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Série documental Sementes da Educação está disponível no VIDEOCAMP

Imagem da capa da Série Sementes da Educação, com o título do material e ao fundo a fotografia de uma mão plantando uma muda.
(Reprodução/OZ Produtora)

Sementes da Educação é uma série que documenta 13 escolas inovadoras e transformadoras de ensino público e gratuito no Brasil. O material é resultado de uma grande pesquisa que envolveu, além da equipe da produtora, especialistas, professores e alunos. Ela foi dirigida por Hygor Amorim e produzida pela Oz Produtora. A equipe do Caio Dib também colaborou na curadoria da série e com entrevistas em alguns episódios.

LEIA MAIS: Olimpíada de Atualidades da Facamp abre inscrições para estudantes

Agora, os episódios da série estão disponíveis VIDEOCAMP para todas as escolas e interessados em educação poderem assistir. O diferencial é que esses materiais são liberados separadamente, um por semana, sem necessidade de agendamento. Desta vez, será contada a história da Escola Maria Peregrina e é possível conferir o episódio até o dia 19 de maio. Para conferir, é só clicar aqui.

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ONG Vídeo nas Aldeias lança plataforma de streaming com 88 filmes com temática indígena

Foto em preto e branco de um homem sorrindo, segurando uma câmera junto com uma indígena, também sorrindo

Foto em preto e branco de um homem sorrindo, segurando uma câmera junto com uma indígena, também sorrindo
Vincent Carelli com índia Nambikwara, no PI Negarotê, no Mato Grosso, em 1986 (Reprodução/Portal Aprendiz – Crédito: Beto Ricardo – ISA)

O Vídeo nas Aldeias é uma ONG fundada por Vicent Carelli. Tudo começou com um projeto que registra, desde 1986, a realidade dos povos indígenas no Brasil. Eles promovem, desde 1997, a formação de cineastas indígenas nas aldeias. Agora, eles lançaram uma plataforma nova de transmissão online (streaming) para os seus filmes!

Eles já fizeram mais de 127 oficinas, 8 mil horas de gravação e vídeos com mais de 31 povos. Através do seu site, é possível assistir a 88 filmes, que podem ser comprados ou alugados. As obras já eram distribuídas em DVD, mas Carelli acredita que nesta nova transmissão, o acesso ao material será ampliado. A nova plataforma também disponibilizou gratuitamente por um mês o premiado filme Martírio. A obra foi dirigida por Vincent Carelli com co-direção de Tita e Ernesto de Carvalho. O Portal Aprendiz disponibilizou um código de desconto para o filme neste link.

Apoiando as lutas dos povos indígenas

O objetivo do projeto não é apenas registrar culturas, mas revelar visões de mundo múltiplas e complexas. Segundo a organização, são vozes que resistem à invisibilidade e ao apagamento a que têm sido submetidos os povos nativos no Brasil. Desde o princípio, a intenção é apoiar as lutas dos povos indígenas. Assim, é possível fortalecer suas identidades e seus patrimônios territoriais e culturais. E, neste caso, por meio de recursos audiovisuais e de um produção compartilhada com as comunidades.

Em abril, Carelli ganhou homenagem do Cônsul-Geral do Reino dos Países Baixos por ter recebido em 2017 o prêmio Príncipe Claus, concedido anualmente para pessoas que contribuíram para a cultura e o desenvolvimento social.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Vídeo nas Aldeias” lança plataforma de streaming com 88 filmes com temática indígena, no Portal Aprendiz. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Plataforma Porta Curtas reúne curtas-metragens brasileiros

imagem de uma menina sentada no colo de uma mulher adulta enquanto as duas assistem algo no notebook

imagem de uma menina sentada no colo de uma mulher adulta enquanto as duas assistem algo no notebook
(Pixabay)

Patrocinado durante muitos anos pela Petrobras, o Porta Curtas caminha agora em parceria com o canal Curta! (disponível no cardápio de diversas operadoras de TV paga). Essa é a maior plataforma de curtas-metragens brasileiros na internet. E ela conta com acesso inteiramente gratuito e uma área especial para o uso de filmes na educação, o Curta na Escola.

Porta Curtas

A plataforma permite navegar por mais de 1.200 filmes disponíveis para exibição. E a base de dados reúne informações sobre quase 12 mil títulos. Veja todo o material no site do Porta Curtas.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Plataforma reúne curtas-metragens brasileiros“, do reporter Sérgio RIzzo para a Revista Educação. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Jovem roda escolas públicas de SP para incentivar jovens a buscarem seu propósito

Kelvin Freittas tem 23 anos e nasceu na periferia de Itaquaquecetuba, extremo Leste de São Paulo. Órfão de pai – que nunca teve a oportunidade de conhecer – morava num quarto em cima da cada da avó e perdeu familiares pela violência da região. Foi aos 14 anos, quando teve acesso à internet pela primeira vez em uma lan house. Descobriu o Youtube e decidiu trabalhar com produções de vídeos pela internet.

Ele seguiu um caminho bem diferente do de vários amigos, que foram para funções do crime local. Kelvin se engajou no seu sonho e começou a participar de eventos que envolviam a produção audiovisual por causa da escola. Hoje, ele é empreendedor social em uma produtora de vídeos. O jovem também está rodando escolas públicas das periferias de São Paulo para contar sua história e sensibilizar os estudantes. Conversamos com ele para conhecer mais sobre esse jovem e seus projetos:

Como você começou a se envolver com a produção de vídeos? 

Fui participar de um Festival de Cinema da cidade, pela minha escola, e é aqui é que começa a minha identificação com educação e cinema. Sonhar na quebrada com cinema era algo surreal! “Não dá! É difícil demais”, todo mundo me dizia. Com essa oportunidade que a escola me deu, eu voei.
 
Entrei pra esse projeto, sem recurso, sem câmera, mas com muita coragem, garra e perseverança. Nosso filme foi premiado como um dos melhores de todas as escolas do Alto Tietê. No ano seguinte, participamos  e ganhamos novamente. O que eu mais ganhei nesse segundo ano não foi o prêmio, mas um grande amigo, porque lá eu conheci Eduardo Lyra, escritor, jornalista e fundador do Instituto Gerando Falcões, que me deu um horizonte de vida.
 
Jovens assistindo palestra de Kelvin Freittas
 
Na época eu comecei a trabalhar com ele, ele não podia me pagar dinheiro, mas ele me deu muitas oportunidades. Uma delas foi me colocar em contato com Ferando Grostein Andrade, diretor do documentário “Quebrando o Tabu” e outros grandes filmes, documentários e peças publicitarias de sucesso.
 
Esse cara me deu a oportunidade de trabalhar numa produtora, a Spray Filmes, que me treinou do zero em pós produção e em outras áreas do cinema. Fiquei lá por 3 anos e depois fui convidado para trabalhar como editor sênior no canal Desimpedidos, o maior canal de futebol no Youtube [com 6 Milhões de inscritos].
Depois fundei minha própria produtora na comunidade, a Social Filmes, gerando renda local, empregando gente e dando oportunidade para outros “Kelvin’s” sonhadores da comunidade.
 
Passei por tudo isso, pra poder provar que o cara que vem da mesma realidade que eu, pode chegar a qualquer lugar, mesmo que o lugar onde você mora não passe um ônibus que te leve pra esse sonho.
E provar que a periferia vibra, ela é talentosa, só precisa alguém vir e dizer: vai lá! É possível, se eu conseguir escolher o que queria e fazer acontecer, acredita que dá!

Como surgiu a ideia de rodar as escolas das periferias de SP para despertar o propósito e o projeto de vida dos estudantes?

Depois que abri minha produtora, passei a apoiar o Projeto Cinearte aqui na cidade de várias maneiras. Mas não adianta a gente ter um super projeto legal, com um super potencial mas os alunos as vezes não acreditavam que aquilo era capaz de fazê-los alçar novos vôos. Do ano de 2015 para o ano de 2017 houve uma queda de 50% das inscrições das escolas, e isso me chateou muito. Então, decidi ir de escola em escola convocar os alunos para participarem. Mesmo que eles não gostassem de cinema como eu gostava na época da escola, eles aprendem muito mais do que fazer um filme no projeto.
 
Uma observação importante é que desses 50% dos alunos que não participaram nos dois últimos anos não foram culpa dos alunos ou desinteresse total. Eu descobri que a maioria das escolas não se inscreveram por dois motivos. O primeiro porque os diretores não repassavam isso pra escola. Depois, porque quando chegava até eles o projeto não tinha nenhum professor que pudesse acompanhá-los nas reuniões. Isso me chateou muito. Porque eu conheço o potencial do projeto. Então decidi ir até eles.
 

Quais os retornos que você já teve dos alunos e dos professores/pais?

O retorno geralmente é imediato, eu chego nas escolas públicas daqui e fico chocado com clima negativo que elas têm. A falta de esperança que existe tanto dos diretores, professores quanto dos alunos.
Daí quando eu chego, conto minha história e mostro pra eles outro caminho além do tráfico, do crime a resposta é: sério? Tem outro caminho? Eu posso sonhar? Consigo vencer meus medos sozinho?
Porque a palestra vai muito além de convidá-los para o Cinearte. Sempre após as palestras vem alunos e professores me abraçando, emocionados, chorando e muito mais inspirados a sonhar mais.
 
Teve um caso de uma escola, que no final da palestra a diretora virou e falou “Eu não ia participar do Cinearte esse ano, mas agora eu vou inscrever vocês!” e os alunos gritaram como se fosse Gol de Copa do Mundo. Aquilo pra mim não teve preço.

Onde você quer chegar com essa iniciativa?

Kelvin Freittas apresentando sua história para jovensO principal motivo de eu ir nas escolas é de incentivar eles a participarem esse e os próximos anos do projeto. Mas o real motivo vai além disso. Eu tenho ido de escola em escola pra provar pra eles que o crime não é o melhor caminho, que o “mano não vai descolar o tênis de mil reais da pior forma”. Que ele pode “trampa” e sonhar com o que ele quiser e só depende dele. Parece frase pronta, eu sei. Mas isso na comunidade faz TODA  A DIFERENÇA.
 
Chegar na escola e falar “mano, eu vim da onde você vem, eu sonhava como você sonha (quando sonha), eu estudava numa escola como você estuda, e as quatro paredes bege e cinza da escola não foi meu limite, sonhei mais alto e fiz” faz toda a diferença na vida desse cara. Os alunos passam em média 4 horas do dia deles numa escola que não os motiva, não aproveita as habilidades deles e não dá ferramentas pra exercitarem elas. Se alguém não for lá e fazer o papel difícil de inspirá-los e dar uma ferramenta de transformação, que é o Cinearte, eu não sei onde esse aluno, essa aluna vai parar. Alguém tem que fazer isso.
 
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Escolas Transformadoras: encontro aborda o poder do audiovisual na educação

No final de abril, foi realizado um encontro do programa Escolas Transformadoras com os ativadores de sua Comunidade Ativadora. Esse evento é fundamental para manter em conexão o programa e parte de sua comunidade. As reuniões ocorrem anualmente para a troca de ideias sobre o conteúdo, a visão e a definição de novos rumos e projetos do programa.

No encontro, os participantes puderam integraram em uma roda de conversa com Cacau Rhoden, diretor da produtora Maria Farinha Filmes. Eles falaram sobre audiovisual e sua força de potencializar transformações no país e no mundo. Para ele, o audiovisual é uma ferramenta poderosa para disseminar ideias positivas relacionadas à educação. “O papel da arte e do audiovisual vai mais no sentido de levantar questões do que de trazer conceitos fechados. Ele não tem que ensinar nada a ninguém. Mas provocar questionamentos a respeito de assuntos pertinentes para a transformação da sociedade”, conta.

Leandro Beguoci participa do encontro Escolas Transformadoras (Foto: Divulgação)
Leandro Beguoci participa do encontro Escolas Transformadoras (Foto: Divulgação)

A reflexão audiovisual sobre temas como educação e infância tem diversos exemplos de obras reconhecidas e premiadas. Os filmes “Nunca me Sonharam” e “Tarja Branca” (disponíveis para exibição via plataforma VIDEOCAMP), ambos dirigidos por Rhoden, conquistaram prêmios em diversos festivais importantes. Ele defende que, cotidianamente, é preciso envolver as pessoas em assuntos que dizem respeito a toda sociedade. “Quando uma produtora produz peças muito fechadas para o nicho de educadores, ela deixa de conversar com uma parcela importantíssima da população, que são os familiares, a comunidade e os próprios estudantes. Precisamos colocar para o mundo o quanto a escola e o conhecimento podem ser encantadores.”

Leandro Beguoci, diretor editorial da Nova Escola e membro da Comunidade Ativadora do programa, falou também da relevância de outros formatos, para além do cinema – como programas de TV e séries em plataformas como Netflix –, como iniciativas capazes de conquistar novos interessados no tema.

Próximos passos

Participantes sentados em volta da mesa, debatendo
(Foto: divulgação)

Na segunda parte do encontro, os participantes participaram de um “World Café”. Eles discutiram os principais eixos de atuação do programa: Comunicação; Parcerias Governamentais; Formação de Educadores e Universidades; e Chamada de Educação Transformadora para 2019. “Para 2018, a nossa meta é furar a bolha”, afirmou Raquel Franzim. Ela é cocoordenadora do programa Escolas Transformadoras e assessora pedagógica do Alana. Ela reiterou a importância de trazer os grandes temas e desafios da educação a outros públicos. Ela citou que as escolas que já foram reconhecidas pelo programa estão cada vez mais atuando em rede como embaixadoras de uma educação verdadeiramente transformadora.

Como exemplo dessa potência em rede, foi mencionada a Jornada de Educação Transformadora, realizada em 2017 em parceria com a Secretaria da Educação da Bahia. Antonio Lovato, coordenador da Ashoka e cocoordenador do programa, adiantou ainda que o programa continuará unindo-se em parceria com instituições e universidades. E também atuando na formação de educadores que promovam e disseminem práticas de uma educação transformadora. Outro objetivo é desenvolver mais projetos com secretarias de Educação para o desenvolvimento de políticas públicas. Além, é claro, da aposta em diversos formatos de conteúdo e da ampliação de novas possibilidades. “Os desafios são muitos. Mas sabemos que é possível. Queremos inspirar mais e mais pessoas e mostrar a elas que todos podem ser agentes de transformação.”

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Poder do audiovisual na educação é tema de encontro do Escolas Transformadoras”, escrito por Fernanda Peixoto Miranda e Raphael Preto, para o Escolas Transformadoras. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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7 animações incríveis para assistir em família

Cena do filme, onde o menino Kubo está em cima de uma pedra, segurando no alto uma espada, e ao fundo há uma grande lua e o mar agitado

A imaginação e a criatividade são essenciais para o bom desenvolvimento das crianças e para o aprendizado. E uma ótima maneira de estimular essas habilidades é através de filmes animados. Afinal, eles conseguem passar grandes ensinamentos sobre sentimentos, diferentes realidades e outras grandes questões, unindo crianças e adultos.

Contudo, também é muito importante dar mais valor para pequenas produções que fogem do universo de Hollywood. Pensando nisso, o Centro de Referências em Educação Integral listou algumas animações para crianças, jovens, pais e educadores assistirem juntos. Além dessa integração, essas produções tem a potência de ilustrar outras culturas e visões, evitando estereótipos, mas sem perder a leveza e o diálogo inter-geracional.

As produções abordam temas como ancestralidade, história e território, tematicas muito importantes para serem discutidas na educação. O Caindo no Brasil separou algumas das obras. Veja mais: 

1. As aventuras de Azur e Asmar (Michel Ocelot * 2006 * 99 min)

Imagem da ilustração de um deserto, com um grande pássaro colorido voando, um leão vermelho correndo e um homem montado nele
Divulgação

Essa obra fala sobre dois jovens que foram criados pela mesma mulher. Um deles é loiro, de olhos azuis e filho de nobre, e o outro tem pele morena e é filho da ama de leite do primeiro. Quando adultos, eles decidem ir atrás do gênio (jhin) das fadas que, se for liberto, ajuda o libertador a encontrar o amor. Animação aborda questões de classe, raça e preconceito com bastante cuidado e apresenta uma estética e trilha sonora do Oriente muito interessante.

2. Kiriku e a Feiticeira ( Michel Ocelot, Raymond Burlet * 1998 * 71 min * livre)

Ilustração de uma grande floresta, com uma mulher negra transportando uma grande bacia de alimentos equilibrando na sua cabeça
Divulgação

O desenho conta a história de Kiriku, um menininho que já nasce falando e tem habilidades muito especiais. Desde o seu primeiro dia, ele tem uma missão: enfrentar a feiticeira Karaba. Baseado em lendas do folclore do oeste africano, o filme tem um traço impressionante e conta com a trilha sonora do compositor e cantor senegalês Youssou N’Dour. Além de ser uma super obra para entrar em contato com a cultura da região, a animação discute a coragem e a capacidade criativa das crianças. Em 2005, foi lançada a sequência Kiriku e os animais selvagens, outro filme que vale a pena! 

3. Um time show de bola (Juan José Campanella * 2013*  106 min * livre)

Ilustração de três bonecos de pebolim com vida, olhando surpresos
Divulgação

Essa animação argentina é incrível e trabalha um tema muito amado: futebol. O filme conta a história de Amadeu, um homem que sempre amou jogar pebolim, mas no campo é muito desajeitado. Após uma confusão e o desafio de um valentão, como num passe de mágica, os jogadores de pebolim ganham vida e decidem se unir a Amadeo em uma partida no estádio. O filme, além de bastante engraçado, convoca uma série de imagens e símbolos muito legais para a família.

4. O menino e o mundo (Alê Abreu * 2013 * 80 min)

Também indicado na lista “15 filmes nacionais para crianças e adolescentes verem em cada momento do desenvolvimento”, do Centro de Referências em Educação Integral, essa animação brasileira é muito diferente do comum. A produção foi um trabalho quase artesanal. Ela conta com uma trilha sonora inspiradora e narra a forma como crianças enxergam o mundo. Essa obra é incrível e essencial!

5. Meu amigo Totoro (Hayao Miyazaki *1988 * 86 min * livre)

Filme do Estúdio Gibli, um dos mais importantes do mundo e dirigido pelo mestre Hayao Miyazaki, Meu amigo Totoro apresenta uma história de imersão no mundo da infância, da imaginação e da capacidade que todos têm de aprender uns com os outros. Na película, duas garotinhas se mudam para o interior de uma aldeia japonesa, e lá, com a ajuda de um professor, descobrem e passam a se relacionar com uma espécie de entidade que congrega os espíritos da floresta. Sensível e  indicado para todas as idades, o filme traz à tona a importância de enfrentar os medos e dificuldades do processo de crescimento das crianças.

6. Kubo e a espada mágica (Travis Knight * 2016 * 101 min * Livre)

Cena do filme, onde o menino Kubo está em cima de uma pedra, segurando no alto uma espada, e ao fundo há uma grande lua e o mar agitado
Divulgação

Kubo é um garotinho que vive uma vida normal ao lado de sua mãe no Japão. No entanto, sua vida muda quando um espírito mau decide fazer com que diferentes espíritos e monstros o persigam. Para lidar com a situação, o pequeno deve ir atrás de uma espada que pertenceu ao seu falecido pai e entrar em contato com a tradição e história samurai da sua família. Divertido e bastante leve, Kubo apresenta um pouco da cultura tradicional japonesa e a simbologia ligada à ancestralidade e rituais familiares do país.

7. O Submarino Amarelo (Geroge Dunning * 1968 * 85 min * Livre)

Ilustração de um submarino amarelo, e ao fundo um desenho abstrato muito colorido
Divulgação

Uma aventura psicodélica ao som dos Beatles apresenta personagens inusitados, desperta a imaginação e provoca reflexões sobre a vida e os limites entre sonhos e realidade. Com uma mensagem muito atual, o filme reflete sobre a importância e o poder transformador do amor entre as pessoas.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da matéria 13 animações de diferentes países para crianças e adultos assistirem juntos foi escrita por Julia Dietrich, do Centro de Referências em Educação Integral. Acesse o link e confira outras dicas de obras como A canção do oceano, Meu amigo Totoro e Coraline e o mundo secreto.

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Plataforma disponibiliza filmes brasileiros a preços populares

cinema nacional

Filmes Brasileiros Educação

Usar filmes brasileiros na sala de aula ficou mais fácil. Agora, professores podem acessar a plataforma de vídeos sob demanda da Spcine Play. O preço inicial, por filme, é de R$3,90. O projeto é fruto do consórcio entre a Spcine – empresa da Prefeitura de São Paulo para o desenvolvimento do audiovisual – a O2 Play – braço de distribuição da O2 Filmes – e a empresa de tecnologia Hacklab.

Dez títulos já estão disponíveis

De início, estão disponíveis dez filmes de longa metragem, entre eles Califórnia, de Marina Person; a premiada animação O menino e mundo, de Alê Abreu; De menor, de Caru Alves de Souza; Mãe só há uma, de Anna Muylaert (de Que horas ela volta?) e o documentário Lira Paulistana e a vanguarda paulista, de Riba de Castro. Acesso pelo site www.spcineplay.com.br.

Fonte: Revista Educação

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7 livros e filmes sobre educação para você aproveitar nos feriados

Livros e filmes sobre educação

Separamos 7 dias de livros e filmes sobre educação para você aproveitar suas férias e os diversos feriados de 2018 🙂

1. Livro – Caindo no Brasil: com muita curiosidade, Caio Dib viaja durante 5 meses à procura de iniciativas educacionais que brilhassem os olhos. Durante sua trajetória de 17 mil quilômetros percorridos, o autor discorre sobre o que vivenciou, a partir dos 13 projetos. As iniciativas foram conhecidos por Caio durante sua viagem pelo país.

2. Filme – A Língua das Mariposasa obra retrata os primeiros passos do menino Moncho, de sete anos, em seu primeiro ano escolar. O menino, curioso e esperto, conta com a ajuda de Don Gregório, educador com um posicionamento contrastante ao autoritarismo. Ele ensina aos seus alunos novas maneiras de lidar com o mundo.

3. Série – Anne com E: produzida pela Netflix, a trama conta a história de uma garotinha órfã que, por engano, chega à casa de um casal de irmãos solteiros e passa a mudar muitas coisas por lá. A imaginação, a curiosidade e esperteza são pontos marcantes na protagonista. Na narrativa, ele discute temas como Bullying e igualdade de gênero.

4. Livro – Pedagogia da autonomia: obra voltada a reflexão dos educadores em relação às práticas sugeridas aos alunos. Paulo Freire questiona de que forma o aprendizado se torna eficaz e fala sobre a importância da autonomia no ambiente escolar, destacando a “ética essencial do ser humano” um ponto decisivo para uma boa prática docente.

5. Filme – Vermelho como o céu: a narrativa conta história real de Mirco Mencacci, um renomado editor de som, com deficiência visual, da Itália. Com 10 anos, ele sofre um acidente e perde a visão. Por conta disso, é levado para estudar em um internato onde todas as crianças têm a mesma deficiência. Nesse contexto, Mirco já sonha com o seu futuro trabalhando com cinema e música, mas o diretor da escola onde ele estuda, tenta limitá-lo. Curioso, o garoto encontra um gravador no local que estuda e passa a criar histórias fascinantes junto com seus colegas.

Livros e filmes sobre educação

Filosofia, sociedade e acesso

6. Série – Merlí: produzida pela TV3, a trama conta a história de um professor de filosofia que utiliza métodos pouco ortodoxos para incentivar seus alunos a pensar livremente, entrando em contradição com os outros docentes da época e até com os pais dos estudantes. Cada episódio se baseia nas ideias de um pensador, como Nietzsche ou Shopenhauer. Os filósofos servem de fio condutor para os acontecimentos da narrativa.

7. Documentário -The Mask you live in: a obra discute a forma como os homens são educados, desde pequenos, a seguir o padrão misógino e homofóbico da sociedade. Além de mostrar como a imposição desse modelo machista por prejudicar os meninos, acarretando em problemas como depressão e suicídio. Durante o documentário, a cientista política e educadora Caroline Heldman, uma das entrevistadas, aponta que “a masculinidade não é orgânica, é reativa. Não é algo que se desenvolve sozinho. É a rejeição a tudo que é feminino”.

8. Filme – O alunobaseado na vida de Kimani Maruge Ng’ang’a, a obra, que foi gravada no Quênia e está em exibição no Netflix, conta a história de um senhor que, após lutar pela liberdade de seu país, passando por situações como prisão e tortura, decide se matricular na escola primária, para realizar o sonho de aprender a ler e escrever, aos 84 anos.

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6 filmes para repensar a educação que podem ser assistidos no Youtube

Revista Pensar Contemporâneo selecionou seis produções audiovisuais que retratam educadores que propõe repensar a educação e convidam para uma reflexão sobre o papel do professor, do aluno e do sistema educacional. Confira:

Quando sinto que já sei

Custeado por meio de financiamento coletivo, o filme registra práticas inovadoras na educação brasileira. Os diretores investigaram iniciativas em oito cidades brasileiras e colheram depoimentos de pais, alunos, educadores e profissionais.

Duração: 78 minutos
Ano de lançamento: 2014 (Brasil)
Direção: Antonio Sagrado, Raul Perez e Anderson Lima

Pro dia nascer feliz

O filme mostra o cotidiano permeado de desigualdade e violência de jovens de quatro escolas públicas brasileiras, em Pernambuco, São Paulo, Duque de Caxias e no Rio de Janeiro.

Duração: 89 minutos
Ano de Lançamento: 2006 (Brasil)
Direção: João Jardim

3. Além da sala de aula

Baseado em fatos, o filme narra a trajetória e os desafios enfrentados por uma professora recém-formada em uma escola temporária para sem-tetos nos Estados Unidos.

Duração: 95 minutos
Ano de lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Jeff Bleckner

Sementes do nosso quintal

A infância é o tema central do documentário, que foca no cotidiano da Te-Arte, uma escola infantil inovadora que foca no estímulo da criatividade infantil, e na trajetória da idealizadora Thereza Soares Pagani.

Duração: 115 minutos
Ano de lançamento: 2012 (Brasil)
Direção: Fernanda Heinz Figueiredo

Tarja Branca

Tratado com seriedade, o direito de brincar é o tema deste documentário, que aborda o conceito de “espírito lúdico” e convida para a reflexão do desenvolvimento do homem adulto.

Duração: 80 minutos
Ano de lançamento: 2014 (Brasil)
Direção: Cacau Rhoden

Mitã

Repensar a educação a partir da espiritualidade, da tradição e da cultura da criança se misturam na narrativa, inspirada pelos pensamentos de Fernando Pessoa, Agostinho da Silva e Lydia Hortélio.

Duração: 52 minutos
Ano de lançamento: 2013 (Brasil)
Direção: Lia Mattos e Alexandre Basso

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Educação.doc – Buriti Filmes

Educação.doc Buriti Filmes

Educação.doc Buriti Filmes

Criado a partir da série Educação.doc, a obra sintetiza as reflexões obtidas no documentário.

Escolas do Brasil

O livro Educação.doc – Registros da série de documentários sobre educação pública de qualidade conta os caminhos seguidos pelas oito escolas visitadas pelos cineastas em diferentes regiões do país.

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BIC Talentos que Educam incentiva professores youtubers

Ivys Urquiza e Rafael Procópio

O concurso BIC Talentos que Educam é uma iniciativa da BIC em parceria com a Project Hub e o Ministério da Cultura. A iniciativa busca estimular que educadores ensinem por meio de material audiovisual. Os 3 vencedores receberão 50 mil reais para gerar conteúdo.

BIC Talentos que Educam teve evento de abertura com especialistas

O simpósio de abertura do concurso começou com apresentações de representantes da BIC. O evento , que aconteceu no dia 29 de abril no Teatro Eva Herz, em São Paulo. Melhor que falar sobre a filosofia da empresa em relação à educação, é assistir o comercial abaixo. O evento levantou a bandeira de acreditar que as inovações em educação são muitas vezes mais simples do que parecem. O encontro começou o compartilhamento de experiências com entusiastas do poder transformador da educação.

https://www.youtube.com/watch?v=1MqOhUUWd1M

“Escola não é conhecimento compartilhado. Escola é conhecimento ditado do que é relevante”

Para Gilberto Dimenstein, fundador do Catraca Livre, a escola e a universidade estão muito descoladas da realidade de seus alunos. A velocidade com que as tecnologias estão se desenvolvendo gera microconflitos de geração. É preciso estar em constante processo de aprendizado e atualização. Essa não é uma percepção nova. As principais universidades americanas, por exemplo, já estão criando incubadoras para não perder seus alunos, inquietos por empreender e colocar em prática suas ideias.

“As escolas e universidades atuais só podem formar obsoletos ou vagabundos”, afirma Dimenstein na abertura do BIC Talentos que Educam. Ainda que soe radical, a afirmação faz sentido. O aluno sai da escola sem saber como buscar informações por si mesmo. Depois, sai da universidade já desatualizado sobre as últimas inovações da área. A não ser que parta dele a iniciativa de buscar esses conhecimentos fora dessas instituições, mas, então, para que elas serviriam?

“Filho, você estudou tanto, para ser professor?”

O professor de física Ivys Urquiza levou ao palco do BIC Talentos que Educam uma vivência bem diferente. Junto com um grupo de jovens movidos pelo desafio de virar referência no país, criou o canal Física Total, o mais conhecido do Brasil. O maior objetivo do canal hoje é criar e expandir sua capilaridade. Yvys quer atingir o maior número de pessoas diversas partes do país. Em 1 ano de trabalho, seus vídeos foram assistidos pelo que equivaleria a 20 anos de aulas presenciais. “É um jeito de se tornar imortal e sentir que está fazendo parte de uma revolução”, conta.

“A arte contribui com a democratização das ideias.”

Lais Bodanzki da Buriti Filmes, diretora do documentário Educação.doc — e tantos outros filmes—compartilhou um pouco do que viu nas escolas públicas que acompanhou durante as filmagens. “Não existe fórmula para um projeto dar certo. No entanto, encontramos um ponto em comum entre as escolas: um grande sonho coletivo”, conta. O que move os projetos que aparecem no documentário é o desejo de mudança e de se apropriar daquilo que é público.

“Audiovisual na escola não é só para ver, é para ser feito”, defende, reforçando a ideia do concurso Talentos que Educam. Os alunos precisam saber “ler” o filme, entender que ele representa um recorte, uma narrativa, a opinião de quem o fez. Ao mesmo tempo, é enriquecedor ter a experiência da produção, que é coletiva e dá voz e poder para os alunos. “Primeiro vem a narrativa e a emoção, depois a curiosidade”, diz ela. E com essa curiosidade, vem também o aprendizado.

As colocações finais, de Caio Dib e do Rafael Procópio, foram mais rápidas, pegando carona em muito do que foi dito anteriormente. Caio, fundador do Caindo no Brasil, contou suas experiências na sala de aula do Transform+ação, onde ajuda jovens a criarem projetos para melhorar o bairro onde moram e estudam. Compartilhou a dificuldade de lidar com “alunos que ficam no celular o dia todo, mas não sabem o que fazer com a liberdade que recebem nessa aula”.

Rafael Procópio, nascido e criado no Realengo no Rio de Janeiro, contou do sonho de proporcionar uma educação matemática de qualidade e mais democrática, por meio das videoaulas de seu canal Matemática Rio.

Saiba mais sobre a iniciativa BIC Talentos que Educam no site oficial.