Há seis meses, crianças e educadores da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Dona Leopoldina ganharam  uma casa na árvore e um observatório de pássaros. A ideia para a construção destes dois espaços surgiu em 2015, quando a escola perguntou aos estudantes: “Qual é o nosso sonho de escola?”.

EMEI Dona Leopoldina lança escola da árvore. Na foto, alunos nesse novo espaço

A diretora da EMEI, Marcia Corvelo, conta que esse assunto envolveu toda a unidade escolar e que o Conselho Mirim decidiu que a escola deveria ter uma casa na árvore e um observatório de pássaros – no conselho das crianças, elas deliberam quais serão as iniciativas e atuam diretamente na gestão do espaço. A partir daí, os pequenos passaram a elencar e desenhar quais seriam as características de cada espaço. Uma das exigências era que os dois ambientes não tivessem telhado.

Com as ideias no papel, o projeto para as construções dos espaços iniciou em 2015, por meio de uma parceira entre a escola, as famílias e equipe do Museu da Casa Brasileira, da Secretaria Estadual de Cultura. Tudo foi facilitado, pois, no mesmo ano, a escola já havia iniciado um estreitamento de relações e trabalho colaborativo com o núcleo técnico e educativo do museu. Professores da unidade têm a oportunidade de participar, quinzenalmente, de momentos formativos com a equipe da instituição.

A partir das exigências das crianças, o museu solicitou que um dos seus arquitetos fizesse um projeto. A escola apresentou a ideia para a comunidade, pediu doações e organizou eventos para angariar fundos para a construção. O processo para a conquista de todos os materiais, por doação e compra, mais a montagem, durou cerca de dois anos. A construção foi feita pouco a pouco, com ajuda dos funcionários e da comunidade, principalmente com o auxilio do avô de uma das crianças, que é construtor.

A inauguração dos espaços ocorreu no final de 2017 e, desde então, as atividades que aconteciam nas salas convencionais, com telhado e quatro paredes, ganharam novos sentidos e perspectivas. Do alto, durante as aulas, as crianças ouvem de perto o canto das variadas espécies de aves que circulam pela escola. A diretora diz que nas árvores do território é possível encontrar pica-pau, sabiá-laranjeira, bem-te-vi, maritaca, papagaio, águia e gavião. Com vista privilegiada, as crianças percebem a procura dos pássaros pelas árvores frutíferas que compõem o terreno. Ameixas e amoras aos montes brotam por lá.

Novos espaços garantem diversidade de experiências

Além dos dois novos ambientes, a escola possui outros espaços de convivência e aprendizagens que fogem do convencional, como: viveiro (estufa), meliponário (criação de abelhas sem ferrão), várias salas verdes (sem paredes e organizadas na área externa da escola), parque sonoro, estacionamento e pista de corrida para triciclos, horta, composteira, ateliê de artes, salas multimídia, refeitório com cozinha experimental, ateliê de costura, parque, quadra e playground projetados pelos alunos. 

Marcia diz que todos estes espaços compõem os viveiros de aprendizagens e que, mesmo não sendo espaços estruturados com paredes, são ambientes educadores. A diretora ainda ressalta que esses ambientes seguem a proposta do Projeto Político-Pedagógico “Construindo Viveiros de Infância”, desenvolvido na escola e balizado em três eixos – arte, natureza e brincadeira. 

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Escola constrói casa na árvore e observatório de pássaros”, no site da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.