Publicado em Deixe um comentário

Universitários impulsionam resultados de empresas com projetos de baixo custo

Fotografia de duas mulheres membros da Químida Jr falando com dois homens, de costas

A instabilidade da economia brasileira vem causando uma certa incerteza entre empreendedores e empresários. Com margens de lucro menores, fica cada vez mais difícil investir na criação e na expansão dos seus empreendimentos. Porém, é nesse cenário que as Empresas Juniores se mostram uma solução muito interessante a atual situação de crise. Elas são organizações sem fins lucrativos, formadas por estudantes de diversas áreas de graduação, que prestam serviços de baixo custo. Principalmente para os empreendedores, que muitas vezes não tem condições financeiras para contratar o serviço de empresas já consolidadas no mercado.

Mas por que esses universitários realizam esses serviços sem expectativas de retorno financeiro pessoal? E mesmo tendo uma carga curricular à cumprir? Esse ideal surge com Movimento Empresa Júnior (MEJ), que tem como propósito impactar a sociedade e estimular o aprendizado na prática. Assim, criando uma cultura empreendedora ainda na graduação.

Relações mais humanas

A Química Jr. da UNESP de Araraquara, interior de São Paulo, é um bom exemplo. Ela foi procurada pela Solenis, uma multinacional do segmento da indústria química. A empresa precisava realizar um projeto de implantação da metodologia 5S, que é a base para a qualidade total de gestão. Eles fizeram a aquisição da planta da Quimatec Produtos Químicos, mas os funcionários antigos ainda não haviam aderido à nova cultura. Por isso, mantinham alguns antigos hábitos. Os maiores problemas da empresa eram as ruas desorganizadas. Além disso, os funcionários tinham algumas atitudes que punham em risco sua própria saúde.

LEIA MAIS: Através de empresa júnior, universitários realizam projeto sustentável de gerenciamento de resíduos com hotel de ecoturismo

A responsável da planta já conhecia o Movimento Empresa Júnior através de seu sobrinho, que também é empresário. Ele já havia contratado o mesmo treinamento com uma empresa júnior de Minas Gerais.

Fotografia de duas mulheres membros da Químida Jr falando com dois homens, de costas
Membros da Química Jr aplicando o treinamento 5S na empresa. (Fonte: Química Jr.)

A equipe do projeto foi dividida em 5 grupos, e cada um acompanhou uma média de 12 funcionários. Dessa forma, a produção da indústria não pararia e em cada grupo teria funcionários de diferentes setores para contato. O acompanhamento era feito semanalmente, com apresentações de metodologias para que toda semana os setores fossem auditados em relação às mudanças, tanto pelos membros da empresa júnior quanto pelos próprios funcionários.

Imagem de uma mulher membro da Químida Jr analisando partes de uma fábrica.
Membro da Química Jr realizando a avaliação da organização da Solenis. (Fonte: Química Jr.)

Os resultados continuam surgindo, mas várias mudanças já foram realizadas. A empresa agora possui ruas delimitadas por faixas e sistema de endereçamento. Além disso, conta com métodos de acompanhamento de atividades e alguns setores com grande destaque de resultados. “Nós estávamos sempre dispostos a fazer mudanças na nossa forma de trabalhar que se encaixasse com a realidade da empresa”, comenta Larissa Carvalho, membro da Química Jr. “Além disso, acredito que um diferencial foi a aproximação que tivemos com os funcionários”.

Comunicação e trabalho na prática

Outra empresa júnior, a EDIFICar Jr da UFSCar, também impactou na abertura de um novo negócio em São Paulo, no Cantareira Norte Shopping. Frederico Diniz, empreendedor em São Carlos, tinha a intenção de expandir seu negócio abrindo mais uma franquia. Por isso, procurava uma empresa para realizar o projeto elétrico e um layout de totem para o seu quiosque. Ele conheceu a empresa júnior através de um projeto de orçamento para a reforma de sua casa. No fim, ele escolheu essa opção porque outras empresas do ramo tinham um preço muito mais elevado.

“A satisfação foi tanta que em uma circunstância fora da construção residência, durante o processo da instalação de um quiosque nosso da franquia da lupo, acabamos precisando de um projeto elétrico com ART fora do previsto inicialmente. Mesmo assim, esse serviço foi feito de maneira rápida e eficiente, e hoje está em total funcionamento”, comenta Frederico.

LEIA MAIS: Movimento Empresa Júnior promove desenvolvimento social e educação prática

Apesar do cliente ter solicitado o serviço para um prazo de 15 dias (incluindo a emissão dos documentos) e diversas exigências feitas por parte da franquia, o trabalho da empresa júnior foi eficiente e solução de qualidade para o cliente por um preço acessível.

Imagem do quiosque da LUPO no shopping.
Quiosque do projeto finalizado. (Fonte: EDIFICar Jr.)

O empreendedor também comentou que “um diferencial muito positivo foi a atenção despendida pelos alunos da EDIFICar Jr., afinal, isso não é adquirido facilmente no mundo universitário. Mas eles todos tinham uma boa desenvoltura e facilidade de comunicação. Acho que tudo isso contribuiu para que a gente construísse algo mais sólido.”

Movimento Empresa Júnior

O Movimento Empresa Júnior conta com mais de 600 empresas juniores e 20 mil universitários, de todos os estados. Só no ano passado foram realizados mais de 11 mil projetos, com clientes do setor público, privado e pessoas físicas. Esse movimento está presente em 40 países e é destaque no Brasil pelo seu impacto positivo. Além disso, há um grande propósito que movimenta os seus resultados. Eles buscam impactar a economia do país por meio de uma formação empreendedora e pela educação na prática.

No estado de São Paulo existem quatro instâncias que representam e articulam o contato com essa rede de empresas juniores. São elas o Núcleo UNESP, o NUJ (Núcleo UFSCar Júnior), a USP Júnior e o Núcleo Unicamp. Cada uma representando uma instituição de ensino, e a FEJESP que coordena os Núcleos e abrange as outras universidades.

Para os interessados, o portfólio da Química Jr. inclui: análises químicas; boas praticas de fabricação; gerenciamento de resíduos sólidos; selo verde; rotulagem e mapeamento de processos. E o portfólio da EDIFICar Jr. inclui: acessibilidade; regularização de imóveis; orçamentação; projeto arquitetônico; elétrico e hidrossanitário.

Para mais informações sobre o MEJ e o Núcleo UNESP: relacoes@nucleounesp.com.br

Publicado em Deixe um comentário

Movimento Empresa Júnior promove desenvolvimento social e educação prática

Imagem de seis homens em uma obra sorrindo para a foto

O quanto um universitário pode impactar durante sua graduação? Essa é uma das perguntas que pairavam sobre a cabeça de um grupo de jovens quando fundaram o Movimento Empresa Júnior. Também conhecido como MEJ, atualmente esse é o maior movimento de articulação empreendedora jovem do Brasil.

Imagem de seis homens em uma obra sorrindo para a foto
Trabalhadores da Usina Fátima do Sul e os membros Rafael Pinholi e Lucas Gasparini da Alicerce Empresa Júnior. (Foto: Alicerce)

Esses jovens se juntam dentro do ambiente universitário para formar empresas em sua área de formação. Formadas por estudantes de todas as áreas, eles chamaram esse projeto de Empresas Juniores. Conhecidas também como EJs, elas prestam serviços em suas áreas de atuação para clientes reais, com preços até 75% mais baixos que o do mercado.

O movimento empresa júnior tem como propósito impactar a economia do país e a sociedade. Eles buscam fazer isso através de projetos realizados e fomentam a cultura empreendedora dentro das universidades pelo aprendizado na prática. Estimulando, assim, maior engajamento e sentido na educação

Diminuir impactos ambientais

Só em São Paulo existem inúmeras iniciativas de sucesso. Uma delas é um projeto de engenharia civil com a Alicerce Empresa Júnior, na UNESP de Ilha Solteira. Eles fizeram um grande conjunto de projetos estruturais para um galpão de máquinas da Usina Fátima do Sul. O projeto incluía um pavimento para suportar treminhões e o dimensionamento do coletor e separador de óleo proveniente da lavagem de caminhões para preservação do solo e lençol freático do ambiente. “O projeto foi precificado bem abaixo do preço de mercado para que nosso cliente pudesse custeá-lo. Assim, também podemos diminuir os impactos ambientais no local”, conta Rafael Pinholi, diretor presidente da EJ.

LEIA MAIS: Através de empresa júnior, universitários realizam projeto sustentável de gerenciamento de resíduos com hotel de ecoturismo

Imagem de uma jovem sorrindo ao lado de um homem, segurando um contrato
Maria Eduarda da PROMAD Jr. com Geraldo Cesar Cerdeira, secretário da Prefeitura de Itapeva mostrando o contrato do projeto fechado. (Foto: PROMAD Jr.)

Gerar renda

Na área de engenharia de madeiras, a PROMAD Jr., da UNESP de Itapeva, também realizou um projeto com a Prefeitura da cidade. Eles trabalharam com o tratamento térmico de madeira para a construção de cinco pontes na zona rural. Assim, possibilitando uma melhoria na locomoção da população da cidade. Para o tratamento, foi movimentado o laboratório de preservação de madeira da UNESP, que raramente é usado devido ao custo de utilização. Isso gerou recursos para a faculdade poder investir mais em seus equipamentos e ao mesmo tempo gerou lucro para a empresa júnior, permitindo uma melhor capacitação de seus membros.

Influenciar a economia local

Já em São Carlos, a EDIFICar JR, da UFSCAR, fez um projeto elétrico para um quiosque de um shopping de São Paulo no tempo recorde de apenas 15 dias. O cliente Frederico Diniz, empreendedor aposentado, precisava de uma solução para a cobertura da caixa de energia e de um layout do quiosque para abrir a sua franquia. Isso possibilitou uma maior oferta de empregos e um impacto na economia do local.

OLHA SÓ: Universitários impulsionam resultados de empresas com projetos de baixo custo

Movimento Empresa Júnior

Essa rede brasileira conta com mais de 600 empresas juniores, compostas por mais de 20 mil empresários juniores. Só no ano passado, eles realizaram mais de 11 mil projetos como os que foram citados. O movimento empresa júnior existe internacionalmente em 40 países, e o Brasil é um grande destaque.

No estado de São Paulo, são cinco instâncias que representam, unem e desenvolvem essas empresas juniores. Cada uma representa uma instituição de ensino: o Núcleo UNESP; o NUJ (Núcleo UFSCar Júnior); a USP Júnior,;o Núcleo Unicamp; e a FEJESP, que coordena os Núcleos e as empresas júniores de outras universidades.