Colégio implementa sala de aprendizagem criativa híbrida

Numa sala de aula, cerca de 50 alunos do Ensino Médio do Colégio Emilie de Villeneuve estavam entusiasmados com uma aula diferente. Em parceria com a startup de educação Explorum, o colégio criou uma sala híbrida que será base para alunos desenvolverem habilidades socioemocionais, ao mesmo tempo que aprendem conceitos de alta tecnologia como cultura maker e inteligência artificial.

A aprendizagem híbrida é a combinação do aprendizado online com o presencial. Nela, são mesclados momentos em que o aluno estuda sozinho com outros em que a aprendizagem ocorre de forma presencia. Ela valoriza a interação entre alunos e entre aluno e professor. Dentro desse conceito estão envolvidos pilares de sustentação como Cultura Maker, Tinker, Robótica, Ensino Híbrido, Empreendedorismo, Inteligência Artificial e IoT (sigla em inglês  para Internet das Coisas). Todos esses conceitos agregados consolidam a cultura do fazer e aprender ou do “Faça Você Mesmo”.

Preparando os jovens para profissões do futuro

“A primeira aula mostrou para os jovens exemplos de projetos que eles podem desenvolver e criar a partir do conhecimento em novas tecnologias”, comenta Eduardo Azevedo, co-fundador da Explorum. Para ele, os conceitos da Alta Inovação Educacional e Aprendizagem Criativa Híbrida são possíveis a partir da incorporação de tecnologia no processo educacional. “Os conceitos fazem parte das habilidades que serão exigidas dos profissionais do futuro. Pretendemos levar essas atividades a escolas e projetos sociais por todo o Brasil”, diz. “A reação dos jovens quando ficaram de frente com os projetos de tecnologia foi incrível. Muitos perceberam como Inteligência Artificial e Internet das Coisas já faz parte da vida deles e que podem criar suas próprias soluções no futuro”, conta.

Professores de pé explorando a sala de aprendizagem híbrida

As atividades mesclam a utilização de ferramentas tecnológicas e materiais de uso cotidiano, criando combinações que proporcionem aos respostas as suas próprias perguntas. “Temos um produto fácil de usar e de baixo custo, capaz de mudar o jeito de pensar, criando uma nova dinâmica de aprendizagem em sala de aula para todo o Brasil”, conta Marco Rossi.

Para os alunos, a experiência foi transformadora. “A sala nos motiva a buscar novos olhares e caminhos”, complementa Carolina Sernaglia. É a primeira vez que jovens da instituição tiveram contato com essa tecnologia cognitiva de forma criativa para desenvolver soluções dentro da sala de aula. A iniciativa tem parceria com a IBM, por meio do IBM Watson, plataforma de inteligência artificial para negócios, como base para o aprendizado do tema.

Formação de professores é fundamental

Após a aula inaugural, os professores passarão por um treinamento por pelo menos três meses. Nele, entrarão em contato com temas como  Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Cultura Maker e programação. Assim, eles poderão desenvolver projetos próprios de acordo com as necessidades da aula.

1 Comment

  1. Excelente, pois nós docentes temos que estar em consonância com esse tipo de inovação tecnológica no ensino aprendizagem dentro e fora da sala de aula, para que possamos falar a mesma língua dos nossos discentes.

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