Imagem de cartazes no chão com os textos "Assassinato" (riscado), "Genocídio" e "Nem mostos vão nos silenciar"
(Roberto Nogueira/Inter TV))

No final de março, cinco jovens foram mortos em uma chacina em Maricá, no Rio de Janeiro. Eles participaram de projetos culturais ligados à cultura do RAP. Segundo parentes, davam aulas de hip hop para crianças na área comum do Condomínio Carlos Marighella. As aulas aconteciam na quadra onde eles foram executados. Segundo a Prefeitura, três deles faziam parte da Roda de Rima, projeto das secretarias de Participação Popular, Direitos Humanos e Mulher e da Cultura.

O G1 trouxe os perfis das vítimas de acordo com informações passadas por parentes das vítimas. Matheus Bittencourt (18) era DJ, participou de um ato por eleições diretas para presidente, em Maricá, e participava da roda cultural Darcy Ribeiro. Marco Jonathan (17) era dançarino, participou de projetos da Prefeitura, ganhou o duelo do passinhos e se preparava para ser MC. Sávio Oliveira (20) era compositor, produtor, mestre de cerimônia das batalhas de rimas e estava gravando um CD. Matheus Baraúna (16) era membro da Nação Hip Hop e, junto com Marco Jonathan e Patrick da Silva, faziam parte da Roda do Bronx, que era no Condomínio Carlos Marighella. A roda era direcionada às crianças com idades de entre 8 e 10 anos. Patrick da Silva, cuja idade não foi divulgada, era membro da Roda Cultural do Bronx, no Conjunto Habitacional Carlos Marighella. Envolvido em projetos de hip hop na cidade.

Genocídio e desigualdade no Brasil

O caso é muito sério e comovente. O rapper Projota falou em suas redes sociais sobre a chacina. Os jovens haviam voltado do seu show horas antes de serem mortos. No post, o artista fala também sobre a desigualdade social do brasil. A questão do genocídio é outro assunto levantado. A cultura do hip hop e a expressão artística é um fator essencial para o desenvolvimento dos jovens. Afinal, essa é uma contribuição muito rica para a construção do senso crítico e social. 

Texto de Projota onde ele fala sobre a chacina dos jovens no RJ
(Reprodução/Facebook)

Moradores do Conjunto Habitacional Carlos Marighella fizeram uma manifestação para pedir mais segurança no local. Os jovens mortos na chacina também faziam parte de um grupo de dança em Itaipuaçu, de acordo com parentes. A Prefeitura de Maricá decretou luto oficial de três dias. Segundo a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, os jovens foram obrigados a deitar no chão antes de serem baleados. A polícia já tem o perfil de um suspeito de participação do crime e trabalha com a hipótese deles terem sido vítimas de milicianos.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Mortos em chacina davam aulas para crianças de 8 a 10 anos em área de lazer onde foram executados, em Maricá, no RJ“, do G1. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.