3 cidades educadoras que transformaram suas realidades locais pelo aprendizado

Atualmente, 470 cidades de 36 países se reconhecem como cidades educadoras. Organizadas em rede pela Associação das Cidades Educadoras (AICE), acreditam que todas as cidades têm potencial educativo. O Portal Aprendiz listou 3 cidades brasileiras que estão trabalhando para ativar esse potencial. Com o trabalho, esses municípios buscam garantir desenvolvimento integral para todos os cidadãos.

Grêmios escolares para tornar Santos uma cidade educadora

Cidades Educadoras
Foto: Reprodução

Conhecido por sediar o maior porto da América Latina, a cidade do litoral paulista tem sido reconhecida por diversas iniciativas educacionais. A secretaria de educação do município investe em diversas ações que fortalecem a ligação da comunidade com a escola. Como uma cidade com muitos moradores idosos, o município também criou projetos como o “Vovô Sabe Tudo”. A iniciativa leva idosos para participar da educação como condutores de bondes, contadores de história e cuidadores de hortas comunitárias.

Além disso, grêmios escolares foram incentivados e criou-se uma Câmara Jovem. Cidades educadoras contam com a participação jovem. As duas ações buscam fortalecer os espaços de participação voltados para crianças e adolescentes. Projetos como esses também permitem que os jovens se envolvam ativamente nos debates sobre o futuro da cidade.

Programa que envolve várias secretarias muda realidade de Sorocaba

Reconhecida pela Unesco desde 2010 como uma Cidade Educadora, o município criou em 2005 o programa “Cidade Educadora, Cidade Saudável”. O projeto uniu esforços da Secretaria de Educação com as de Saúde, Esporte, Lazer, Cultura e Cidadania e Segurança.

A partir disso, parques, praças, ciclovias e academias ao ar livre foram construídos. A prefeitura também trabalhou para despoluir o Rio Sorocaba.  O Portal Aprendiz conta: “A partir daí, estabeleceu-se um sistema pedagógico ancorado em três pilares: aprender a cidade, aprender na cidade e aprender com a cidade. Como toda mudança, a proposta exigiu a qualificação dos educadores e a criação de roteiros pedagógicos que envolvessem as escolas e espaços”.

O projeto não parou por ai. Trilhas educativas foram adotadas para que os professores criassem percursos pedagógicos pela cidade e se entendessem como mediadores de conhecimento. Com a tarefa de repensar a educação, os profissionais acabavam por rever também seus papéis.

Ecomuseu no interior do Ceará apoia a criação de uma comunidade educadora

Ecomuseu recebendo moradores
Foto: Reprodução | Portal Aprendiz

Perto de Fortaleza, o município de Cachoeira abriga o distrito de Maranguape, e nele, seu Ecomuseu comunitário, sediado num antigo casarão que hoje faz parte de uma terra coletiva. Mapeada pelo Caindo no Brasil em 2013, a comunidade rural tem cerca de 1500 habitantes que vem experimentando como podem aprender juntos em diálogo com o território.

“Com o Ecomuseu a comunidade interage mais com o global. Vamos abrindo horizontes maiores e as pessoas vão mudando seu sistema de crenças, ao mesmo tempo em que fortalecem o que há de cultural, popular e tradicional”, reflete Nadia Helena, da coordenação dos projetos de educação do Ecomuseu. O acervo do projeto é preparado continuamente pelos moradores e estudantes, através de pesquisas escolares.

A matéria do Portal Aprendiz reforça como a cidade aprendeu, com seu passado de cooperação para garantir as colheitas e a posse da terra, a trabalhar em conjunto. A Escola Municipal José de Moura entrou de cabeça na jogada. Ao lado da cultura e do meio ambiente, a educação é um dos pilares do Ecomuseu para que a comunidade seja uma referência nas cidades educadoras.

“O projeto entrou em definitivo na vida escolar. Todo o público da escola, educadores, estudantes e funcionários, passam a integrar as atividades de educação integral. O Ecomuseu se estende para escola e a escola para eles, misturando o espaço físico, os tempos e ativos de aprendizado”, afirma Nádia.

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