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A importância do relacionamento de conteúdos no desempenho escolar das crianças

Imagem de dois meninos sentados na grama observando um livro
Imagem de dois meninos sentados na grama observando um livro
(Pixabay)

Com disciplina e periodicidade, o ser humano pode aprender qualquer coisa que desejar. Isso acontece porque a nossa massa cerebral é maleável. Por esse motivo, maioria das pessoas consegue assimilar um novo idioma, por exemplo.

No entanto, o cérebro de uma criança, antes de 6 anos, está em um momento ideal para o bilinguismo orgânico. Mas, no cenário escolar, o que acontece é que muitos estudantes recebem uma carga elevada de informações e responsabilidades que vão além das disciplinas de matemática e português.

Habilidades cognitivas

Então, como resolver essa dificuldade de atenção dos alunos que são expostos a tanta informação? E também ajudá-los a irem bem nas escola? Uma maneira interessante de ajudar essa problemática é despertar as habilidades cognitivas dos estudantes.

Augusto Jimenez, psicólogo e gestor educacional da Minds Idiomas, realizou uma pesquisa nas 70 unidades da rede. Ele obteve o resultado analisando mais de 1.000 alunos, por seis meses, e o resultado foi palpável. Mais de 60% dos estudantes melhoraram o desempenho escolar no último semestre de 2017. Além disso, foi feito um trabalho de aconselhamento aos alunos, os ouvindo toda semana. Constatou-se que além da melhora escolar, nas notas, houve uma elevação na autoconfiança e na habilidade de escuta.

Interdisciplinaridade e conhecimentos relacionados

Isso acontece porque ao aprender um novo idioma a mente é exercitada de uma maneira diferente do comum. O que faz com que as conexões neurais entre o conteúdo de outras disciplinas se unam com os conhecimentos que este aluno teve com um segundo dialeto. Os estudantes conseguem resolver testes analíticos e visuais em menos tempo e com redução de erros “Conforme as crianças de 9 a 13 anos foram passando de nível nos testes de inglês percebemos que estavam mais desenvoltas na capacidade lógica argumentativa. Essa rapidez na solução de problemas é o que interferiu nas demais matérias escolares”, conta Jimenez.

Além de novos idiomas, é muito importante o ensino lúdico para o desenvolvimento dos alunos. O uso de jogos, atividades dinâmicas, diálogos e o envolvimento da família são alternativas muito interessantes para esse processo.

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A escola brasileira que tem disseminação da cultura de paz como um princípio

“Em vez de incentivar os alunos a apropriarem-se dos tesouros intelectuais descoberto pelos outros, devemos capacitá-los a realizar por conta própria o processo de descoberta e da invenção”, defendeu o educador japonês Tsunessaburo Makiguchi. No Brasil, uma escola segue seus princípios. O Colégio Soka do Brasil trabalha partir de uma educação humanista. Ela é baseada nos ideias de Cultura de Paz e Cidadania Global.

O ensino Soka foi fundado, em 1967, pelo pacifista Daisaku Ikeda. Baseado nas ideias de Makiguchi e Josei Toda, a iniciativa também é inspirada pelos valores e princípios da filosofia humanística do budismo Nichiren. A partir da paz, dos direitos humanos e da dignidade da vida, a filosofia da educação desenvolvida tem a premissa que o objetivo-fim da educação é a felicidade dos estudantes.

Educação Soka no Brasil

Educação Soka forma cidadão global

O ensino Soka se espalhou pelo mundo a partir de diversas escolas e de duas universidades. Em 2001, essa pedagogia chegou em terras brasileiras, abordando da Educação Infantil ao Ensino Fundamental II. Em 2017, iniciaram o Ensino Médio. A modalidade está em processo de candidatura para oferecer um currículo internacional pela International Baccalaurate Diploma Programme.

Visitamos a escola e encontramos um prédio com projeto desenvolvido pela Fundação Vanzolini para ser totalmente sustentável. Inaugurado em 2017, o cotidiano escolar com muito afeto entre estudantes, professores e funcionários é o que chama mais a atenção. Conversamos com James Yamauti, diretor do Colégio Soka do Brasil:

“Quando falamos de valores dentro do Colégio Soka, trabalhamos com a proposta de paz em sala de aula. A origem do colégio Soka vem há quase um século, onde Makiguti desenvolveu a defesa que a criança tem que ser feliz enquanto estuda. Paz tem um amplo significado e é abordada de uma maneira diária pelos alunos e professores a partir de temas cotidianos trazidos pelos próprios estudantes”. E reforçou como o trabalho com esses princípios apoia a formação de cidadãos globais que serão líderes de transformações positivas na sociedade.

Disciplinas diversas buscam desenvolvimento integral

James também ressaltou a importância da formação dos jovens para o mundo e não apenas para o sistema brasileiro de vestibulares. “Nós ensinamos nossos alunos para que eles sejam o que quiserem ser. Para que eles tenham oportunidades de estudar aqui, ou em qualquer outro lugar”.

Além de toda a grade curricular proposta pelo Ministério da Educação, o colégio tem momentos específicos para a formação humana:

  • No Ensino Fundamental I, a disciplina “Hábitos da Mente” desenvolve a autoestima e a capacidade de pensamento positivo dos estudantes.
  • No Ensino Fundamental II, alunos estudam com a orientação de educadores e apoio de colegas no momento “Study Skills”.
  • Já o Ensino Médio integral integra diversas disciplinas. Política Global, Gestão de Negócios, Sistemas Ambientais e Sociedades, Teoria do Conhecimento e Proficiência Internacional da Língua e Literatura Portuguesa estão na lista. Todas são ministradas em inglês. A educação Soka tem foco principal na formação de um cidadão global e da disseminação da cultura de paz.