Para crianças: curso propõe desenvolver habilidades usando a cidade

Aprendizagem espacial é essencial para o desenvolvimento das crianças. O espaço e o ambiente onde estamos inseridos determinam em muitas medidas nossa visão de mundo. Pensando nisso, o Ateliê Navio criou o projeto Cidade para Crianças para desenvolvimento dessas habilidades, com o uso de oficinas e dinâmicas que tratam sobre o espaço com abordagens diversas. A ideia é dar instrumentos que possam aproximar as crianças da compreensão de seus lugares de convívio e seu meio ambiente construído. É possível se inscrever clicando aqui.
 
Desenvolvendo assim, por meio do domínio da linguagem espacial, o poder de interagir, compreender e propor pensamentos sobre o lugar, seja ele a casa, a escola ou a cidade. O curso acontece em 4 encontros independentes que constroem uma narrativa, mas que podem ser experimentados individualmente, possibilitando a inscrição nas 4 aulas ou apenas nas que forem mais convenientes. A idade mínima é de 7 anos para que as crianças que forem participar terem um melhor aproveitamento das atividades.
 
Imagem de divulgação da oficina cidade para crianças

AULA 1 – Casa dos Sonhos (05/05)

Nesta aula sairemos do desenho bidimensional para o reconhecimento do tridimensional terminando com uma maquete da casa ideal para as crianças. Essa etapa é necessária por ser a casa a primeira medida de espaço afetivo para elas.
 
Parte I – Reconhecimento da Casa Arquetípica
Aflorar o imaginário das crianças a respeito da moradia. O que elas entendem por uma casa, e o que elas entendem por sua casa. Há diferenças entre a casa arquetípica e a casa real que podem ser expressas através do desenho? Quais são estas diferenças e como podemos compreendê-las e discuti-las.
 
Parte II – Casa dos Sonhos
Em continuação com a primeira parte, após aproximar a crianças das questões espaciais do morar, vamos exercitar sua imaginação e incentivar a criatividade das crianças na criação espacial. Durante a montagem das maquetes, discutir sombras, aberturas, estrutura.
 

AULA 2 – Teia da Aranha (12/05)

Esta aula traz a experimentação do corpo no espaço e relação entre os diferentes corpos. Nesta etapa são desenvolvidas noções básicas de construção espacial e construção coletiva de maneira lúdica e livre. Seguimos com a ideia do desenho espacial, agora já na escala 1:1.
 
Compreender a dimensão da construção no mundo animal. Explorar o espaço se utilizando das habilidades corporais, traçando paralelos entre o entorno e o próprio corpo por meio da experimentação livre. Exercitar a composição e a construção coletiva.
 

AULA 3 – A Cabana: A Construção de um Refúgio (26/05)

Um dos sentimentos mais arcaicos de construção do ser humano é o refúgio, a cabana primitiva. Desde que começamos a habitar a terra, temos necessidade de construir, de nos proteger, de nos relacionar com o espaço na medida e escala humana. O nosso meio ambiente hoje, engloba o ambiente construído. Nesta etapa reconhecemos a dimensão do homem, desenvolvemos a participação, além da noção estrutural e de funcionamento dos materiais. A aprendizagem espacial passa pela relação próxima entre corpo e espaço. Além disso, ela é mais bem compreendida na dimensão do fazer.
 

AULA 4 – Mini Expedição Fotográfica (02/06)

Agora saímos na cidade para reconhecer o ambiente construído a nossa volta. Através da fotografia e da metodologia photovoice, após o passeio voltamos ao IAB para trocar experiências e falar sobre as fotos tiradas com foco na escuta das opiniões críticas das crianças sobre o ambiente urbano.
 
Parte I – Reconhecimento Do Entorno E Registro
Como as crianças percebem a cidade e o entorno onde estão inseridas?
As crianças vivem e experienciam a cidade, são cidadãos. Uma cidade sem crianças é uma cidade mais triste e mais insegura. Nós queremos que as crianças participem do dia a dia da cidade, que possam se locomover com tranquilidade e confiança. Para isso, precisamos que toda a comunidade, todo o bairro, se conscientize e tome conta das nossas crianças.
O objetivo é reconectar as crianças com seu entorno urbano, que elas possam conhecer sua história e possam apreciar sua paisagem. A ideia é que comecem, desde cedo, a desenvolver seu olhar às questões urbanas para entender seus problemas e desafios.
 
Parte II – Exposição e Conversa
Após registrar a cidade através do olhar das crianças, vamos expor este olhar e debater com a presença dos pais e educadores. Uma conversa onde podemos aportar percepções e conhecimentos, sem hierarquia entre adultos e crianças, para construir uma imagem coletiva do lugar. Passaremos as fotos em projeção, comentando o que as crianças viram e como elas perceberam o entorno urbano.

Organizadora

Ursula Trancoso é arquiteta e urbanista formada pela Escola da Cidade em São Paulo, onde trabalhou como professora assistente e cursou pós-graduação em Arquitetura, Educação e Sociedade. Fez pós-graduação na Universidade Politécnica da Catalunha (UPC), em Barcelona, onde pesquisou novas formas de morar e ocupar o território. Desde 2012, faz colaborações e escreve para revistas de arquitetura como a aU – Arquitetura e Urbanismo, Bamboo e Architectural Review. Em 2013, coordenou a exposição Modos de Colaborar, parte da X Bienal de Arquitetura de São Paulo. O evento discutia a participação dos coletivos nos rumos da cidade e o ativismo urbano. É coordenadora do eixo Educação Urbana do Instituto A Cidade Precisa de Você e desenvolve o projeto Cidade para Crianças desde 2016. Em 2014, montou seu próprio escritório, o Ateliê Navio, que atende demandas diversas de arquitetura, urbanismo e educação.
 
Post na íntegra da divulgação das oficinas educativas cidade para crianças. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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