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Mentoria gratuita de aprendizagem autodirigida para jovens

Fotografia de aproximadamente 26 jovens posando para a foto em cima de um palco. Todos estão sorrindo.

Fotografia de aproximadamente 26 jovens posando para a foto em cima de um palco. Todos estão sorrindo.

O que você faria, criaria, se não tivesse a obrigação? O que você desenvolveria se pudesse escolher? Que assunto te interessa?

O educador Varlei Xavier abriu uma mentoria que faz parte do seu Doutorado Informal, chamado “Missão Encantamento”. Desde 2015 ele tem desenvolvido sua própria jornada de aprendizagem, promovendo diversas entregas públicas. Uma delas é a Jornada C.A.P.E.S (Curiosidade – Autonomia – Percurso – Entrega – Sabedoria). Esse é um Programa de Aprendizagem Autodirigida realizado no Centro Educacional Solaris baseado nos 5 Princípios do Doutorado Informal. 

NÃO PERCA: Biblioteca Pró-Saber e o poder transformador da leitura

Com inscrição até o dia 30 de maio, ele vai promover encontros em videoconferência para jovens de 12 a 17 anos. O objetivo é apoiá-los na aventurar que é promover sua própria aprendizagem autodirigida. Com esse programa gratuito, que pode alcançar todos os cantos do Brasil, o educador amplia as ações dessa iniciativa e pode testar seu potencial de escala.

O percurso da mentoria será construído no processo, conforme os próprios passos. No entanto, a proposta inicial criada pelo jovem será recebida logo no início pelo educador. Caso haja uma procura maior do que a demanda de 5 jovens, Varlei fará uma seleção com base nos seguintes critérios: interesse e alinhamento demonstrado pela proposta; disponibilidade; impacto social, econômico, emocional na vida do(a) jovem.

Você pode conferir mais do projeto e se inscrever com o próprio Varlei no seu facebook pessoal até dia 21. Confira também seu site e podcasts, outras produções públicas do seu doutorado. 

 

Palhaço educador e Doutorado Informal: aprendizagem autodirigida
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Rede de professores transformadores une educadores que fazem a diferença

Muitas vezes, falamos de transformação na educação e não vemos professores que estão todos os dias na sala de aula nas rodas de conversa. Nos últimos anos, esse cenário tem mudado. Parte disso, se deve ao poder de organização de redes dos próprios educadores. Nossa colaboradora Bruna Aieta entrevistou Elô Lebourg, idealizadora da rede Professores transformadores.

Elô Lebourg é professora, pesquisadora e mestra em Educação. “Descobri que sou uma pessoa transformadora durante minha incrível jornada no projeto Lavras Novas: nosso patrimônio! Por três anos, eu e meus alunos da Escola Municipal de Lavras Novas vivemos experiências educativas (e afetivas!) incríveis”, ela conta. O processo não é fácil e a educadora percebeu que sentia falta de ter outros professores por perto. Daí surgiu a ideia de criar essa rede que quer unir professores que transformam a educação todos os dias.

Qual foi o impulso inicial da criação da rede? Como aconteceu todo o processo?

Em minha experiência como professora, em Ouro Preto-MG, nem sempre pude contar com o apoio dos colegas docentes que trabalhavam nas mesmas escolas que eu… Sentia necessidade de conversar sobre minha prática e sobre os desafios que vivia em sala de aula. Precisava da orientação dos colegas e, também, de falar sobre minhas tantas angústias… Então, fui em busca de uma rede de professores com esse objetivo – o de estabelecer possibilidades de diálogo e de trocas de experiência – mas não encontrei o que estava procurando. Por isso, tive a ideia de criar a rede Professores transformadores. Estudei muito à época, escrevi um projeto, conversei com professores sobre a ideia, convidei colegas para me ajudar a materializá-la e, então, em 2015, a rede foi criada!  

Quais dicas você dá para um professor se organizar e criar um grupo de professores transformadores na sua cidade?

Importante ressaltar que, embora a rede tenha surgido no contexto de Ouro Preto-MG, ela pretende dialogar com docentes de outras cidades, Estados e até países. Caso um professor ou um coletivo de professores tenha interesse, pode vir a fazer parte da rede de onde estiverem. São várias as instâncias de participação.

Que tipo de troca está mais presente na rede?

Temos conversado bastante sobre nossas práticas e nossos projetos como professores. De várias formas, nos aproximamos para falar sobre como temos encarado a complexidade de ser professor no Brasil atualmente. Às vezes, essas conversas são lamentos, que acolhemos amorosamente. Às vezes, elas são uma forma de apresentar sonhos e ideias de professores que estão buscando maneiras mais interessantes de dar aula. Entre sonhos e lamentos, o grupo tem percebido a transformação a partir desse movimento de consciência do papel do professor, das suas potencialidades e das formas de superar limites.

E o que a rede oferece hoje pro mundo?

Creio que estamos oferecendo uma escuta amorosa e ativa para os professores que compõem a rede. Também temos organizado possibilidades de diálogo por meio dos textos escritos por nossos colunistas (publicamos três textos por semana, no nosso site e na página de nossa rede no Facebook), das nossas campanhas digitais e das ações presenciais que realizamos.

Roda de conversa sobre educação democrática, na 1ª Semana de Integração do Curso de História da Universidade Federal de Ouro Preto, em Mariana-MG. Foto: Divulgação

O que é preciso transformar na educação?

A educação já está em constante transformação, assim como cada um de nós. Como professores, compreender isso pode ser libertador. O entendimento de que as relações nunca se repetem também: para cada estudante, serei uma professora diferente. Ultrapassando a atuação do professor, algo precisa ser transformado com urgência: a educação necessita ser compreendida, de uma vez, como um direito e ser valorizada, sistêmica e estruturalmente, em termos de políticas de Estado. Os governos necessitam cumprir o que está posto na Constituição brasileira e investir na educação do povo e na valorização dos professores. 

O que é ser um professor transformador?

Para mim, um professor transformador é aquele que atua de maneira engajada e responsável na formação dos seus alunos. Ele também se assume em constante formação e compreende a importância do seu papel para a transformação social. Ao mesmo tempo, é um profissional que reconhece que não cabe a ele o papel de “salvar” o país por meio da educação, e que se distancia da cruel lógica de que a docência é um “dom” ou uma “vocação”. Um professor transformador é um trabalhador do povo.

O contexto político atual da educação pública impacta como o movimento de transformar a educação?

Impacta muito, como todo contexto político. Especificamente agora, temos percebido o fortalecimento de uma mentalidade que culpabiliza os professores por muitos problemas educacionais e sociais, que tem criado o mito de um professor doutrinador que atua nas escolas e que necessita ser vigiado, exposto, denunciado. O professor corre perigo numa sociedade que o percebe dessa maneira. No momento, estamos ainda mais atentos a isso e trabalhando sempre com a perspectiva de acolher professores que estão enfrentando dificuldades ou sofrendo perseguições.

Vocês publicaram um livro há pouco tempo atrás. Como foi sua participação na obra impressa?

Lançamento do livro Nós, professores transformadores: olhares sobre protagonismo e valorização docente, em Recife-PE. Foto: Divulgação

Sou organizadora e coautora de dois livros da rede. Logo em 2015, quando lançamos as colunas escritas por professores da rede, percebemos que os textos impactavam positivamente os professores leitores. E o potencial de alcance desses textos era incrível!

Nesse momento, tivemos a ideia de organizar parte desse conteúdo em um material impresso. Foi então que, em 2016, lançamos o primeiro livro da rede, Nós, professores transformadores: olhares sobre protagonismo e valorização docente, escrito por cinco professores. A ideia foi tão bem recebida que, em 2019, vamos lançar nosso segundo livro, Professores em travessia pela educação: textos sobre práticas docentes e transformação. Dessa vez, somos sete autores, num livro mais robusto e que traz reflexões importantes sobre a educação brasileira e a prática docente.

Qual artigo da sua autoria que você mais gostou? Por quê?

De 2015 a 2018, publiquei 95 textos pela rede Professores transformadores! Foi uma experiência potente, na qual pude ressignificar aspectos importantes da minha prática, além de fazer conhecer um pouco das histórias que tenho vivido, como professora. Certamente, escolher um texto entre tantos é uma tarefa complicada, então digo que um dos textos que mais me impactou escrever foi O professor e a compaixão (publicado em 07/08/2017 e que compõe o segundo livro de nossa rede).

Nele, conto sobre um menininho, de cerca de um ano de idade, que foi agredido, pelos pais, na minha frente. A cena foi tão violenta que adoeci logo em seguida. Este texto foi escrito para tentar nos lembrar de que, numa frequência maior do que pensamos, meninos como esse, “educados” por meio da violência, serão nossos alunos. Precisamos, como professores, criar essa consciência de que a história de vida dos nossos alunos nos importa e de que, frequentemente, lidaremos com crianças, adolescentes e jovens que vivem uma realidade massacrante. Não podemos nos esquecer de que acolhê-los, com compaixão e empatia, também faz parte do nosso trabalho como professores.

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Escolas Waldorf se destacam na rede pública

Escolas públicas, gratuitas, para crianças e adolescentes de baixa renda – e com a pedagogia Waldorf: elas existem no Brasil. Seja pela rede municipal, estadual ou com organizações financeiras, essas instituições buscam ser um espaço popular de aprendizagem. Até dia 18/3, acontecerá uma campanha de financiamento coletivo para fortalecer o movimento de escolas públicas com pedagogia Waldorf.

Apesar de todos os problemas da educação brasileira, especialmente na esfera pública, essas escolas estão na contra-mão desse cenário. Elas valorizam e incentivam a participação dos pais; o envolvimento da comunidade; a criatividade no dia a dia; a sensibilidade; a convivência e a arte. E não têm como objetivo principal a entrada nas melhores universidades, mas sim a formação humana e social das crianças e dos jovens.

Existem diversas pedagogias diferentes, e muitas seguem o padrão principal das escolas atuais. No entanto, diversas vertentes também estão em busca da inovação na aprendizagem. E, portanto, essas alternativas excluem a competitividade, a necessidade de resultado e outras pressões do sistema escolar.

Mas, cá entre nós, educadores que buscam a transformação da educação, queremos é saber: como essas escolas se concretizaram diante de um sistema tão rígido? Conversei com alguns educadores e diretores dessas escolas. Mas, por enquanto,, uma dica: todas elas são judicialmente formadas como associações.

Antroposofia em Minas, Goiás e Sergipe

Em Minas Gerais, Camanducaia, a Escola Araucária, já com 40 anos, tem uma história que se repete também em Chapadão do Céu, Goiás: uma fazenda doada por alguém que queria uma escola no campo. A partir daí, uma comunidade de pais que conheciam a antroposofia (a base do ensino Waldorf) fez o vínculo com a prefeitura.

Na época, boa parte da população da cidade era analfabeta, e esse espaço virou um marco. Essa história é contada no documentário Escola Araucária, realizado em 2017, que está disponível no Youtube. Em Chapadão, essa mesma história aconteceu há 18 anos. Os fundadores da cidade escolheram um local e ali se iniciou uma entidade filantrópica. Como já conheciam essa pedagogia, aos poucos as  pessoas se formaram e integraram a equipe. Hoje a escola trabalha com 150 crianças.

A verba vem principalmente pelo Fundeb e é complementada por doações. Há também muito trabalho voluntário por parte de pais e moradores vizinhos. Eles ajudam a construir, doam brinquedos, cuidam do jardim e participam das festas e ciclos de aprendizagem.

Uma história um pouco diferente aconteceu em Aracaju. Lá são duas escolas com a pedagogia alemã que nasceram por iniciativa coletiva, a partir da união de professores, diretores, famílias e prefeitura. A Emei Doutor José Calumby Filho no terceiro ano e a Emef José Souza De Jesus, criada em maio do ano passado, ambas com apoio do Instituto Social Micael, e igual reconhecimento do MEC.

A beleza do semiárido

Na cidade de Palmeiras, no interior da Bahia, o sonho era ressignificar o sentido de educar no município. Um grupo de amigos se juntou e  se aproximou da prefeitura para pautar ideias, propostas, ações e parcerias Inicialmente era como um trabalho formação humana pros professores da rede pública. Aos poucos, tomou forma de uma escola inteira. E foi ao longo dessas conversas que a prefeitura demonstrou interesse em municipalizar, a partir de uma portaria legal.

Apesar da parceria público-privada não pagar a escola e colaborar através do envio de alguns materiais, Ana Claudia Costa Destefani, uma das fundadoras, conta que 50% do sustento é de padrinhos espalhados pelo Brasil. E que a estrutura é mesmo de projeto social, para alcançar todo o município.

Muito mais importante do que o reconhecimento do MEC que foi conquistado, Ana Claudia fala do reconhecimento pessoal e coletivo que vai se criando com a comunidade. Uma amostra disso é que todas as professoras hoje são moradoras do próprio município, contratadas pela associação, e que recebem bolsas para estudar a pedagogia.

“São elas que entendem a alma das crianças do local”, indica. “O fundamental da Waldorf é formar seres humanos livres e servir a todos sem classe, cor, religião. Para algumas regiões como o semiárido baiano, se não formos um projeto social, não cumpriremos a missão da pedagogia Waldorf”.

A missão de expandir

Dioneson, diretor de uma das duas escolas Waldorfs de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, também contou um pouco da sua experiência. Ele entende que a escola pública consegue realmente cumprir  com ideal de Steiner, fundador da pedagogia, através de “uma resposta à necessidade social”.

Foi assim que o primeiro espaço dessa pedagogia surgiu, lá na Alemanha, em meio ao cenário arrasador do fim da Primeira Guerra Mundial. Nela, filhos com as melhores condições financeiras e filhos dos trabalhadores de um fábrica de cigarros compartilhavam a mesma educação. Foi assim que o funcionamento foi autorizado pelas autoridades do local.

Para ele, lá na Europa, aqui no Brasil, ou em qualquer do mundo, essas escolas não podem existir de outra forma: “É quase indissociável ser waldorf e ser pública, a gente trabalha com ideal de educação, num formato que democratize o acesso e a permanência”.

E a pedagogia Waldorf vem como uma possível resposta aos anseios dos docentes. Esse formato que tem como objetivo “fomentar esse espaço social plural, rico em experiência, onde fundamentalmente não há uma barreira econômica para acesso”.

É assim que crianças e adolescentes de baixa renda passam a acessar e tem condições de permanecer nesse contexto pedagógico. “Contrariando uma prática excludente comum à grande maioria das escolas Waldorf no Brasil, acessíveis tão somente à pais que têm condições de pagar por tal serviço.”

E a intenção que vem sendo alimentada nesses 100 anos de pedagogia Waldorf é que as iniciativas públicas se ampliem. Rubens, com apoio do Instituto Ruth Salles, está nos últimos dias de campanha para realizar um trabalho de fôlego bastante promissor.

A pesquisa pretende organizar e publicar informações a respeito de algumas escolas Waldorfs públicas. E, assim, mostrar caminhos das pedras já trilhados, incentivar outras pessoas para que construam novas escolas pelo Brasil.

Eles vão abordar obstáculos enfrentados, constituição jurídica, formato dos convênios, autonomia pedagógica, como é a formação e contratação de professores, tudo que deu certo e o que deu errado, e como convivem com as mudanças de gestão nas prefeituras.

Além das escolas que entrevistamos, a pesquisa vai falar também com o Centro de Educação Infantil 316 Norte – Movimento Txai, localizada no Distrito Federal. Também apuramos que existem outras duas escolas waldorfs do povo pelo Brasil: uma na Paraíba, João Pessoa, e mais uma na Bahia. E parece que vem outras por aí.

Bruna Aieta está pesquisando relações e espaços que buscam a transformação da educação e da sociedade. Ela compartilhará algumas histórias no portal.

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Escola e comunidade se juntam para resgatar cultura extrativista da Mata Atlântica

Que a sociedade deixe de consumir algo, deixe de exigir certo produto, mude sua cultura. É esse o tamanho do desafio que uma escola em Ubatuba abraçou. A ideia foi de fomentar, ao invés da devastadora produção de palmito, a extração do fruto da palmeira, e a comercialização dele como um alimento diferente, saboroso e regional – um sorvete do sudeste –, que nem antigamente.

Escola e comunidade se juntam para resgatar cultura extrativista da Mata Atlântica. Na foto, grupo completo posa para registrar o momento do trabalho em campo

O resultado já se vê: atualmente a polpa da juçara é fonte econômica de algumas comunidades quilombolas e tradicionais de Puruba e região norte do município, um dos poucos locais onde há resquícios originários de Mata Atlântica, e onde vivem os alunos da Escola Municipal José Belarmino Sobrinho.

“Ao invés de vender o palmito por um valor irrisório, retiram a polpa, reproduzem as sementes, replantam em áreas degradáveis”, conta o professor de português e vice-diretor da escola, Israel Paulo. É ele que lidera essa iniciativa de educação, cultura e meio ambiente na escola.

Escola se junta com a comunidade

Com tema norteador “Caiçara Sim – com muito orgulho!”, a instituição se juntou ao esforço comunitário, e está espalhando essa outra tradição. São educadores e educandos como agricultores de valores, ideias, atitudes, o resgate de nossas raízes que transforma. Uma mudança de foco, simples, mas que atinge todo o sistema de cultivo, produção e consumo.

estudantes plantando palmito para resgatar cultura extrativista da Mata AtlânticaCom fama de problemático, o palmito é produto que leva dez anos para ser colhido. É um produto pouco acessível, que modifica e muito o ecossistema da floresta. Esse extrativismo vem da demanda do mercado, um mercado que exige demais da mata. Foi e é preciso buscar alternativas.

Os estudantes viram na prática o cultivo sustentável da palmeira e de outras árvores nativas da região. Aprenderam que é possível – e gostoso – consumir a fruta da árvore. Agora, estão também semeando, produzindo mudas e plantando por vários cantos do entorno. Se juntaram com diversos moradores para espalhar essa ideia e fomentar essa outra cultura.

O professor Israel está fazendo sobre esse acontecimento o seu trabalho de mestrado, em liderança, na americana Andrews University. Conta que foi em 2016, durante um evento da semana do meio ambiente, que o projeto tomou forma. Isso aconteceu quando o sogro, o especialista agroflorestal, Eraldo Alves Filho, deu uma palestra:

“Ele que incentivou a fazer a semeadura. E conscientizar os alunos da importância da sustentabilidade, a importância de preservar a palmeira juçara. Então ele foi o precursor dessa ideia, e eu aderi”. É por esse caminho que seguem: regionalidade, desenvolvimento local sustentável e valorização da cultura tradicional.

Bruna Aieta está pesquisando relações e espaços que buscam a transformação da educação e da sociedade. Ela compartilhará algumas histórias no Caindo no Brasil