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3 curiosidades para você conhecer o legado da cientista Marie Curie

Muito se sabe sobre Marie Curie, cientista responsável por descrever os elementos químicos Polônio e o Rádio e primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel — Física (1903) e Química (1911). Mas para celebrar a vida dessa mulher incrível, separamos três fatos sobre ela que você talvez não conheça.

Ela foi educada em segredo

Curie nasceu e cresceu em Varsóvia, na Polônia, que na época era controlada pelo Império Russo. Ela obteve sua educação universitária na Flying University. A instituição secreta polonesa que educava mulheres em locais que migravam de acordo com a necessidade.

Isso ocorreu porque na época os russos consideravam educar mulheres uma atividade ilegal: “Os esforços de germanização e rusificação (dependendo da pare da Polônia onde se vivia) visando o ensino superior tornaram quase impossível os cidadãos participarem de um currículo que, de alguma forma, não estivesse trabalhando para apagar a cultura polonesa”, explica o especialista Eric Grundhauser, para o Atlas Obscura.

Marie Curie

Mulheres fizeram uma vaquinha para ajudá-la a continuar suas pesquisas sobre o Rádio — elemento que ela mesma descobriu

Quando visitou os Estados Unidos em 1921 Marie Curie ganhou um grama de Rádio para continuar suas pesquisas graças a uma arrecadação feita por mulheres norte-americanas — naquele período, esse material era extremamente caro. O presidente dos EUA durante aquele período, Warren G. Harding, e sua esposa, Florence Harding, apoiaram o esforço de angariação de fundos.

“Ela, que descobriu o Rádio, que compartilhou livremente todas as informações sobre seu processo de extração, e que havia dado o Rádio para que os pacientes com câncer pudessem ser tratados, encontrou-se sem os meios financeiros para adquirir a substância cara”, relata Ann Lewicki no periódico Radiology. Em 1921 um grama de rádio custava US$ 100 mil, o que hoje equivale a aproximadamente US$ 1,3 milhão.

O esforço feminino deu certo e em menos de um ano a quantia foi obtida. O que sobrou, exatos US$ 56.413,54 foram deixados para as pesquisas da filha Irène Joliot-Curie. Ela recebeu o Nobel em 1935.

Os cadernos dela (ainda) são super radioativos

“As décadas de exposição de Marie Curie [à radiação] a deixaram cronicamente doente e quase cega de catarata e, finalmente, causaram a morte aos 67 anos, em 1934, de anemia grave ou leucemia”, escreve Denis Grady para The New York Times. “Mas ela nunca soube plenamente que seu trabalho havia arruinado sua saúde”.

O efeito da radioatividade é tão grande que hoje, mais de 100 anos após suas descobertas, os cadernos que a cientista utilizava ainda estão contaminados pelas substâncias. Hoje, seus arquivos são guardados em caixas de chumbo: para acessá-los, é preciso assinar um termo de responsabilidade.

“E não são apenas os manuscritos de Curie que são perigosos de tocar. Se você visita a coleção de Pierre e Marie Curie na Biblioteca Nacional, na França, muitas de suas posses pessoais — de móveis a livros de receitas — requerem roupas protetoras para serem manipuladas com segurança”, afirma Adam Clark Estes ao Gizmodo.

Matéria publicada em Smithsonian

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Cientista Beta incentiva iniciação científica no Ensino Médio

Iniciação Científica no Ensino Médio

O Cientista Beta aproxima jovens da ciência promovendo experiências transformadoras. Produzimos conteúdo sobre ciência de uma forma divertida. Mais do que falar de ciência, incentivamos que jovens experimentem ser cientistas. Incentivamos que eles se proponham a resolver problemas que enxergam no mundo por meio do método científico.

A importância da ciência para os jovens

Iniciação Científica no Ensino Médio
Os mentorados do Cientista Beta participam das maiores feiras de ciências do Brasil, como a Febrace. Foto: Reprodução

O jovem que desenvolve um projeto científico focado em problemas reais muda sua forma de interagir com o mundo. Ele começa a se enxergar como um agente de transformação. Quando jovens motivados recebem a oportunidade de se dedicar a seu próprio projeto de pesquisa são capazes de fazer o inimaginável! Essa experiência é tão significativa que, mesmo seguindo qualquer outra carreira, esse jovem permanece com seu lado protagonista aflorado, passa a ser uma versão melhor de si mesmo.

O Cientista Beta trabalha com divulgação científica e mentoria voltadas para estudantes de Ensino Médio. Nessa iniciação científica, levantamos questões como sustentabilidade, a origem dos medicamentos ou porque as salas de aula costumam ser pintadas de branco. Também damos espaço e suporte para que os próprios jovens cientistas compartilhem suas trajetórias.

Buscamos ao máximo dar voz aos jovens que já estão se aventurando em projetos nas mais diversas áreas para que falem de ciência em primeira pessoa. Há inúmeras histórias de estudantes do Ensino Médio sendo protagonistas e desenvolvendo pesquisas para resolução de problemas. São temas como a falta de água potável, o alto custo de próteses ortopédicas, o uso de agrotóxicos. Acreditamos que quando esses jovens contam suas experiências, reafirmam seu compromisso e também inspiram outros jovens a viver o desafio que é fazer pesquisa.

Programa de mentoria do Cientista Beta

No programa de iniciação científica, unimos cientistas dispostos a serem mentores com estudantes de Ensino Médio com uma ideia de pesquisa. O programa Decola Beta dura 6 meses, ao longo dos quais os jovens estudantes recebem a ajuda do mentor, um material didático exclusivo sobre metodologia científica e 12 desafios que focam tanto no desenvolvimento do projeto quanto do próprio estudante. Muitas vezes, tudo que um jovem precisa é de alguém que esteja ali nos bastidores, dizendo que acredita nele e dando o suporte necessário quando surgirem problemas em seu projeto.

A presença mentor durante a iniciação científica é muito importante. A maioria das escolas ainda não tem professores capacitados para a orientação de projetos científicos. É claro que nosso trabalho não é o de competir ou assumir o lugar dos professores. Todos os jovens devem ter seu professor orientador, a figura do mentor é mais um estímulo e incentivo.

https://www.youtube.com/watch?v=c_F6DUDRzpU

Iniciação científica no Ensino Médio pode engajar jovens com a educação

Iniciação científica no Ensino Médio
João e Leticia, participantes do Decola Beta, ganharam prêmio da Google Science Fair. Seu projeto falou sobre o uso da semente da Moringa Oleífera na filtração de águas contaminada

Nossa experiência tem nos mostrado como faz sentido a luta para que mais jovens possam desenvolver pesquisa antes mesmo da graduação. O poder de conectar esses jovens cientistas e mentores é extremamente relevante. Muitas vezes, os jovens ajudam-se entre si, o problema de um é o de outros. Saber que não está passando por isso sozinho gera motivação para superar os desafios. O poder do exemplo também é muitas vezes subestimado. Uma conversa com um jovem inspirador é capaz de motivar diversos outros a sair de sua zona de conforto.

O que nós não esperávamos é que a experiência também fosse tão transformadora para os mentores. É comum ouvirmos deles o quanto auxiliar o desenvolvimento de alguém mais jovem, que hoje inicia um caminho já trilhado por eles, tem trazido mais sentido para suas escolhas profissionais. Alguns inclusive reviveram a vontade de seguir carreira como professor.

O Cientista Beta vai continuar na missão de facilitar o ensino da ciência de forma protagonista. A ideia não é só transmitir o conhecimento. O objetivo é colocar o jovem no centro, buscando resolver os problemas do mundo e aprendendo de forma ativa ao longo da jornada.

A ciência passa a ser agente de transformação social quando proporcionamos aos jovens a experiência e o desafio de realizar seu próprio projeto. É por isso que sempre falamos: “E se a ciência te fizesse decolar?” Há jovens que já estão decolando!

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5 dicas para aprender Ciências na prática

Ciência em Show explica

Quer aprender Ciências na prática? Nos últimos anos, uma série de iniciativas surgiram para tornar mais interessante o ensino de Física, Química e Ciências. Áreas tão presentes no nosso cotidiano, quando vistas apenas como matérias curriculares perdem o encanto na maioria das vezes.

Por isso, selecionamos cinco dicas de iniciativas que trazem a educação científica de uma maneira mais interessante e com significado. Dentro de suas casas, gravando vídeos para o Youtube, ou em shows e palestras para centenas de pessoas, esses projetos mostram as ciências na prática de maneira simples e divertida:

Química Extrema

Talvez uma das melhores maneiras de aproximas o estudantes da área das Ciências é dando destaque para outros jovens mostrarem seu interesse. Felipe Resende criou o canal em 2013. A ideia foi exatamente para mostrar a Química no cotidiano, abordando o tema de maneira simples e acessível:

Manual do Mundo

Dicas para não morrer de frio em casa, construir gosmas psicodélicas ou até mesmo tingir formigas. Iberê Thenório compartilha diversas experiências, truques e dicas em que todos podem aprender sobre diversas áreas da ciência na prática. O Manual do Mundo é um dos principais canais de educação do Youtube, com quase 10 milhões de inscritos.

Peixe Babel

O nome Peixe Babel vem do livro O Guia do Mochileiro das Galáxias. É uma espécie fictícia de peixe que ao ser colocado dentro do seu ouvido (ou melhor, no seu cérebro) te torna capaz de entender qualquer idioma. Assim como o Peixe Babel da ficção, esse canal é voltado para explicar de forma acessível temas de robótica, uma área pouco explorada na mídia e pouco entendida:

Ciência em Show

Três físicos formados pela USP ensinam Ciências, Física e Química a partir de questionamentos, teoria e muita prática. Os show desse trio são realmente ciência na prática, com muitos efeitos de experimentos que acontecem na frente dos alunos e público em geral. Confira o site oficial do projeto.

Ciência em Show com ciência na prática
Cientistas durante apresentação. Foto: Reprodução