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Iny Vestibulares prepara jovens de escola pública para o Enem

Vai prestar o Enem 2018? No início do ano passado, a professora Ana Luiza Prado e dois outros colegas de início de carreira da Escola Estadual Professora Izaura Higa, em Campo Grande (MS), perceberam que os alunos do ensino médio não estavam nem preparados e nem motivados para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Jovens aprendem com professores voluntários e também estudam para o Enem em grupo

“Muitas vezes, esse aluno não se sente competente para fazer a prova e deixa de considerar essa opção. Em outras, acredita que o futuro da universidade não é para ele”, conta a professora Ana Luiza. Achando isso injusto, os professores criaram o Iny Vestibulares. Em tupi, significa “nós”. Eles escolheram uma palavra de língua indígena porque queriam conectar com a realidade do Mato Grosso do Sul. eMais do que isso, entendiam que a mudança na sociedade é só possível quando nós todos agimos em conjunto.

O Iny Vestibulares é um cursinho que acredita na aprendizagem colaborativa. Eles começaram com um curso intensivão de 3 meses com a escola cedendo espaço físico com a colaboração de professores voluntários. Na primeira turma, com um tempo de preparação curto, o Iny aprovou 5 dos 17 estudantes na universidade federal. Outros 8 tiveram bolsa em universidades particulares.

Em 2018, o cursinho veio com mais força e está acontecendo desde o começo do ano. O Iny acontece todo o dia de segunda a sexta, de uma às seis da tarde e eles tem todas as disciplinas. “Ele é um curso bem pesado, com várias frentes de Matemática, Química, Física, muitos simulados nos fim de semana”, explica a professora.

Vamos torcer para que os jovens que estão participando do Iny nessa edição e que os outros alunos consigam ir bem nessa prova, que é tão importante. Desejamos boa sorte pra todos!

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Projeto ‘Boleto Solidário’ ajuda a pagar inscrição de alunos do Enem

Em 13 dias, mais de 50 alunos de cursinhos populares e comunitários de São Paulo que não conseguiram isenção da taxa do ENEM puderam ter a certeza de participação no exame. Como? O projeto “Boleto Solidário” conectou esses jovens com voluntários. Com isso, é possível garantir o pagamento dos boletos da inscrição do exame – sem intermediários.

A ideia é da jornalista e mobilizadora social Amanda Bozza. Para o Portal G1, ela explicou: “Eu sempre quis ajudar jovens que vinham de uma realidade social parecida com a que eu vivi. Como fui bolsista integral do Prouni, e isso sem dúvida transformou minha vida, eu sentia que tinha um dever social em retribuir o impulso que eu recebi. A educação sempre foi meu foco, pois eu era a prova viva da transformação”.

Ela criou uma página no Facebook para se aproximar de voluntários parceiros.  Para encontros os alunos, Amanda teve a ajuda da Frente de Cursinhos Comunitários e Populares – SP. Eles entraram em contato com os coordenadores dos cursinhos. As organizações criavam uma planilha com número de alunos que precisavam de padrinhos e os contatos dos cursinhos. Cada vez que aparecia um voluntário, Amanda ligava para o cursinho.

Boleto Solidário: isenção da taxa do Enem
“Aproveito para agradecer imensamente o trabalho. Sabemos bem o quanto as taxas são uma das barreiras que afastam nossos estudantes da universidade e esse trabalho em parceria é fundamental para alcançarmos nossos sonhos”, contou aluno beneficiado.

 

 

 

 

Oportunidade para diminuir a desigualdade social

O designer Guilherme Nagüeva, 32 anos, foi um dos voluntários. Ele diz que queria dar ao estudante de baixa renda a mesma oportunidade que outros alunos com melhores condições financeiras têm: a de tentar. Ele também contou ao G1: “Educação é um dos pontos fundamentais para mudar a vida de alguém. Mas o que a gente faz quando as pessoas sequer têm a chance de pagar a inscrição para o Enem? Não estou falando de cursar uma faculdade, a gente está falando apenas de tentar entrar em uma universidade. Tem gente que faz um curso superior, mas tem muitos que sequer conseguem tentar”.

A ideia agora é continuar com o projeto para ajudar a pagar inscrições de outros vestibulares. “Outro desejo também é expandir para além de SP em áreas e comunidades mais carentes”, explica Amanda.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação Projeto ‘Boleto Solidário’ ajuda a pagar inscrição de alunos do Enem em SP”, do portal G1. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Entenda como funciona o Enem para presidiários e infratores

O Exame Nacional do Ensino Médio para pessoas privadas de liberdade (Enem PPL) é aplicado em presídios e unidades de de internação socioeducativas. A prova tem grau de dificuldade equivalente ao do Enem Regular. Ela pode ser uma oportunidade para menores infratores e adultos presidiários entrarem no ensino superior.

Em 2017, o Enem PPL teve 31.765 inscritos, em  mais de mil unidades prisionais de 577 municípios brasileiros. Segundo o site oficial do Governo do Brasil, “o exame pode servir para obter o certificado de conclusão do ensino médio em cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), o antigo supletivo, oferecido por unidades socioeducativas. Em 2012, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estimou que 57% dos jovens infratores reclusos no País não frequentavam a escola antes de ingressar nas unidades de internação”. O mesmo estudo identificou que 86% dos menores infratores ainda estavam no ensino fundamental.

O Enem PPL pode ser a oportunidade de entrada no ensino superior

Estudantes com nota acima de 600 pontos no Enem PPL podem se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para tentar uma vaga nas universidades federais. A prova também permite a disputa de bolsas no Programa Universidade para Todos (Prouni).

A liberação de jovens infratores e presidiários para estudar, contudo, depende de aprovação da Justiça. Entre outros critérios avaliados pelos juízes, está o bom comportamento e a aplicação das pessoas privadas de liberdade em estudar.

O INEP criou um infográfico apresentando o cenário do Enem PPL no ano de 2015:

Enem PPL 2015
Reprodução/Site Governo do Brasil, 2015
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Enem 2017: Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Estudantes praticam linguagem de sinais
Fonte: Reprodução Portal Diversa

Educação de surdos é tema da prova

A redação Enem 2017 abordou a educação inclusiva, convidando os estudantes a escreverem sobre os desafios para a educação inclusiva no Brasil. Separamos, de última hora, 5 materiais produzidos pelo projeto Diversa, do Instituto Rodrigo Mendes, que abordam essa questão:

Confira mais matérias na tag “surdos” do Diversa.