Imagem de aproximadamente 20 pessoas durante a inauguração da casa da árvore na EMEI Dona Leopoldina. Um homem e uma mulher estão segurando uma faixa vermelha.
Inauguração da casa da árvore na EMEI Dona Leopoldina (Reprodução/Portal Aprendiz)

O conhecimento está em todos os lugares. É a partir deste princípio que o conceito de Cidades Educadoras trabalha. nele, as escolas se tornam um ponto de articulação com outros espaços e atores para garantir o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. 

A EMEI Dona Leopoldina, na zona oeste de São Paulo, e o Museu da Casa Brasileira (MCB) têm esses princípios incorporados e colocados em prática por meio do projeto Escola e Museu – uma experiência possível e necessária.

Nessa parceria, a equipe do MCB realiza formações quinzenais na EMEI, tanto com professores quanto com os estudantes. E eles priorizam os eixos de arte e natureza trabalhados pela escola. Já o MCB recebe as crianças para visitas frequentes, alimentando uma relação de proximidade e pertencimento à instituição cultural.

O projeto, aliás, nasceu de uma dessas visitas, que forjou uma oportunidade de diálogo entre as partes. “Estávamos buscando uma aproximação com as escolas. E o projeto pedagógico inovador e diferenciado da EMEI Dona Leopoldina nos chamou muito a atenção. É uma escola com uma concepção e uma visão de mundo muito interessante”, relatou Carlos Barmack, diretor do Educativo do Museu da Casa Brasileira em entrevista para o Portal Aprendiz.

O casamento de ideias e planos entre a EMEI Dona Leopoldina e o MCB deu certo. As partes conversam, se escutam, alinham objetivos e possibilidades, dialogando com os pais dos alunos e com outros agentes do bairro. O escopo do Museu da Casa Brasileira permite trabalhar uma gama de temas. Além disso, alinha-se aos eixos definidos pela escola, como a valorização das matrizes culturais brasileiras.

Barmack ressaltou que essa não é a única combinação possível entre escola e museu. Cada escola (e museu ou qualquer instituição cultural) tem suas singularidades, seu público, suas prioridades e questões a desenvolver. “Muito mais importante do que ser modelo, o projeto Escola e Museu é uma inspiração. Porque cada unidade vai buscar as respostas para suas próprias perguntas. O importante é ter a vontade de ganhar o mundo, de expandir suas fronteiras”.

Territórios Educativos

O projeto Escola e Museu – uma parceria possível e necessária, sob coordenação da professora Beatriz Garcia Costa da EMEI Dona Leopoldina, foi um dos 10 contemplados pela 2ª edição do Prêmio Territórios Educativos, iniciativa do Instituto Tomie Ohtake em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e patrocínio da Estácio.

O prêmio busca reconhecer e fortalecer experiências pedagógicas que exploram as oportunidades educativas do território onde a escola está inserida, integrando os saberes escolares e comunitários. Este ano, o programa recebeu 67 inscrições oriundas de todas as Diretorias Regionais de Ensino de São Paulo e de diversos tipos de unidades escolares. Confira os outros projetos vencedores.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação Parceria entre escola e museu revela a potência de um Território Educativo, da repórter Nana Soares para o Portal Aprendiz.