimento corporal pode ir além e realmente transformar as práticas pedagógicas. Ele também colabora para o desenvolvimento humano e a promoção da liberdade de escolhas para pessoas de todas as idades.

Foi com isso em mente que o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) criou uma campanha e desenvolveu um relatório completo chamado Movimento é vida: atividades físicas e esportivas para todas as pessoas. A iniciativa estimula cada vez mais os movimentos corporais dentro e fora da escola, para todas as idades.

Movimento corporal na sala de aula

O conceito de Escolas Ativas acredita que o exercício físico tem um papel fundamental no espaço escolar. Ele também acredita que a movimentação é uma capacidade humana muito importante para gerar um bom desenvolvimento físico e cognitivo. Essa proposta apresentada pelo PNUD envolve a arquitetura, o mobiliário, as regras de conduta da escola e a importância que as AFEs (Atividades Físicas e Esportivas) têm no ambiente escolar e no envolvimento dos estudantes. Por isso, essa prática deve estar na sua rotina e em todos os tempos e espaços, para que a movimentação esteja intrínseca ao desenvolvimento humano.

Para isso, podemos ressaltar alguns pressupostos básicos para a construção de uma Escola Ativa:

  • Fomentar a movimentação dentro da escola como expressão da individualidade e construção de relações sociais
  • Considerar as necessidades diárias de atividade física para jovens
  • Promover experiências sobre as AFEs que permitem autonomia e liberdade
  • Garantir a participação democrática da comunidade escolas para tornar a escola mais ativa

Além disso, é importante ressaltar que, para serem efetivas, essas práticas precisam alcançar toda a comunidade escolar e da sociedade, como os professores, funcionários, gestores, estudantes e familiares.

Escolas Ativas PNUD

Escolas ativas: exercício físico na vida real

Algumas escolas dentro e fora do Brasil já incorporaram o conceito de Escolas Ativas. Elas promovem, por exemplo, salas de aulas sem mesas fixas, atividades que envolvem a movimentação dos alunos e ou que exigem interação entre grupos dentro das atividades.

Para saber se essas e outras práticas são realmente incorporadas no currículo escolar, o relatório também fez uma Escala de Escola Ativa (EEA) para mensurar a qualidade do “ser ativa” das escolas. Os dados mostram que apenas 0,55% das escolas brasileiras podem ser consideradas Escolas Ativas.

Pensando nisso, o PNUD, com apoio da Nike, lançou uma plataforma para disseminar as práticas do Projeto Escolas Ativas. Confira o vídeo que mostra como a iniciativa acontece: