Brincadeiras para inovar na aprendizagem

Selo com o título "Dicas para inovar na aprendizagem", seguido por cinco dicas sobre o assunto

Ensino-aprendizagem no território; monitoria entre os pares; participação da comunidade; letramento e cultura digital e experimentação. Todos eles são alguns dos fundamentos da educação integral. Além disso, as brincadeiras são muito importantes para o processo de ensino-aprendizagem e o desenvolvimento das crianças. Pensando nisso, o Centro de Referências em Educação Integral selecionou brincadeiras e atividades que desenvolvem esses princípios.

As brincadeiras têm personalização, ou seja, as atividades podem ser feitas partir dos interesses, desafios e contexto de cada criança. Elas também têm as múltiplas interações, que visam identificar no território as oportunidades de promover o convívio. O diálogo entre crianças de diferentes gêneros, raças, classes sociais, territórios e habilidades também é uma questão muito importante. Confira:

Ensino-aprendizagem no território

Além de museus e exposições itinerantes, parques, praças, entre outros, o território também deve ser ocupado com brincadeiras e jogos. É possível também utilizar elementos da natureza, como folhas e pedras, por exemplo. Elas podem ser contornadas com giz e lápis-de-cor e usar em colagens ou desenhos. Explore também o efeito da tinta quando as crianças trocarem o pincel por um galho ou um punhado de folhas. É possível também propor uma brincadeira de escrever o alfabeto, palavras ou frases usando galhos, pedras ou folhas. O site Creative STAR Learning, disponível apenas em inglês, reúne centenas de ideias de como usar elementos da natureza ou dos territórios urbanos para brincadeiras muito interessantes. Se o acesso a parques ou praças for limitado, a alternativa é usar giz de lousa para desenhar pelo asfalto, fazendo dele uma tela imensa. Outra oportunidade relacionada ao território está na memória.

Monitoria entre pares

É comum as crianças e suas brincadeiras serem divididas de acordo com a idade. No entanto, a interação nesses momentos de descontração pode oferecer trocas muito ricas. Pode ser uma atividade de exploração pela casa, quintal ou parque, cozinhar algo juntos, ou fabricar brinquedos e materiais que envolvam tesouras, cola e habilidade motoras mais controladas. Os mais velhos podem ajudar os mais novos com sua experiência. Estes últimos, por sua vez, agregam com seu olhar imaginativo. A contribuição dos adultos pode ser a de apresentar e ensinar sua brincadeira favorita da infância aos pequenos.

Participação da comunidade

Envolver a comunidade nas brincadeiras é muito importante para as crianças enxergarem além da família e da escola. Assim, criar situações que reúnam as diferentes crianças do bairro pode ser uma ótima opção. Para isso, pode-se organizar um piquenique colaborativo em uma praça ou outro lugar comunitário. Depois, com a turma já reunida, é fácil começar uma brincadeira, como uma orquestra feita de panelas e colheres de pau. Ou uma pintura coletiva em rolo de papel craft, propondo que eles pintem usando só algumas partes do corpo como os pés. Propor uma contação de histórias em grupo ou abrir o quintal para uma sessão aberta de cinema também são opções divertidas.

Letramento e cultura digital

A maior parte dos computadores possui o Paint, um programa de desenho e edição de imagens. Deixar as crianças brincarem livremente com essa ferramenta pode ajudar na coordenação motora, criatividade e uso do computador. Outros jogos educativos em sites ou celulares também são boas opções. Os videogames também têm potencial educativo e podem ajudar a formar as crianças para um ambiente digital. Afinal, eles estimulam a coordenação motora, a habilidade de lidar com frustrações e a compreensão das dimensões dentro de um ambiente 2D ou 3D. Vale lembrar a importância de checar a indicação etária de cada jogo.

Experimentação

A experimentação (ou cultura maker/mão na massa) propõe que as crianças desenvolvam projetos próprios a partir do autodidatismo, da prática, da pesquisa-ação e das invenções. No âmbito das brincadeiras e jogos, este conceito se aplica desde aprender a fazer crochê com alguém da comunidade ou resolver um quebra-cabeça, até o uso de placas de prototipagem para elaborar circuitos eletrônicos que darão movimento a robôs, hélices e outros brinquedos. 

Para estimular que as crianças sintam vontade de criar algo, disponibilize vários materiais, como papéis coloridos, retalhos de tecidos, materiais recicláveis, balões, cola, tintas, miçangas e lantejoulas, botões, massinha de modelar e outras ferramentas. Com esses insumos, é possível criar diversos objetos e brinquedos como bonecos, porta-canetas, diários, fantoches, calendários, fantasias e tudo mais que vier à mente. Se os pequenos precisarem de um pouco mais de instrução, o canal de vídeos Manual do Mundo reúne diversas experiências e ideias para construir artefatos como uma rede que se parece com uma grande teia de aranha.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Brincadeiras que dialogam com diferentes aspectos da educação integral”, da repórter Ingrid Matuoka para o Centro de Referências em Educação Integral. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

Deixe sua opinião

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *