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Universitários impulsionam resultados de empresas com projetos de baixo custo

Fotografia de duas mulheres membros da Químida Jr falando com dois homens, de costas

A instabilidade da economia brasileira vem causando uma certa incerteza entre empreendedores e empresários. Com margens de lucro menores, fica cada vez mais difícil investir na criação e na expansão dos seus empreendimentos. Porém, é nesse cenário que as Empresas Juniores se mostram uma solução muito interessante a atual situação de crise. Elas são organizações sem fins lucrativos, formadas por estudantes de diversas áreas de graduação, que prestam serviços de baixo custo. Principalmente para os empreendedores, que muitas vezes não tem condições financeiras para contratar o serviço de empresas já consolidadas no mercado.

Mas por que esses universitários realizam esses serviços sem expectativas de retorno financeiro pessoal? E mesmo tendo uma carga curricular à cumprir? Esse ideal surge com Movimento Empresa Júnior (MEJ), que tem como propósito impactar a sociedade e estimular o aprendizado na prática. Assim, criando uma cultura empreendedora ainda na graduação.

Relações mais humanas

A Química Jr. da UNESP de Araraquara, interior de São Paulo, é um bom exemplo. Ela foi procurada pela Solenis, uma multinacional do segmento da indústria química. A empresa precisava realizar um projeto de implantação da metodologia 5S, que é a base para a qualidade total de gestão. Eles fizeram a aquisição da planta da Quimatec Produtos Químicos, mas os funcionários antigos ainda não haviam aderido à nova cultura. Por isso, mantinham alguns antigos hábitos. Os maiores problemas da empresa eram as ruas desorganizadas. Além disso, os funcionários tinham algumas atitudes que punham em risco sua própria saúde.

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A responsável da planta já conhecia o Movimento Empresa Júnior através de seu sobrinho, que também é empresário. Ele já havia contratado o mesmo treinamento com uma empresa júnior de Minas Gerais.

Fotografia de duas mulheres membros da Químida Jr falando com dois homens, de costas
Membros da Química Jr aplicando o treinamento 5S na empresa. (Fonte: Química Jr.)

A equipe do projeto foi dividida em 5 grupos, e cada um acompanhou uma média de 12 funcionários. Dessa forma, a produção da indústria não pararia e em cada grupo teria funcionários de diferentes setores para contato. O acompanhamento era feito semanalmente, com apresentações de metodologias para que toda semana os setores fossem auditados em relação às mudanças, tanto pelos membros da empresa júnior quanto pelos próprios funcionários.

Imagem de uma mulher membro da Químida Jr analisando partes de uma fábrica.
Membro da Química Jr realizando a avaliação da organização da Solenis. (Fonte: Química Jr.)

Os resultados continuam surgindo, mas várias mudanças já foram realizadas. A empresa agora possui ruas delimitadas por faixas e sistema de endereçamento. Além disso, conta com métodos de acompanhamento de atividades e alguns setores com grande destaque de resultados. “Nós estávamos sempre dispostos a fazer mudanças na nossa forma de trabalhar que se encaixasse com a realidade da empresa”, comenta Larissa Carvalho, membro da Química Jr. “Além disso, acredito que um diferencial foi a aproximação que tivemos com os funcionários”.

Comunicação e trabalho na prática

Outra empresa júnior, a EDIFICar Jr da UFSCar, também impactou na abertura de um novo negócio em São Paulo, no Cantareira Norte Shopping. Frederico Diniz, empreendedor em São Carlos, tinha a intenção de expandir seu negócio abrindo mais uma franquia. Por isso, procurava uma empresa para realizar o projeto elétrico e um layout de totem para o seu quiosque. Ele conheceu a empresa júnior através de um projeto de orçamento para a reforma de sua casa. No fim, ele escolheu essa opção porque outras empresas do ramo tinham um preço muito mais elevado.

“A satisfação foi tanta que em uma circunstância fora da construção residência, durante o processo da instalação de um quiosque nosso da franquia da lupo, acabamos precisando de um projeto elétrico com ART fora do previsto inicialmente. Mesmo assim, esse serviço foi feito de maneira rápida e eficiente, e hoje está em total funcionamento”, comenta Frederico.

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Apesar do cliente ter solicitado o serviço para um prazo de 15 dias (incluindo a emissão dos documentos) e diversas exigências feitas por parte da franquia, o trabalho da empresa júnior foi eficiente e solução de qualidade para o cliente por um preço acessível.

Imagem do quiosque da LUPO no shopping.
Quiosque do projeto finalizado. (Fonte: EDIFICar Jr.)

O empreendedor também comentou que “um diferencial muito positivo foi a atenção despendida pelos alunos da EDIFICar Jr., afinal, isso não é adquirido facilmente no mundo universitário. Mas eles todos tinham uma boa desenvoltura e facilidade de comunicação. Acho que tudo isso contribuiu para que a gente construísse algo mais sólido.”

Movimento Empresa Júnior

O Movimento Empresa Júnior conta com mais de 600 empresas juniores e 20 mil universitários, de todos os estados. Só no ano passado foram realizados mais de 11 mil projetos, com clientes do setor público, privado e pessoas físicas. Esse movimento está presente em 40 países e é destaque no Brasil pelo seu impacto positivo. Além disso, há um grande propósito que movimenta os seus resultados. Eles buscam impactar a economia do país por meio de uma formação empreendedora e pela educação na prática.

No estado de São Paulo existem quatro instâncias que representam e articulam o contato com essa rede de empresas juniores. São elas o Núcleo UNESP, o NUJ (Núcleo UFSCar Júnior), a USP Júnior e o Núcleo Unicamp. Cada uma representando uma instituição de ensino, e a FEJESP que coordena os Núcleos e abrange as outras universidades.

Para os interessados, o portfólio da Química Jr. inclui: análises químicas; boas praticas de fabricação; gerenciamento de resíduos sólidos; selo verde; rotulagem e mapeamento de processos. E o portfólio da EDIFICar Jr. inclui: acessibilidade; regularização de imóveis; orçamentação; projeto arquitetônico; elétrico e hidrossanitário.

Para mais informações sobre o MEJ e o Núcleo UNESP: relacoes@nucleounesp.com.br

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Movimento Empresa Júnior promove desenvolvimento social e educação prática

Imagem de seis homens em uma obra sorrindo para a foto

O quanto um universitário pode impactar durante sua graduação? Essa é uma das perguntas que pairavam sobre a cabeça de um grupo de jovens quando fundaram o Movimento Empresa Júnior. Também conhecido como MEJ, atualmente esse é o maior movimento de articulação empreendedora jovem do Brasil.

Imagem de seis homens em uma obra sorrindo para a foto
Trabalhadores da Usina Fátima do Sul e os membros Rafael Pinholi e Lucas Gasparini da Alicerce Empresa Júnior. (Foto: Alicerce)

Esses jovens se juntam dentro do ambiente universitário para formar empresas em sua área de formação. Formadas por estudantes de todas as áreas, eles chamaram esse projeto de Empresas Juniores. Conhecidas também como EJs, elas prestam serviços em suas áreas de atuação para clientes reais, com preços até 75% mais baixos que o do mercado.

O movimento empresa júnior tem como propósito impactar a economia do país e a sociedade. Eles buscam fazer isso através de projetos realizados e fomentam a cultura empreendedora dentro das universidades pelo aprendizado na prática. Estimulando, assim, maior engajamento e sentido na educação

Diminuir impactos ambientais

Só em São Paulo existem inúmeras iniciativas de sucesso. Uma delas é um projeto de engenharia civil com a Alicerce Empresa Júnior, na UNESP de Ilha Solteira. Eles fizeram um grande conjunto de projetos estruturais para um galpão de máquinas da Usina Fátima do Sul. O projeto incluía um pavimento para suportar treminhões e o dimensionamento do coletor e separador de óleo proveniente da lavagem de caminhões para preservação do solo e lençol freático do ambiente. “O projeto foi precificado bem abaixo do preço de mercado para que nosso cliente pudesse custeá-lo. Assim, também podemos diminuir os impactos ambientais no local”, conta Rafael Pinholi, diretor presidente da EJ.

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Imagem de uma jovem sorrindo ao lado de um homem, segurando um contrato
Maria Eduarda da PROMAD Jr. com Geraldo Cesar Cerdeira, secretário da Prefeitura de Itapeva mostrando o contrato do projeto fechado. (Foto: PROMAD Jr.)

Gerar renda

Na área de engenharia de madeiras, a PROMAD Jr., da UNESP de Itapeva, também realizou um projeto com a Prefeitura da cidade. Eles trabalharam com o tratamento térmico de madeira para a construção de cinco pontes na zona rural. Assim, possibilitando uma melhoria na locomoção da população da cidade. Para o tratamento, foi movimentado o laboratório de preservação de madeira da UNESP, que raramente é usado devido ao custo de utilização. Isso gerou recursos para a faculdade poder investir mais em seus equipamentos e ao mesmo tempo gerou lucro para a empresa júnior, permitindo uma melhor capacitação de seus membros.

Influenciar a economia local

Já em São Carlos, a EDIFICar JR, da UFSCAR, fez um projeto elétrico para um quiosque de um shopping de São Paulo no tempo recorde de apenas 15 dias. O cliente Frederico Diniz, empreendedor aposentado, precisava de uma solução para a cobertura da caixa de energia e de um layout do quiosque para abrir a sua franquia. Isso possibilitou uma maior oferta de empregos e um impacto na economia do local.

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Movimento Empresa Júnior

Essa rede brasileira conta com mais de 600 empresas juniores, compostas por mais de 20 mil empresários juniores. Só no ano passado, eles realizaram mais de 11 mil projetos como os que foram citados. O movimento empresa júnior existe internacionalmente em 40 países, e o Brasil é um grande destaque.

No estado de São Paulo, são cinco instâncias que representam, unem e desenvolvem essas empresas juniores. Cada uma representa uma instituição de ensino: o Núcleo UNESP; o NUJ (Núcleo UFSCar Júnior); a USP Júnior,;o Núcleo Unicamp; e a FEJESP, que coordena os Núcleos e as empresas júniores de outras universidades.

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Monique Evelle quer saber: “Há espaço para todo mundo no futuro?”

Imagem de Monique na rua, com o braço levantado protestando, e ao fundo outras oito pessoas
(Reprodução/Instagram)

Em 2017, Monique Evelle foi reconhecida pela revista Forbes como uma das 30 jovens com menos de 30 anos mais promissoras. Já participou de grandes eventos, como TEDxRioVermelho, TEDxSãoPaulo e Youth Business International. Também participou do Prêmio Laureate Brasil, Simpósio da Universidade de Harvard e Conectados al Sur.

Conhecemos Monique em 2013, durante a viagem do Caindo no Brasil. Já envolvida em diversos projetos na capital soteropolitana, tivemos uma breve conversa em um ônibus urbano a caminho de sua faculdade na época. Nos encantamos tanto que ela foi uma das pessoas inspiradoras que fizeram parte do Livro do Caindo no Brasil, escrito pelo Caio Dib, nosso fundador. Na jornada de Caio pelo país – que durou cinco meses e meio – em busca de escolas, projetos e histórias que fazem a diferença na educação brasileira.  

Recentemente, Monique deixou a função de repórter no semanal da Globo, Profissão Repórter. Agora, ela iniciou outros projetos de grande relevância. A jornalista passa a integrar, a partir de abril, o núcleo responsável pelo desenvolvimento e pela criação dos futuros trabalhos do Bossa Nova Studio. Ela cuidará da manutenção de projetos que englobam produções audiovisuais, plataformas digitais e ferramentas de entretenimento, relevância social e impacto em rede. O estúdio tem vários trabalhos consagrados nacional e Internacionalmente. Um deles é o projeto A Turma da Mônica Jovem, do Maurício de Souza.

Monique conversou com o portal Mundo Negro

A jovem deu uma entrevista exclusiva para o Mundo Negro, onde ela fala sobre novos rumos, amadurecimento, a moda da Diversidade e sua carreira. Olha só: 

Mundo Negro: O que você acha que mais mudou entre aquela adolescente inquieta que queria mudar o mundo, com essa jovem mulher que você se tornou? 

Monique Evelle: Eu digo para amigos próximos que em 2017 me tornei adulta. Isso porque quem não entendia que Monique Evelle, fundadora da Desabafo Social, era uma profissional formada e tudo mais, passou a entender com Monique Evelle, repórter do Profissão Repórter. Porque até então eu era apenas a ativista , militante e empreendedora social. Em 2017 me tornei a empresária e repórter. A chave mudou na cabeça das pessoas. De uns três anos pra cá me vejo muito mais estratégica, mais consciente nas minhas decisões. Seleciono mais onde quero estar e com quem quero estar e não sofro ao dizer não. Esses pontos me deixam menos sobrecarregada e consigo direcionar meus esforços para o que vale a pena.

Você é muito aberta sobre suas percepções boas e ruins nas suas relações de trabalho e sobretudo no contexto do feminismo e movimento negro. Fazendo um balanço, rolou mais alegrias ou decepções nessa sua caminhada e de que forma isso impactou o seu trabalho?

Mais alegrias com certeza. As tristezas aconteceram apenas em reportagens que qualquer ser humano ficaria impactado, como a de Feminicídio e Naufrágios. Eu costumo dizer que se Caco Barcellos não tivesse me parado naquela lanchonete em setembro de 2016 e eu não tivesse aceito três meses depois, nunca imaginaria trabalhar com audiovisual. Na verdade, o Profissão comprovou aquilo que sempre acreditei: fazer andar juntos o talento e técnica. Aparentemente eu tenho o talento de me comunicar com as pessoas. Saber como chegar respeitando o lugar do outro e assim por diante. No Profissão adquiri a técnica. Se hoje eu aposto em conteúdo audiovisual, me vejo como roteirista e diretora, foi o Profissão Repórter que me trouxe isso. Não tenho o que me queixar em relação a isso.

Você saiu do Profissões Repórter que é um dos programas mais intensos em termos de jornalismo da maior emissora do Brasil. Trabalhar na Globo foi do jeito que você imaginava que seria?

Eu nunca imaginei trabalhar na Globo, nunca mesmo. E depois que deixei meu crachá sem querer cair na rua, uma menina pegou , me devolveu e disse “cuidado para não deixar o sonho de muita gente cair”, eu tive um choque de realidade e ao mesmo tempo senti o peso da responsabilidade. Eu estava realizando o sonho de outras pessoas. Então eu sempre pensei que já que estou na maior emissora do Brasil que seja para fazer ressoar aquilo que eu fazia nas ruas e na internet. As reportagens que fiz mostram isso. A única coisa que tenho a dizer é que o Profissão Repórter foi um dos melhores espaços e ambientes que já trabalhei até hoje.

Você faz muitas palestras, eventos dentro e fora do país. Qual o tema que as pessoas mais te chamam para falar? Se fosse escolher um assunto que você adoraria abordar em um grande palco/plataforma, qual seria?

Sobre temas em eventos tive algumas fases. Mais adolescente era sobre Direitos da Juventude. Na casa dos 18 anos era tudo relacionado a raça e gênero. A partir dos 20 acrescentaram empreendedorismo e hoje tendências, futurismo e diversidade. Acredito que consigo fazer um mix de todas essas temáticas. E por isso gostaria de apresentar minha perspectiva até chegar numa resposta coletiva para a pergunta “Há espaço para todo mundo no futuro?”.

A diversidade é o tema do momento. Essa é uma preocupação real das empresas ou algo para parecer politicamente correto, como reciclar e inserir práticas sustentáveis? Se é uma oportunidade de negócio, pessoas negras estão sabendo surfar nessa onda, não só como profissionais contratados, mas também como empresas de consultoria nesse tema?

Há quem incorpore a cultura da diversidade por uma questão de oportunidade de negócio. E há quem faça isso porque entendeu que é necessário tanto para cultura organizacional, quanto para justiça social. Agora, por mais que haja algumas consultorias lideradas por negros e mulheres sobre o tema diversidade, ainda é pouco e geralmente não ganham concorrência de grandes empresas. O único conselho que posso dar é identificar mais parceiros do que concorrentes. E também tentar responder a seguinte pergunta: Minha empresa continuará existindo quando a onda passar? A partir daí a gente começa a pensar em leques de serviços que não seja tão pontual.

Dentro dos seus projetos para 2018, quais você gostaria de destacar pela relevância? Tem algo que estava na gaveta e que finalmente você poderá realizar?

Recebi várias propostas e uma delas foi da Bossa Nova Studio, uma empresa da Bossa Nova Group. Era para integrar o time de desenvolvimento de estratégias e produção audiovisual com foco em entretenimento e impacto social.

E cheguei num momento maravilhoso para cuidar de perto de um projeto que me deixa muito orgulhosa. Ele será lançado logo mais, só que não posso falar muito porque ainda é confidencial. Só posso dizer que será incrível e justo pra todo mundo. Agora, as outras novidades as pessoas vão saber aos poucos. Mas tem coisas que por mais que a gente saia, não sai da gente.

Post com modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Monique Evelle deixa Profissão Repórter e prova que inovação e futurismo são assuntos de preto“, da reporter Silvia Nascimento, para o Mundo Negro. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Sonhos Constroem o Futuro: ONG promove educação empreendedora

Imagem de uma área externa entre prédios, com uma fonte de água no centro e, ao lado, uma placa da ONG Sonhos Constroem o Futuro
(Divulgação)
 
Como uma ONG pode ajudar crianças e adolescentes no desenvolvimento de projetos e na inovação? Com sede em Catanduva, a Sonhos Constroem o Futuro se tornou um centro de aprendizagem para jovens. E seu objetivo é promover a inovação através do compartilhamento de novos conhecimentos, como tecnologia, criatividade, inovação e empreendedorismo.
 
Para isso, eles estão desenvolvendo métodos de ensino baseado na cultura do Vale do Silício, apostando que essas práticas de aprendizagem podem melhorar a experiência desses adolescentes. Assim, criaram cursos onde eles podem desenvolver um pensamento crítico e analítico para gerir negócios que mudem a sociedade e transforme suas vidas. 
 
Esses jovens precisam criar, desenvolver e aplicar uma ideia em um projeto – fazendo um protótipo para teste, por exemplo. A ONG, portanto, propõe toda a experiência de estarem trabalhando em uma startup. O Vale do Silício, na Califórnia, EUA, é uma região que reúne as maiores empresas do mundo. E o seu objetivo é gerar grandes inovações científicas e tecnológicas. A partir disso, a Sonhos Constroem o Futuro vem trabalhando para que eles aprendam mais sobre essa cultura e sobre novas tecnologias. 

Imagem de uma sala cheia de alunos e professores conversando, estudando e usando computadores

Educação empreendedora

O processo de aprendizagem passa por alguns tópicos específicos, como criatividade, inovação e empreendedorismo. Eles aprendem desde métodos e práticas sobre pensamento criativo, até como são as metodologias de trabalhos em startups. Ao final, eles passam a aplicar seus projetos para se transformarem em possíveis produtos, empresas ou serviços para o mercado. Assim, eles complementam todo o ciclo de desenvolvimento, preparando os participantes para os desafios da vida real. Seja no mercado de trabalho, ou com suas futuras empresas.
 
A ONG já possui alguns parceiros como o Sesc de Catanduva e AreaZ, empresa de cursos de animação de games. Além disso, eles realizam oficinas, workshops e Fóruns de Empreendedorismo. Eles também já participaram de eventos como o Campus Party, a maior feira de tecnologia da América Latina. 
 
Acesse o site da Sonhos Constroem o Futuro e conheça mais sobre o projeto e maneiras de realizar sua doação. 
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Educação Empreendedora: 4 histórias para provocar mudanças

Educação Empreendedora
(Reprodução/Endeavor)

Todo professor sabe bem disso. A teoria ensina, mas o exemplo move. É por isso que estamos lançando, em correalização com o SEBRAE, a segunda edição das Boas Práticas de Educação Empreendedora: quatro guias sobre iniciativas empreendedoras nas universidades produzidos por quem está inovando no ensino no país.

Também é importante ressaltar como o empreendedorismo dentro da educação pode ser eficiente em um dos maiores problemas do país: a evasão escolar. Afinal, ter perspectiva dentro dos estudos e ver significado no aprendizado são questões essenciais para garantir o engajamento dos estudantes.

Nós já falamos em outros artigos sobre como a jornada do empreendedorismo dentro das universidades ainda é longa. A pesquisa lançada no ano passado traduz em números o que já víamos pelos corredores da maioria das instituições. Por isso, em vez de deixar os dados parecerem que estamos longe do que sonhamos, tomamos outra atitude. Nós recorremos aos exemplos que nos inspiram a continuar trabalhando.

Existem pelo país professores, coordenadores e reitores que acreditam no poder de transformação do empreendedorismo. E eles já estão criando projetos com alto potencial de impacto. Não só para despertar a vontade de empreender nos alunos, mas também oferecendo ferramentas para tirar as ideias do papel.

Na seleção de iniciativas desse ano, queremos contar não só o que é o projeto e o porquê foi criado, mas também como tudo aconteceu. Ou seja, qual foi o racional de construção e como enfrentaram as questões burocráticas para viabilizar as propostas. Além disso, falar também como conduziram os processos de gestão e execução, quais resultados já estão colhendo como fruto das iniciativas, entre outros.

Não há nada mais poderoso que o exemplo. Com isso, espera­-se que os profissionais das universidades consigam se identificar com os problemas de outras instituições. Também é importante compreender o processo de tomada de decisão, além de critérios, desafios, processos e detalhes de sucesso. Com isso, eles podem conseguir se preparar para replicar ou adaptar modelos semelhantes em suas instituições e comunidades.

Confira em primeira mão o lançamento da segunda edição das Boas Práticas de Educação Empreendedora:

Educação Empreendedora na prática: criando negócios com o TCCStartup na Unisul

O TCC não precisa ser um trabalho que se encerra no último dia do curso. Já imaginou implementar uma alternativa ao trabalho de conclusão de curso tradicional que gere impacto na comunidade? E que ainda ajude alunos que querem abrir seus negócios?

Conheça o caso do TCCStartup, que a UNISUL encontrou para atender à demanda dos alunos em gerar negócios na universidade e inovar no TCC. A iniciativa cresceu tanto que sua metodologia vai envolvendo cada vez mais a comunidade e outras áreas da universidade.

Aprendizado com propósito: o Sonho Grande da Unipam para a sua cidade

Conheça a disciplina de projetos que a UNIPAM criou para que seus alunos resolvam problemas da comunidade através do empreendedorismo. Além de ter um impacto positivo na cidade, eles são inspirados a buscar o seu propósito e aprendem conceitos de empreendedorismo. Além disso, eles também desenvolvem competências socioemocionais ao longo do semestre.

Luz, câmera, empreendedorismo: como a PUC-Rio usou videocasos no TCC para conectar alunos a empreendedores

Como criar casos reais e regionais de empreendedorismo para debater em sala? Essa foi a provocação que levou o professor Luis Felipe Carvalho a inovar na forma de aplicar o TCC para os seus alunos, transformando o trabalho em uma atividade prática.

Na PUC Rio, os próprios alunos produzem videocasos de empreendedores como alternativa ao TCC. A atividade não só conecta a instituição com o mercado, mas também gera um acervo de casos que podem ser debatidos dentro da sala de aula, por alunos de outros semestres.

Faça o download para conhecer esse projeto

Empreendedorismo social no Ensino Superior: como a IBMEC SOCIAL criou projetos sustentáveis de impacto

Como o empreendedorismo social e sustentável pode contribuir não só para o desenvolvimento dos alunos, mas também da comunidade?

Conheça a IBMEC Social, uma criação dos próprios estudantes do Ibmec MG. Essa iniciativa mantém projetos financeiramente sustentáveis de impacto social e forma alunos mais empreendedores e engajados. Além do empreendedorismo mão na massa dos projetos geridos na comunidade, a criação da iniciativa por si só é uma atitude empreendedora, cheia de lições.

Faça o download para conhecer esse projeto. Veja também a história do Programa Arrastart, que fomenta o empreendedorismo jovem na periferia.

Matéria publicada pela Endeavor Brasil

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Empreendedorismo na educação apoia projetos de vida

Há 48 anos, um grupo de mães se uniu para criar o projeto Arrastão, com o objetivo de atuar na proteção humana e no desenvolvimento local das comunidades Campo Limpo, Capão Redondo, Vila Andrade, Jardim Ângela, Santo Amaro, Centro e Lapa. Hoje, a ONG atende mais de 1000 pessoas por dia. Ela atua em programas nas áreas de educação, arte e cultura. Geração de renda, habitação social e qualidade de vida também são apoiadas na sede, no Campo Limpo.

Há duas semanas, o Caindo no Brasil foi conhecer o Arrastart, um dos programas da ONG voltados para jovens com idades entre 15 e 29 anos. Criado em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, o Arrastart é a extensão da formação do Projeto Pense Grande e busca empoderar e instrumentar os jovens para gerar e implementar novas soluções, com o uso de tecnologias, que resolvam problemas de suas comunidades e da cidade.

Além de ferramentas para o empreendedorismo

Programa Arrastart - ONG Arrastão e Pense Grande

O projeto trabalha com introdução de conceitos, metodologias, abordagens e ferramentas como Design Thinking, cultura maker, inovação social, entre outros. O jovem da periferia é convidado para a possibilidade de ser protagonista. Isso num cenário de inovação tecnológica e social. Os participantes criam uma proposta de negócio social e até mesmo ser acelerado pelo Pense Grande.

Mais do que ferramentas para criação de um negócio, o programa apoio o projeto de vida dos jovens beneficiados. Henrique Heder, coordenador do Arrastart, reforçou: “É um processo de autoconhecimento que gera um encontro com ele mesmo. Os jovens se surpreendem como nunca pararam para pensar neles mesmos. Existe um desejo muito grande deles contribuírem para a área social”.

Desse processo, surgiram soluções como o Educanerd, um app envolvendo games e educação para visitação de museus e centros culturais, ou o Manobra Saúde, uma espécio de “Uber” para unir motoristas qualificados a atender clientes que precisem de cuidados especiais por condições físicas ou realização de exames. Além disso, mais de 4500 jovens participaram das formações desenvolvendo as competências empreendedoras e criando 90 propostas de startups. Mariana Ferreira, uma das jovens que participaram do programa, contou: “Eu aprendi que ser empreendedor é pegar um problema social, pegar uma questão que é um nicho de mercado e transformar em um projeto é trazer uma ideia inovadora realmente.”

Programa Arrastart - ONG Arrastão e Pense Grande

Em 2017, o projeto pretende criar um laboratório maker dentro da ONG Arrastão. Assim, aproximará os jovens ainda mais do ecossistema de inovação e empreendedorismo. A ideia também busca garantir um espaço de coworking para os jovens e possibilidades de testarem suas ideias a partir da cultura mão na massa. Henrique, coordenador do Arrastart, contou: “Estamos nos preparando para sermos um polo local de impacto social. Temos um compromisso com o desenvolvimento local da região”.