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Ivys Urquiza ensina como ser um professor youtuber no Festival Path

Em uma noite de domingo, uma atendente do drive-thru do McDonald`s se deparou com uma criança de oito anos no banco do motorista do carro pedindo um x-burger. Ela logo estranhou que o garoto estava sozinho e ligou para a polícia. Descobriram, mais tarde, que os pais do garoto estavam dormindo em casa e ele realmente queria um x-burger. Por isso, abriu o Youtube e assistiu um vídeo que o ensinou a dirigir o carro de seu pai para buscar seu jantar. A garçonete disse que ele dirigia muito bem e respeitou todas as regras de trânsito.

O aprendizado rápido, pelos vídeos no Youtube, está cada vez mais em voga. Essa é uma das grandes tendências para 2018 citadas no livro Non obvius: how to predict trens and win the future, de Rohit Bhargava (de onde tiramos a história dodrive-thru). Levando isso em conta, o Festival Path convidou o professor Ivys Urquiza, um dos principais youtubers de educação do Brasil, para a realização de uma oficina sobre o tema.

Ivys Urquiza posa para câmera durante uma de suas videoaulas
(Foto: Divulgação)

Ivys é engenheiro por formação e professor por paixão. Entusiasta da tecnologia. Defende que o lúdico e o científico podem (e devem) andar juntos em harmonia. É GCI (Google Certified Innovator) e Embaixador do YouTube educação no Brasil. Comanda o projeto Física Total e, entre um e outro compromisso profissional adora brincar com seu amado cão, Iuga.

“Acredito que a principal vantagem das videoaulas para o estudante é a autonomia. Ele decide o melhor horário para assistir a aula. Fazendo isso, potencializa sua interação com o conteúdo”, ele explica. Outro aspecto muito relevante é a diversidade de material disponível. O acervo de videoaulas permite que o(a) estudante assista a um(a) professor(a) que use uma linguagem mais inteligível.

Ivys sempre teve a tecnologia como parte do seu cotidiano e ele resolveu usar essa possibilidade como ferramenta de trabalho. “Minha inserção nas redes e mídias sociais se deu quando percebi que lá era o novo habitat de meus/minhas estudantes. Refletindo compreendi que tentar tirá-los de lá seria um trabalho fadado ao fracasso. Era melhor seria me posicionar onde eles naturalmente estariam”, conta.

O que Ivys aprendeu dando videoaulas

“Impactar centenas de milhares de estudantes me fez tomar consciência do quanto é preciso estar em constante evolução. Como aprender novas habilidades tem que ser uma prática diária. Quão maior é conjunto de coisas que você descobre não conhecer a cada nova coisa descoberta feita”, reforça o professor. Ele também apontou que dar aulas online fez ele se tornar mais humilde. Sair da “bolha” que estava inserido garantiu uma visão mais ampla do seu trabalho.

Ivys fará uma oficina no Festival Path

A oficina Como fazer vídeoaulas no Youtube acontecerá no dia 20/5, durante o Festival Path. O encontro será um bate-papo leve sobre suas experiências e impressões ao longo dessa caminhada. Além disso, contará com um momento mão na massa. “Acredito que isso vai possibilitar que cada participante esteja instrumentalizado para tirar seus projetos digitais do mundo das idéias e trazê-los para o mundo das coisas”, explica o professor.

A ideia é que os participantes se sintam provocados a refletir sobre suas práticas docentes atuais e acerca do conjunto de possibilidades que se apresentam no mundo de produção de conteúdo audiovisual educacional. Além, claro, de preparados para os primeiros passos na nova jornada como Edutuber

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Importância do brincar e a relação entre saberes populares e educação

Imagem de uma apresentação do Instituto Brincante, com quadro pessoas tocando instrumentos de cultura popular nordestina
(Reprodução/Youtube)

O Instituto Brincante é um espaço que se dedica a estudar e disseminar a cultura popular brasileira. Rosane Almeida e Antonio Nóbreg são os fundadores desse lugar que já fez e vai fazer muita história. Quando estrearam o espetáculo conjunto Brincante, em 1992, a dançarina natural de Curitiba (PR) e o ator pernambucano tiveram dificuldades. Especialmente em atrair o interesse dos palcos paulistas para as manifestações culturais dos estados nordestinos, onde aprenderam juntos a brincar.

Foi a partir dessa carência que eles criaram o instituto no bairro da Vila Madalena, em São Paulo. Atualmente, o espaço oferece formações como Estudos da Cultura e Música Tradicional da Infância; Percussão Brasileira e Danças Afro-brasileiras. Além de fundadora, Rosane é responsável pelo desenvolvimento artístico e pedagógico do instituto. Ela encara a cultura popular como um território de saberes inesgotáveis e busca transformar os indivíduos por meio da educação e da arte. 

Os participantes que escolhem um dos cursos oferecidos não presenciam nos espaços reproduções de festas como reisado ou o cavalo-marinho. As brincadeiras,  quando estudadas, apresentam estruturas para que o indivíduo se conheça, conheça o outro e crie o que tem sustentado a repetição dessas manifestações até hoje: o espaço para criar.

Rosane conversou com o Portal Aprendiz para falar sobre a importância do brincar e da relação ente a população e saberes. Veja mais:

Portal: Como poderíamos definir um brincante?

Rosane Almeida: Os artistas populares se autodenominam brincantes porque brincam uma ‘brincadeira’ ou ‘folguedo’ quando performam dentro de manifestações culturais. Suas origens remontam à brincadeiras que foram reivindicadas com muita convicção em cenários de infrações da dignidade humana, como processos coloniais de escravidão e genocídio. Ou seja, conclamadas por pessoas que não podiam e não distinguiam seu fazer artístico de de sua vida áspera.

Quando alguém se considera brincante, ele está fazendo uma escolha: quer dar o melhor de si todo tempo. Ele performa rituais onde concretiza o ideal de uma beleza interior que altera a visão que os brasileiros mantêm de seu próprio povo, exclamando: “Não somos um povo cinza, somos coloridos, não somos analfabetos, temos potência, somos reis e rainhas!”.

Portal: Os brincantes só existem dentro de manifestações culturais tradicionais?

Rosane Almeida: Não. Veja bem, quando as brincadeiras começaram a ser semeadas, o tempo era de caos: você tinha negros que falavam línguas diferentes a dividirem estruturas únicas, índios tratados como animais e portugueses que vinham povoar o país como punição por delitos em sua terra natal. Foram justamente esses encontros forçosos que fizeram com que nossas festas se desenvolvessem de maneira rica, pois as culturas que as criaram tinham na memória elementos muito bem estruturados.

Repare nos primórdios do cavalo-marinho, brincadeira tradicional da zona da mata pernambucana. Quando esses povos se encontraram, todos comemoravam de formas particulares o solstício de verão. Para se comunicar festivamente, essas populações trocaram memórias de alegria: os negros trouxeram o pulsão de sua memória rítmica. O índio, por sua vez, levou uma lembrança de desenhos espaciais, ocupando terrenos em roda. E o europeu fechou o folguedo com a estrutura melódica.

Temos que parar de pensar nas manifestações culturais como se estivessem paradas no tempo. Todo material de cultura popular que chegou aos dias de hoje é fruto da felicidade do fazer e só sobreviveu porque se alterou. E quem brinca nelas também. Ao pensar que só no sertão do Cariri alguém pode ser brincante, estamos apequenando o aprendizado e limitando seu saber.

Portal: E como isso se reflete no trabalho de formação do Instituto Brincante?

Rosane Almeida: A arte e a cultura popular propõem um chão de desafios para nos tornarmos indivíduos melhores. Na medida em que você toca, dança ou canta, você se realiza em estruturas que se refletem em todos os aspectos de sua vida. O cantar te coloca diante de palavras que proporcionam um discurso melhor, orientando o seu falar. O dançar te coloca de maneira orgânica de encontro com o outro e o território ocupado. E quando você menos percebe, você está brincando.

Portal: E com os educadores? Como é o trabalho?

Rosane Almeida: Cada um dos educadores que compõe o Instituto Brincante tem uma história de vida: a do Nóbrega olha para a questão da palavra e como ela se constrói poeticamente; eu, por outro lado, penso o corpo dentro da dança. Todos encontraram aquele lugarzinho onde seu fazer se expressa. O curso A Arte do Brincante para Educadores quer ajudar os professores a encontrarem o deles.

Dentro dos espaços educativos, como a escola, se cobra de um professor que ele ofereça aos alunos liberdade, autoestima, empoderamento, sentimentos que nunca experienciou no seu processo de formação. Então, usamos procedimentos de cultura popular brasileira para que o educador reconheça o quanto pode ser criativo. Mais importante: o que ele gostaria de investir enquanto aprendizado e o que não faz sentido.

Dentro da tradição, você encontra ferramentas, mas elas não podem ser um fim por si só. Não vamos dançar reisado no Instituto Brincante. Vamos construir experiências que dizem respeito ao encontro do educador com outro educador, naquele curso, naquele tempo-espaço onde elas aconteceram.

Portal: Poderia dar um exemplo de como uma tradição brincante pode ser ressignificada?

Rosane Almeida: Não existe nenhuma poesia estruturalmente tão rica quanto a feita no Brasil. Você tem sextilha, martelo agalopado  e tantas outras estruturas particularizadas pelas regiões onde germinaram. Uma das mais famosas é a quadrinha, onde o segundo verso rima com o primeiro: Batatinha quando nasce Espalha a rama pelo chão Menininha quando dorme Põe a mão no coração (…)

As quadrinhas foram inventadas há muitos anos, fazendo sentido no contexto de criação. Agora, não tem cabimento replicá-las. No Brincante, lançamos o desafio: faça sua própria quadrinha! Não cante sobre a batata, cante sobre um presidente que dilapida o país, sobre uma mídia opressora, enfim, sobre o seu cotidiano. Porque a criatividade depende do presente. Enquanto brincante, meu trabalho é o de fazer as pessoas enxergarem que: tão importante quanto intervir na coletividade, é entrar fundo, verticalmente, nessa qualidade do ser humano que se move na verdade do seu entorno.

Post com modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “A cultura popular propõe um chão de desafios para nos tornarmos indivíduos melhores”, da reporter Cecília Garcia para o Portal Aprendiz. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Curso online de metodologia de Estudo de caso com Katherine Merseth

Imagem de divulgação do curso de metodologia de estudo de caso, com a foto de Katherine Merseth

O uso da Metodologia de Estudo de Caso no processo de aprendizagem pode ser uma boa alternativa para combater alguns problemas do ambiente escolar. Por isso, o Instituto Península e o Instituto Singularidades vão promover um curso para abordar o assunto entre educadores. Lecionado pela Katherine Merseth, professora da Harvard Graduate School of Education (HGSE), a formação é completamente online.

Como resolver situações reais

Essa metodologia trata de situações reais, através de casos ocorridos no ambiente escolares. Assim, o objetivo do curso é capacitar seus participantes a usarem essa metodologia em suas aulas para que eles consigam resolver dilemas comuns nesse ambiente.

O curso acontecerá no dia 5 de maio e haverá tradução simultânea. Ele vai ocorrer das 8h30 às 17h30. Veja mais informações e formas de pagamento no site do Instituto Singularidades

 

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Escola cria currículo que desenvolve competências e abre novos caminhos para estudantes do Fundamental II

Unir tendências da educação, escuta dos alunos e professores e profissionais especialistas em diversas áreas. Essa é a equação que a Escola Santi, de São Paulo, encontrou para aprimorar sua proposta educativa e desenvolver jovens de 11 a 15 anos com uma perspectiva integral. O Currículo 21 oferece cursos não-obrigatórios para os estudantes do 6º ao 9º ano. Os jovens desenvolverem competências socioemocionais e entrarem em contato com novas áreas.

As disciplinas consideradas tradicionais ainda se mantém. No entanto, os cursos serão mais um caminho para os estudantes conectarem o que aprendem em Matemática, Português, História com projetos reais e com maior significado para os jovens. São cursos como Procedimento de Estudo (6º ano), Competências Socioemocionais (divididos em Mindfulness, Estratégias para Atuação em Grupo e Ação de Impacto Social, para os estudantes do 7º ano), Projeto Bilíngue (Garbology e Games&Coding para o 8º ano) e Design Thinking (9º ano). Marta Durante, diretora pedagógica, explicou. “Estamos incentivando alunos a realizarem essas conexões entre as disciplinas tradicionais e as do Currículo 21. A Santi já tem a cultura de realizar projetos interdisciplinares dentro do currículo”.

Procedimento de Estudo ajuda estudante a desenvolver consciência da aprendizagem

A entrada no Ensino Fundamental 2 pode ser um desafio. De um único professor, o aluno começa a precisar organizar-se entre diversos professores e um número maior de disciplinas e de trabalhos e testes. O Procedimento de Estudo apoiará os estudantes nesse novo momento. “Existem estratégias diferentes no aprendizado. Mais do que aprender estratégias de estudo e de organização, os alunos terão a possibilidade de desenvolver a consciência de aprendizagem. O curso possibilita que eles tenham mais clareza do processo dos professores e principalmente deles mesmos”, explicou Marta.

Competências Socioemocionais

Três alunas praticam mindfulness no Curriculo 21

No 7º ano, os estudantes terão uma série de micro-cursos voltados para o desenvolvimento de competências socioemocionais. Adriana Cury, diretora geral da escola, ressaltou: “O Currículo 21 nos permitiu criar ciclos mais curtos. Assim, o aluno começou a perceber que precisa aproveitar muito aquele trimestre, porque no próximo ele já estará envolvido em outro projeto, com outro educador”. 

Durante o ano, os estudantes com idades entre 12 e 13 anos terão cursos envolvendo Mindfulness, Estratégias para atuação em grupo e Ação de impacto social positivo. Assim, farão uma jornada que parte do maior conhecimento de si mesmos e trabalho com foco, atenção e autocontrole e começarão a experimentar trabalho em equipe. Por fim, realizarão um projeto beneficiando uma ONG.

Projeto Bilíngue

No 8º ano, os estudantes trabalharão ativamente com projetos que envolvem sustentabilidade. Esse será o primeiro momento no qual os alunos terão parte do currículo com a língua inglesa como idioma oficial. No curso de Garbology – junção de garbage (lixo) e arqueology (arqueologia) -, os jovens trabalharão com gestão de resíduos, consumo e sustentabilidade. Já no segundo e no terceiro trimestres, aprenderão a linguagem de programação ainda tendo como tema de fundo a sustentabilidade.

Alunos debatem durante a aula de Design Thinking, do Currículo 21Design Thinking

Os estudantes do 9º ano, por sua vez, são apresentados oficialmente ao Design. A disciplina desenvolve habilidades para os jovens buscarem soluções que promovam uma experiência mais empática nas pessoas. A abordagem é baseada em empatia, colaboração e experimentação.

No curso, os jovens aprendem o conceito de design e, em seguida, realizam um projeto prático para aplicar a teoria na sua realidade. “Eles são convidados a revisitarem suas histórias na Santi a partir do Design. Utilizando os conceitos que aprenderam, desenvolvem um projeto sobre as pessoas, os jogos de vôlei e outros momentos marcantes que tiveram na escola”, contou Adriana.

Currículo 21 muda maneira de aprender e ensinar

A nova proposta da Santi ainda está no seu primeiro trimestre de atuação. Mesmo assim, já apresenta resultados interessantes para alunos e professores. Os alunos passaram a ter uma relação diferente com o aprendizado e com a resolução de conflitos. Esse processo, que já vinha sendo trabalhado na Santi, aumenta ainda mais a corresponsabilização do aprendizado entre alunos e professores.

Já os professores também estão sendo impactados. “Qual o compromisso que o professor terá a partir dessa nova maneira de educar? Esses cursos passam a ser um valor para o professor. Os professores vão repensar sobre a prática a partir do que os alunos estão realizando e não a partir da opinião dos coordenadores”, provocou Marta. Isso está refletido na própria formação docente. Todos os funcionários da Santi passaram por uma oficina de Design. O desafio era propor uma solução para trazer a felicidade para o outro durante a semana pedagógica. “Nesse momento, eles precisaram olhar para a necessidade do outro, trabalhar em grupo e prototipar. Os resultados foram incríveis”, contou Adriana. 

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Genocídio e desigualdade: jovens mortos em chacina davam aulas de hip hop para crianças

Imagem de cartazes no chão com os textos "Assassinato" (riscado), "Genocídio" e "Nem mostos vão nos silenciar"
(Roberto Nogueira/Inter TV))

No final de março, cinco jovens foram mortos em uma chacina em Maricá, no Rio de Janeiro. Eles participaram de projetos culturais ligados à cultura do RAP. Segundo parentes, davam aulas de hip hop para crianças na área comum do Condomínio Carlos Marighella. As aulas aconteciam na quadra onde eles foram executados. Segundo a Prefeitura, três deles faziam parte da Roda de Rima, projeto das secretarias de Participação Popular, Direitos Humanos e Mulher e da Cultura.

O G1 trouxe os perfis das vítimas de acordo com informações passadas por parentes das vítimas. Matheus Bittencourt (18) era DJ, participou de um ato por eleições diretas para presidente, em Maricá, e participava da roda cultural Darcy Ribeiro. Marco Jonathan (17) era dançarino, participou de projetos da Prefeitura, ganhou o duelo do passinhos e se preparava para ser MC. Sávio Oliveira (20) era compositor, produtor, mestre de cerimônia das batalhas de rimas e estava gravando um CD. Matheus Baraúna (16) era membro da Nação Hip Hop e, junto com Marco Jonathan e Patrick da Silva, faziam parte da Roda do Bronx, que era no Condomínio Carlos Marighella. A roda era direcionada às crianças com idades de entre 8 e 10 anos. Patrick da Silva, cuja idade não foi divulgada, era membro da Roda Cultural do Bronx, no Conjunto Habitacional Carlos Marighella. Envolvido em projetos de hip hop na cidade.

Genocídio e desigualdade no Brasil

O caso é muito sério e comovente. O rapper Projota falou em suas redes sociais sobre a chacina. Os jovens haviam voltado do seu show horas antes de serem mortos. No post, o artista fala também sobre a desigualdade social do brasil. A questão do genocídio é outro assunto levantado. A cultura do hip hop e a expressão artística é um fator essencial para o desenvolvimento dos jovens. Afinal, essa é uma contribuição muito rica para a construção do senso crítico e social. 

Texto de Projota onde ele fala sobre a chacina dos jovens no RJ
(Reprodução/Facebook)

Moradores do Conjunto Habitacional Carlos Marighella fizeram uma manifestação para pedir mais segurança no local. Os jovens mortos na chacina também faziam parte de um grupo de dança em Itaipuaçu, de acordo com parentes. A Prefeitura de Maricá decretou luto oficial de três dias. Segundo a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, os jovens foram obrigados a deitar no chão antes de serem baleados. A polícia já tem o perfil de um suspeito de participação do crime e trabalha com a hipótese deles terem sido vítimas de milicianos.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Mortos em chacina davam aulas para crianças de 8 a 10 anos em área de lazer onde foram executados, em Maricá, no RJ“, do G1. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Artesanato Educacional promove curso online sobre Sala de Aula invertida

Imagem de uma pessoa sentada usando um Tablet, e ao fundo um computador
(Pixabay)

A sala de aula invertida é uma proposta educacional que busca transformar a sala de aula tradicional em um ambiente interativo e centrado no aluno. Uma das suas características é liberar o tempo de sala para a aplicação de metodologias ativas. Afinal, as aulas expositivas são gravadas em vídeos e assistidas pelos alunos em casa.

Esse modelo, criado pelos professores americanos Jonathan Bergmann e Aaron Sams, pode colaborar muito com a aprendizagem. Especialmente pelo ensino personalizado e pela melhoria das relações na sala de aula. Pensando nisso, o Artesanato Educacional desenvolveu um curso para promover uma prática efetiva dessa proposta. A formação é online e busca planejar e implantar essa abordagem em diferentes contextos educacionais.

Sala de Aula Invertida na prática

O curso tem início no dia 15 de maio e vai até o dia 25 de junho, com uma dedicação média de 5 horas semanais. Ele é dedicado para educadores e pessoas de diversas áreas voltadas para a educação de alguma maneira. Além disso, a formação será ministrada por José Erigleidson e João Mattar. Ambos são professores com formação e experiência em EaD, que elaborarão materiais e proporão atividades.

O curso vai abordar assuntos como ambientação, fundamentos e planejamnto da Sala de Aula Invertida, além de tecnologias e avaliações. Ele segue o modelo de comunidade de aprendizagem e os temas serão apresentados por meio de webconferências semanais e aprofundados em discussões e atividades assíncronas no Ambiente Moodle. As aulas ao vivo ocorrerão sempre aos sábados e ficarão disponíveis para os alunos. Acesse o site do Artesanato Educacional e saiba mais. 

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Reforma do Ensino Médio: Quero na Escola conversa com alunos sobre suas opiniões

Imagem das mãos de uma menina segurando dois livros
(Pixabay)

Quero Na Escola é um canal onde o aluno pode dizer o que mais quer aprender e a comunidade saber onde pode participar da educação. Esse movimento conversou com estudantes para saber o que eles pensam sobre a Reforma do Ensino Médio. Além disso, eles questionaram a necessidade de escolher seu itinerário de aprendizagem, uma das mudanças mais significativas.

As alterações para as escolas adaptarem-se à reforma começaram neste ano. Sancionada pelo presidente Michel Temer (PMDB) em fevereiro de 2017, a medida gerou polêmicas e insatisfações. Sobretudo entre parte significativa dos estudantes, que se mobilizaram contra a reforma do Ensino Médio.

O Quero Na Escola escutou 209 alunos de 14 estados brasileiros. Dos entrevistados, 30 (14%) sequer sabiam da reforma. Entre os que sabiam, 33% relataram já ter escolhido a área que seguirão entre Linguagens e suas tecnologias; Matemática e suas tecnologias; Ciências da Natureza e suas tecnologias; Ciências humanas e sociais aplicadas; ou Formação técnica e profissional.

Construção do conhecimento básico

A estudante Camila Odete Silva, 17, de Alagoas, afirma que a princípio a Reforma do Ensino Médio parecia positiva. Mas a impressão foi desfeita após olhar a proposta em detalhes. “Filosofia, artes, educação física e sociologia são disciplinas que tem de ser obrigatórias. Pois são pontos fundamentais para a formação do cidadão. Sem falar que priorizar uma das áreas de conhecimento levaria a uma desestruturação de conhecimento básico muito grande”, diz. Os demais alunos ouvidos dividem-se entre querer mais de uma opção de formação (33%) e ainda não saber e precisar de mais tempo para decidir (31%). Destes que ainda não escolheram, a maior parte já está no fim do Ensino Médio.

Nem todas as escolas vão oferecer as cinco áreas, nem disponibilizar a escolha no primeiro ano do Ensino Médio. Essa decisão fica a critério das instituições junto com os estados, que são responsáveis por essa etapa de ensino. Isso pode forçar alguns estudantes a alterar sua escolha de área ou mudar de escola. Neste caso, 62% dos estudantes optariam por mudar de escola para manter sua área de interesse. Enquanto a minoria (33%) preferiria mudar de área a mudar de escola.

A diferença entre as escolas públicas e particulares

“Eles colocam essa escolha, mas a gente nem tem direito de escolher”, afirma Letícia Maria Oliveira Ferreira, 16, do Ceará, sobre o fato de que muitos jovens terão de decidir entre trocar de área ou de escola. Esta segunda opção, mais provável entre os jovens, exigirá tanto da família quanto do Estado uma logística e reorganização cuidadosa. Especialmente para evitar salas lotadas ou jovens estudando muito longe de casa. Além disso, outra questão crucial do debate é a evasão escolar. A mudança de escola, a decisão da área de interesse e a logística da mudança são questões que podem ter uma grande relação com o engajamento e a presença dos estudantes na escola.

A jovem do Ceará afirma ainda recear que alunos de escolas particulares tenham melhor desempenho no vestibular, isso porque o ensino privado terá mais condições de oferecer todas as cinco áreas. Já as públicas veem-se diante de mais um desafio, e provavelmente só vão conseguir ofertar um ou dois itinerários formativos. Ela também afirma temer que a necessidade de optar por estudar mais uma área do que as demais leve a um ensino mais técnico e menos voltado ao desenvolvimento integral dos jovens e que a reforma acabe levando a uma maior disparidade entre a rede pública e particular. “Parece que querem que a gente [de escola pública] entre logo no mercado de trabalho e nem vá para a faculdade, porque a gente vai escolher só algumas matérias prioritárias, mas vão cair todas no vestibular”, observa Letícia.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “O que os alunos esperam da reforma do Ensino Médio“, da reporter Ingrid Matuoka para o Centro de Referências em Educação Integral. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Educação a Distância: submissão de Atividades para a JOVAED 2018

Imagem de duas jovens sentadas lendo em computadores
(Pixabay)

A Jornada Virtual ABED de Educação a Distância é um evento que reúne soluções para tornar a educação mais significativa utilizando tecnologia como apoio à aprendizagem. Online, aberto e gratuito, o tema deste ano é Pesquisa sobre Ensino a Distância no Brasil. Organizado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), ele vai ocorrer entre os dias 9 e 29 de junho. 

O JOVAED 2018 vai abordar assuntos como ambientes virtuais de aprendizagem, redes sociais, blogs e microblogs, dispositivos móveis e webconferências, entre outras. O tema escolhido dará continuidade ao trabalho coordenado pela Professora Doutora Vani Kenski, Grupos que Pesquisam EaD no Brasil, lançado durante o CIAED 2017. A edição 2018, portanto, buscará apresentar os diversos grupos que pesquisam sobre educação a distância em nosso país. Além disso, há a oportunidade de conhecer os trabalhos que esses grupos vêm desenvolvendo e refletir sobre a direção que as pesquisas tendem a tomar na área. As áreas abordadas são Computação, Saúde, Artes, Letras e Linguística, Ciências Sociais Aplicadas, Engenharias, Ciências Humanas e Educação.

Inscrição de atividades do JOVAED

É possível também propor uma atividade para o evento. A plataforma e os meios de comunicação ficam a critério do responsável pela atividade. A avaliação das propostas dará preferência àquelas em que não haja limite máximo de inscritos. O prazo para envio das propostas é até o dia 30 de abril. Os inscritos terão direito a Certificado de participação emitido após o final do evento. Acesse o site do evento e saiba mais.

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Monique Evelle quer saber: “Há espaço para todo mundo no futuro?”

Imagem de Monique na rua, com o braço levantado protestando, e ao fundo outras oito pessoas
(Reprodução/Instagram)

Em 2017, Monique Evelle foi reconhecida pela revista Forbes como uma das 30 jovens com menos de 30 anos mais promissoras. Já participou de grandes eventos, como TEDxRioVermelho, TEDxSãoPaulo e Youth Business International. Também participou do Prêmio Laureate Brasil, Simpósio da Universidade de Harvard e Conectados al Sur.

Conhecemos Monique em 2013, durante a viagem do Caindo no Brasil. Já envolvida em diversos projetos na capital soteropolitana, tivemos uma breve conversa em um ônibus urbano a caminho de sua faculdade na época. Nos encantamos tanto que ela foi uma das pessoas inspiradoras que fizeram parte do Livro do Caindo no Brasil, escrito pelo Caio Dib, nosso fundador. Na jornada de Caio pelo país – que durou cinco meses e meio – em busca de escolas, projetos e histórias que fazem a diferença na educação brasileira.  

Recentemente, Monique deixou a função de repórter no semanal da Globo, Profissão Repórter. Agora, ela iniciou outros projetos de grande relevância. A jornalista passa a integrar, a partir de abril, o núcleo responsável pelo desenvolvimento e pela criação dos futuros trabalhos do Bossa Nova Studio. Ela cuidará da manutenção de projetos que englobam produções audiovisuais, plataformas digitais e ferramentas de entretenimento, relevância social e impacto em rede. O estúdio tem vários trabalhos consagrados nacional e Internacionalmente. Um deles é o projeto A Turma da Mônica Jovem, do Maurício de Souza.

Monique conversou com o portal Mundo Negro

A jovem deu uma entrevista exclusiva para o Mundo Negro, onde ela fala sobre novos rumos, amadurecimento, a moda da Diversidade e sua carreira. Olha só: 

Mundo Negro: O que você acha que mais mudou entre aquela adolescente inquieta que queria mudar o mundo, com essa jovem mulher que você se tornou? 

Monique Evelle: Eu digo para amigos próximos que em 2017 me tornei adulta. Isso porque quem não entendia que Monique Evelle, fundadora da Desabafo Social, era uma profissional formada e tudo mais, passou a entender com Monique Evelle, repórter do Profissão Repórter. Porque até então eu era apenas a ativista , militante e empreendedora social. Em 2017 me tornei a empresária e repórter. A chave mudou na cabeça das pessoas. De uns três anos pra cá me vejo muito mais estratégica, mais consciente nas minhas decisões. Seleciono mais onde quero estar e com quem quero estar e não sofro ao dizer não. Esses pontos me deixam menos sobrecarregada e consigo direcionar meus esforços para o que vale a pena.

Você é muito aberta sobre suas percepções boas e ruins nas suas relações de trabalho e sobretudo no contexto do feminismo e movimento negro. Fazendo um balanço, rolou mais alegrias ou decepções nessa sua caminhada e de que forma isso impactou o seu trabalho?

Mais alegrias com certeza. As tristezas aconteceram apenas em reportagens que qualquer ser humano ficaria impactado, como a de Feminicídio e Naufrágios. Eu costumo dizer que se Caco Barcellos não tivesse me parado naquela lanchonete em setembro de 2016 e eu não tivesse aceito três meses depois, nunca imaginaria trabalhar com audiovisual. Na verdade, o Profissão comprovou aquilo que sempre acreditei: fazer andar juntos o talento e técnica. Aparentemente eu tenho o talento de me comunicar com as pessoas. Saber como chegar respeitando o lugar do outro e assim por diante. No Profissão adquiri a técnica. Se hoje eu aposto em conteúdo audiovisual, me vejo como roteirista e diretora, foi o Profissão Repórter que me trouxe isso. Não tenho o que me queixar em relação a isso.

Você saiu do Profissões Repórter que é um dos programas mais intensos em termos de jornalismo da maior emissora do Brasil. Trabalhar na Globo foi do jeito que você imaginava que seria?

Eu nunca imaginei trabalhar na Globo, nunca mesmo. E depois que deixei meu crachá sem querer cair na rua, uma menina pegou , me devolveu e disse “cuidado para não deixar o sonho de muita gente cair”, eu tive um choque de realidade e ao mesmo tempo senti o peso da responsabilidade. Eu estava realizando o sonho de outras pessoas. Então eu sempre pensei que já que estou na maior emissora do Brasil que seja para fazer ressoar aquilo que eu fazia nas ruas e na internet. As reportagens que fiz mostram isso. A única coisa que tenho a dizer é que o Profissão Repórter foi um dos melhores espaços e ambientes que já trabalhei até hoje.

Você faz muitas palestras, eventos dentro e fora do país. Qual o tema que as pessoas mais te chamam para falar? Se fosse escolher um assunto que você adoraria abordar em um grande palco/plataforma, qual seria?

Sobre temas em eventos tive algumas fases. Mais adolescente era sobre Direitos da Juventude. Na casa dos 18 anos era tudo relacionado a raça e gênero. A partir dos 20 acrescentaram empreendedorismo e hoje tendências, futurismo e diversidade. Acredito que consigo fazer um mix de todas essas temáticas. E por isso gostaria de apresentar minha perspectiva até chegar numa resposta coletiva para a pergunta “Há espaço para todo mundo no futuro?”.

A diversidade é o tema do momento. Essa é uma preocupação real das empresas ou algo para parecer politicamente correto, como reciclar e inserir práticas sustentáveis? Se é uma oportunidade de negócio, pessoas negras estão sabendo surfar nessa onda, não só como profissionais contratados, mas também como empresas de consultoria nesse tema?

Há quem incorpore a cultura da diversidade por uma questão de oportunidade de negócio. E há quem faça isso porque entendeu que é necessário tanto para cultura organizacional, quanto para justiça social. Agora, por mais que haja algumas consultorias lideradas por negros e mulheres sobre o tema diversidade, ainda é pouco e geralmente não ganham concorrência de grandes empresas. O único conselho que posso dar é identificar mais parceiros do que concorrentes. E também tentar responder a seguinte pergunta: Minha empresa continuará existindo quando a onda passar? A partir daí a gente começa a pensar em leques de serviços que não seja tão pontual.

Dentro dos seus projetos para 2018, quais você gostaria de destacar pela relevância? Tem algo que estava na gaveta e que finalmente você poderá realizar?

Recebi várias propostas e uma delas foi da Bossa Nova Studio, uma empresa da Bossa Nova Group. Era para integrar o time de desenvolvimento de estratégias e produção audiovisual com foco em entretenimento e impacto social.

E cheguei num momento maravilhoso para cuidar de perto de um projeto que me deixa muito orgulhosa. Ele será lançado logo mais, só que não posso falar muito porque ainda é confidencial. Só posso dizer que será incrível e justo pra todo mundo. Agora, as outras novidades as pessoas vão saber aos poucos. Mas tem coisas que por mais que a gente saia, não sai da gente.

Post com modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Monique Evelle deixa Profissão Repórter e prova que inovação e futurismo são assuntos de preto“, da reporter Silvia Nascimento, para o Mundo Negro. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Educação democrática e engajamento dos estudantes

Imagem de dois jovens sentados lendo livros
(Pixabay)

O número de escolas públicas que buscam promover uma participação ativa dos estudantes cresceu muito no mundo. Para isso, eles usam projetos, programas, políticas e diálogos para conseguir colocar essas ideias em prática. Isso resulta em debates e posições muito importantes sobre questões urgentes da nossa sociedade.

Especialmente na educação, é nítido que escolas conteudistas, com relacionamentos hierárquicos e que promovem a competitividade são falhas. Pesquisas no novo campo interdisciplinar das ciências da aprendizagem já mostraram porque este modelo não funciona. Elas confirmam teses defendidas por educadores como o inglês A. S. Neill.

Seu neto, Henry Readhead, hoje diretor da escola Summerhill, esteve na 25ª Conferência Internacional de Educação Democrática (IDEC) e na 1ª Conferência Hadera pela Educação Inovadora para lembrar que, há quase cem anos, a escola criada por seu avô confirma cotidianamente que uma comunidade construída com base na compreensão de como nos desenvolvemos e aprendemos a nos relacionar com os outros garante a formação de pessoas felizes, saudáveis e produtivas.

Desafios reais

Agora, é preciso passar dos discursos e inspirações. As escolas e universidades democráticas encontram grandes dificuldades para efetivamente realizar seus projetos pedagógicos. Encontram barreiras em relação a financiamento, avaliação, formação dos educadores e demais agentes envolvidos. Ao que parece, todo o ecossistema tradicional da escola precisa ser transformado para haja um novo processo de aprendizagem. 

Por isso que a educação democrática vem buscando se fortalecer em redes nacionais e internacionais. Além das conferências mundiais anuais, consolidaram-se encontros regionais, apresentados em diversos workshops. Ela se fortalece também através da conexão com iniciativas orientadas pela democracia nos outros campos da ação social. Sobretudo as iniciativas que buscam formas mais sustentáveis, coletivas e criativas de organizar a produção econômica. E também iniciativas que promovem o diálogo multicultural e a justiça social. É nestas conexões que a educação democrática também se reinventa, escapando da tendência de se reconhecer como a solução para a educação, para continuar em busca das grandes questões.

Todos podem ser agentes de transformação

Foi neste ambiente que o movimento dos estudantes brasileiros de ocupação das escolas, que aconteceu entre 2015 e 2016, ganhou grande destaque. O movimento foi anunciado desde a abertura da conferência como a notícia mais importante para esta rede mundial. Nesse período, quase 1600 escolas, mais de 120 universidades, órgãos centrais de secretarias de educação e assembleis legislativas foram ocupadas e dezenas de ruas foram bloqueadas por estudantes em 21 estados da nação. Houve muita repressão, intimidação, ameaça, perseguição, mas os estudantes resistiram. A forma de luta foi a democracia radical: assembleias com plenos poderes de decisão, comissões responsáveis pelos cuidados coletivos, mobilização de apoio de amplos setores da sociedade.

Como resultados, o projeto de reorganização das escolas estaduais de São Paulo foi adiado, o secretário da educação se demitiu, as escolas técnicas passaram a oferecer merenda. No Rio, os estudantes conquistaram a eleição para diretores. No Rio Grande do Sul, foram liberados os recursos que não chegavam às escolas, professores foram contratados, a merenda foi melhorada, a proposta de privatização da gestão das escolas foi adiada.

A repressão se intensificou e a ocupação das escolas contra as medidas do governo federal de reforma do ensino médio e de cortes dos investimentos sociais (chamados de gastos públicos) não conseguiu impedir a sua aprovação no Congresso. No entanto, não parece improvável que o movimento seja retomado à medida em que estas reformas comecem a ser implementadas, se os estudantes não forem incluídos nos debates. O relato causou grande comoção, e este foi o principal tema do fechamento da Conferência.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Da educação democrática para uma sociedade coletiva“, para o Portal Aprendiz. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.

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Educação Fora da Caixa: documentário mostra como é uma educação democrática

Imagem de capa do documentário Fora da Caixa, com o título do material e o subtítulo "Como a educação democrática forma alunos e cidadãos", e um fundo colorido

A educação democrática ainda não é um assunto muito falado. Estruturas de ensino onde o protagonismo estão presentes no cotidiano parecem realidades muito distantes, especialmente para quem sempre estudou em escolas que não valorizam a voz de todos no processo de aprendizagem. Essa abordagem que busca a autonomia pode garantir um significado muito maior no ensino para os jovens. Pensando nisso, o documentário “Fora da Caixa” explorou um pouco mais essa alternativa educacional.

E, além de tudo isso, há uma questão muito importante relacionada com essa forma de ensinar: o combate à evasão escolar. Com um ensino mais humano, que presta atenção nas necessidades e vontades dos jovens, o engajamento dos alunos é muito maior. Ou seja, uma educação com mais sentido é essencial para ajudar a solucionar essa questão, que é um dos maiores desafios da educação brasileira. 

Jovens críticos e autônomos

‘Fora da Caixa – Como a Educação Democrática Forma Alunos e Cidadãos’ mostra como se dá esse processo de aprendizagem. Além de tornar essa experiência muito mais atraente e significativa, o processo social também é muito importante. Afinal, as escolas podem formar jovens mais críticos e autônomos, que podem repensar o ensino tradicional. Veja o material:

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Ensino a Distância e jornalismo: submissões para Prêmio ABED 2018 estão abertas

Imagem de divulgação do Prêmio ABED, com desenhos de um jornal, um computador, um microfone e uma televisão, e ai fundo a foto de uma lupa e um jornal impresso

A Educação a Distância é uma ferramenta muito forte que pode ajudar a solucionar alguns grandes desafios da educação brasileira. E agora, mais do que nunca, o trabalho da imprensa é muito importante para consolidar e espalhar essa oportunidade entre a sociedade. Por isso, a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) lançará o “Prêmio ABED – INTERSABERES de Jornalismo 2018”. 

Esse prêmio tem como objetivo valorizar o trabalho realizado pelos veículos de comunicação e seus profissionais. Além disso, ele busca destacar os trabalhos jornalísticos de qualidade, e também incentivar a divulgação de informações relevantes sobre o setor educacional.

Ensino a Distância e jornalismo

Poderão concorrer ao prêmio profissionais atuantes em veículos jornalísticos de todo território nacional. As matérias inscritas serão classificadas nas categorias mídia impressa, radiojornalismo, telejornalismo e website. Para o vencedor de cada categoria, os prêmios serão um notebook, um troféu ABED e um certificado para cada autor.

O período para submissão dos trabalhos é até o dia 15 de setembro, e a divulgação dos resultados será no dia 31 de Outubro. A premiação ocorrerá na cerimônia de abertura do DNEAD 2018 – Dia Nacional da EAD, no dia 27 de Novembro. O evento será realizado na Universidade Mackenzie, em São Paulo. Veja mais informações no site.