Publicado em Deixe um comentário

Pedagogia das cores: como estimular a criatividade no ambiente escolar

Imagem de uma menina sorrindo, vestindo um vestido brano com flores coloridas, e atrás dela um cartas colorido com uma árvore no meio
Imagem de uma menina sorrindo, vestindo um vestido brano com flores coloridas, e atrás dela um cartas colorido com uma árvore no meio
(Reprodução/Facebook)

Qual a importância de um lugar estimulante para a educação? O mundo têm muito aprendizado para oferecer, mas, muitas vezes, o ambiente escolar não incentiva os alunos tanto assim. Uma forma super interessante de promover esse estímulo é através do ambiente. As escolas precisam ser um lugar prazeroso e que desenvolve a imaginação. Pensando nisso, as cores são uma boa alternativa para tornar a educação um processo que não trave a imaginação dos jovens. É isso o que a Pedagogia das Cores acredita, uma alternativa para estimular os sentidos e levar mais vida para as escolas. 

O Projeto Pedagogia das Cores

O objetivo do projeto é levar conhecimento para educadores e pessoas da área da educação sobre essa metodologia. Para isso, há uma página que divulga esse conhecimento. A administração é feita por Solange Depera Gelles, pedagoga, cromoterapeuta e escritora. Como pedagoga criou a metodologia, que busca levar para o ambiente escolar as cores. Em seu livro Manual da Pedagogia das Cores, ela orienta educadores e pais sobre uso correto das cores no estímulo do educando. 

As cores interagem em nosso cotidiano mesmo sem nossa permissão. Um exemplo disso é o marketing, a mídia, o comércio, políticos e até lideres religiosos. Afinal, as cores estimulam o individuo a comprar sem precisar, comer sem ter fome e assim por diante. Então, porque a escola ainda não usa isso a seu favor? Especialmente quando se trata de estimular o aprendizado, a criação e a harmonia no ambiente.

Como funciona?

A Pedagogia das Cores apresenta uma visão pedagógica que explora o ambiente. Assim, busca oferecer mais oportunidades para os alunos descobrirem e vivenciarem diferentes estímulos. Pensando nisso, essa metodologia usa as cores da cromoterapia no ambiente escolar. Ou seja, o lugar deve estar preparado para receber o aluno, e precisa ser um ambiente estimulante, com as cores certas em doses certas. 
 
Esse estímulo começa de fora para dentro. No entanto, como consequência disso, há a possibilidade do aluno começar a estimular-se de dentro para fora também, criando em si uma consciência mais saudável. Além disso, existem vários materiais, artigos, cursos e dicas sobre como aplicar essa metodologia mais diretamente no ambiente escolar no site da Pedagogia das Cores. Há também a divulgação de práticas e dicas na página no Facebook.
Publicado em Deixe um comentário

Aplicativo TutorMundi já tirou mais de 15 mil dúvidas de alunos da educação básica

Foto de um gripo de pessoas estudando com filtro amarelo e o texto "Essa já respondemos".

Problemas no aprendizado e dificuldades com matérias que envolvem exatas. Desejo de passar em uma universidade de ponta e pressão interna para tirar notas mais altas. Esses são alguns dos problemas que o estudante do Ensino Fundamental, Médio ou cursinho passa todos os dias na luta pelo sonho de ir bem na escola ou entrar na faculdade. A educação brasileira tem visto surgir cada vez mais opções que envolvem tecnologias que buscam ajudar esses estudantes. No entanto, dificilmente vemos algo que pedagogos, pais, professores e próprios alunos realmente precisam – ensino personalizado de qualidade.

LEIA MAIS: Quem é o professor do futuro e como a tecnologia pode apoiá-lo?

Atualmente, existem soluções que facilitam o acesso do aluno a conteúdos que antes eram restritos apenas a aulas de colégios particulares ou cursinhos muito caros. As videoaulas, por exemplo, contribuem muito com esse aprendizado. Mas quando surge uma dúvida específica, o aluno encontra novos obstáculos: aulas particulares caras; monitorias nos colégios ou no ensino a distância muito cheias; falta de tempo; custos altos de locomoção e alimentação e falta de suporte e estrutura.

Educação personalizada

Foi pensando nesse grande falta de ensino personalizado que existe hoje que Raphael Coelho, de 37 anos, criou a TutorMundi. Quando tinha 15 anos, estudava à noite em uma escola pública em Porto Alegre e não enxergava muitos caminhos para alcançar seus objetivos. Estudar era apenas parte da rotina e entrar na universidade era uma ideia muito distante. Até que um dia conheceu Carlos, um colega muito estudioso que o ajudou como tutor dando suporte em algumas matérias como matemática, física e química, mostrando como o estudo poderia  ser transformador.

FOtografia de seis membros da TutorMundi
Equipe da TutorMundi (Divulgação)

VEJA TAMBÉM: Como a tecnologia pode colaborar por uma educação mais inclusiva

20 anos depois, após ter morado em 6 países e passado por duas grandes empresas multinacionais, Raphael resgatou essa experiência transformadora a e fundou o TutorMundi. O foco era simples: ter um aplicativo em que o aluno pudesse estudar da melhor maneira possível. E, principalmente, com a atenção dedicada de alguém, assim como o Carlos e o ajudou quando estudava no colégio. O funcionamento é simples: o aluno faz o cadastro no app, escolhe a matéria que teria dúvidas, tirar uma foto da questão e chamar um tutor, que o responderia em menos de 5 minutos.

Foto de um gripo de pessoas estudando com filtro amarelo e o texto "Essa já respondemos".

O TutorMundi

O que parecia um cenário distante logo se tornou realidade. Dois anos depois da sua criação, o TutorMundi já tem cerca de 2 mil tutores das universidades mais concorridas do Brasil, como ITA, USP, UFRJ, IME, entre outras. Os tutores passam por um processo rigoroso de avaliação e treinamento didático e comportamental. Já são quase 16.000 mensagens trocadas sobre dúvidas de diferentes disciplinas entre tutores e alunos. Além disso, foram fechadas parcerias importantes com escolas de grades redes como SEBCOC, Educação Adventista, Curso e Colégio Energia entre outros.

Os números continuam sendo positivos. 67% dos alunos que usaram a plataforma nos últimos dois anos afirmam que ela melhorou seu desempenho nos estudos. Grande parte dessa melhoria vem em matérias que apresentam números baixos no IDEB, como Matemática e Português. Só no último ano, 40% das dúvidas respondidas pelos tutores vieram das duas disciplinas que precisam cada vez mais de melhorias nos sistemas de avaliação brasileiros. Assim, contribuindo com a revolução na forma como elas são aprendidas pelos alunos. Acesse o site do TutorMundi para saber mais sobre o aplicativo e seu impacto na educação brasileira.

Publicado em Deixe um comentário

Educação Básica: 21,6% dos professores não possuem superior completo

Imagem de uma sala de aula infantil, com a professora na frente da sala e cerca de 13 alunos sentados em carteiras e divididos em grupos
(Reprodução/Nova Escola)

“Hoje o desafio do Brasil está menos no acesso à escola. A maior preocupação é melhorar em qualidade”, diz Rossieli Soares, enquanto era secretário de Educação Básica do MEC durante a divulgação dos dados do Censo Escolar 2017.

Um dos maiores desafios é a formação de professores. De acordo com o Censo Escolar, apenas 78,4% dos profissionais possuem formação específica de nível superior, em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. Destes, 4,2% não possuem licenciatura, apenas bacharelado.

A Nova Escola entrevistou Ernesto Martins Faria, diretor-executivo do Portal Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede). Para ele, é pouco razoável imaginar que em 10 anos o Brasil conseguirá garantir formação adequada em todas as áreas. “Embora seja um aspecto básico que deveria ser garantido, existem questões estruturantes de desafio. Como poucos professores formados em Exatas”, avaliou. Ernesto também explicou que não se trata apenas do quantitativo geral. Mas também de distribuição de formação no Brasil – que é mais grave em determinadas regiões do país.

As medidas anunciadas pelo MEC

Em outubro do ano passado, o ministério anunciou a Política Nacional de Formação de Professores. Entre as ações previstas pela medida estão:

– Residência pedagógica (80 mil vagas estão previstas a partir de 2018 pelo programa);

– Ampliação de cursos de mestrado profissionalizante e cursos de especialização, abrangendo todas as áreas e componentes curriculares da BNCC;

– Flexibilização das regras para bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) para o preenchimento de vagas ociosas;

– Criação da Base Nacional de Formação Docente para nortear o currículo de formação de professores;

– Reserva de 75% das vagas da Universidade Aberta do Brasil (UAB) para a formação de professores que estejam cursando seu primeiro ou segundo curso de licenciatura.

As disciplinas mais afetadas pela formação

Nos anos finais do Fundamental, 85,3% dos docentes possuem superior completo, sendo 82% com licenciatura. No Ensino Médio, o índice sobe para 93,5% – mas apenas 86,8% são licenciados. Veja nos gráficos abaixo, produzidos pela Nova Escola, como essa divisão acontece por disciplina em cada etapa:

Gráfico Educação Básica

Gráfico 2 Educação Básica

Esse post é um resumo com alterações do Caindo no Brasil de matéria publicada pela repórter Laís Semis para o portal Nova Escola, com o título “Educação Básica: 21,6% dos professores não possuem superior completo”. Clique no link para conferir a matéria original e completa.